Siza garante que bacalhau não vai faltar no Natal, mas preços podem subir

O ministro da Economia Pedro Siza Vieira garantiu esta terça-feira, na Azambuja (Lisboa), que não vai faltar bacalhau na época natalícia, mas admitiu que os preços podem subir.

O ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital garantiu esta terça-feira que “não vai faltar bacalhau no Natal”, mas admitiu que os “preços podem subir”. Em declarações no final de uma visita ao novo edifício do Centro de Distribuição da Sonae MC, Siza Vieira assegurou que nesta quadra natalícia não irá faltar o bacalhau, instando à tranquilidade e lembrando que o Governo tem estado a acompanhar todo o processo da cadeia de abastecimento.

O ministro acrescentou ainda que o secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, João Torres, que o acompanhou nesta visita, vai ter, ainda esta terça-feira, uma nova reunião com o grupo de trabalho que integra produtores, retalhistas e transportadores.

Questionado sobre a possibilidade de um aumento dos preços, Siza Vieira afirmou que, apesar do crescimento do índice de preços no consumidor no último mês, este foi “moderado, comparando com o resto da União Europeia”, não havendo, também aí, “razões para preocupação”.

“Não temos nenhum receio quanto ao Natal”, garantiu o ministro.

Segundo Siza Vieira, a única dificuldade no abastecimento regista-se na área dos componentes eletrónicos. O ministro admitiu uma “dificuldade de fornecimento nos mercados mundiais” que tem afetado em particular o setor automóvel. Contudo, Siza Vieira salientou que relativamente ao “essencial”, “não vai haver falhas significativas”, embora possam haver demoras na entrega.

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Governo quer capacitar em direitos humanos 80 trabalhadores públicos em 2022

  • Lusa
  • 7 Dezembro 2021

A iniciativa – que arrancará em março (com inscrições em janeiro) – terá duas edições no próximo ano.

O Governo quer capacitar na área dos direitos humanos 80 trabalhadores e dirigentes da administração pública, ao longo de 2022, foi hoje anunciado.

O anúncio consta do Programa de Capacitação em Direitos Humanos para a Administração Pública, elaborado pelo Instituto Nacional de Administração (INA) e hoje lançado publicamente pela ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, Alexandra Leitão, no Museu do Aljube, em Lisboa.

O programa – a que a Lusa teve acesso – reconhece “o papel do Estado na promoção dos direitos humanos e direitos fundamentais” e, simultaneamente, “o papel do trabalhador em funções públicas, enquanto agente promotor da vinculação da administração pública aos direitos fundamentais”.

A iniciativa – que arrancará em março (com inscrições em janeiro) – terá duas edições em 2022, sendo que cada uma se propõe acolher como formandos 40 trabalhadores e dirigentes públicos.

Promover, sensibilizar e divulgar os direitos humanos são objetivos do programa, mas também integrá-los “no exercício das funções dos trabalhadores e dirigentes da administração pública”, explicita-se num comunicado divulgado pelo gabinete da ministra Alexandra Leitão.

Ao mesmo tempo, pretende-se assegurar que se possa “identificar criticamente situações de desigualdade e de ameaça aos direitos humanos e fundamentais no acesso aos serviços públicos”.

Paralelamente, o Governo lançou, também hoje, o Guia Metodológico para Serviços Públicos baseados em Direitos Humanos.

Elaborado pela Agência para a Modernização Administrativa e pelo LabX-Centro para a Inovação do Setor Publico, o guia visa “promover, proteger e cumprir os direitos humanos e a democracia na prática” dos serviços públicos, “integrando normas, padrões e princípios”, como participação, inclusão, transparência e avaliação da qualidade.

Com o guia metodológico, destinado a dirigentes e responsáveis, pretende-se “ajudar as entidades públicas a materializar” os direitos humanos “nas suas práticas de (re)desenho e avaliação” dos serviços.

“Promover a participação dos cidadãos em todas as fases do processo, em particular dos grupos excluídos ou mais desfavorecidos” é um dos nove princípios que constam do guia metodológico.

Por exemplo, um serviço deve ser “acessível a todos os perfis de cidadãos” e não precisar de “qualquer intermediação para a sua utilização” – que, a ter de existir, deve ser “acessível e gratuita”.

Por outro lado, os destinatários devem ser auscultados previamente à criação de novos serviços.

O foco nas “comunidades em situações vulneráveis” e a garantia da privacidade e da proteção de dados pessoais dos cidadãos são também princípios listados.

Analisar as consequências da prestação dos serviços, “valorizar tanto o processo quanto o resultado”, abordar os “casos de uso indevido como um problema sério a resolver” e promover a monitorização e avaliação contínua dos serviços são outras das indicações vertidas no guia.

Há também uma preocupação com o conhecimento que tanto os titulares de direitos como os detentores de deveres têm dessas mesmas capacidades – num caso para os reivindicar, no outro para os cumprir.

A informação sobre obrigações, responsabilidades e direitos relativos aos serviços deve ser disponibilizada de forma transparente e numa linguagem acessível, assinala o programa.

As duas iniciativas hoje lançadas – o programa de capacitação e o guia metodológico – inserem-se no Projeto Nunca Esquecer – Programa Nacional em Torno da Memória do Holocausto, que reconhece “a necessidade de capacitar a administração pública para os direitos humanos” e o papel dos agentes públicos na “garantia do acesso e efetivação” desses mesmos direitos.

A esse propósito, a ministra recordou, em declarações escritas enviadas à Lusa antes da sessão de lançamento das duas ferramentas, o funcionário público Aristides de Sousa Mendes, recentemente trasladado para o Panteão Nacional.

“Nunca mais queremos uma Administração Pública que pune aqueles que seguem a sua consciência e a sua humanidade”, vincou Alexandra Leitão, em vésperas de se assinalar o Dia Internacional dos Direitos Humanos (a 10 de dezembro).

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Lisboa fecha em alta com EDP Renováveis a valorizar quase 3%

Lisboa terminou a sessão de quarta-feira no "verde", acompanhando a tendência positiva registada nas demais praças do Velho Continente.

Em linha com as demais praças do Velho Continente, a bolsa de Lisboa fechou a segunda sessão da semana em “terreno positivo“. Entre as cotadas que registaram ganhos mais expressivos, esteve a EDP Renováveis, cujos títulos subiram quase 3%, e a Jerónimo Martins, que ganhou quase 2%.

Esta terça-feira, o PSI-20 valorizou 1,04% para 5.567,680 pontos, seguindo a tendência positiva registada nas restantes praças europeias. O STOXX 600 subiu 2,46% para 480,23 pontos, o francês CAC 40 ganhou 2,86% para 7.062,41 pontos, o alemão DAX somou 2,87% para 15.821,93 pontos e o espanhol IBEX avançou 1,39% para 8.557,00 pontos. Os mercados estiveram a recuperar depois de as autoridades norte-americanas terem indicado que a nova variante do coronavírus, a Ómicron, pode não ser tão preocupante como se antecipava.

Por cá, destaque para a EDP Renováveis, cujos títulos somaram 2,86% para 22,28 euros. Ainda na energia, as ações da EDP ganharam 0,72% para 4,868 euros, mas as da Greenvolt caíram 0,92% para 6,43 euros e as da Galp Energia recuaram 0,52% para 8,754 euros. Isto mesmo num dia em que, em Londres, o Brent valorizou quase 3%.

No retalho, os títulos da Jerónimo Martins avançaram 1,96% para 19,985 euros, dando ânimo à bolsa de Lisboa. E os da Sonae valorizaram 1,36% para 0,9655 euros.

O dia foi também de ganhos para as papeleiras: as ações da Semapa subiram 1,55% para 11,8 euros, as da Navigator ganharam 1,51% para 3,232 euros e as da Altri somaram 1,51% para 5,365 euros. Mas foi mesmo a Ramada Investimentos a liderar os ganhos, nesta sessão. Os títulos desta cotada disparam 7,27% para 7,08 euros.

