Entre avanços e recuos, seis meses de guerra no Médio Oriente (sem fim à vista)
Donald Trump garantia poder terminar em poucas semanas a guerra no Médio Oriente, após o ataque ao Irão. Seis meses depois, o impasse mantém-se, num conflito sem fim à vista.
A 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel lançam uma campanha aérea conjunta contra o Irão e dão início a uma guerra que o Presidente norte-americano, Donald Trump, garantia poder terminar em poucas semanas. Seis meses depois, entre avanços e recuos, o conflito mantém-se, alastrou-se a países do Golfo, paralisou grande parte do tráfego pelo Estreito de Ormuz e continua sem fim à vista.
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Nas primeiras 24 horas após o primeiro ataque, em fevereiro, as forças norte-americanas atingem, segundo o comando militar dos EUA, mais de mil alvos. Entre os mortos está o ayatollah Ali Khamenei, líder supremo iraniano, além de vários dirigentes militares de topo, naquela que Trump apresenta como uma operação com um objetivo claro: neutralizar a ameaça nuclear iraniana e pôr fim ao regime.
Depois da ofensiva, e da respetiva resposta, destinada a destruir capacidades iranianas e potencialmente provocar uma mudança de regime em Teerão, o conflito entra numa nova fase. A partir do início de março, a guerra chega ao Líbano. O Hezbollah, apoiado pelo Irão, abre fogo contra Israel em solidariedade com Teerão, e Telavive responde com uma campanha aérea e terrestre, desencadeando uma segunda grande frente da guerra.
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Após a morte de Ali Khamenei, o seu filho Mojtaba Khamenei é escolhido como novo líder supremo. Ao mesmo tempo, a guerra atinge a energia do Golfo, com ataques a infraestruturas de gás. É apenas no início de abril, e depois de quase seis semanas de combate, que Trump aceita uma trégua de duas semanas, mediada pelo Paquistão. O anúncio surge pouco antes de expirar um ultimato norte-americano para que Teerão reabrisse Ormuz.
Depois de dois meses intensos de avanços e recuos nas negociações, no final de maio, Washington e Teerão aproximam-se de um entendimento. Contudo, apenas a 17 de junho os EUA e o Irão formalizam um memorando de entendimento que estabelece um prazo de 60 dias para negociar um acordo definitivo.
Porém, as negociações acabam por cair e Trump anuncia que o cessar-fogo está “acabado”. Dias depois, é a vez do Irão também o fazer. Os ataques mútuos regressam e a disputa pelo controlo de Ormuz ganha mais uma vez destaque. Desde então, a tensão tem vindo a intensificar-se, com a ‘Operação Pária Económico” o mais recente capítulo. Seis meses depois, o impasse mantém-se, num conflito sem fim à vista.
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