Haitong: “Ações da EDP parecem muito baratas”

EDP desvaloriza em bolsa depois de resultados operacionais aquém do esperado. Ainda assim, o Haitong melhorou a avaliação da elétrica com estabilização das notícias dos EUA sobre as renováveis.

Para o Haitong, as ações da EDP EDP 0,00% parecem negociar a um valor baixo face à avaliação que fazem da elétrica portuguesa. A casa de investimento acabou de aumentar o preço-alvo do título em 3% para os 3,4 euros, conferindo-lhe um potencial de valorização de 18%. “A ação parece muito barata e as expectativas estão baixas: comprar”, dizem os analistas.

“Na sequência dos resultados de 2016, aumentamos o preço-alvo para os 3,4 euros por ação (+0,10 euros), refletindo um valor de mercado das subsidiárias em bolsa, mas também alguns ajustes na avaliação do negócio de produção e fornecimento nas estimativas da dívida”, argumenta o Haitong numa nota de investimento desta terça-feira. “Vemos a ação da EDP muito barata, os seus níveis de avaliação (deprimidas pela sua correlação com o risco soberano de Portugal” já descontaram em grande medida o sentimento negativo”, acrescenta.

A EDP desvaloriza esta terça-feira 0,66% para 2,851 euros, sendo uma das cotadas que mais pressiona o PSI-20. O índice de referência cai 0,08% para 4.631,11 pontos.

O Haitong considera que a cotação atual representa “uma oportunidade“. “Uma melhoria das notícias provenientes dos EUA deverá ajudar a subsidiária EDP Renováveis. Reiteramos a recomendação de compra, suportado por uma revisão em alta da avaliação para os 3,4 euros por ação”, referem os analistas.

Sobre a atividade norte-americana, o banco de investimento adianta que o fluxo de notícias dos EUA estabilizou nas últimas semanas, “nomeadamente com os comentários do secretário de Estado do Tesouro ao concordar com o fim previsto do PTC [n.d.r plano de incentivos fiscais à produção de energia renovável], o que foi interpretado pelo mercado como um sinal da nova administração de que não deverá proceder a muitas alterações na regulação do setor”.

A EDP registou uma subida de 5% dos lucros para os 961 milhões de euros em 2016, superando as projeções do mercado, uma evolução que se deveu sobretudo a um “efeito fiscal não recorrente”. O EBITDA, que exclui o impacto dos impostos, caiu 4%.

EDP volta a cair

 

Nota: A informação apresentada tem por base a nota emitida pelo banco de investimento, não constituindo uma qualquer recomendação por parte do ECO. Para efeitos de decisão de investimento, o leitor deve procurar junto do banco de investimento a nota na íntegra e consultar o seu intermediário financeiro.

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