Já do outro lado da linha de água, destaque para o BCP, cujos títulos recuaram 0,14% para 0,1477 euros.

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Metyis junta-se ao ISLA-IPGT para lançar pós-graduação em analytics e data science empresarial

Através desta colaboração, a Metyis e o ISLA-IPGT pretendem formar profissionais na área da ciência dos dados, que consigam dar resposta ao atual mercado digital competitivo.

A Metyis associou-se ao Instituto Politécnico de Gestão e Tecnologia (ISLA-IPGT), em Vila Nova de Gaia, no lançamento de uma pós-graduação em analytics e data science empresarial. A formação, com candidaturas a decorrer até 31 de dezembro, conta com uma componente teórica e prática, aproveitando as sinergias entre academia e empresa.

“As organizações precisam de profissionais que compreendam os dados, que saibam analisá-los, explorar o seu potencial e convertê-los em insights, para antecipar e responder rapidamente às necessidades do mercado. É neste âmbito que surge a pós-graduação em analytics e data science empresarial, cujo principal objetivo é preparar profissionais capazes de criar valor em qualquer empresa, através dos domínios de analítica e ciência de dados”, refere Núria Amorim, IT project management officer da Metyis, em comunicado.

“É uma área altamente especializada que combina visão para o negócio e tecnologia, com imensas oportunidades de crescimento”, acrescenta.

A pós-graduação vai precisamente permitir trabalhar as competências dos participantes num programa que inclui a análise de casos de estudo, a utilização de ferramentas de software em analytics e data science e o desenvolvimento de um projeto em contexto real. Além disso, vão ser proporcionadas master classes com especialistas reconhecidos em diferentes setores, de forma a fomentar a partilha de conhecimento sobre projetos reais na área de dados.

“O ISLA-IPGT promove uma oferta formativa especializada em diferentes áreas e muito focada nas necessidades do mercado. A pós-graduação em analytics e data science empresarial é o mais recente exemplo dessa nossa constante preocupação. Procuramos soluções de formação que dêem respostas inovadoras às questões do mercado e a colaboração com a Metyis, nesta pós-graduação, é claramente uma aposta forte na estratégia de dinâmica de integração do mercado no centro de atenção desta Instituição”, diz Firmino Silva, coordenador da pós graduação do ISLA.

Pós-graduação pode dar direito a estágio na Metyis

No final da pós-graduação, os estudantes vão ter a oportunidade de se candidatar a um estágio na Metyis. Para serem elegíveis, os candidatos vão ser submetidos a uma entrevista com um quadro sénior que irá avaliar a área e as competências mínimas para a sua realização. É ainda necessário que os candidatos tenham disponibilidade total e aceitem as condições do estágio a nível de remuneração e formato.

É uma área altamente especializada que combina visão para o negócio e tecnologia, com imensas oportunidades de crescimento.

Núria Amorim

IT project management officer da Metyis

As inscrições para a pós-graduação, que decorrem até 31 de dezembro, apresentam como requisito de admissão uma formação nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia, gestão, economia ou qualquer outra área que inclua uma componente matemática. As 25 vagas do curso vão ser preenchidas a partir da apreciação do currículo e motivação dos candidatos para a frequência do curso.

A data prevista de início é dia 14 de janeiro, com aulas às sextas-feiras em regime pós-laboral, e aos sábados de manhã, totalizando 240 horas de formação presencial.

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ECO do Dinheiro. As novas tabelas de IRS deixam mais dinheiro no bolso?

  • ECO
  • 7 Dezembro 2021

O Governo já revelou as novas tabelas de retenção na fonte de IRS, que refletem o aumento do mínimo de existência e retenções na fonte mais próximas do imposto efetivo.

  • O Governo já revelou as novas tabelas de retenção na fonte de IRS. Mas será que lhe põem mais dinheiro no bolso? Veja o vídeo:

http://videos.sapo.pt/q05GpddCnC36oEWhG3z1

As tabelas para 2022 refletem o aumento do salário mínimo para 705 euros e, por arrasto, do chamado mínimo de existência, que é o valor até ao qual não se paga imposto. Isto significa que no próximo ano haverá mais contribuintes que ficam isentos de pagar IRS. Neste caso, são 86 milhões de euros em receita fiscal que o Estado deixa de arrecadar e que ficam no bolso dos trabalhadores.

As tabelas de IRS definem a taxa de imposto aplicada aos rendimentos que é retida mensalmente para ser entregue às Finanças. Só que há uma diferença entre o que é retido e o que é efetivamente devido. A outra alteração nas tabelas para o próximo ano foi diminuir esta diferença.

Neste caso, embora a medida tenha um impacto orçamental de 89 milhões, não há uma redução do imposto a pagar. O contribuinte terá mais uns poucos euros no bolso todos os meses durante o próximo ano, mas receberá um reembolso menor, ou mesmo nenhum, em 2023.

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Meo pagou licenças 5G esta segunda-feira

  • Lusa
  • 7 Dezembro 2021

A Meo, do grupo Altice, foi última operadora a pagar as licenças 5G. Anacom avança que pagamento foi feito esta segunda-feira.

A Meo pagou as licenças 5G e a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) já aprovou o projeto de decisão sobre a emissão do título dos direitos de utilização de frequências (DUF), aguardando agora a resposta da operadora.

De acordo com o presidente da entidade reguladora, João Cadete de Matos, que falava num encontro com jornalistas, a Meo, do grupo Altice Portugal, pagou as licenças na segunda-feira.

Esta foi a última das seis operadoras que participaram no leilão 5G a efetuar o pagamento dos valores devido ao espectro ganho. Na sequência do pagamento, a Anacom aprovou o projeto de decisão à emissão do título dos DUF.

Agora a Meo/Altice Portugal tem 10 dias para responder ao projeto de decisão, para que a Anacom analise a resposta e emita os DUF.

Quanto mais rápida for e dispensar de utilizar os 10 dias, mais depressa a operadora do grupo Altice Portugal inicia a comercialização da tecnologia 5G.

Os DUF do leilão 5G foram atribuídos à Dense Air, Dixarobil Telecom, Meo (Altice Portugal), NOS, Nowo Communications e Vodafone Portugal.

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Sporting encaixa 40 milhões. Mais de 3 mil compraram obrigações

A SAD leonina cumpriu o objetivo de colocar 40 milhões de euros com o empréstimo obrigacionista, com 3.336 investidores a participarem na oferta. Mais de metade (56,4%) subscreveu até 5 mil euros.

A Sporting SAD prepara-se para encaixar 40 milhões de euros com a emissão de obrigações com maturidade até 2024 e que paga uma taxa de juro fixa bruta de 5,25%, anunciou esta terça-feira a Euronext.

Destinada ao público em geral, a oferta terminou a 6 de dezembro e contou com a participação de um total de 3.336 investidores. No final da semana passada, a SAD liderada por Frederico Varandas decidiu aumentar o montante máximo do empréstimo obrigacionista de 30 para 40 milhões de euros.

Segundo a informação da CMVM, a procura pelas obrigações “leoninas” ascendeu a 53 milhões de euros, sendo que mais de metade (56,4%) dos investidores subscreveu entre 2 mil a 5 mil euros. 21% ficaram no intervalo seguinte, até aos 10 mil euros; 20% até aos 50 mil euros; e 2,4% – num total de 79 investidores – mais de 50 mil euros.

A última emissão obrigacionista da Sporting SAD tinha sido lançada em novembro de 2018. Nessa fase de convulsão interna devido à saída da anterior administração comandada por Bruno de Carvalho, a sociedade que gere o futebol dos “leões” ficou aquém do objetivo de 30 milhões de euros, arrecadando apenas 26,1 milhões de euros nessa operação.

