Depressão Kristin. Linhas de apoio às empresas são dívida. Conheça as condições
Na linha de tesouraria, uma microempresa pode pedir até 100 mil euros, uma pequena empresa até 500 mil e uma empresa média até 1,5 milhões. O spread é zero, mas o juro está indexado à Euribor.
O Governo anunciou duas linhas de financiamento com garantia pública para ajudar as empresas após a passagem da Depressão Kristin. Em causa está uma linha de mil milhões de euros para investimento e outra de 500 milhões para tesouraria. Ambas são linhas de crédito e não apoios a fundo perdido.
Por outro lado, o ministro da Economia explica que a maior parte do custo de recuperação das empresas será suportado pelas seguradoras. “Quem, em primeiro lugar, vai financiar a reconstrução são as companhias de seguros. Todas estas empresas têm seguro das instalações”, explicou Castro Almeida.
Em entrevista esta segunda-feira à Rádio Observador, o governante reconheceu que “a situação das empresas é realmente preocupante”. “Infelizmente, tenho ideia do impacto no resultado das empresas. E a ideia que tenho não é nada simpática”, concretizou.
Sublinhando que “é muito importante que as fábricas possam recomeçar a trabalhar rapidamente”, Castro Almeida explicou alguns detalhes das duas linhas criadas no âmbito do Programa de Apoio à Reconstrução.
No caso da linha de tesouraria de 500 milhões de euros, “a ideia é que, no final desta semana, as empresas já possam ter este dinheiro na conta”, disse o ministro. “O mais tardar na quarta-feira, as empresas podem dirigir-se ao seu banco e assinam uma declaração com a dimensão dos apoios que precisam e qual a dimensão da sua empresa”, indicou o ministro da Economia e da Coesão.
Nesta linha de tesouraria, uma microempresa pode pedir até 100 mil euros, uma pequena empresa até 500 mil e uma média até 1,5 milhões de euros. Em causa está “um crédito”, “com spread zero e sem taxas de avaliação do dossier, indexado à Euribor”.
Esta linha tem uma maturidade de até cinco anos, com um ano de carência. O Banco de Fomento oferece uma cobertura de 70% de cada empréstimo a favor de Small Mid Caps, Mid Caps e Grandes Empresas e 80% para PME, com uma cap rate de 20% para perdas máximas totais. É de sublinhar que as entidades públicas de natureza local afetadas, nos municípios em que foi decretada uma situação de emergência ou calamidade, também podem usufruir desta linha de tesouraria.
Já se a empresa quer investir na recuperação da fábrica, então deve recorrer à linha de investimento de mil milhões de euros. “Vai ao seu banco, mas precisa de levar uma avaliação dos prejuízos que pode ser feita pelos próprios bancos, pela seguradora, pela Câmara Municipal ou pela CCDR e pede o financiamento que lhe será atribuído, no máximo, num prazo de três semanas”, detalhou Castro Almeida.
O ministro da Economia recorreu a um exemplo para explicar a processo. Uma empresa que tem prejuízos de dez milhões e só estão segurados oito milhões, tem um défice de dois milhões, que serão objeto desta linha de crédito. E se atingir os resultados desejados pode depois ter uma bonificação de 10% deste valor, desde que mantenha o emprego e a fábrica a trabalhar. Ou seja, a empresa pode ver 10% do valor do crédito solicitado transformado em apoio a fundo perdido.
A linha tem um período e carência de três anos, e depois pode pagar ao longo de dez anos. “Ao fim dos três anos, se tiver mantido o emprego tem uma bonificação de 10%”, frisou Castro Almeida.
Mais uma vez, o Banco de Fomento oferece uma cobertura de 70% de cada empréstimo a favor de Small Mid Caps, Mid Caps e Grandes Empresas e 80% para PME, com uma cap rate de 20% para perdas máximas totais.
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