À espera de uma contrapartida mais alta, EDP renova máximos desde 2014

Investidores acreditam que vão receber mais pelas ações da EDP do que aquilo que os chineses oferecem. Títulos da elétrica liderada por Mexia somam 13,6% desde o anúncio da OPA.

A EDP continua num bom momento de forma e avança esta segunda-feira para o nível mais elevado em mais de três anos, com a expectativa do mercado de que vai acontecer um de dois cenários: ou os chineses da China Three Gorges (CTG) aumentam o preço da sua oferta ou surgirá uma proposta concorrente.

As ações da EDP EDP 1,50% tocaram máximos desde 11 de setembro de 2014, há três anos e meio, ao chegarem aos 3,533 euros. Apresentam, agora, uma subida de 1,5% para os 3,51 euros, um desempenho que acontece depois de lançada a corrida para a compra da empresa de energia portuguesa pela CTG, que já controla mais de 23%.

O acionista chinês oferece uma contrapartida de 3,26 euros por cada ação da EDP. Mas o mercado já avalia cada título 8,4% acima do preço da OPA, num sinal de confiança dos investidores de que haverá um aumento do prémio para comprar o controlo da utility nacional, seja através de um reforço da oferta chinesa, seja através de uma oferta concorrente num ambiente de euforia no que toca a fusões e aquisições no setor energético no Velho Continente.

Ações da EDP continuam a brilhar com a OPA

A reforçar esta expectativa está a posição demonstrada por António Mexia, presidente da EDP, que já referiu que o preço oferecido pelos chineses não só não refletem o valor da empresa como o prémio implícito na OPA fica aquém do que tem sido a prática no setor das utilities europeias. “O Conselho de Administração Executivo considera que o preço oferecido não reflete adequadamente o valor da EDP”, disse a empresa em reação ao avanço chinês.

De acordo com o Jornal Económico, alguns acionistas da EDP acreditam que Mexia irá defender um prémio de 20% a 30% a ser pago pela CTG. Um cenário que os analistas veem como provável. “O mercado dá algum suporte a esta perspetiva, enquanto as ações da EDP encerraram a sessão na sexta-feira nos 3,46 euros por ação, 6,1% acima do preço oferecido pela CTG”, frisaram os analistas do CaixaBank/BPI.

Adiantaram que os investidores chineses terão de enviar a proposta em 20 dias após o anúncio preliminar a 11 de maio e “o board da EDP tem que emitir a sua visão no prazo de oito dias após o registo da oferta”.

Atualmente, a EDP apresenta uma capitalização bolsista de 12,57 mil milhões de euros, 13,6% acima do que valia antes de ter sido lançada a OPA chinesa. Por seu turno, a oferta chinesa avalia a elétrica portuguesa em 11,9 mil milhões de euros. A CTG pretende comprar a totalidade da EDP, mas impõe como condição de sucesso da oferta a aquisição de 50% do capital da empresa portuguesa. Também lançou OPA sobre a EDP Renováveis, a 7,33 euros por ação. Os títulos estão nos 8,235 euros.

Por causa do bom desempenho da EDP e da EDP Renováveis, a bolsa portuguesa avança esta segunda-feira 0,69% para 5.754,69 pontos. A Galp Energia também puxa pelo índice num dia de recuperação das ações do BCP após a forte queda no final da última semana.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

À espera de uma contrapartida mais alta, EDP renova máximos desde 2014

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião