António Saraiva acusa PS de “populismo barato” na proposta sobre disparidade salarial

O presidente da CIP diz que a fixação das remunerações nas empresas é da "exclusiva responsabilidade dos acionistas". Saraiva reage à ideia do PS de agravar a TSU para travar a disparidade salarial.

O presidente da CIP diz que a fixação de remunerações no setor privado é da responsabilidade dos donos das empresas e acusa o PS de “populismo barato” ao propor uma subida da Taxa Social Única (TSU) para as empresas que não corrijam a disparidade salarial.

Em declarações ao ECO, António Saraiva começou por dizer que estava “estupefacto” com a proposta socialista. O grupo parlamentar do PS entregou na terça-feira um projeto de resolução onde defende que seja definido um limite para a diferença entre os salários mais altos e os mais baixos dentro das empresas. Uma matéria que seria fixada em concertação social, refere o projeto socialista.

As empresas que não cumprissem a norma poderiam ficar sujeitas a dois tipos de penalização: “agravamento da sua contribuição para a Segurança Social ou impedindo o seu acesso a subsídios e apoios públicos à criação de emprego”.

“É um perfeito absurdo que se queiram envolver em matérias que são da exclusiva responsabilidade dos acionistas“, justificou Saraiva. “Olham para as empresas, mas não olham para os clubes de futebol. É de um populismo barato”, acrescenta.

O patrão dos patrões admite que possam existir casos em que a diferença entre o salário mais alto de uma empresa e o mais baixo é muito grande, mas acredita que esta questão se combate com uma “reflexão sobre questões de ética”, que se deve aprender “nos bancos da escola”.

A questão da disparidade salarial foi esta quinta-feira destacada por vários jornais, lembrando que o primeiro-ministro criticou, no início de agosto, numa entrevista ao Expresso a diferença salarial que existe entre os salários mais altos e os mais baixos dentro das empresas. Na altura referiu-se ao caso das empresas do PSI-20, em particular, à EDP.

Esta quinta-feira, António Costa esteve no Parlamento a responder a perguntas dos deputados no debate quinzenal. Apesar de não ter sido questionado sobre o tema em concreto, Costa aproveitou uma resposta sobre salários para dizer que a disparidade entre os salários mais baixos e os intermédios já está em reduzir-se, sinalizando assim que algo já está a acontecer.

O tema será discutido esta sexta-feira na Assembleia da República, quando os deputados debaterem a primeira proposta sobre o assunto, da autoria do Bloco de Esquerda.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

António Saraiva acusa PS de “populismo barato” na proposta sobre disparidade salarial

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião