Santander Totta e StormHarbour vão vender défice tarifário da EDP

Santander Totta e StormHarbour foram contratados pela EDP para uma operação de titularização do défice tarifário. Montante em dívida ronda os mil milhões de euros.

A EDP pretende vender mais défice tarifário e já contratou a StormHarbour e o Santander Totta com vista a uma operação de titularização de créditos detidos pela EDP Serviço Universal.

Estes créditos são “relativos ao diferimento, pelo período de cinco anos, da recuperação do sobrecusto de 2017 (incluindo ajustamentos de 2015 e 2016) com a aquisição de energia aos produtores em regime especial”, informa a elétrica num comunicado publicado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A empresa informa ainda que o montante em dívida à EDP Serviço Universal, relativo ao sobrecusto é atualmente de cerca de 1.020 milhões de euros. Ou seja, a operação anunciada esta sexta-feira visa vender esta dívida (ou parte dela) a outros investidores através de títulos.

Nesse sentido, a EDP EDP 1,41% diz que vai iniciar “em breve” contactos com investidores qualificados para finalizar esta operação de titularização do défice tarifário em Portugal.

Para os analistas do Haitong, “tendo em conta as contas dos mercados de crédito (…) a operação não deverá enfrentar problemas e a EDP deverá ter bons termos, apesar do elevado montante do negócio (cerca de mil milhões)”.

EDP coloca regulador em tribunal

Entretanto, de acordo com o Jornal de Negócios (acesso pago), a EDP colocou a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) em tribunal porque quer ter acesso ao estudo do regulador sobre os contratos CMEC (Custos para a Manutenção do Equilíbrio Contratual).

A ERSE pretende rever em baixa as rendas a pagar à EDP, no âmbito dos CMEC, defendendo que a EDP deve receber 154 milhões de euros entre 2017 e 2027 de remuneração pelas suas centrais que estão abrangidas por estes contratos. Já a EDP diz que tem a receber 256 milhões.

(Notícia atualizada às 8h40)

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