Exclusivo Franceses fecham compra do Novobanco na próxima semana e vão pagar mais de 6,4 mil milhões de euros
BPCE vai selar a compra do Novobanco "na próxima semana", adiantou o ministro das Finanças. O ECO sabe que os franceses vão pagar mais do que os 6,4 mil milhões de euros que foram acordados em junho.
O Groupe BPCE vai selar a compra do Novobanco à Lone Star e Estado português “na próxima semana”, adiantou esta quinta-feira o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento. E o ECO sabe que os franceses vão pagar mais do que os 6,4 mil milhões de euros acordados inicialmente.
“Na próxima semana será concluída a compra do Novobanco pelo BPCE”, adiantou Miranda Sarmento em conferência após o Conselho de Ministros, sem detalhar o dia.
Foi quase há um ano que Lone Star e BPCE fecharam um acordo em torno do banco português, num negócio avaliado em 6,4 mil milhões de euros. No final de outubro, o Estado e Fundo de Resolução assinaram a sua adesão ao acordo por conta da posição de 25% detida pelas duas entidades públicas na instituição financeira.
Passado este tempo, e depois dos bons resultados do Novobanco no ano passado, o valor do negócio subiu e os franceses vão pagar mais pela instituição portuguesa, adiantou fonte próxima do processo ao ECO, sem adiantar o valor final do acordo.
Ainda assim, são boas notícias para os vendedores. A Lone Star vai receber mais de 4,8 mil milhões de euros do que previa inicialmente por conta da sua participação de 75% (depois de ter injetado mil milhões no banco em 2017).
Já o Estado e Fundo de Resolução vão encaixar mais do que 733,4 milhões e 867 milhões como estariam a antecipar.
O Novobanco fechou 2025 com lucros a subirem 11% para 828 milhões de euros, resistindo à descida das taxas de juro. O processo de venda fez com que se congelasse o dividendo que ascenderia a quase 500 milhões — assumindo a política de payout de 60% do banco.
A operação já tem o aval dos reguladores, nomeadamente da DG-Comp europeia e do Banco Central Europeu (BCE).
Para o BPCE, um dos maiores bancos franceses, a aquisição do Novobanco, faz parte de uma estratégia de expansão na Europa. O próprio CEO do banco francês, Nicolas Namias, tem a ambição de criar um “campeão europeu” — termo usado para se referir a grandes instituições capazes de competirem à escala global.
O Novobanco detém uma quota de mercado de 10% nos depósitos e crédito, sendo um dos cinco maiores bancos a operar em Portugal, onde o BPCE já está presente através do Natixis (com um centro de desenvolvimento no Porto) e de duas pequenas unidades de crédito ao consumo (Oney e Primus).
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