Mais de mil empresas ‘cripto’ sem licença para operar na UE
Só 281 empresas de criptoativos das 1.343 que se estimou existirem conseguiu obter licença para operar ao abrigo do regulamento MiCA até ao fim do prazo de transição.
-Só uma em cada cinco empresas de criptomoedas presentes na União Europeia tinha conseguido obter licença para continuar a operar até ao fim do prazo de transição do Regulamento Mercados de Criptoativos (MiCA), no dia 1 de julho. Os números da empresa de análise de dados na blockchain TRM, citados pelo jornal espanhol Cinco Días, apontam assim para a existência de umas 1.062 empresas sem licença, das 1.343 que se estima existirem.
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Algumas dessas empresas terão conseguido preencher os requisitos exigidos para a obtenção da licença emitida pelos supervisores já depois do fim do prazo. Segundo o jornal espanhol, a ESMA — o supervisor europeu — contabiliza 323 empresas com licença ao abrigo do referido regulamento. Em Portugal, até 12 de agosto, havia pelo menos uma autorizada pelo Banco de Portugal: trata-se do Bison Bank, que no final de junho também anunciou ser “o primeiro banco em Portugal a operar diretamente como Prestador de Serviços de Criptoativos”.
De acordo com o Cinco Días, as empresas que prestam serviços relacionados com criptoativos podem solicitar a autorização a qualquer momento. No entanto, estão obrigadas a suspender a sua atividade no mercado europeu até a obtenção da referida licença, período durante o qual devem informar os clientes e facilitar a transferência dos fundos para entidades autorizadas. O regulamento MiCA veio introduzir na União Europeia novas exigências em matéria de capital, governação, segregação de fundos e prevenção do branqueamento de capitais.
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