Número de infetados com coronavírus já ultrapassa os 300 mil em todo o mundo. Vítimas mortais são mais de 13 mil

Na China já só há novos casos importados. Agora a situação é mais grave em Itália, Espanha e Estados Unidos.

A última contabilização revelava que 303.720 pessoas testaram positivo para o novo vírus Covid-19, de acordo com dados da universidade Johns Hopkins, relativos ao final da tarde de sábado. E já morreram mais de 13 mil pessoas e mais de 95 mil já recuperaram.

Este escalada no número de infetados resulta também do número crescente de casos nos Estados unidos que já conta com 24.148 casos, o que o coloca agora entre os países mais afetado pela pandemia a nível mundial. Apenas a China, Itália e Espanha têm uma situação mais grave. De acordo com o Covid Tracking Project, os Estados Unidos já levaram a cabo 150 mil testes, mas os números deverão tornar-se mais expressivos à medida que mais pessoas são testadas. Nova Iorque é um dos Estados mais afetados, tal como a Califórnia que fecharam todas as atividades que não são consideradas essenciais. Os especialistas receiam que, ao longo dos próximos meses, 650 mil pessoas pessoas possam ser infetadas no país, ainda que sejam tomadas medidas de contenção. Até agora morreram 348 pessoas no país.

Donald Trump negou que tenha respondido tarde à pandemia, depois de o The Washington Post ter noticiado que as agências de inteligência norte-americanas tinham emitido advertências em janeiro e fevereiro último sobre o perigo global que representa o novo coronavírus. O jornal referiu que tanto o Presidente norte-americano, como os legisladores minimizaram a ameaça e não tomaram medidas.

Na Europa são cada vez mais os países que impõem o estado de emergência — em Portugal as medidas mais restritivas entraram em vigor às meia noite deste sábado — tendo em conta o ritmo de evolução da pandemia. Itália continua a ser o país europeu em situação mais crítica com 53.578 infetados e 4.825 pessoas que morreram. Em Espanha há 25.496 infetados e morreram 1.381 pessoas. Países onde os sistemas de saúde são confrontados com um pico de casos aos quais não conseguem dar resposta.

Em Portugal os últimos dados da Direção Geral de Saúde davam conta 1.280 infetados e 12 vítimas mortais.

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Luz verde do BCE acelera suspensão dos pagamentos no crédito à habitação

  • ECO
  • 22 Março 2020

Esta solução está a ser discutida entre o Executivo e o setor, faltando definir aspetos como a duração. Centeno tinha indicado que a legislação será aprovada até ao final do mês.

Uma das medidas anunciadas pelo Governo para fazer face à pandemia foi a possibilidade de constituir uma moratória de capital e juros. O Banco Central Europeu (BCE) decidiu flexibilizar as regras do crédito concedido pela banca, o que veio acelerar a criação desta solução, que está a ser discutida entre o Executivo e o setor, adianta o Público (acesso livre).

As negociações do Governo com a banca continuaram durante o fim de semana, para delinear todos os detalhes da medida. Uma das exigências dos bancos é que, se avançarem com a suspensão das prestações dos créditos à habitação, as falhas de pagamento dos clientes afetados não sejam consideradas como situações de incumprimento, durante o período da moratória.

Os bancos não querem também ter de registá-las como crédito malparado. Falta agora definir e aprovar a legislação, nomeadamente aspetos como a duração da medida, se contempla uma moratória de juros, uma carência de capital ou a suspensão integral do pagamento, como será accionada e se será alargada a algum tipo de crédito particular. Quando apresentou esta possibilidade, o ministro das Finanças garantiu que toda a legislação necessária para concretizar esta moratória será aprovada até ao final do mês.

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Estado de emergência nos negócios. O que muda?

Com o estado de emergência, maior parte das lojas encerram, mas há várias exceções. Empresas poderão trabalhar, mas com algumas condicionantes. Conheça-as aqui.

