Administrador de insolvência da Coelima pede nomeação urgente de Comissão de Credores

  • Lusa
  • 1 Junho 2021

Pedro Pidwell, administrador de insolvência da Coelima, sugere que a Comissão de Credores seja presidida pela Caixa Geral de Depósitos.

O administrador de insolvência da Coelima, Pedro Pidwell, pediu ao Tribunal a nomeação urgente de uma Comissão de Credores com três ou cinco representantes dos maiores credores, incluindo os trabalhadores.

No requerimento dirigido ao Tribunal Judicial da Comarca de Braga, a que a Lusa teve acesso, Pedro Pidwell sugere que a Comissão de Credores seja presidida pela Caixa Geral de Depósitos, tendo como vogais representantes dos trabalhadores, do Fundo Autónomo de Apoio à Concentração e Consolidação de Empresas (FACCE) e ainda vogais (suplentes ou efetivos) do Novo Banco e do BCP.

Estes credores reclamam créditos de 10,44 milhões de euros (CGD), 10,82 milhões de euros (trabalhadores), 9,61 milhões de euros (FACCE), 7,41 milhões de euros (Novo Banco) e 4,82 milhões de euros (BCP).

“Estando a massa e o signatário confrontado com esta situação de urgência, e com o firme propósito de defender aqueles que são os melhores interesses em presença e em salvaguarda da subsequente desvalorização do estabelecimento (com o eventual “desligar da máquina”), afigura-se necessária e urgente a nomeação uma Comissão de Credores, constituída por três ou cinco membros (conforme este Tribunal entender por bem)”, refere o requerimento, datado de 31 de maio.

No documento, o administrador de insolvência sublinha a complexidade do processo bem como o facto de a tesouraria da insolvente “estar completamente exaurida”, não estando neste momento “assegurado o cumprimento das obrigações operacionais referentes ao mês de junho”, designadamente as inerentes aos trabalhadores, ou as que resultam de encargos necessários para a manutenção de eletricidade ou de segurança da fábrica.

“Neste conspecto, cumpre sublinhar vincadamente que o signatário não acederá na manutenção dos postos de trabalho se a massa não tiver meios bastantes para cumprir com o pontual pagamento das respetivas remunerações laborais e encargos tributários”, refere Pedro Pidwell.

No requerimento, é referida a existência de “um interessado (eventualmente dois) na compra” da Coelima e da proposta colocar como “condição ‘sine qua non’ a manutenção de todos os postos de trabalho”, com o administrador de insolvência a sublinhar que reconhece e comunga o mérito de tal desiderato.

“Deste modo […] afigura-se como incontornável tomar a opção de concretizar a venda antecipada de bens (“rectius” da venda do estabelecimento)”, refere o requerimento sublinhando a “solução, que permitirá salvaguardar os postos de trabalho e, consequentemente, o próprio estabelecimento, evitando deteriorações e depreciações resultantes do encerramento”.

A Coelima – Indústrias Têxteis apresentou-se à insolvência no passado dia 14 de abril, na sequência da quebra de vendas “superior a 60%” provocada pela pandemia e da não aprovação das candidaturas que apresentou às linhas covid-19.

O anúncio da sentença de declaração de insolvência foi publicado em 22 de abril, com a empresa a apresentar um passivo de perto de 30 milhões de euros e cerca de 250 credores no final de 2020.

Em 26 de maio a administração da têxtil Coelima anunciou que não iria apresentar um plano de insolvência com vista à recuperação da empresa, por não estarem “reunidas as condições que permitam assegurar a manutenção da exploração”.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Multinacionais obrigadas a divulgar origem dos lucros na União Europeia

  • Lusa
  • 1 Junho 2021

A presidência portuguesa chegou a acordo sobre a proposta de lei comunitária relativa à transparência fiscal para as multinacionais, que terão de divulgar onde obtêm lucros e pagam impostos.

A presidência portuguesa do Conselho alcançou esta terça-feira um acordo político com o Parlamento Europeu sobre a proposta de lei comunitária relativa à transparência fiscal para as multinacionais, que vão ter de divulgar onde obtêm lucros e pagam impostos.

O acordo político provisório em torno desta diretiva, denominada “public country-by-country reporting” (divulgação pública país por país), foi esta terça-feira alcançado entre representantes da presidência portuguesa – com um mandato dos 27 Estados-membros – e a equipa negociadora da assembleia, anunciaram o Conselho da UE e o Parlamento Europeu (PE), que terão agora de confirmar o compromisso e adotá-lo formalmente.

O texto acordado – que, uma vez adotado, deverá ser transposto pelos Estados-membros para a respetiva legislação nacional no prazo de 18 meses exige que as multinacionais ou empresas autónomas com receitas totais consolidadas superiores a 750 milhões de euros em cada um dos dois últimos exercícios financeiros consecutivos, com sede na UE ou fora dela, divulguem publicamente informações sobre o imposto sobre o rendimento em cada Estado-membro, bem como em cada país terceiro.

Citado num comunicado divulgado pelo Conselho, o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, sublinha a importância desta legislação apontando que se estima que a evasão fiscal das empresas e o planeamento fiscal agressivo por parte das grandes empresas multinacionais privem os países da UE de mais de 50 mil milhões de euros de receitas por ano.

“Tais práticas são facilitadas pela ausência de qualquer obrigação por parte das grandes empresas multinacionais de informar onde obtêm os seus lucros e onde pagam os seus impostos na UE numa base país a país. Numa altura em que os nossos cidadãos lutam para superar os efeitos da crise pandémica, é mais crucial do que nunca exigir uma transparência financeira significativa relativamente a tais práticas. É nosso dever assegurar que todos os agentes económicos contribuam com a sua quota-parte para a recuperação económica”, declarou Pedro Siza Vieira.

Por seu lado, um dos negociadores-chefes do Parlamento Europeu, o socialista espanhol Iban García del Blanco, recordando que passaram cinco anos desde a apresentação da proposta original pela Comissão, comentou que a assembleia tinha “a responsabilidade de aproveitar a janela política de oportunidade aberta pela presidência portuguesa para fazer grandes progressos no sentido de aprovar e desenvolver uma diretiva que torne obrigatória a apresentação de relatórios públicos, país por país, para as multinacionais e aumente a transparência sobre onde pagam os seus impostos”.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

DORA: Seguro europeu assume posição sobre regulamento UE de resiliência digital

  • ECO Seguros
  • 1 Junho 2021

A Comissão Europeia prepara novo regulamento que vai reger a forma como as seguradoras da UE gerem o seu risco cibernético. A federação europeia de seguros tomou posição.

A digitalização e a segurança cibernética das redes de informação são objeto de Diretivas europeias, atualmente em processo de aperfeiçoamento através de Regulamentos que serão aprovados pelo Parlamento e Conselho europeus e sobre os quais a federação europeia de seguros (Insurance Europe) já tomou posição.

No âmbito dessa produção legislativa, de que são exemplos a Diretiva Solvência II, o RGPD e a Diretiva NISNetwork and Information Security (2016), desde dezembro de 2020 em processo de revisão (NIS 2) e versãoavaliada pela Insurance Europe (em março deste ano), a federação das associações nacionais de seguradores divulgou a sua posição no âmbito da consulta pública de Bruxelas sobre o projeto Digital Operational Resilience Act (DORA), instrumento que corporiza a proposta do novo regulamento europeu que vai reger a forma como as empresas do setor financeiro – incluindo as seguradoras – gerem o seu risco cibernético.

A digitalização tem trazido benefícios ao setor, reconhece o seguro europeu. Quanto mais informação (dados) for disponibilizada à indústria seguradora, “mais eficiente será a função de subscrição,” afirma a representante europeia do setor. Em linha com os esforços para criar um Mercado Único digital, as autoridades da UE devem, ao abrigo da legislação europeia, garantir que o setor segurador tem acesso aos recursos que agregam dados relacionados com incidentes cibernéticos, sustenta a federação europeia de associações de seguros (Insurance Europe).

Em parte semelhante ao que a diretiva PSD2 representa para as empresas que operam serviços e meios de pagamento, a DORA apresenta-se como uma lexis specialis decorrente da NIS 2. Quando estiverem ambas em vigor, o ato de resiliência operacional digital introduzirá “requisitos abrangentes e de largo alcance” para as companhias de seguros na gestão de riscos operacionais a diferentes níveis: na vertente TIC (tecnologia de informação e comunicações), na comunicação de incidentes, nos testes de stress e nos acordos com terceiros (fornecedores e parceiros), pondera a federação.

No Position paper que a Insurance Europe divulgou (em fevereiro), sobre a proposta da Comissão Europeia relativamente a DORA, a entidade representante da indústria europeia de seguros reclama “proporcionalidade” no âmbito de aplicação do regulamento, prazo mais alargado para a sua implementação, de um para três anos, e alguma flexibilização e generalização no rol de documentação exigida (por exemplo nos planos e protocolos de recuperação de incidentes), os quais são, segundo a Insurance Europe, demasiadamente “detalhados e extensos.” Na perspetiva do seguro europeu, é preferível estabelecer princípios, ao invés de procedimentos concretos e exaustivos.

De acordo com a federação europeia dos seguros, os decisores políticos devem construir um quadro de segurança cibernética para o futuro do setor financeiro que se baseie no risco, e que estabeleça requisitos que possam ser adaptados ao perfil de risco de cada empresa individualmente. Caso contrário, a produção regulamentar será “suscetível de asfixiar o crescimento e a inovação e tornar-se uma barreira à adoção das tecnologias de informação e comunicação na comunidade seguradora,” refere a entidade que defende a especificidade do risco operacional no setor de seguros.