Este novo empréstimo vai servir para reembolsar o financiamento intercalar resultante da operação de titularização com a Sagasta Finance no valor de 26,7 milhões de euros, “a título de acréscimo do preço de compra e venda dos créditos” decorrentes do contrato de direitos televisivos assinado com a NOS, feita para pagar o empréstimo obrigacionista de 2018, cujo reembolso foi feito a 26 de novembro. O restante será usado “para desenvolvimento da atividade corrente” da SAD.

A liquidação da oferta relativa às Obrigações Sporting SAD 2021-2024, que foram colocadas por uma dezena de instituições financeiras, será feita no dia 10 de dezembro. As datas de pagamentos de juros são a 10 de junho e a 10 de dezembro de cada ano, com exceção da última, relativa ao reembolso, que será feito a 25 de novembro de 2024.

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Mais dois voos de apoio entre Maputo e Lisboa marcados para 14 e 16 de dezembro

  • Lusa
  • 7 Dezembro 2021

Primeiro voo parte de Lisboa para Maputo a 14 de dezembro e o segundo voo sai da capital moçambicana a 16 de dezembro, com destino à capital portuguesa.

A embaixada de Portugal em Maputo anunciou esta terça-feira mais dois voos de apoio ao regresso no trajeto Lisboa – Maputo – Lisboa, operados pela TAP.

O primeiro voo partirá de Lisboa para Maputo no dia 14 de dezembro, terça-feira, e a segunda ligação sai da capital moçambicana a 16 de dezembro, quinta-feira, com destino a Lisboa.

Tal como anunciado em comunicados anteriores, “subsequentemente, serão organizados voos adicionais desta natureza de acordo com as necessidades“, acrescenta a embaixada.

Os voos servem de apoio ao regresso nos dois sentidos, depois de os Estados-membros da União Europeia (UE) terem decidido suspender ligações aéreas com sete países da África Austral, incluindo Moçambique, devido à propagação da variante Ómicron do vírus da covid-19.

Podem embarcar no voo Maputo – Lisboa passageiros com nacionalidade portuguesa, titulares de autorização de residência em Portugal e cidadãos nacionais da UE, estados associados ao Espaço Schengen e membros das respetivas famílias.

Podem ainda embarcar nacionais de países terceiros com residência legal num estado-membro da UE, em trânsito para o país de origem ou de residência legal, além de outros que se enquadrem em situações humanitárias.

A reserva deverá ser feita diretamente junto da TAP, mas o Consulado Geral de Portugal em Maputo bem como o Consulado Geral na Beira disponibilizam-se para contactos por parte de quem tenha “dificuldade em efetuar a sua reserva” e tenha “comprovada urgência na deslocação, por motivos graves de saúde ou partida definitiva do país”.

Nos voos para Lisboa, todos os passageiros, vacinados ou não, terão de apresentar um resultado negativo de teste RT-PCR ou teste de amplificação de ácidos nucleicos (NAAT) semelhante.

“O teste deve ser realizado até 72 horas antes da partida”, sendo que, como alternativa, os passageiros podem fazer “um teste de antígeno (TRAg) até 48 horas antes da partida”.

Gozam de exceções à obrigatoriedade de apresentação de testes covid os portadores de certificado digital covid da UE de recuperação, válido por 180 dias, assim como crianças com menos de 12 anos.

“Os passageiros dos voos com origem em Moçambique e os que, independentemente da origem, tiverem estado em Moçambique, África do Sul, Botsuana, Essuatíni, Lesoto, Namíbia e Zimbabué nos 14 dias anteriores à sua chegada a Portugal, devem cumprir um período de isolamento profilático de 14 dias à chegada, no domicílio ou em local indicado pelas autoridades de saúde”, acrescenta a embaixada.

À chegada a Portugal, todos os passageiros serão encaminhados para “local próprio no interior do aeroporto para efeitos de realização de um novo teste de amplificação de ácidos nucleicos (TAAN) ou teste rápido de antigénio (TRAg), para despiste de infeção por SARS-CoV-2 e posterior sequenciação genómica, assim como para determinação de isolamento profilático pelas autoridades de saúde”, conclui a embaixada.

