Moedas quer reduzir custos para manter Web Summit após 2028

  • ECO
  • 22 Setembro 2026

A Câmara de Lisboa vai propor oito milhões de euros para apoiar a continuidade da Web Summit no país, mas quer reduzir os custos suportados pelo município, que já ultrapassam os 60 milhões desde 2019.

A Câmara Municipal de Lisboa vai propor a atribuição de oito milhões de euros para apoiar a candidatura da Associação de Turismo de Lisboa à organização da Web Summit, mas quer reduzir os encargos associados ao evento caso este continue na capital depois de 2028. A decisão deverá ser aprovada esta quarta-feira pelo executivo municipal, numa altura em que a autarquia contabiliza mais de 60 milhões de euros gastos com a conferência tecnológica desde 2019, avança o Diário de Notícias.

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Segundo o jornal, a autarquia tem suportado mais de dez milhões de euros por ano com a Web Summit, considerando não apenas o apoio financeiro direto, mas também isenções e outras despesas relacionadas com a realização do evento. Entre os encargos estão o fornecimento de eletricidade, a montagem e desmontagem de estruturas, comunicações e segurança, além da isenção de taxas municipais, nomeadamente pela ocupação do espaço público, que corresponde a cerca de 500 mil euros anuais.

A proposta prevê que os oito milhões de euros sejam transferidos do Fundo de Desenvolvimento Turístico de Lisboa para a candidatura da Associação de Turismo de Lisboa à organização da Web Summit. A conferência realiza-se na capital desde 2019 e o atual acordo garante a permanência do evento até 2028. O presidente da Câmara, Carlos Moedas, já tinha sinalizado que uma eventual prorrogação do contrato dependeria de uma redução dos encargos considerados financeiramente incomportáveis pela autarquia.

De acordo com o Diário de Notícias, a soma do valor inicial, atualizado à inflação, com os encargos adicionais suportados pela Câmara faz com que Lisboa tenha gasto mais de 60 milhões de euros com a Web Summit desde 2019, o equivalente a uma média anual de cerca de 8,6 milhões de euros. Nas últimas três edições, os custos terão mesmo ultrapassado os dez milhões de euros por ano, aumentando a pressão para que o modelo financeiro seja revisto.

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