É um exit: Superhuman compra portuguesa Rows
"Mantém-se" a equipa de mais de uma dezena de pessoas da empresa a Norte. Com esta operação, cujo valor não é conhecido, a Superhuman passa a ter escritórios em Portugal.

A portuguesa Rows acaba de ser comprada pela Superhuman, empresa que atua na área das ferramentas de produtividade, que passa agora a operar em Portugal. O valor da operação não foi divulgado.
“A Superhuman é um dos líderes no espaço da produtividade de software, com ferramentas IA como Grammarly, Coda, Superhuman Mail e Go. Quando falámos com eles, houve uma enorme sinergia entre o nosso modo de trabalhar e o deles, e a nossa experiência em problemas de dados”, justifica Humberto Ayes Pereira, cofundador da Rows, ao ECO.
O cofundador manter-se-á ligado à organização: “Fico a gerir as equipas da Rows que irão trabalhar em problemas de dados e produtividade, trazendo a nossa experiência em IA nesses domínios”, adianta. A equipa de mais de uma dezena de pessoas da empresa a Norte “mantém-se”, assegura.
“A Superhuman já tem várias equipas europeias na Ucrânia, Polónia, Alemanha, e agora Porto, Portugal. É uma validação do talento e esforço de portugueses”, diz Humberto Ayres Pereira.
Fundada em 2017 por Humberto Ayres Pereira e Torben Schulz, a Rows desenvolvia um software para folhas de cálculo com recurso a IA, ferramentas usadas por cerca de 2,2 milhões de pessoas, tendo nos EUA o seu principal mercado. Em agosto de 2024, a empresa tinha fechado uma extensão de ronda na ordem de 1,2 milhões de euros, para nove milhões, marcando a entrada da Explorer no rol de acionistas da startup.
A ronda principal de cerca de oito milhões de euros tinha sido liderada pela Indico Capital, contando com a participação dos anteriores investidores da Rows, Cherry Ventures, Accel, Lakestar e Armilar Venture Partners, entre outros. Foi o primeiro investimento do novo fundo de 70 milhões da sociedade de capital de risco e representou a entrada de Cristina Fonseca, partner da Indico e antiga fundadora do unicórnio Talkdesk, na direção da Rows. Ao todo, a startup desde a sua fundação tinha levantado cerca de 30 milhões de euros.
Passa agora a fazer parte da Superhuman. A empresa assumiu essa marca depois de a Grammarly, fundada em 2009 pelos ucranianos Alex Shevchenko, Max Lytvyn e Dmytro Lider, a ter comprado, posicionando-se como uma empresa que oferece vários softwares que visam aumentar produtividade.
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