PTRR prevê reserva energética de emergência e prevê testes de stress
A criação de uma Rede Crítica de Reserva de Energia para Emergência inclui o "posicionamento estratégico de geradores para uma rápida resposta" e o reforço da capacidade descentralizada de geradores.
O Portugal, Transformação, Resiliência e Recuperação (PTRR) prevê a criação de uma “Rede Crítica de Reserva de Energia para Emergência”, à base do reforço de geradores e tecnologias de armazenamento, assim como testes de stress ao sistema energético nacional, que simulem cenários extremos.
A criação de uma Rede Crítica de Reserva de Energia para Emergência inclui o “posicionamento estratégico de geradores para uma rápida resposta” e o reforço da capacidade descentralizada de geradores e/ou autoprodução com armazenamento, com prioridade para as infraestruturas críticas. Neste grupo incluem-se as infraestruturas de saúde, sistema de abastecimento água, antenas comunicação móvel e rádios nacionais. Isto, ao nível de cada junta de freguesia.
A medida surge no âmbito da resiliência energética, uma secção que prevê ainda o reforço das fontes de abastecimento, com destaque para as comunidades de energia renovável e autoprodução. É também mencionado o investimento na rede elétrica de transporte e distribuição de eletricidade, “assegurando a adaptação do Sistema Elétrico Nacional às alterações climáticas”.
Para isto, o Governo conta com as conclusões de um estudo lançado esta terça-feira, no qual será avaliado o enterramento de linhas em áreas críticas e a integração de inteligência artificial no planeamento das redes.
Em adição, o Governo quer avançar com um teste de stress nacional, periódico e obrigatório, ao sistema energético, no qual vão ser simulados cenários extremos (climáticos, cibernéticos, geopolíticos e de estabilidade eletrotécnica), cujos resultados deverão também ser tidos em conta no planeamento da rede e os planos de mitigação de risco.
No que diz respeito aos “grandes riscos hídricos”, o PTRR antevê, essencialmente, “a implementação célere” da Estratégia Nacional de Gestão da Água, chamada “Água que Une”. Aqui estão previstos investimentos na construção de barragens, a gestão integrada de bacias hidrográficas, a reabilitação de rios e ribeiras e a digitalização do ciclo da água.
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