O vírus está a infetar a economia. E vai continuar, tendo em conta todas as limitações que traz, especialmente agora que o país está em estado de emergência. Há restrições para os cidadãos, mas também para os negócios. E as empresas também terão regras a cumprir neste período. Muitas têm de fechar, mas há exceções.

De acordo com o decreto do Governo que concretiza o estado de emergência em Portugal, anunciado pelo Presidente da República, são várias as atividades que terão de parar ou encerrar.

Entre as recreativas, de lazer e diversão, estas têm de parar em estado de emergência:

  • Discotecas;
  • Bares;
  • Salões de dança ou festa;
  • Circos;
  • Parques de diversões;
  • Parques recreativos para crianças e similares;
  • Parques aquáticos;
  • Jardins zoológicos (sem prejuízo do acesso dos trabalhadores para efeitos de cuidado dos animais);
  • E termas, spas ou estabelecimentos afins.

Nas atividades culturais e artísticas, estas encerram:

  • Auditórios,
  • Cinemas,
  • Teatros,
  • Salas de concertos,
  • Museus,
  • Monumentos,
  • Palácios e sítios arqueológicos ou similares (centros interpretativos, grutas, etc.), sejam nacionais, regionais e municipais, públicos ou privados, sem prejuízo do acesso dos trabalhadores;
  • Bibliotecas e arquivos;
  • Praças, locais e instalações tauromáquicas;
  • Galerias de arte;
  • Salas de exposições;
  • Pavilhões de congressos,
  • Salas polivalentes;
  • Salas de conferências;
  • E pavilhões multiúsos.

No caso dos estabelecimentos de jogo, a regra é a mesma. Terão de fechar:

  • Casinos;
  • Estabelecimentos de jogos de fortuna ou azar, como bingos ou similares;
  • Salões de jogos e salões recreativos.

No que toca às atividade de restauração, a regra é que fechem:

  • Restaurantes e similares;
  • Cafetarias, casas de chá e afins (com as exceções indicadas mais adiante);
  • Bares e afins;
  • Bares e restaurantes de hotel, exceto quanto a estes últimos para efeitos de entrega de refeições aos hóspedes;
  • Esplanadas;
  • Máquinas de vending.

No entanto, há exceções no que toda à restauração. O decreto publicado pelo Governo define que os “estabelecimentos de restauração e similares podem manter a respetiva atividade, se os seus titulares assim o decidirem, para efeitos exclusivos de confeção destinada a consumo fora do estabelecimento ou entrega no domicílio, diretamente ou através de intermediário”. Ou seja, em take-away.

Aqueles que ficarem a funcionar nesta lógica, “ficam dispensados de licença para confeção destinada a consumo fora do estabelecimento ou entrega no domicílio e podem determinar aos seus trabalhadores a participação nas respetivas atividades, ainda que as mesmas não integrassem o objeto dos respetivos contratos de trabalho”, diz o decreto.

Hipers abertos. Papelarias, floristas e oculistas também

Há vários negócios que podem continuar a funcionar normalmente, mesmo em estado de emergência. Entre eles estão negócios e estabelecimentos que prestam bens ou serviços de “primeira necessidade” ou outros “considerados essenciais”.

Os que podem continuar a operar são os seguintes:

  • Minimercados, supermercados e hipermercados;
  • Frutarias, talhos, peixarias e padarias;
  • Mercados, nos casos de venda de produtos alimentares;
  • Produção e distribuição agroalimentar;
  • Lotas;
  • Restauração e bebidas, nos termos do presente decreto;
  • Confeção de refeições prontas a levar para casa, nos termos do presente decreto;
  • Serviços médicos ou outros serviços de saúde e apoio social;
  • Farmácias e locais de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica;
  • Estabelecimentos de produtos médicos e ortopédicos;
  • Oculistas;
  • Estabelecimentos de produtos cosméticos e de higiene;
  • Estabelecimentos de produtos naturais e dietéticos;
  • Serviços públicos essenciais e respetiva reparação e manutenção (água, energia elétrica, gás natural e gases de petróleo liquefeitos canalizados, comunicações eletrónicas, serviços postais, serviço de recolha e tratamento de águas residuais, serviços de recolha e tratamento de efluentes, serviços de gestão de resíduos sólidos urbanos e de higiene urbana e serviço de transporte de passageiros);
  • Papelarias e tabacarias (jornais, tabaco);
  • Jogos sociais;
  • Clínicas veterinárias;
  • Estabelecimentos de venda de animais de companhia e respetivos alimentos;
  • Estabelecimentos de venda de flores, plantas, sementes e fertilizantes;
  • Estabelecimentos de lavagem e limpeza a seco de têxteis e peles;
  • Drogarias;
  • Lojas de ferragens e estabelecimentos de venda de material de bricolage;
  • Postos de abastecimento de combustível;
  • Estabelecimentos de venda de combustíveis para uso doméstico;
  • Estabelecimentos de manutenção e reparação de veículos automóveis e motociclos, tratores e máquinas agrícolas, bem como venda de peças e acessórios e serviços de reboque;
  • Estabelecimentos de venda e reparação de eletrodomésticos, equipamento informático e de comunicações e respetiva reparação;
  • Serviços bancários, financeiros e seguros;
  • Atividades funerárias e conexas;
  • Serviços de manutenção e reparações ao domicílio;
  • Serviços de segurança ou de vigilância ao domicílio;
  • Atividades de limpeza, desinfeção, desratização e similares;
  • Serviços de entrega ao domicílio;
  • Estabelecimentos turísticos, exceto parques de campismo, podendo aqueles prestar serviços de restauração e bebidas no próprio estabelecimento exclusivamente para os respetivos hóspedes;
  • Serviços que garantam alojamento estudantil;
  • Atividades e estabelecimentos enunciados nos números anteriores, ainda que integrados em centros comerciais.

Empresas a funcionar, mas com regras

Quanto às empresas sem atendimento ao público, a regra geral é que podem continuar a trabalhar. Ou seja, “devem manter a sua atividade normal”, exceto nos casos como o de Ovar onde foi declarado o estado de calamidade., disse o primeiro-ministro, António Costa.

Contudo, estas empresas terão de cumprir as recomendações da Direção-Geral da Saúde quanto ao distanciamento social e as medidas de higiene do local de trabalho, protegendo a saúde individual dos seus trabalhadores.

“Todas as empresas que se pretendam manter em laboração têm de assegurar os níveis de proteção”, disse o chefe do Executivo, referindo que as empresas em questão têm de adquirir os bens de proteção individual.

No caso destas empresas que mantêm a laboração num período de estado de emergência, será permitida a manutenção em funcionamento das cantinas e refeitórios, mas terão de cumprir as normas especiais que existem sobre higiene e afastamento social”.

Táxis e Uber podem funcionar mas sem passageiros ao lado e com vidros abertos

Os serviços de transporte de táxi e de plataformas como a Uber podem continuar a funcionar, mas devem restringir o acesso ao banco da frente e garantir a “renovação do ar e a limpeza das superfícies”, foi divulgado este domingo.

Num despacho assinado pelo ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, para salvaguardar o funcionamento de “serviços essenciais” durante o estado de emergência pela pandemia de Covid-19, é indicado que os táxis e os TVDE (transporte individual e remunerado de passageiros em veículos descaracterizados a partir de plataforma eletrónica) podem continuar a operar.

Porém, nestes serviços de transporte, “deve restringir-se o acesso ao banco dianteiro, devendo ser acautelada a renovação do ar interior das viaturas e a limpeza das superfícies”, aponta a tutela no despacho, que entra em vigor às 00:00 de segunda-feira.

O Ministério do Ambiente e da Ação Climática informa também que, “para assegurar o correto funcionamento dos serviços de transporte em táxi, os presidentes das câmaras municipais podem definir condições excecionais de circulação”. Aqui incluem-se restrições da circulação “em dias pares para os veículos com número de matrícula “par”” e “em dias ímpares para os veículos com número de matrícula ‘ímpar’”, precisa a tutela.

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Estado de emergência nos serviços públicos. O que muda?

Pessoas e negócios têm regras especiais durante o estado de emergência. E os serviços públicos também, estando de portas fechadas, mas com atendimento online.

Portugal está em estado de emergência. Há, por isso, várias limitações em vigor para evitar a propagação do coronavírus, seja para os cidadãos, com especial cuidado para os infetados e os grupos de risco, seja para os serviços. Há regras para os negócios, seja comércio, seja restauração. E também há mudanças nos serviços públicos.

A ordem é para encerrar praticamente tudo. Começou com as escolas, enviando milhões de alunos para casa, com as aulas a prosseguirem, em alguns casos, à distância, mas rapidamente outros serviços públicos tiveram de fechar portas. Segurança Social, IEFP, IMT, bem como os serviços de Justiça ficaram condicionados com o estado de emergência.

Estes serviços têm a porta fechada, mas funcionam por pré-marcação e apenas para atos urgentes, por causa do surto do novo coronavírus. É, no entanto, preciso fazer o pré-agendamento através do Portal “ePortugal” (https://eportugal.gov.pt) e pelas linhas de contacto que servem de apoio aos serviços públicos digitais (Linha do Cidadão 300 003 990 e Linha das Empresas 300 003 980).

O mesmo acontece no caso das Lojas de Cidadão. De acordo com o decreto do Governo que concretiza o estado de emergência em Portugal, anunciado pelo Presidente da República, as “Lojas de Cidadão são encerradas, mantendo-se o atendimento presencial mediante marcação, na rede de balcões dos diferentes serviços”.

Tal como nos demais serviços públicos, também naqueles que são prestados através das Lojas de Cidadão funcionam “através dos meios digitais e dos centros de contacto com os cidadãos e as empresas”, diz o mesmo documento.

Apesar de ser garantido o acesso aos serviços do Estado, nomeadamente através dos canais digitais, neste período de isolamento social, foram adotadas algumas medidas no sentido de evitar a deslocação dos cidadãos por causa de documentos como o Cartão de Cidadão.

“Considerando a eventual impossibilidade dos cidadãos em renovar ou obter documentos relevantes para o exercício de direitos, decorrente do encerramento de instalações, importa prever a obrigatoriedade de aceitação pelas autoridades públicas da exibição de documentos, cujo prazo de validade expire”, diz o decreto-lei do Governo.

“Todos os documentos suscetíveis de renovação e cujo prazo de validade expire a partir de 24 de fevereiro não terão de ser renovados agora, sendo aceites para todos os efeitos legais até 30 de junho”, frisa o Executivo.

O Governo determina ainda, no diploma, uma extensão de validade de alguns documentos:

  • Cartão do Cidadão;
  • Certidões e certificados emitidos pelos serviços de registos e da identificação civil;
  • Carta de Condução;
  • Documentos e vistos relativos à permanência em território nacional.

Todos estes documentos, “cuja validade termine a partir da data de entrada em vigor do presente decreto-lei [21 de março] são aceites, nos mesmos termos, até 30 de junho de 2020”, refere o Executivo.

Além da carta de condução, também as inspeções dos veículos automóveis vão ter mais tempo para serem realizadas. O Instituto da Mobilidade e dos Transportes definiu que os veículos que tenham de ir à inspeção até ao final de maio terão uma tolerância de dois meses para o fazer.

Desta forma, os veículos com datas de matrícula entre 13 de março e 31 de maio, que tivessem de ir à inspeção obrigatória, vão ter uma prorrogação do prazo de dois meses. Ou seja, quem tenha um veículo de 15 de março, que seria a data-limite para fazer a inspeção, vai ter até 15 de maio para a fazer.

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Estado de emergência para grupos de risco. O que muda?

