Mau tempo. A1 reabre em Coimbra de forma condicionada
A autoestrada que liga Lisboa ao Porto reabriu de forma condicionada na zona de Coimbra, após a rutura do dique. A circulação nos dois sentidos passa a ser feita na faixa sul-Norte.
A autoestrada A1 reabriu esta segunda-feira, de forma condicionada na zona de Coimbra, uma semana e meia depois da rutura do dique do Mondego que também obrigou ao corte da via que liga Lisboa ao Porto. A concessionária Brisa, em comunicado, indica que a circulação nos dois sentidos será feita, enquanto decorrem as obras, apenas na faixa de rodagem sul-norte.
“A medida é aplicada na sequência da conclusão dos trabalhos de estabilização da laje de transição na plataforma Sul / Norte, que ocorreram no início desta semana, e tem como objetivo minimizar o impacto para os utilizadores, dada a importância estratégica da A1 para a mobilidade nacional”, refere a nota da empresa.
A solução temporária “foi sujeita à avaliação técnica do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), mereceu decisão favorável do Instituto de Mobilidade e Transportes (IMT)”.
Até à conclusão da obra não será cobrada portagem entre os quilómetros 198 e 189, entre os nós de Coimbra Norte de Coimbra Sul, adianta ainda a empresa. Após a passagem da depressão Kristin, o Governo decidiu isentar de portagens várias autoestradas que serviam os 60 concelhos em situação de calamidade. A Brisa afirmou que assumiria 30% destes custos.
Na última estimativa, a Brisa estimou que a reabertura normal da A1 estava prevista para a primeira semana de março. “É com esse plano de trabalhos que estamos a trabalhar. Tudo faremos para ser os mais céleres possíveis”, disse Manuel Melo Ramos, administrador do grupo Brisa, na semana passada. Nessa altura avançou também que o custo previsto para a obra ficaria “seguramente abaixo” dos cinco milhões de euros.
A Brisa caracteriza este abatimento da estrada como um “evento excecional” e externo à empresa. “As águas a uma velocidade fortíssima, de mais de 2.100 metros cúbicos por segundo, oriundas da rutura do dique, em jato, acabaram por embater no muro que protegia o aterro, perfurá-lo e depois encaminhar-se para debaixo da plataforma norte-sul”, justificou Manuel Melo Ramos, que falou à comunicação social.
O dique na margem direita do rio Mondego rompeu a 11 de fevereiro, junto a Casais, que causou a erosão e consequente abatimento da A1 no quilómetro 191.
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