Pelo menos 21 mortos e 30 feridos graves num descarrilamento ferroviário em Espanha

  • Lusa e ECO
  • 18 Janeiro 2026

Um comboio descarrilou na entrada da via 1 em Adamuz (Córdoba) e invadiu a via adjacente, onde um outro comboio, que viajava de Puerta de Atocha para Huelva, também descarrilou.

Pelo menos 21 pessoas morreram e 73 pessoas ficaram feridas, 30 com gravidade, enquanto outras estão presas nos carris, após o descarrilamento de dois comboios de alta velocidade no município espanhol de Adamuz (Córdoba), de acordo com a Guarda Civil espanhola.

As vítimas viajavam num comboio da Alvia e num da Iryo que descarrilou e invadiu a linha férrea adjacente. Para a zona do sinistro foi mobilizada uma Secção de Intervenção da Unidade Militar de Emergência (UME) de Morón de la Frontera (Sevilha), composta por 37 militares e 15 viaturas.

Os feridos graves foram transportados para o Hospital Reina Sofía de Córdoba e para o hospital de Andújar, en Jaén. Já os feridos ligeiros foram transportados para o polidesportivo de Adamuz, segundo a EFE. A Guarda Civil cortou os acessos à localidade para facilitar a deslocação das ambulâncias e outros serviços de emergência.

O comboio da Iryo transportava 317 pessoas e tinha partido de Málaga às 18h40 locais com destino a Puerta de Atocha, em Madrid, e apenas uma hora depois, os últimos vagões descarrilaram e invadiram a linha férrea adjacente, onde também descarrilou um outro comboio da Renfe Alvia, com destino a Huelva.

Os dois últimos vagões do comboio Iryo que viajava de Málaga para Puerta de Atocha descarrilaram e a última carruagem tombou de lado, segundo um jornalista da Rádio Nacional de Espanha (RNE), que seguia a bordo no momento do acidente.

O comboio Iryo descarrilou na entrada da via 1 em Adamuz (Córdoba) e invadiu a via adjacente, onde um outro comboio LD AV 2384, que viajava de Puerta de Atocha para Huelva, também descarrilou.

O jornalista Salvador Jiménez, que participou em direto no noticiário da estação televisiva TVE, testemunhou que o comboio LD AV Iryo 6189 partiu de Málaga e às 19:45 locais, e que quando viajava na primeira carruagem, sentiu como “um terramoto” em todos os vagões.

Jiménez explicou que “imediatamente” a tripulação usou o sistema de som para perguntar aos passageiros se havia algum profissional médico para ajudar os feridos nos dois últimos vagões, um dos quais estava tombado de lado para os carris, com os vidros partidos.

Os passageiros começaram a desembarcar em direção à estação de Adamuz, enquanto a tripulação usava martelos para partir os vidros e ajudar as pessoas a sair das carruagens descarriladas.

O jornalista observou ainda pessoas em cima do último vagão a tentar resgatar os feridos que estavam no interior.

A Iryo manifestou o seu “mais profundo pesar” pelo acidente ferroviário ocorrido este domingo em Adamuz (Córdoba), envolvendo o descarrilamento de dois comboios de alta velocidade, que resultou em pelo menos cinco mortos.

O comboio da Iryo que descarrilou, com o número 6189, que viajava para Madrid, “tinha partido de Málaga às 18:40 e, no momento do acidente, seguiam aproximadamente 300 pessoas a bordo”, afirmou a empresa em comunicado.

Notícia atualizada às 01h41 com um novo número dos feridos graves

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