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DGS aprova vacinação contra a Covid-19 das crianças dos 5 aos 11 anos

A Comissão Técnica de Vacinação contra a Covid-19 (CTVC) deu parecer favorável à vacinação das crianças dos 5 aos 11 anos, anunciou esta terça-feira a DGS.

A Comissão Técnica de Vacinação contra a Covid-19 (CTVC) deu parecer positivo à vacinação de crianças dos 5 aos 11 anos, anunciou esta terça-feira a Direção-Geral da Saúde (DGS). Há 300 mil doses pediátricas da vacina da Pfizer/BioNTech que chegarão a 13 de dezembro e o Governo garante estar pronto para avançar com o processo, cujo objetivo é vacinar “rapidamente”.

“A Direção-Geral da Saúde (DGS) recomenda a vacinação das crianças entre os 5 e os 11 anos, com prioridade para as crianças com doenças consideradas de risco para COVID-19 grave“, lê-se no comunicado divulgado esta terça-feira, onde se anuncia também que “a vacina a utilizar será a Comirnaty® [BioNTech/Pfizer], que tem parecer positivo da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) para a formulação pediátrica, à data”.

Os membros da CTVC estiveram reunidos durante o fim de semana para discutir a recomendação da vacina e analisar documentos publicados nos últimos dias. Entre eles, consta o relatório favorável do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC, na sigla em inglês), seguindo a autorização da Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês), ainda que a decisão final seja deixada à consideração de cada Estado-membro da União Europeia.

No documento publicado a 1 de dezembro, o ECDC conclui que “as crianças com idades compreendidas entre os 5 e os 11 anos que correm risco grave de Covid-19 devem ser consideradas um grupo prioritário para a vacinação, tal como em outros grupos etários”.

No comunicado agora divulgado pela DGS, a autoridade de saúde diz que esta “recomendação surge na sequência da posição da Comissão Técnica de Vacinação contra a COVID-19 (CTVC), que considerou, com base nos dados disponíveis, que a avaliação risco-benefício, numa perspetiva individual e de saúde pública, é favorável à vacinação das crianças desta faixa etária“. No final de novembro, o Expresso dava conta que os 10 pediatras, cardio­logistas, enfermeiros e representantes do setor da saúde do grupo de trabalho defendiam que a vacinação deveria ser limitada às crianças com maior risco.

A Direção-Geral da Saúde contextualiza a decisão também com o recente aumento de novos casos nesta faixa etária e acrescenta que, apesar de geralmente a doença ser ligeira, “existem formas graves de COVID-19 em crianças“. “O risco de hospitalização é maior em crianças com doenças de risco, contudo, muitos dos internamentos ocorrem em crianças sem doenças de risco”, assinala a entidade liderada por Graça Freitas.

No comunicado deixa-se em aberto a hipótese de a recomendação agora divulgada ser alterada “sempre que se justifique, nomeadamente, caso venham a ser conhecidos mais dados sobre novas variantes”. “A CTVC acrescenta que se deve manter o acompanhamento da situação epidemiológica, da evidência científica e de recomendações dos Estados membros”, nota.

A 13 de dezembro vão chegar as primeiras 300 mil vacinas contra a Covid-19 para crianças dos 5 aos 11 anos da BioNTech/Pfizer e em janeiro chegarão mais 400 mil vacinas, o que segundo o secretário de Estado da Saúde, Lacerda Sales, será suficiente para vacinar esta faixa etária. Cada dose terá 10 microgramas, cerca de um terço da dose de um adulto.

(Notícia atualizada às 16h08 com mais informação)

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Sindicatos rejeitam nova proposta salarial da CGD

A CGD propôs um aumento salarial médio de 0,4% para 2022. O Mais Sindicato e o Sindicato dos Bancários do Centro voltaram a rejeitar a proposta.

Os sindicatos voltaram a rejeitar a proposta de revisão salarial da Caixa Geral de Depósitos (CGD) para 2022, após a segunda reunião de negociação. A nova proposta do banco público previa um aumento médio de 0,4%, em comparação com os 0,2% da proposta anterior.

Em comunicado divulgado esta terça-feira, o Sindicato do Setor Financeiro (Mais) e o Sindicato dos Bancários do Centro (SBC), afirmam que “MAIS e SBC já tinham divulgado que não aceitariam 0,4% de aumento salarial, mas a CGD foi ainda mais longe no seu desrespeito pelos trabalhadores, tendo o atrevimento de ficar aquém dessa percentagem na sua proposta para alguns níveis”.

A CGD propôs um aumento mínimo de 10 euros para os níveis 1 a 4; 0,45% para os níveis 5 e 6; 0,40% para os níveis 7 a 13; 0,30% a partir do nível 14 e 0,40% para as cláusulas de expressão pecuniária, com exceção das diuturnidades, que não teriam qualquer aumento.

Os sindicatos sublinharam ainda a proposta apresentada na primeira reunião, onde sugeriram a negociação e fecho imediato dos aumentos da tabela e cláusulas de expressão pecuniária para 2022. Em resposta, a CGD informou do registo da proposta sindical, e remeteu para breve uma resposta após futura análise.

Mais e SBC admitem a expectativa de uma resposta favorável ainda este mês.

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Leão confiante em luz verde de Bruxelas ao plano de reestruturação da TAP até ao Natal

  • Lusa
  • 7 Dezembro 2021

Ministro das Finanças acredita que até ao Natal Bruxelas deve dar o ok ao plano de reestruturação. Leão admite diferenças sobre financiamento alternativo adicional e número de slots.

O ministro das Finanças, João Leão, revelou esta terça-feira em Bruxelas que as discussões com a Comissão Europeia sobre o plano de reestruturação da TAP estão na fase final e disse esperar que o plano seja aprovado ainda antes do Natal.

“Tem corrido bem [a negociação com a Comissão], no sentido em que agora estamos praticamente na fase final, e esperamos nas próximas semanas concluir a negociação. Havia ali um ponto ou outro que ainda estava em discussão, mas em princípio estará tudo concluído. A expectativa é que até final do ano esteja aprovado, portanto nesse sentido, se for possível, será antes do Natal”, declarou.

Leão, que falava à imprensa após participar na última reunião do ano de ministros das Finanças da União Europeia (Conselho Ecofin), em Bruxelas, disse não poder garantir na aprovação do plano de reestruturação da companhia área ainda este mês, mas assumiu que essa é efetivamente a expectativa do Governo, pois “as discussões já estão suficientemente adiantadas”, tendo sido à partida resolvidas as questões ainda em aberto.

“Neste momento, pensamos que as coisas estão bastante resolvidas. Havia ali uma questão sobre uma fonte de financiamento alternativa, além do Estado, e essa questão está resolvida. E havia uma questão também em cima da mesa sobre os ‘slots’ de que a empresa tinha de abdicar, com base nas orientações também da Direção-Geral de Concorrência [da Comissão Europeia], e essa questão também penso que estará resolvida”, afirmou.

Questionado sobre se pode garantir que não haverá perdas para os obrigacionistas, Leão observou que o plano de reestruturação “não envolve nenhuma medida que afete os obrigacionistas da TAP”.

“Na parte financeira, as questões já estavam resolvidas, não há alterações bastante significativas face ao que tínhamos proposto. Há só a questão do equacionamento de um financiamento alternativo adicional que estava previsto, mas não por parte do Estado, e por outro lado há questões mais específicas de operação da empresa que estavam a ser discutidas, mas nada que ponha em causa os obrigacionistas da empresa”, assegurou, reforçando que não vê “que seja necessário” nenhum remédio imposto por Bruxelas que altere esse quadro.

O ministro das Finanças comentou ainda que, a verificar-se a aprovação do plano de reestruturação nas próximas semanas – o que “é exequível” -, tal “permite que o Governo ainda este ano ajude a capitalizar parte do que faltava do programa para este ano, e esse é um sinal muito importante e dá confiança de que a empresa pode ter sustentabilidade financeira”.

Em 2020, a TAP voltou ao controlo do Estado, que passou a deter 72,5% do seu capital, depois de a companhia ter sido severamente afetada pela pandemia de covid-19 e de a Comissão Europeia ter autorizado um auxílio estatal de até 1.200 milhões de euros à transportadora aérea de bandeira portuguesa.

Em 12 de março, o Governo apresentou à Comissão Europeia uma notificação para a concessão de um auxílio intercalar à TAP de até 463 milhões de euros que “permitirá à companhia aérea garantir liquidez até à aprovação do plano de reestruturação”.

No âmbito do apoio estatal para fazer face às consequências da pandemia, está a ser implementado um plano de reestruturação, que já levou à redução do número de trabalhadores, que ainda aguarda a ‘luz verde’ da Comissão Europeia.

De acordo com o relatório que acompanhava a proposta de Orçamento do Estado para 2022, o Governo previa injetar 1.988 milhões de euros na TAP este ano e em 2022.

Além disso, segundo a proposta, “é previsto no Plano de Reestruturação apresentado à Comissão Europeia, no seu cenário central, que 2022 seja o último ano em que o Estado português injeta dinheiro na TAP, no valor de 990 milhões de euros”.

O Governo acredita que “a TAP ficará, assim, devidamente capitalizada para poder prosseguir a sua atividade, contribuindo fortemente para a economia portuguesa”.

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Wall Street soma e segue a recuperar da Ómicron

Os principais índices norte-americanos estão a valorizar mais de 1% no arranque da sessão desta terça-feira.

Após uma forte recuperação esta segunda-feira, os principais índice norte-americanos arrancam em alta a sessão desta terça-feira, num momento em que a variante Ómicron parece já não assustar tanto os investidores. Wall Street segue e soma com valorizações superiores a 1%, sendo mais expressivas nos setores mais sensíveis à evolução da pandemia.

O Dow Jones sobe 1,06% para os 35.601,14 pontos, o Nasdaq avança 1,95% para os 15.522,8 pontos e o S&P 500 valoriza 1,43% para os 4.657,2 pontos. Esta é a segunda sessão consecutiva de recuperação para os principais índices em Wall Street, após uma semana de perdas provocadas pela Ómicron.

As indicações preliminares dadas pelas autoridades de saúde dos Estados Unidos sugerem que a Ómicron é menos perigosa do que a Delta, que é altamente contagiosa. Estes sinais acalmaram investidores neste início da semana, principalmente depois de Anthony Fauci, o epidemiologista que aconselha a Casa Branca, ter dito que os dados preliminares são “encorajadores”.

Entre as cotadas, as fabricantes de chips registam fortes ganhos com a NVIDIA a valorizar 3,7% e a Intel a subir 8,4%. Neste último caso, a empresa revelou que irá tornar público o seu carro autónomo (Mobileye) a meio do próximo ano.

Os casinos cotados em bolsa, como é o caso do Las Vegas Sands (+3,4%), também beneficiam do menor receio com a evolução da situação pandémica, a par das operadoras de cruzeiros como a Carnival e a Norwegian Cruise Line Holdings, ambas com valorizações acima de 3%.

As ações da Tesla estão a recuperar quase 4% mesmo com a notícia de que a empresa foi obrigada a substituir as câmaras de três dos seus modelos. Além disso, esta segunda-feira soube-se que o regulador dos mercados (SEC, equivalente à CMVM em Portugal) abriu uma investigação à cotada. Em causa está uma queixa de um denunciante que afirma que a Tesla não alertou suficientemente os acionistas e clientes sobre o risco de incêndio associado aos seus painéis solares.

Com a Ómicron em segundo plano, o foco dos mercados regressa à evolução da política monetária da Reserva Federal. A Fed reúne-se na próxima semana para decidir os próximos passos e os comentários feitos pelos responsáveis apontam para que acelere o ritmo de redução da compra de ativos. Além disso, poderá pistas sobre quando irá aumentar os juros diretores.

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