Portugal está em estado de emergência por causa da pandemia. Há, por isso, restrições temporárias, especialmente para grupos de risco como os infetados, mas também os idosos. Veja-as aqui.

A partir de agora, e durante um período de 15 dias, pelo menos, Portugal está em estado de emergência por causa da pandemia do Covid-19. São várias as restrições que passam a existir à circulação por parte de grupos classificados como de risco, chegando mesmo à proibição de movimentos.

Infetados em confinamento obrigatório

De acordo com o decreto do Governo que concretiza o estado de emergência em Portugal, anunciado pelo Presidente da República, os “doentes com Covid-19 e os infetados com SARS-Cov2″, mas também os “cidadãos relativamente a quem a autoridade de saúde ou outros profissionais de saúde tenham determinado a vigilância ativa”, ficam com movimentos limitados.

Tanto os infetados como aqueles que estão em vigilância pelas autoridades de saúde terão de ficar “em confinamento obrigatório, em estabelecimento de saúde ou no respetivo domicílio”.

Aqueles que não acatarem, violando “a obrigação de confinamento” poderão ser sancionados já que o incumprimento das regras do estado de emergência “constitui crime de desobediência“.

E qual a sanção por este crime? Quem o cometer “é punido com pena de prisão até um ano ou com pena de multa até 120 dias”, de acordo com o artigo 348.º do Código Penal.

Idosos e doentes crónicos com movimentos limitados

Quem está infetado fica com movimentos limitados, mas há outros portugueses que têm regras especiais neste estado de emergência por causa do coronavírus.

O decreto do estado de emergência prevê “um dever especial de proteção” para os mais idosos, os maiores de 70 anos, bem como para “os imunodeprimidos e os portadores de doença crónica que, de acordo com as orientações da autoridade de saúde devam ser considerados de risco, designadamente:

  • Hipertensos;
  • Diabéticos;
  • Doentes cardiovasculares;
  • Portadores de doença respiratória crónica;
  • Doentes oncológicos.

Todas estas pessoas devem evitar sair de casa. “Só podem circular em espaços e vias públicas, ou em espaços e vias privadas equiparadas a vias públicas, para algum dos seguintes propósitos:

  • Aquisição de bens e serviços;
  • Deslocações por motivos de saúde, designadamente para efeitos de obtenção de cuidados de saúde;
  • Deslocação a estações e postos de correio, agências bancárias e agências de corretores de seguros ou seguradoras;
  • Deslocações de curta duração para efeitos de atividade física, sendo proibido o exercício de atividade física coletiva;
  • Deslocações de curta duração para efeitos de passeio dos animais de companhia;
  • Outras atividades de natureza análoga ou por outros motivos de força maior ou necessidade impreterível, desde que devidamente justificados.

O decreto determina, contudo, que as pessoas com doenças crónicas podem “ainda circular para o exercício da atividade profissional”.

Tanto profissionais de saúde como agentes de proteção civil, bem como “titulares de cargos políticos, magistrados e líderes dos parceiros sociais” ficam excluídos destas limitações.

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Estado de emergência para as famílias. O que muda?

Quem não está infetado, nem pertence a um grupo de risco, deve evitar sair de casa. Mas pode circular, desde que para um dos propósitos definidos por decreto. Veja-os aqui.

O estado de emergência exige o confinamento dos infetados pelo coronavírus, mas também traz limitações para os idosos e as pessoas com doenças crónicas. Contudo, todos os outros cidadão têm regras neste contexto especial de forma a evitar a propagação do vírus.

Sendo o Covid-19 um vírus que facilmente se dissemina, o que é pedido aos portugueses é que procurem ficar em isolamento durante o maior período de tempo possível. #ficaemcasa é o mote neste período, mas é possível circular, desde que com um propósito específico, devendo ser respeitadas as recomendações “respeitantes às distâncias a observar entre as pessoas”.

