Hoje nas notícias: IRS, presidenciais e automóveis
Dos jornais aos sites, passando pelas rádios e televisões, leia as notícias que vão marcar o dia.
Mais de duas centenas de câmaras prescindem este ano de toda ou parte da receita do IRS a que teriam direito. António José Seguro vai receber 1,56 milhões de euros de subvenção do Estado, mais 470 mil do que esperava à partida para a corrida a Belém, enquanto André Ventura estimou ganhos de 400 mil euros e acabará a obter quase o triplo, um total de 1,16 milhões. Conheça as notícias em destaque na imprensa nacional esta terça-feira.
Mais de dois terços dos municípios devolvem IRS aos habitantes
Em 2026, pelo menos 210 autarquias vão devolver aos seus habitantes, no todo ou em parte, a receita de IRS a que têm direito, mais 11 do que no ano passado, segundo os dados da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) e a informação disponibilizada pelas próprias câmaras municipais. Entre os 210 municípios que optaram por prescindir desta receita, 46 fazem-no pela totalidade, como é o caso do Funchal e de Lisboa. Outros 53 devolvem até 2,5%, entre os quais o Porto. Por sua vez, Coimbra, Fundão, Leiria, Sesimbra ou Vila Real de Santo António estão entre os 87 concelhos que optam por não lançar mão deste mecanismo. Dos 308 municípios do país, há ainda 11 para os quais não existem dados disponíveis.
Leia a notícia completa no Jornal de Negócios (acesso pago).
Seguro e Ventura recebem subvenções do Estado superiores a um milhão de euros
Depois de alcançar 31,1% dos votos na primeira volta das eleições presidenciais, António José Seguro vai receber 1,56 milhões de euros de subvenção do Estado, mais 470 mil do que esperava à partida para a corrida a Belém. O orçamento da campanha do candidato socialista antecipava um encaixe de 1,09 milhões de euros com este apoio público, que depende diretamente do número de votos. Mais modesto, André Ventura estimou ganhos de 400 mil euros, mas vai obter quase o triplo, um total de 1,16 milhões de euros, graças aos mais de 1,3 milhões de eleitores que votaram em si no domingo. O saldo é positivo em 767 mil euros. João Cotrim de Figueiredo previa uma receita de 350 mil euros, mas esta será, afinal, de 877 mil, cerca de meio milhão a mais. Henrique Gouveia e Melo tinha orçamentado 700 mil euros, sendo que a diferença desse valor para o que receberá é de apenas 10 mil euros, a seu favor. Já Luís Marques Mendes, que tinha inscrito uma receita no orçamento da sua campanha de um milhão de euros, vai encaixar 626.800 euros — o que significa que a conta é negativa em 373.200 euros.
Leia a notícia completa no Correio da Manhã (acesso pago).
Fábrica da Stellantis de Mangualde com recorde de produção
2025 foi o segundo melhor ano na produção de veículos ‘made in Portugal’, com 341.361 unidades produzidas — apenas abaixo de 2019, quando foram produzidas 345.688 unidades. No caso da fábrica da Stellantis em Mangualde, foi mesmo o seu melhor ano de sempre, com 91.662 unidades produzidas, mais 7% face a 2024, ano do anterior máximo e em que tinha arrancado com a produção de automóveis 100% elétricos. A Autoeuropa, por seu lado, registou o seu segundo melhor ano de sempre em 2025: a produção aumentou 2% comparativamente ao ano anterior, para um total de 240.400 unidades produzidas. Melhor só a marca de 2019, quando saíram da fábrica de Palmela 254.600 unidades.
Leia a notícia completa no Jornal Económico (acesso pago).
Colapso da Oeno: milhões no papel e investidores sem proteção
A empresa britânica Oenofuture Limited (conhecida comercialmente como Oeno Group) apresentava-se como intermediária especializada em investimento em vinhos raros e whisky. Chegada ao final do ano passado, a atividade cessou abruptamente, com as autoridades londrinas a alertarem para uma situação “muito complexa”, desde dívidas elevadas e ausência de controlo de gestão a um risco real de perdas para os clientes. Uma análise às contas oficiais da empresa permitiu notar que em 2017, dois anos após a constituição da firma, o balanço mostrava capital próprio negativo: os passivos ultrapassavam os ativos, colocando a empresa numa situação de insolvência técnica. A partir de 2020, o negócio cresceu de forma acelerada, mas quase todo esse crescimento era financiado por dívida de curto prazo, sobretudo pelo adiamento de pagamentos a fornecedores e impostos por pagar. Por outro lado, os stocks — apresentados como ativos da empresa — surgem nas contas sem qualquer explicação sobre a sua natureza. Entre 2023 e 2024, a dimensão financeira da Oenofuture cresce exponencialmente, mas, ao mesmo tempo, a sua liquidez deteriora-se.
Leia a notícia completa no Público (acesso pago).
Há cinco vezes mais mães estrangeiras do que há dez anos
Em 2025, 25.083 mulheres estrangeiras a viver em Portugal tiveram filhos, um número cinco vezes superior ao de há 10 anos, quando não passavam de 4.591, segundo dados oficiais do Ministério da Justiça. No que diz respeito a cidadãs de origem nacional, a tendência foi inversa, com o valor a baixar de 81.524 para 64.079 na mesma década. Paulo Nuno Nossa, especialista em Geografia Humana e Ordenamento do Território, explica que isto reflete “o movimento migratório que Portugal viveu nos últimos anos, traduzido em futuras mães que chegaram ao país em idade fértil provenientes de países onde a média de filhos é mais elevada e que aqui encontram melhores condições médicas durante e no pós-gravidez”. “Por outro lado, os casais portugueses adiam para cada vez mais tarde a decisão de serem pais devido a fatores como a instabilidade laboral, os baixos salários ou os altos custos da habitação, fatores que os levam a protelar a decisão”, aponta o também professor na Universidade de Coimbra.
Leia a notícia completa no Jornal de Notícias (acesso pago).
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Comentários ({{ total }})
Hoje nas notícias: IRS, presidenciais e automóveis
{{ noCommentsLabel }}