PayPal permite pagar com QR Code para evitar contacto físico

O PayPal lançou uma funcionalidade que permite fazer pagamentos através de QR Code, uma medida que visa promover o distanciamento social em tempos de pandemia.

O PayPal permite agora fazer pagamentos através da digitalização de um QR Code, uma funcionalidade que evita o contacto físico nestes tempos de pandemia. A novidade foi implementada em 28 mercados em todo o mundo, incluindo em Portugal.

Numa altura em que o país tenta reabrir o pequeno comércio, o PayPal dá a possibilidade aos comerciantes de imprimirem uma espécie de código de barras que pode, depois, ser colado no balcão. Um cliente que pretenda pagar com PayPal tem apenas de escolher a opção na aplicação de pagamentos, apontar a câmara do telemóvel para esse QR Code e indicarem a quantia a transferir.

“Seja num estabelecimento comercial ou até numa simples venda de bens em segunda mão, o lançamento desta nova funcionalidade na aplicação PayPal permite a todas as pessoas fazerem compras ou vendas presenciais, de forma segura e sem contacto físico”, indica a empresa em comunicado. Desta forma, pretende “ajudar a manter o distanciamento de 1,5 metros entre vendedores e consumidores, evitar o uso de moedas e notas, faturas em papel ou até qualquer necessidade de interação presencial”, sublinha.

Para já, a geração de QR Codes pelos comerciantes — disponível nesta página — é uma funcionalidade gratuita. Mas a empresa não esconde que tenciona vir a cobrar pela sua utilização: “O PayPal está a oferecer de forma gratuita esta funcionalidade durante um período de tempo limitado, reafirmando assim os esforços internos no apoio aos seus clientes durante este período crítico”, aponta a empresa na mesma nota.

Mas a expressão do PayPal nos pagamentos em Portugal é, ela própria, limitada, tal como a abrangência da medida. Isto porque, em Portugal, os pagamentos em numerário e com cartões bancários são predominantes. No entanto, a notícia representa mais um esforço da parte do setor dos pagamentos em fornecer soluções que permitam transações sem o contacto físico que existe no caso das moedas e das notas, vistas agora como um potencial veículo de transmissão do coronavírus.

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