O decreto do Governo que concretiza o estado de emergência em Portugal, anunciado pelo Presidente da República, elenca os motivos pelos quais a generalidade dos cidadãos “podem circular em espaços e vias públicas, ou em espaços e vias privadas equiparadas a vias públicas”.

São os seguintes:

  • Aquisição de bens e serviços;
  • Deslocação para efeitos de desempenho de atividades profissionais ou equiparadas;
  • Procura de trabalho ou resposta a uma oferta de trabalho;
  • Deslocações por motivos de saúde, designadamente para efeitos de obtenção de cuidados de saúde e transporte de pessoas a quem devam ser administrados tais cuidados ou dádiva de sangue;
  • Deslocações para acolhimento de emergência de vítimas de violência doméstica ou tráfico de seres humanos, bem como de crianças e jovens em risco, por aplicação de medida decretada por autoridade judicial ou Comissão de Proteção de Crianças e Jovens, em casa de acolhimento residencial ou familiar;
  • Deslocações para assistência de pessoas vulneráveis, pessoas com deficiência, filhos, progenitores, idosos ou dependentes;
  • Deslocações para acompanhamento de menores:

a) Em deslocações de curta duração, para efeitos de fruição de momentos ao ar livre;

b) Para frequência dos estabelecimentos escolares no caso dos filhos dos profissionais de saúde, das forças e serviços de segurança e de socorro, incluindo os bombeiros voluntários, e das forças armadas, os trabalhadores dos serviços públicos essenciais, de gestão e manutenção de infraestruturas essenciais, bem como outros serviços essenciais.

  • Deslocações de curta duração para efeitos de atividade física, sendo proibido o exercício de atividade física coletiva;
  • Deslocações para participação em ações de voluntariado social;
  • Deslocações por outras razões familiares imperativas, designadamente o cumprimento de partilha de responsabilidades parentais, conforme determinada por acordo entre os titulares das mesmas ou pelo tribunal competente;
  • Deslocações para visitas, quando autorizadas, ou entrega de bens essenciais a pessoas incapacitadas ou privadas de liberdade de circulação;
  • Participação em atos processuais junto das entidades judiciárias;
  • Deslocação a estações e postos de correio, agências bancárias e agências de corretores de seguros ou seguradoras;
  • Deslocações de curta duração para efeitos de passeio dos animais de companhia e para alimentação de animais;
  • Deslocações de médicos-veterinários, de detentores de animais para assistência médico-veterinária, de cuidadores de colónias reconhecidas pelos municípios, de voluntários de associações zoófilas com animais a cargo que necessitem de se deslocar aos abrigos de animais e de equipas de resgate de animais;
  • Deslocações por parte de pessoas portadoras de livre-trânsito, emitido nos termos legais, no exercício das respetivas funções ou por causa delas;
  • Deslocações por parte de pessoal das missões diplomáticas, consulares e das organizações internacionais localizadas em Portugal, desde que relacionadas com o desempenho de funções oficiais;
  • Deslocações necessárias ao exercício da liberdade de imprensa;
  • Retorno ao domicílio pessoal;
  • Outras atividades de natureza análoga ou por outros motivos de força maior ou necessidade impreterível, desde que devidamente justificados.

De acordo com o decreto, os “veículos particulares podem circular na via pública para realizar as atividades mencionadas no número anterior ou para reabastecimento em postos de combustível“.

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Chegou o tempo de parar. Para voltar a visitar Portugal mais tarde

O Turismo de Portugal lançou um novo video promocional sobre Portugal. #cantskipehope é a mensagem desta campanha, com imagens gravadas antes da crise do coronavírus.

Um dos setores mais afetados, senão mesmo o mais afetado, com a crise do novo coronavírus é o turismo, que está literalmente fechado. O Turismo de Portugal está também em teletrabalho, mas não está em quarentena. ‘Can’t Skip Hope’ é a resposta, assumindo que agora é o momento para pararmos… para que possamos regressar. As praias e os monumentos não vão a lado nenhum, diz-se neste vídeo promocional do país. “Quanto mais depressa pararmos, mais cedo poderemos estar juntos”.

