Galp cai mais de 2% após trocar CEO e pressiona bolsa

Bolsa portuguesa fechou sessão em queda, antes de país entrar em novo período de confinamento por causa da Covid-19. Penalizaram a Galp, após trocar CEO, e o BCP, com perdas acima de 2%.

A Galp caiu mais de 2% e foi um dos títulos, juntamente com o BCP, que mais penalizaram a bolsa portuguesa na sessão desta quarta-feira, no dia em que o Governo se prepara para anunciar um novo confinamento no país por causa da propagação do coronavírus.

As ações da petrolífera nacional cederam 2,59% para 9,262 euros, um dia depois de ter anunciado ao mercado a saída do CEO Carlos Gomes da Silva por troca com o ex-Shell Andy Brown, numa mudança que os analistas viram como surpreendente.

Outro peso pesado, o BCP também recuou 2,84% para 0,1336 euros. É um dos títulos mais expostos ao andamento da economia nacional que enfrentará na próxima quinzena um novo confinamento.

Neste cenário, o principal índice português, o PSI-20, caiu 0,69% para 5.091,61 pontos, naquela que foi a quarta sessão seguida de perdas. Apenas cinco cotadas fecharam em terreno positivo, destacando-se a Jerónimo Martins que avançou 1,93% para 14,77 euros, à boleia da subida das vendas no ano passado. A dona do Pingo Doce viu a faturação aumentar 6,7% para mais de 19 mil milhões de euros, com forte crescimento na Polónia.

Lisboa contrariou os ganhos registados na Europa, com o índice de referência Stoxx 600 a encerrar o dia com ganhos ligeiros de 0,17%. As praças de Frankfurt e Paris também registaram subidas de 0,2% e 0,3%, respetivamente.

(Notícia atualizada às 16h50)

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