Além disso, como as medidas de cibersegurança são “complexas e dispendiosas” de implementar, “é importante que não haja multiplicação de requisitos nesta área, para que as seguradoras tenham absoluta segurança jurídica sobre as regras que lhes são aplicáveis,” desenvolve a Insurance Europe, sustentando também que o regulamento deve considerar a dimensão dos operadores e, por isso, isentar as PME da sua aplicação.

Ao reforçar a sua própria cibersegurança e ao gerir o seu próprio risco interno, “as seguradoras podem dar o exemplo e proporcionar a necessária tranquilidade aos seus clientes,” sustenta ainda a federação no positon paper relativo ao DORA, considerado também um regulamento de natureza intersetorial e de alguma importância sistémica.

A resiliência digital nos seguros é um dos temas em foco no mais recente relatório anual da Insurance Europe (2020-21 Annual Report), agora divulgado.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Navio que bloqueou Canal do Suez continua retido. Decisão judicial adiada para 20 de junho

  • ECO Seguros
  • 1 Junho 2021

Refém do impasse na negociação em torno da compensação pedida pela Autoridade do Canal, o Ever Given mantém-se sob arresto à espera de decisão judicial, entretanto adiada.

Uma decisão judicial que devia ditar a sorte do navio – que, em março passado, originou o bloqueio de tráfego que durou vários dias no Canal do Suez – foi rejeitada por um tribunal de Ismailia, remetendo a ação para um tribunal de primeira instância, pelo que mantém-se arresto decretado em meados de abril sobre o porta-contentores MV Ever Given.

Face a este primeiro revés judicial da Shoei Kisen, dona do Ever Given, mantém-se o litígio com a autoridade do Canal, persistindo também a detenção do navio retido há aproximadamente dois meses noutra zona do Canal do Suez, disseram advogados da companhia japonesa proprietária do barco.

A queixa da Shoei Kisen contesta a indemnização (inicialmente por mais de 900 milhões de dólares, entretanto revista para menos de 600 milhões) que a SCA reclama como condição para libertar o navio.

Entretanto, a audiência no tribunal de primeira instância também já foi adiada, a pedido dos litigantes, para dar mais tempo ao processo de negociação extrajudicial, avançou a Reuters citando causídicos ligados ao processo. Enquanto os representantes legais da Suez Canal Authority e do proprietário do navio discutem a viabilidade de uma solução, a nova audiência em tribunal foi reagendada para 20 de junho, indicou a Autoridade do Canal na respetiva página do Facebook.

A disputa prolonga-se porque as entidades que terão de suportar os encargos indemnizatórios (proprietário e seguradora) consideram que a compensação exigida pela SCA é injustificada e o montante incomportável. Com o impasse agravam-se também as despesas de seguro e resseguro a pagar aos proprietários dos milhares de contentores de carga que continua a bordo.

Depois de enjeitada pelo tribunal de Ismailia, e enquanto se aguarda a avaliação em primeira instância, a SCA já anunciou que se mantém aberta a uma solução negociada com os proprietários do Ever Given e disse estar disposta a aceitar 550 milhões de dólares (cerca de 451 milhões de euros), incluindo depósito de 200 milhões em caução, como condição prévia para libertar o navio, fixando pagamento do restante através de cartas de crédito, um meio de pagamento comum no comércio internacional.

Desde que foi decretada a detenção do gigantesco porta-contentores, a SCA já permitiu o desembarque de alguns poucos tripulantes (por razões humanitárias e de ética), mas a compensação financeira exigida continua contestada, tanto pela seguradora (UK Club) como pela companhia japonesa.

Enquanto se mantém a disputa, a SCA também anunciou o lançamento de obras ampliação do canal numa extensão de 10 quilómetros. Segundo anúncio oficial, o projeto cumpre diretiva do Presidente egípcio Abdelfatah al Sisi, prevendo-se que os trabalhos na zona dos Pequenos Lagos tenham início imediato.

O porta-contentores Ever Given, de propriedade japonesa e pavilhão panamiano, encalhou no canal do Suez a 23 de março – bloqueando o tráfego naquela importante via de navegação internacional – tendo sido posto a flutuar seis dias depois. Depois de lançar âncora adiante, na zona do Grande Lago do canal, para procedimento de inspeções técnicas necessárias à continuação da voyage marítima, o barco recebeu ordem de detenção pela Autoridade do Canal e ali se mantém.

O bloqueio de seis dias interrompeu parte do comércio mundial, obrigando alguns navios a fazer rota alternativa pelo extremo sul de África, enquanto mais de 400 embarcações ficaram em espera, tanto a norte como a sul do Canal do Suez.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Media Capital conclui processo de refinanciamento da totalidade do passivo

  • Lusa
  • 1 Junho 2021

A dona da TVI concluiu em maio o processo de financiamento da totalidade do passivo financeiro, que permitiu "reforçar o balanço" através da extensão da maturidade das dívidas contratadas.

A Media Capital concluiu em maio o processo de financiamento da totalidade do passivo financeiro, que permitiu “reforçar o balanço” através da extensão da maturidade das dívidas contratadas, anunciou esta terça-feira a dona da TVI.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Media Capital refere que em maio o endividamento financeiro líquido total ascendia a 88 milhões de euros, “seis milhões de euros inferior à posição de maio de 2020”.

No mês passado, a dona da TVI concluiu “o processo de refinanciamento da totalidade do passivo financeiro, que permitiu reforçar o balanço do Grupo através da extensão da maturidade das dívidas contratadas junto das entidades financeiras e do alinhamento do plano de reembolsos com a tendência de crescimento da atividade” do grupo. “Simultaneamente, a sociedade mantém uma taxa de financiamento inferior ao setor, principalmente considerando a maturidade das emissões”, adiantou.

Em 14 de maio, a empresa “celebrou com a Caixa Económica Montepio Geral um contrato de organização, montagem, colocação e garantia de colocação relativo à emissão de um empréstimo obrigacionista por subscrição particular de 80 obrigações, no valor global de 8.000.000 de euros, com uma taxa variável e igual à Euribor seis meses acrescida de 1,875% e com um prazo de maturidade de 3,5 anos, designado por Grupo Media Capital 2021-2024”.

Este empréstimo obrigacionista “teve garantia de subscrição da Caixa Económica Montepio Geral e substituiu o anterior papel comercial de 10 milhões de euros da mesma instituição”, acrescenta. Assim, a Media Capital “reduziu em 20% a sua dívida junto desta instituição bancária”.

Entretanto, em 31 de maio, a Media Capital celebrou com o Banco BPI, o Santander Totta e o Banco BIC Português “um contrato de organização, montagem, colocação e garantia de colocação relativo à emissão de um programa de papel comercial para subscrição particular no montante máximo de 83.000.000 de euros, com uma taxa variável e igual à euribor 12 meses acrescida de 2,5% e com um prazo de maturidade de sete anos”. No final de maio, o grupo tinha “utilizado cerca de 71 milhões de euros deste papel comercial”.

Conclusão do refinanciamento permite à Media Capital focar-se na estratégia de crescimento

Também esta terça-feira, a administradora financeira (CFO) da Media Capital, Olívia Mira, afirmou à Lusa que a conclusão do processo de refinanciamento permite ao grupo “concentrar-se na sua estratégia de crescimento” e na exploração de novas oportunidades de negócio.

“Em primeiro lugar importa realçar a conclusão do processo de refinanciamento que permite ao grupo concentrar-se na sua estratégia de crescimento, de enfoque na produção de conteúdos de qualidade, na exploração de novas oportunidades de negócio, suportado numa posição financeira segura e robusta que sustenta e assegura os próximos anos”, disse a administradora financeira.

“No que diz respeito aos resultados dos primeiros cinco meses de 2021, destacamos a recuperação persistente nos rendimentos que, apesar das limitações decorrentes do novo confinamento no primeiro trimestre, apresentam crescimentos sólidos na generalidade das linhas de receita”, prosseguiu Olívia Mira.

As receitas da Media Capital subiram 30% nos primeiros cinco meses do ano face a igual período de 2020 para 58 milhões de euros.“Esta evolução foi impulsionada pela recuperação de audiências da TVI, pelo crescimento acentuado do tráfego digital e pelo reforço da liderança nas rádios, que permitiram um crescimento de 30% nas receitas de publicidade”, salientou a administradora financeira.

No geral, “o grupo congratula-se com os resultados que apresentam melhorias substanciais, que permitem olhar para o futuro com uma confiança redobrada e uma energia para fazer mais e melhor tendo sempre em mente os nossos telespetadores, ouvintes, utilizadores e demais ‘stakeholders‘”, concluiu Olívia Mira.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Casa-mãe da Verspieren Portugal mantém receita anual acima dos 400 milhões

  • ECO Seguros
  • 1 Junho 2021

A atividade internacional, divisão que integra a filial da corretora francesa em Portugal, cresceu 1%, representando 9% da receita total do grupo que há 140 anos se mantém de capital familiar.

A Verspieren, grupo francês de corretagem de seguros com operação em Portugal, manteve em 2020 o recorde de receitas alcançado no ano anterior. O exercício anual encerrou com 405 milhões de euros em volume de negócios, estável face a 2019, embora com algumas filiais e ramos de negócio a sofrerem impacto da pandemia de Covid-19, o que foi compensado pelo desempenho de outras linhas e segmentos.

A empresa-mãe (Verspieren SA) cresceu 0,3%, a beneficiar do segmento comercial em Responsabilidade Civil/Danos de grandes empresas e de atividades setoriais que representam 34% do volume de negócios da corretora, revela um comunicado da instituição.

O conjunto de subsidiárias com operações mais generalistas, como é o caso da Verspieren Portugal, registaram um aumento de 2,5% graças, nomeadamente, aos resultados da filial da Collecteam, que cresceu 6%. As filiais especializadas cresceram em 1,5%, refletindo principalmente o desempenho da filial CIRANO (+13%), cuja atividade foi particularmente afetada pela crise sanitária.

O volume de negócios gerado pela atividade internacional, onde se integra a operação em Portugal, aumentou 1% e já representa 9% do volume de negócios do grupo. Embora a pandemia perdure, com efeito ainda incerto sobre o negócio, a Verspieren espera que os seus resultados cresçam este ano em torno de 3% em relação ao ano 2020.

“Apesar do contexto atual” marcado pela crise sanitária, “estamos muito confiantes para este ano e apostamos numa evolução positiva (…),” afirmou Pierre-Anthony Verspieren, presidente diretor-geral do grupo, citado num comunicado.

O grupo de corretagem está presente em Portugal desde 1997, desenvolvendo atualmente oferta de seguros (património e danos) para particulares em empresas. Inicialmente através da Mediator, a Verspieren reforçou a operação portuguesa em 2019, promovendo a fusão da também filial Credite-EGS com a Mediator, passando a operar sob a marca Verspieren Portugal- Corretores de Seguros.

Desde a fusão, a Verspieren Portugal – cujos negócios se estendem a Angola -, é codirigida por Rita Fonseca e Joana Santiago.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Bolsas norte-americanas sem rumo com ganhos na energia e perdas na saúde

As bolsas norte-americanas fecharam a sessão a oscilar entre ganhos e perdas, contrabalançando os ganhos do setor energético e financeiro com as quedas no setor da saúde.

Os principais índices norte-americanos fecharam a sessão mistos, contrabalançando os ganhos do setor energético e financeiro com as quedas no setor da saúde. Nesta sessão, os investidores digeriram também os dados económicos relativos à atividade industrial dos EUA que apontam para uma recuperação económica.

Os dados divulgados esta terça-feira apontam que a atividade industrial do outro lado do Atlântico acelerou em maio, uma vez que o levantamento gradual das restrições veio impulsionar os pedidos. Neste contexto, o indicador que mede a atividade industrial dos EUA aumentou para 61,2 pontos no mês passado, contra os 60,7 registados em abril. Ou seja, um valor acima dos 50 pontos, que indicam uma expansão dos volumes de produção e bem acima das perspetivas antecipadas pelos analistas da Reuters, que apontavam para 60,9 pontos em maio.

Além disso, um relatório divulgado pela Reserva Federal norte-americana, citado pela Reuters, revelou que o mercado laboral norte-americano está pior do que aparenta. Com base na análise de 26 indicadores, o estudo apontou que a retoma económica está a dar sinais muito divergentes (com sinais conflituantes “sem precedentes”) sobre o estado de saúde do mercado laboral.

Neste contexto, o índice de referência S&P 500 recuou 0,08% para 4,200.76 pontos, depois de ter arrancado a sessão perto de recorde de abertura, enquanto o tecnológico Nasdaq perdeu 0,08% para 13.737,37 pontos. Em contrapartida, o industrial Dow Jones ganhou 0,12% para 34.569,45 pontos.

Ao mesmo tempo, nesta sessão estiveram em foco as empresas ligadas ao setor petrolífero, que beneficiaram da subida das cotações do “ouro negro”, após os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e os parceiros liderados pela Rússia, que constituem a OPEP+, terem decidido manter o plano de aumentar a produção de petróleo em julho. Assim, a Chevron avançou 2,70% para 106,65 dólares, a Exxon Mobil Corp ganhou 3,58% para 60,46 dólares e a Total SE somou 2,34% para 47,76 dólares.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Sodim já garantiu 82% da Semapa e abdica de ter 90%

  • ECO
  • 1 Junho 2021

A holding da família Queiroz Pereira já garantiu 82,09% dos direitos de voto no âmbito da OPA à Semapa. Além disso, a Sodim revela que abdica de ter 90% dos votos da empresa.

A Sodim já garantiu 82,09% dos direitos de voto no âmbito da oferta de aquisição pública (OPA) da Semapa, que está a decorrer. Ao mesmo tempo, a holding da família Queiroz Pereira informa também, em comunicado enviado à CMVM, que vai prescindir de ter 90% dos votos da empresa do setor da pasta e do papel.

“Até à hora de encerramento do dia de hoje [terça-feira], 1 de junho de 2021, do período de aceitação da Oferta, foram transmitidas ordens de aceitação desta Oferta para um total de 6.230.426 ações, correspondentes a cerca de 7,67% do capital da Semapa e a 7,80% dos direitos de voto”, informa a Sodim, na nota enviada esta terça-feira à CMVM.

Nesse contexto, a holding da família Queiroz Pereira anuncia que tem já “assegurado que passará a deter, direta e indiretamente, após a conclusão da Oferta, pelo menos, 80,67% do capital social correspondente a 82,09% dos direitos de voto da Semapa”.

Ao mesmo tempo, a Sodim revela que vai prescindir de ter 90% dos votos da Semapa, o mínimo que tinha sido estipulado aquando do anúncio da OPA, mas que era passível de renúncia. “Atendendo aos níveis de aceitação verificados até ao momento, entende a Sodim, desde já, informar que irá renunciar”, na data de apuramento de resultados da Oferta “à condição de sucesso”, lê-se no comunicado.

A Sodim refere ainda que vai dar instruções ao BCP e ao Caixa – Banco de Investimento, S.A para comprarem todas as ações “que lhes venham a ser oferecidas para compra”, ao preço de 11,66 euros.

Antes da operação, a Sodim era dona de 58,4 milhões de ações da Semapa, incluindo 19,4 milhões de títulos diretamente e outros 38,96 milhões de títulos na posse da Cimo – Gestão de Participações. Isto corresponde a 71,906% do total do capital da Semapa. A OPA lançada em fevereiro visa o capital que a holding ainda não detém: ou seja, cerca de 28,1% do capital que estão na posse de outros investidores.

O prazo para aceitação, ou não, da oferta foi adiado até 4 de junho, pelo que os acionistas que decidam vender as suas ações têm até às 15h desse dia para comunicar esta intenção. Já os resultados da Oferta deverão ser comunicados ao mercado três dias depois, a 7 de junho.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Mau Tempo: Prejuízos de meio milhão de euros em stands de automóveis

  • Lusa
  • 1 Junho 2021

A tempestade de granizo em Vila Real atingiu veículos no exterior de 20 stands de automóveis, carros particulares, coberturas de casas e armazéns e a agricultura.

Os estragos provocados pelo granizo em automóveis para venda nos cerca de 20 stands localizados na zona industrial de Vila Real poderão ultrapassar “o meio milhão de euros”, segundo um levantamento inicial feito pelo município.

Nuno Augusto, vereador da Câmara de Vila Real com os pelouros do desenvolvimento económico e desemprego, disse à agência Lusa que a queda intensa de granizo provocou “prejuízos avultados” nas viaturas dos stands que se encontravam em exposição no exterior.

Ao final da tarde de segunda-feira, e durante vários minutos, caiu granizo com muita intensidade, descrito como sendo do tamanho de nozes ou de bolas de pingue-pongue no território de Vila Real, acompanhado de chuva intensa.

O mau tempo provocou estragos em vários setores da economia, como a agricultura, atingindo vinhas inseridas na Região Demarcada do Douro, em árvores de fruto, como maçãs e cerejas, e ainda produtos hortícolas.

Há ainda relatos de estragos em carros de particulares e até em coberturas de casas e armazéns devido à dimensão das pedras de granizo.

As freguesias afetadas são desde Guiães, Abaças, Andrães e Constantim.

Nuno Augusto referiu que a câmara está, conjuntamente com as empresas de automóveis, a fazer um levantamento dos danos provocados e está a “sensibilizar o ministério da Economia no sentido de “tentar arranjar alguma solução que possa minimizar os prejuízos”.

Até ao momento, adiantou, uma primeira estimativa aponta para prejuízos que ultrapassam o “meio milhão de euros” neste setor.

O responsável referiu a existência dos seguros, no entanto afirmou que “esta é uma situação única”.

“Não nos lembramos de ter acontecido algo idêntico, ou seja, a queda de pedra que provocou mesmo danos, estamos a falar em para-brisas e vidros partidos, capôs e tejadilhos amolgados”, referiu o vereador.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Já pode ver o saldo do IVAucher na aplicação e-fatura. Saiba como

Já pode ver o saldo do IVAucher na aplicação oficial do e-fatura. Saiba como consultar o montante que tem acumulado para descontar em alojamento, restauração e cultura no último trimestre do ano.

A fase de acumulação do programa IVAucher arrancou esta terça-feira e já há forma de saber que saldo tem disponível para gastar no final do ano. A medida, operacionalizada pela Salt Pay, foi criada pelo Governo para impulsionar três dos setores mais castigados pela pandemia.

De 1 de junho a 31 de agosto, o IVA que pagar nos setores da cultura, alojamento e restauração vai-se acumulando. Na segunda fase do programa, entre 1 de outubro e 31 de dezembro, o saldo que tiver conseguido nesta primeira fase pode ser usado em descontos de 50% em serviços nos mesmos três setores.

Muito confuso? Para entender melhor, veja este exemplo fictício. Entre junho e agosto, a Maria jantou 15 vezes em restaurantes, passou férias no Gerês e foi três vezes ao teatro. Neste período, pagou 100 euros em IVA pelo conjunto destes serviços. E aderiu ao programa IVAucher.

No dia 1 de outubro, a Maria voltou a jantar fora. A refeição custou 20 euros. Mas como a Maria é aderente do programa, usou o seu saldo do IVAucher para descontar 50% da fatura, pagando apenas 10 euros no final. O saldo do IVAucher reduziu-se para 90 euros, que a Maria ainda pode gastar em descontos noutros serviços até ao final do ano.

Como ver o saldo que tem disponível? Já é possível fazê-lo na aplicação oficial do portal e-fatura. Na segunda-feira à noite, a Autoridade Tributária lançou nas principais lojas de aplicações uma atualização que acrescenta esta funcionalidade à app. Nos próximos passos, aprenda a instalar ou atualizar a app e a consultar ao seu saldo do programa IVAucher.

Passo 1: Instalar ou atualizar a aplicação

A app e-fatura pode ser descarregada nas principais lojas.Flávio Nunes/ECO

Para ver o saldo do IVAucher na app do e-fatura, é preciso ter a aplicação instalada no seu telemóvel em primeiro lugar. Se ainda não a tem, pode descarregar aqui (se tem iPhone) ou aqui (se usa Android). Basta entrar nas ligações e carregar em “Instalar”.

Se já tinha a aplicação instalada no telemóvel, é necessário atualizá-la. Contando que o seu smartphone não fez isso por si durante a noite, o processo é relativamente simples:

  • Se tem iPhone: abra a App Store, carregue na sua fotografia (canto superior direito), desça até encontrar a e-fatura e carregue em “Atualizar”. O processo não deverá demorar mais do que dois minutos.
  • Se usa Android: abra a Play Store, clique na sua fotografia (canto superior direito), entre em “Os meus jogos e apps”, desça até encontrar a e-fatura e carregue em “Atualizar”.

Passo 2: Fazer login na aplicação

Se instalou a aplicação de raiz, agora é preciso aceder à sua conta de contribuinte. Além de permitir ver o saldo do IVAucher, a aplicação dá também para registar despesas com QR Code e validar as suas faturas ao longo do ano.

  1. Abra a aplicação.
  2. No primeiro campo, introduza o seu NIF.
  3. No segundo campo, escreva a sua palavra-passe do Portal das Finanças.
  4. Carregue em “Entrar”.

Passo 3: Ver o saldo do IVAucher

A partir deste momento, se as credenciais que introduziu estiverem corretas, verá, logo no topo do ecrã, o valor das suas deduções provisórias em sede de IRS. O que interessa para este artigo é a linha com a indicação “IVAucher”.

À esquerda, o saldo do IVAucher; à direita, a opção para ver a lista das faturas.Flávio Nunes/ECO

Sempre que uma nova despesa com NIF for comunicada às Finanças, este valor atualiza e corresponde ao seu saldo provisório que poderá gastar no último trimestre. Mas atenção: o valor não é apresentado em tempo real e algumas das despesas podem demorar até surgirem no e-fatura.

Se carregar na opção do IVAucher, acede a um novo painel que lhe permite ver uma lista das faturas onde acumulou saldo no programa. Desta forma, consegue ir acompanhando o seu progresso.

Como aderir ao IVAucher?

Apesar de o programa IVAucher já ter arrancado, ainda não existe uma forma de aderir. Será disponibilizada dia 15 deste mês, segundo o Governo. Mas a adesão poderá ser feita a qualquer momento, até ao fim do ano, sem que perca saldo por causa disso: os consumos feitos já esta terça-feira contam já como saldo do IVAucher, mesmo aderindo ao programa mais tarde.

A app IVAucher será disponibilizada em breve para centralizar a informação do programa e permitir os pagamentos.Flávio Nunes/ECO

A Salt Pay, o consórcio a que foi adjudicada a operacionalização deste programa, já disponibilizou um portal com toda a informação essencial sobre o IVAucher. Está disponível aqui.

Sendo o e-fatura, para já, a única forma de ver o saldo do IVAucher, deverá ser disponibilizada uma outra aplicação própria do programa (ver imagem à esquerda). Alguns portugueses já a conseguiram instalar, mas não está amplamente disponível.

Será também através desta segunda aplicação que os contribuintes poderão pagar faturas com o saldo do IVAucher, a partir do dia 1 de outubro. Para tal, na adesão ao programa, terá de indicar um ou vários cartões bancários.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Felpinter e Mundotêxtil apresentam proposta para comprar Coelima

Empresas entregaram no tribunal de Guimarães uma proposta para salvar a fábrica Coelima que está em processo de insolvência desde abril. Na corrida estão ainda as sociedades R.TL. e José Fontão & Cia.

