CaixaBank: “BPI é bem gerido mas tem problema de eficiência”

Administrador financeiro do grupo catalão que comprou o BPI diz que o banco é bem gerido por Fernando Ulrich, apresenta rácios de solvência saudáveis mas tem um problema: falta-lhe eficiência.

O CaixaBank diz estar 100% concentrado no BPI, banco cuja compra foi finalizada em fevereiro deste ano. Para o administrador financeiro do grupo catalão, o banco português é bem gerido por Fernando Ulrich, apresenta bons níveis de solvência mas tem um problema de eficiência.

Questionado pelo jornal elEconomista (acesso livre/conteúdo em espanhol) sobre um eventual interesse no Popular, o CaixaBank considerou que o “foco está colocado no BPI”. “Deram-nos as chaves há apenas dois meses e estamos concentrados em crescer de forma orgânica”, declarou Javier Pano, CFO do CaixaBank, para quem o negócio do banco português funciona muito bem.

“A rede tem uma grande atividade comercial e há um dia-a-dia em que estamos focados. É um banco bem gerido, sem problemas de solvência ou liquidez, que é o principal de uma companhia financeira, mas tem um problema de eficiência“, declarou o responsável.

"A rede tem uma grande atividade comercial e há um dia-a-dia em que estamos focados. É um banco bem gerido, sem problemas de solvência ou liquidez, que é o principal de uma companhia financeira, mas tem um problema de eficiência.”

Javier Pano

Administrador financeiro do CaixaBank

O CaixaBank é dono de quase 85% do BPI desde fevereiro passado, depois de ter lançado uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) obrigatória na qual investiu quase de 650 milhões de euros. Pablo Forero será o próximo presidente executivo do banco português, substituindo Fernando Ulrich que passa a chairman da instituição. Mudanças que deverão ser aprovadas na próxima assembleia geral do BPI, marcada para o próximo dia 26 de abril.

“Portugal está a melhorar em todas as frentes”

Na mesma entrevista, Pano manifestou algum otimismo em relação a Portugal e à recuperação da sua economia. “Está a cumprir com os seus compromissos e está a melhorar em todas as frentes”, disse o administrador.

Ainda assim, não deixou de considerar que o país ainda “tem muito futuro à sua frente” depois de ter “superado adequadamente uma situação complicada”. E salientou que a economia tem vindo a acelerar nos últimos trimestres.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

CaixaBank: “BPI é bem gerido mas tem problema de eficiência”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião