Fisco avança com a liquidação do adicional ao IMI aos bancos e construtoras

  • ECO
  • 12 Maio 2017

As construtoras e os bancos vão, em breve, ser chamados, pelo Fisco, a liquidar o adicional ao IMI. O imposto é de 0,4% sob o valor patrimonial total do stock de imóveis.

O Fisco vai avançar com a liquidação do adicional ao IMI dentro de menos de um mês, pelo que, até setembro, bancos e empresas de construção serão chamados a pagar o imposto aplicado ao valor patrimonial do stock de imóveis para habitação que tenham na sua posse, avançou o Diário de Notícias.

O adicional ao IMI é pago uma única vez e, explica o jornal, foi desenhado de forma a não abranger a generalidade das empresas. No entanto, as construtoras são abrangidas, assim como os bancos, estes últimos com as casas cujas hipotecas foram executadas. O adicional ao IMI exclui, porém, os imóveis penhorados.

A taxa a pagar é de 0,4% sobre a soma do valor patrimonial tributário dos imóveis, não se aplicando o teto dos 600 mil euros como acontece no imposto normal. É a alternativa, com várias diferenças, ao antigo imposto de selo sobre os imóveis com valor patrimonial superior a um milhão de euros, indica o Diário de Notícias.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Fisco avança com a liquidação do adicional ao IMI aos bancos e construtoras

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião