Portugal acumula nível “elevado” de dívida para devolver até 2039

  • ECO
  • 15 Abril 2026

Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) alerta que “grande volume de reembolsos” terá impacto nas “futuras operações de refinanciamento da dívida pública".

Portugal está a acumular níveis elevados de dívida que terá de devolver aos credores até ao fim da próxima década, o que vai condicionar a presença do país no mercado de financiamento. O aviso é feito pela Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) da Assembleia da República, num relatório trimestral de análise da dívida pública portuguesa.

“O perfil de amortização de títulos de dívida pública de médio e longo prazo, previsto para o período 2026 – 2039, mantém-se elevado, exigindo um grande volume de reembolsos, cujo impacto se repercutirá nas futuras operações de refinanciamento da dívida pública”, lê-se no documento, citado pelo Jornal de Negócios (acesso pago) na edição desta quarta-feira.

Tendo por referência o stock de dívida pública de títulos de médio e longo prazo a 8 de abril de 2026 e o perfil de amortização para o período até 2056, os maiores volumes de reembolsos concentram-se, sobretudo, nos anos de 2026 a 2038, com um intervalo de variação entre 9 e 21,7 mil milhões de euros. Há outros empréstimos a ter em consideração, como os da troika e o SURE, o instrumento financeiro desenhado pela Comissão Europeia durante a pandemia para ajudar os países a protegerem empregos.

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