A Felpinter e a Mundotêxtil, empresas localizadas em Santo Tirso e Vizela, que contam, respetivamente, com 31 e 45 anos de experiência no setor têxtil, entregaram esta terça-feira no tribunal de Guimarães uma proposta para comprar a fábrica Coelima que está em processo de insolvência desde abril com um passivo de 30 milhões de euros, sendo detido maioritariamente por 250 credores.

As duas empresas, ambas da área dos felpos, que se assumem como “dois dos principais produtores mundiais de atoalhados de felpo e outros artigos têxteis” juntam-se assim ao consórcio com sede em Guimarães, composto pelas sociedades R.TL., SA e José Fontão & Cia, Lda, que já formalizaram a intenção de adquirir a têxtil que conta com quase 100 anos de existência.

Nas duas propostas, a que o ECO teve acesso, a Felpinter e a Mundotêxtil dizem que “têm vindo a estabelecer negociações e contactos no sentido de apresentarem uma proposta de plano de insolvência que preveja uma solução de viabilização da Coelima e que assegure a existência e manutenção desta no mercado”.

De acordo com essa proposta, ambas as empresas querem “relançar a atividade da Coelima e dotar o estabelecimento de meios que lhe permitam alcançar o seu equilíbrio económico-financeiro e, dessa forma, atuar no mercado, contribuindo para a concretização de novos negócios e fortalecimento do tecido empresarial”.

O segundo consórcio, que está na corrida para adquirir a têxtil Coelima, compromete-se a adiantar até 220 mil euros para manter a têxtil em funcionamento durante o mês de junho, mais de 20 mil euros que o proposto pelo primeiro consórcio composto pelas sociedades R.TL. e José Fontão & Cia.

O património da Coelima, que emprega 250 trabalhadores, é no essencial composto por bens imobiliários, diversos equipamentos e participações sociais no capital social de outras empresas do Grupo Moretextile e bens incorpóreos, como marcas e logótipos.

Na lista de credores estão dois bancos públicos, a Caixa Geral de Depósitos e o Banco de Fomento, que representam 80% do total passivo da Coelima.

Constituída em 1922, a Coelima é uma das maiores produtoras de roupa de cama e integra o grupo MoreTextile, que em 2011 resultou da fusão com a JMA e a António Almeida & Filhos e cujo acionista principal é o Fundo de Recuperação gerido pela ECS Capital.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

CEO do BPI agradece aos mais de 4 mil colaboradores com direito a anúncio de TV

BPI prepara-se para retomar progressivamente o trabalho presencial nos serviços centrais do banco, em modelo de rotação quinzenal, mas seja autorizado. CEO envia mensagem aos colaboradores.

Num momento em que o BPI prepara a ‘retoma progressiva da normalidade’ mais de 4 mil colaboradores do banco receberam esta terça-feira às 20h um email do CEO a agradecer o esforço realizado durante a pandemia. Um agradecimento com direito a anúncio na televisão. “É verdade que podia ter enviado esta mensagem só para vós. Mas agora, neste momento tão especial, pareceu-me importante que todos pudessem saber”, diz João Pedro Oliveira e Costa. A ação tem criatividade da agência de publicidade Partners.

“Agora que vamos retomar progressivamente a normalidade, é o momento de olharmos para a nossa história com orgulho. Com renovada vontade de construirmos, todos, um futuro mais humano e sustentável. E é verdade que podia ter enviado esta mensagem só para vós. Mas agora, neste momento tão especial, pareceu-me importante que todos pudessem saber”, pode ler-se na mensagem enviada por João Pedro Oliveira e Costa, CEO do BPI, para os 4597 colaboradores do banco (à data de março).

No vídeo de 40 segundos, com criatividade da Partners, transmitido na SIC, pouco antes do Jornal da Noite, João Pedro Oliveira e Costa agradece o contributo dos colaboradores para manter as operações do banco em tempo de pandemia. “A origem do sucesso do BPI está nas suas Pessoas. Por isso, quero agradecer a todos os que trabalham no BPI. Pelo rigor e profissionalismo. Pela dedicação aos nossos clientes. Pela atitude. Por tudo o que têm feito”, diz.

A mensagem do gestor surge num momento em que o BPI está a prever “retomar o trabalho presencial nos seus serviços centrais, de forma gradual e progressiva, em modelo de rotação quinzenal com teletrabalho, assim que as Autoridades o permitam”, informa nota de imprensa. A obrigatoriedade do teletrabalho mantém-se até 13 de junho, aguardando-se novas indicações do Governo sobre a sua eventual prorrogação.

No último ano, o BPI manteve sempre a sua atividade nos balcões, dispondo ainda “de um plano de contingência e de regresso ao trabalho em segurança – em permanente atualização – que contempla todos os cuidados, boas práticas e procedimentos no atual contexto”, informa ainda o banco.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.