Wall Street em recorde à espera da estreia da Farfetch

A bandeira de Portugal e o logótipo da Farfetch estão na fachada da Bolsa de Nova Iorque, no dia em que a empresa de ADN português se vai estrear em Wall Street. Principais índices estão a valorizar.

Wall Street abriu em terreno positivo, num dia em que a bandeira de Portugal está hasteada à entrada da Bolsa de Nova Iorque. É esta sexta-feira que a portuguesa Farfetch passa a ser uma empresa cotada nos Estados Unidos, depois de ter angariado 885 milhões de euros com a venda de 44,2 milhões de ações a 20 dólares cada, durante a oferta pública inicial (IPO).

“Bandeira de Portugal em Wall Street nunca tinha acontecido. Com a Farfetch, já nos habituámos a ver a bandeira de Portugal onde ela nunca tinha estado”, escreveu o ex-secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, como legenda da fotografia da fachada do edifício da Bolsa de Nova Iorque. Nela surge a bandeira de Portugal e o letreiro com o logótipo da empresa, que se dedica ao comércio de artigos de luxo na internet.

As ações da Farfetch deverão começar a negociar esta sexta-feira, a qualquer momento, durante a sessão. Estão a cotar nos 20 dólares, acima do intervalo definido pela empresa, que era de 17 a 19 dólares cada título. José Neves, fundador da Farfetch, está em Nova Iorque a acompanhar o grande dia.

Bolsas ligam os máximos. S&P 500 e Dow Jones batem recordes

As bolsas norte-americanas abriram a última sessão da semana a beneficiar do aliviar das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China, com os dois países a prepararem-se para regressar à mesa das negociações. Dois dos principais índices atingiram máximos históricos.

O S&P 500 ultrapassou a fasquia dos 2.934,8 pontos, e está a subir 0,21%. O industrial Dow Jones também registou um máximo histórico, e está a valorizar 0,36% para 26.753,46 pontos. O tecnológico Nasdaq avança 0,15%, para 8.040,14 pontos.

Estas valorizações acontecem num dia em que o aliviar das tensões comerciais beneficiou os mercados de capitais um pouco por todo o mundo. Na Europa, o Stoxx 50, que junta as 50 maiores cotadas europeias, está a subir há dez sessões consecutivas, algo que não se verificava desde 1997.

(Notícia atualizada às 15h05 com mais informações)

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Wall Street em recorde à espera da estreia da Farfetch

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião