Valorização da Oi dá lucro de 62 milhões de euros à Pharol

Empresa de Luís Palha da Silva registou um resultado líquido positivo de 61,8 milhões de euros no primeiro semestre, assente na valorização do investimento na operadora Oi. E continua a cortar custos.

O vento soprou de feição para a Pharol. No primeiro semestre do ano, a antiga holding da Portugal Telecom conseguiu um resultado líquido positivo de 61,8 milhões de euros. O valor compara com os 8,26 milhões de euros de prejuízo que a empresa registou no mesmo período do ano passado — prejuízo de 65,88 milhões no primeiro trimestre e lucro de 57,62 milhões no segundo.

A suportar o resultado positivo está a valorização da operadora brasileira Oi, da qual a Pharol é a principal acionista, com mais de 27% do capital. Num comunicado, a empresa confirma que o resultado reflete “a valorização do investimento na Oi alavancado pelo incremento da capitalização bolsista”, bem como o “ganho de 700 mil euros na valorização da opção de compra das ações da Oi”, apesar de uma das tranches ter expirado no final de março.

A empresa de Luís Palha da Silva continua também a cortar nos gastos operacionais, que caíram 20% em termos homólogos. Os custos operacionais fixaram-se, assim, nos 2,6 milhões de euros, contra 3,3 milhões no primeiro semestre do ano passado. Já o EBITDA — isto é, o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações — fixou-se em 2,6 milhões de euros negativos.

A Pharol mantém também a perspetiva de reaver apenas 9,56% do investimento de 897 milhões de euros em instrumentos de dívida da Rio Forte, uma sociedade do Grupo Espírito Santo (GES). Ou seja, desse investimento tido como ruinoso, a Pharol ainda espera conseguir pelo menos 85,8 milhões de euros.

Esta leva de resultados da empresa, que já só os apresenta semestralmente, surge numa altura crítica para o plano de recuperação judicial da Oi, cuja participação é o único ativo que a Pharol gere. Como o ECO noticiou, a data da assembleia geral de credores foi marcada para 9 de outubro. Em causa, uma dívida global de cerca de 18 mil milhões de euros, num total de mais de 55.000 credores.

Um semestre “francamente animador”

“A recuperação judicial da Oi poderá estar perto da sua concretização; encontros entre os diversos stakeholders têm vindo a confirmar que a flexibilidade de todos é, neste momento, obrigatória”, avançou Luís Palha da Silva, presidente executivo, no comunicado de apresentação de resultados enviado à CMVM.

Quanto aos números, o gestor fala num “semestre francamente animador”. “Os esforços de contenção de custos mantêm-se e o progresso no primeiro semestre de 2017 foi francamente animador”, disse.

E acrescenta: “Apesar do insucesso de alguns passos dados nas instâncias judiciais no Luxemburgo visando maior celeridade e transparência do processo de falência da Rio Forte, a Pharol considera que houve esclarecimentos que se podem revelar muito positivos no relacionamento com os administradores judiciais.”

(Notícia atualizada às 20h32 com mais informação)

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