 

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Na Fuel, “passámos a ter 85 novas agências, na casa de cada um dos colaboradores”

Em 48 horas, e com toda a equipa em teletrabalho, a Fuel colocou no ar o novo filme do Continente. 80 gigas de material a entrar de umas casas para as outras. Sim, a indústria criativa não parou.

As respostas são escritas por e-mail, no escritório de Alcântara da Fuel aka a casa da CEO da agência, Susana Coerver. Há uma semana “dei a hipótese não apenas aos funcionários de risco, mas também a todos aqueles que se sentissem mais seguros, de irem para casa. Sexta já estava tudo em casa, e fi-lo não apenas porque sabia que muitos tinham medo e preferiam estar em casa, mas também porque tinha a certeza de que, a maior parte, iria trabalhar mais e melhor a partir de casa. Já trabalhei três anos a gerir uma equipa à distância, e sei que é possível”.

Prova disso, que a criatividade não pára mesmo em tempos que exigem distanciamento físico mas encontro de ideias, é a campanha criada para o Continente, em apenas 48 horas, recorrendo a imagens de arquivo da marca e a banco de imagens.

Susana Coerver, um dos muitos portugueses que está a trabalhar a partir de casa, entrevistada na nova rubrica diária do ECO chamada Gestores em teletrabalho, descreve o processo: ” O cliente liga ao diretor criativo que começa a trabalhar na campanha. Fizemos o script que foi aprovado à primeira. Pesquisámos imagens de filme na agência (produtor, account, e uma produtora) e o cliente também. Nessa mesma noite o locutor gravou em casa com um microfone que tinha. De manhã avaliámos as propostas de todos e começámos a avaliar o filme e fizemos duas edições em simultâneo, uma na produtora e outra internamente pela equipa da agência (em casa) e acabámos por selecionar a edição da agência”. “No total foram partilhados 80 gigas de material a entrar de umas casas para as outras”, conta, ao ECO. “A música tinha sido feita para outro filme, mas o músico fez questão de pegar nela e refazer o arranjo para 45 segundos”, diz.

Uma campanha que levou um dia a ser pensada e a ser aprovada pelo cliente e um dia para produzir e a colocar no ar, e que “nos deixou a todos com o coração quente e de lágrima nos olhos, de um momento das nossas vidas que nunca vamos esquecer”.

A maior mudança por estes dias é apenas a morada da agência. “Mudou o facto de, em vez de termos uma Fuel na Avenida da Liberdade, passámos a ter 85 novas agências na casa de cada um dos colaboradores”.

As rotinas de trabalho mantiveram-se, como explica a CEO: “Na segunda-feira mantivemos a nossa reunião semanal, o Refuel, onde partilhamos o que fizemos, o que estamos a fazer e ideias de inspiração para trabalho e tivemos 79 pessoas online no Teams em simultâneo e foi incrível. Nesse dia tive oito reuniões e nem tempo para me levantar e ir beber água tive. Algo que tivemos que rever para os dias a seguir: criar formas de parar, respeitar a hora de almoço. Vão ser enviadas medidas de pausas sugeridas de 30 minutos a meio da manhã e a meio da tarde”.

Tal como Susana Coerver, que além de CEO também é mãe, é preciso “compreensão para quem tem filhos pequenos em casa e tem a vida muito mais complicada. Fazer almoços, jantares, arrumar as cozinhas e a casa ao mesmo tempo que se pensa em criatividade e se faz reuniões de trabalho é super exigente” acrescenta.

A tecnologia permite que as duplas criativas continuem a trabalhar separadas, mas sempre ligadas.O Teams do Office 365 tem sido uma ferramenta incrível de trabalho. Os clientes a trabalharem connosco online de forma colaborativa. Tem sido um orgulho ver a forma rápida com que nos reajustamos ao tempo de mudança. Temos muitos briefings em curso. Só na segunda-feira entraram 14 novos projetos”.

