Emprego nos EUA recuperou em março

A criação de emprego no mês em que começou o ataque ao Irão atingiu os 178 mil postos de trabalho.

A criação de emprego nos Estados Unidos recuperou em março, numa altura em que começava a guerra com o Irão, com as empresas a criarem 178 mil postos de trabalho e a taxa de desemprego a descer para 4,3%, noticia a Bloomberg (acesso pago, em inglês) com base em dados divulgados pelo Bureau of Labor Statistics. O número de novos empregos ficou acima de todas as estimativas recolhidas pela agência.

O movimento surge depois de fevereiro ter sido revisto em baixa para uma destruição de 133 mil empregos, uma das maiores quedas desde a pandemia. Economistas já antecipavam uma recuperação em março, depois de uma greve com mais de 30 mil trabalhadores da saúde e de condições meteorológicas severas terem penalizado o mês anterior.

Segundo a Bloomberg, a recuperação foi liderada pelo setor da saúde, após o fim da greve de trabalhadores da Kaiser Permanente na Califórnia e no Havai, mas os ganhos foram mais transversais. A construção e o lazer e hotelaria voltaram a criar emprego depois das quedas de fevereiro e a indústria transformadora registou o melhor desempenho desde o final de 2023.

Apesar do dado principal mais forte, o relatório mostrou sinais de fragilidade no mercado de trabalho. A taxa de participação caiu para 61,9%, o valor mais baixo desde 2021, também com recuo entre os trabalhadores em idade central, e aumentou o número de pessoas a trabalhar a tempo parcial por razões económicas. Os salários médios por hora subiram 0,2% face a fevereiro e 3,5% em termos homólogos, o ritmo mais baixo em quase cinco anos.

O relatório deverá reforçar a atenção da Reserva Federal aos riscos inflacionistas numa fase de subida rápida dos preços da energia provocada pela guerra com o Irão. A própria Bloomberg nota que o choque geopolítico ainda poderá não estar totalmente refletido nos dados de março, uma vez que economistas esperam efeitos mais visíveis nos próximos meses, caso o conflito se prolongue e as empresas comecem a adiar contratações ou a cortar postos de trabalho.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Emprego nos EUA recuperou em março

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião