Chineses resgatam iRobot e ‘salvam’ milhões de aspiradores robô
Principal parceira de fabrico de robôs da iRobot finalizou a compra da totalidade da empresa, que tinha entrado em falência em dezembro, colocando milhões de aspiradores em risco de perder funções.
- A iRobot foi resgatada da falência através da venda do seu capital a um consórcio de empresas chinesas, garantindo a continuidade das operações.
- O consórcio, liderado pela Picea Robotics, já colaborava com a iRobot na produção dos robôs, assegurando liquidez e suporte operacional durante a reestruturação.
- Para mitigar preocupações de cibersegurança, a iRobot criará uma nova entidade nos EUA para gerir os dados dos consumidores, incluindo dos portugueses.
Em falência desde dezembro, a iRobot foi formalmente resgatada através da venda da totalidade do seu capital a um consórcio de empresas chinesas, anunciou esta sexta-feira. O acordo inclui medidas de salvaguarda para tentar apaziguar eventuais preocupações de cibersegurança.
Conhecida por fabricar os populares robôs aspiradores Roomba, a iRobot reemerge deste negócio “com uma base financeira mais sólida e maior capacidade de investimento”, avança a empresa num comunicado.
Questionada pelo ECO, a iRobot garante que “todos os produtos, serviços, garantias e contratos continuarão como antes”, não havendo “nenhuma alteração nas operações”. Fica assim afastado o risco de os aspiradores adquiridos pelos consumidores, incluindo os portugueses, perderem algumas das suas funcionalidades, nomeadamente as que recorrem à cloud.
O consórcio comprador é encabeçado pela Picea Robotics, à qual a iRobot há muito contratualizava a produção dos seus robôs. “Durante o processo de reestruturação, a Picea forneceu liquidez essencial e suporte operacional, ajudando a garantir a continuidade para clientes, funcionários, fornecedores e parceiros globais”, afirma a mesma nota.
Na esperança de mitigar eventuais dúvidas sobre riscos de cibersegurança, a empresa decidiu criar uma segunda entidade, com sede nos EUA, que ficará responsável pela governação dos dados pessoais dos consumidores norte-americanos e globais. Segundo a empresa, a medida foi concebida para “manter uma separação” entre o novo acionista chinês “e os dados de consumidores nos EUA e noutros países”.
“Esta estrutura e outros controlos têm como objetivo proporcionar aos reguladores, consumidores e parceiros a confiança de que a estrutura de governação da iRobot, concebida para proteger os dados dos consumidores dos EUA e de outros países, permanecerá transparente, aplicável e eficaz após a transação”, acrescenta a empresa de aspiradores robóticos.
Ao ECO, fonte oficial da iRobot também confirma que os dados dos clientes portugueses serão armazenados nos EUA e geridos por esta nova entidade separada, com “medidas adicionais de segurança”.
A situação financeira precária da iRobot, que esteve em vias de ser adquirida pela Amazon até ao cancelamento do negócio em janeiro de 2024, levantou dúvidas sobre a continuidade no funcionamento de milhares de aspiradores robôs, incluindo os de consumidores portugueses.
Em dezembro, a empresa entrou oficialmente em insolvência por via de um processo judicial de proteção de credores. Na altura, garantiu que, pelo menos no curto prazo, os equipamentos dos clientes continuariam a funcionar normalmente.
(Notícia atualizada pela última vez às 16h22 com confirmação de que os equipamentos já adquiridos continuarão a funcionar)
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