Iniciativa Liberal contrata Saragoça da Matta como advogado
O advogado foi contratado para conduzir as diligências judiciais adequadas, na sequência do que a IL descreve como alegações “infundadas e danosas” associadas a acusações de assédio sexual.
A Iniciativa Liberal contratou o advogado Paulo Saragoça da Matta para assumir a sua representação legal e conduzir as diligências judiciais que considere adequadas, na sequência do que descreve como alegações “infundadas e danosas” associadas a acusações de assédio sexual. Em comunicado, o partido afirma que, em nenhum momento da sua existência, recebeu qualquer insinuação, relato, queixa ou denúncia relativa a João Cotrim Figueiredo. Contactado pelo ECO/Advocatus, o advogado disse que “por agora” não quer prestar declarações sobre o assunto.
Esta posição surge em resposta às declarações públicas de Inês Bichão, jurista e antiga assessora parlamentar da IL, feitas durante a campanha para as eleições presidenciais. A ex-assessora disse que a publicação sobre um alegado assédio sexual visando Cotrim Figueiredo foi difundida sem o seu consentimento, acrescentando que “a veracidade dos factos” envolvendo o candidato presidencial será apurada nos tribunais. E garante que a Iniciativa Liberal sabia do caso. “Os factos em causa foram reportados em sede interna no decurso de 2023″, disse a advogada e consultora jurídica.
Em resposta oficial, a Iniciativa Liberal garantiu ser “completamente falso que tenha havido qualquer queixa interna ou reporte, formal ou informal, sobre o candidato Presidencial João Cotrim Figueiredo. A Iniciativa Liberal rejeita visceralmente uma campanha suja que lança acusações muito graves sem qualquer evidência ou prova”.
Inês Bichão adianta no seu comunicado que, na segunda-feira, 12 de janeiro, “foi ilicitamente difundido” e sem o seu consentimento, “conteúdo de natureza privada, originalmente partilhado em contexto restrito e não público”, na rede social Instagram.
Agora, o partido diz que lidou com duas situações desta natureza. A primeira deu origem a um procedimento formal, seguindo os trâmites legais e internos aplicáveis, que acabou por ser arquivado. A segunda não apresentava factos concretos nem provas e, apesar das tentativas do partido para obter esclarecimentos adicionais, não terá havido qualquer resposta por parte da autora. Ainda assim, a IL promoveu uma averiguação independente, com apoio jurídico externo, concluindo que não existiam elementos que corroborassem o relato.
Paulo Saragoça da Matta, sócio da DLA Piper desde 2022, é um dos advogados mais mediáticos da praça e tem em mãos a defesas de arguidos como Joe Berardo, Isabel dos Santos (na fase pós Luanda Leaks), Diogo Gaspar Ferreira (na Operação Marquês), João Martins Pereira (e outros arguidos no caso BES), Ricardo Oliveira (no caso BPN), Lalanda de Castro, Alfredo Casimiro (no processo da Groundforce contra Pedro Nuno Santos), Luís Newton do processo Tutti Fruti e Nuno Lacasta, arguido na Operação Influencer.
Na lista de clientes tem ainda Paulo Nacif , os filhos de Morais Pires, Rui Guerra e Ricardo Espírito Santo Silva – todos do processo BES – Nuno Gaioso Ribeiro, no processo Cartão Vermelho, João Canto e Castro no processo das PPP, a Faculdade de direito da Universidade de Lisboa nos processos assédio moral e sexual, a GALP em processos crime vários contra estrangeiros, Câmara Municipal de Cascais contra Judas e Paulo Félix, no processo das Secretas.
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