Trump não exclui uso de força na Gronelândia
Donald Trump assegura que avançará com as taxas sobre países europeus caso não seja celebrado um acordo com a Gronelândia.
O presidente norte-americano, Donald Trump, mostrou-se cauteloso sobre até onde está disposto a ir para assumir o controlo da Gronelândia. Questionado se usaria a força para anexar a ilha ártica, o presidente respondeu: “Sem comentários”, em entrevista à NBC News.
Trump anunciou no sábado que irá impor, a partir de 1 de fevereiro, uma tarifa de 10% sobre todos os produtos dos oito países europeus que enviaram tropas para a ilha, acrescentando que aumentará as tarifas para 25% em junho, mantendo-as em vigor até ser alcançado um acordo “para a compra total e plena da Gronelândia” por parte de Washington, um dia depois de ter ameaçado com uma sobretaxa de 10% sobre os países europeus que se oponham ao controlo da Gronelândia.
Questionado se avançaria com os planos de impor tarifas aos países europeus caso não houvesse um acordo com Groenlândia, Trump respondeu: “Sim, com certeza”.
Um anúncio ao qual Bruxelas promete responder com firmeza, estando a ser preparadas contramedidas para responder a Washington, que incluem descongelar o plano de tarifas sobre 93 mil milhões de euros de importações dos EUA.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, recusou esta segunda-feira retaliar às tarifas aduaneiras anunciadas pelo presidente dos EUA e entrar numa guerra comercial com os Estados Unidos, preferindo uma “discussão calma entre aliados”.
O chanceler alemão alertou que as tarifas ameaçadas pelo presidente norte-americano, devido à oposição europeia ao plano de anexação da Gronelândia, prejudicariam tanto os EUA como a Europa.
Donald Trump insiste há meses que os Estados Unidos devem controlar a Gronelândia, um território autónomo da Dinamarca e membro da NATO, considerando que qualquer coisa menos do que a ilha ártica estar em mãos americanas seria inaceitável.
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