DBRS diz que plano estratégico do BCP é “credível” face aos progressos recentes

BCP quer mais lucros, pretende reduzir o malparado e prevê aumentar a atividade lá fora até 2021. Para a agência canadiana DBRS, o plano estratégico do banco liderado por Miguel Maya é "credível".

Melhoria da rentabilidade, limpeza do malparado e reforço da atividade doméstica e internacional. Para a DBRS, o plano estratégico do BCP para o período entre 2018 e 2021 é “credível”, isto tendo em conta os resultados positivos alcançados pelo banco no último ano e meio. Mas há alguns avisos do lado da agência canadiana.

O BCP parece ter virado definitivamente o capítulo da crise e, já com a base acionista mais cimentada perante a entrada da Fosun e já um novo CEO ao leme, anunciou os principais objetivos estratégicos para aquilo que é a sua estratégia até 2021: melhoria da qualidade do balanço do banco com redução do crédito malparado em cerca de 3,7 mil milhões de euros, reforço da presença internacional nos mercados da Polónia, África e China e desenvolvimento do negócio de banca privada na Suíça e maior rentabilidade para vir a distribuir 40% dos lucros em remuneração aos acionistas.

Este plano “vai permitir ao banco continuar os progressos que alcançou em relação à qualidade dos ativos e a rentabilidade nos últimos 18 meses”, sublinham os analistas da DBRS.

A agência não deixa de alertar para o facto de o banco português chegar a 2021 com um nível de malparado superior ao da maioria dos bancos europeus, apesar do esforço de reduzir estes ativos problemáticos em cerca de mil milhões de euros por ano até lá.

“A DBRS vê esta meta como alcançável tendo em conta o registo histórico do banco na redução dos NPL (non performing loans, malparado) em cerca de 1,5 mil milhões de euros por ano desde 2014, incluindo uma redução de mil milhões durante o primeiro semestre de 2018″, considera a agência de rating.

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Sobre o reforço da atividade nos mercados internacionais, a DBRS avisa para os “desafios económicos” em Angola e Moçambique, dois países onde o BCP tem interesses comerciais. “Contudo, a agência reconhece que o BCP está focado em crescer em regiões onde o grupo tem vantagens competitivas face às ligações culturais e económicas com Portugal”, destacam os canadianos. O BCP espera obter lucros das suas operações internacionais na casa dos 200 milhões de euros até 2021, acima dos 146,2 milhões em 2017.

Atualmente, a DBRS atribui ao BCP uma notação de risco de ‘BB (high)’, situando o rating do banco um nível abaixo daquilo que é considerado investimento especulativo.

As ações do BCP estão a ceder 0,04% para 0,2599 euros, acumulando uma perda de 4,4% desde o início do ano.

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