Não se trata de parar, trata-se de repensar e a todos os níveis. É esta a mensagem que a CEO quer passar à indústria e dizer aos clientes que é importante não desaparecerem da vida das pessoas, nesta hora. “Claro que esta medida terá muito impacto na economia em geral, e no nosso negócio também. O desafio é repensar os briefings, as mensagens e a forma de chegar à vida das pessoas. Como por exemplo, o cliente que tem uma rede de outdoor comprada e que se pensou em oferecer a rede a quem precisa dela neste momento, ou transformar a campanha que estava pensada para um festival, como no caso do Continente, e substitui-la por algo que valoriza quem está a dar a cara na frente do terreno, o reconhecimento. Há muito tempo que defendo as marcas com propósito e esta é a oportunidade de repensarem o que andam a fazer”.

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Partidos consideram “insuficientes” medidas do Governo para travar efeitos do coronavírus na economia

  • ECO e Lusa
  • 21 Março 2020

Depois de António Costa anunciar medidas para combater o Covid-19, partidos pedem maior proteção dos trabalhadores. PAN defende injeção direta de capital nas empresas e o CDS vai propor mais medidas.

O primeiro-ministro anunciou esta sexta-feira um conjunto de medidas de apoio social e económico para a população afetada pela pandemia de covid-19 e os partidos já começaram a reagir. Para o Bloco e o PEV o condicionamento às linhas de crédito é “insuficiente” e a proibição de despedimentos devia ser alargada. Já o PAN defende uma “injeção direta de capital” nas empresas.

O Bloco de Esquerda disse este sábado que “é preciso estender a proibição de despedimentos”, sob pena de se alimentar os despedimentos, ao reagir às medidas anunciadas pelo Governo para combater a epidemia do novo coronavírus.

No final de uma reunião do Conselho de Ministros, o primeiro-ministro, António Costa, anunciou várias medidas, entre as quais um conjunto de linhas de crédito acessíveis às empresas “sob condição de manutenção do emprego”, cujo valor não revelou. O objetivo é “contribuir para garantir a sua atividade e os postos de trabalho”, acrescentou António Costa.

Numa mensagem de vídeo a que a Lusa teve acesso, a eurodeputada bloquista Marisa Matias considera que “condicionar o crédito às empresas à manutenção dos postos de trabalho” é “uma medida importante”.

Porém, realça, “é insuficiente, porque, obviamente, numa situação destas, é preciso estender a proibição de despedimentos, desde logo às empresas que recorrem a medidas fiscais, aos ‘lay-off’ [suspensão temporária dos contratos de trabalho]”. Simultaneamente, a medida não pode restringir-se apenas a trabalhadores efetivos, sendo necessário “proteger os trabalhadores precários, porque esse é um dos elos mais fracos”.

Sendo curto, o tempo de reação à epidemia já é “suficiente para perceber” que está em curso em Portugal “uma onda de despedimentos”, observa a eurodeputada bloquista. “Essa onda tem de ser travada de alguma forma”, sustenta Marisa Matias. “Enquanto não se proibir os despedimentos, estaremos a permitir que se avance no desemprego e esta responsabilidade social das empresas tem de ser uma condição para acesso a qualquer apoio e não só acesso a empréstimos”, frisa.

PEV considera medidas para empresas e famílias “claramente insuficientes”

O Partido Ecologista Os Verdes considerou este sábado que as medidas anunciadas pelo primeiro-ministro para atenuar o impacto da Covid-19 na economia, no emprego e nas famílias “são claramente insuficientes”, criticando também que não estejam proibidos os despedimentos.

“As medidas anunciadas, nomeadamente no que diz respeito ao apoio às famílias, são claramente insuficientes, havendo necessidade de o Governo se consciencializar que não pode manter qualquer postura obsessiva pelo défice”, apontou o partido. Em comunicado enviado às redações, o PEV salienta que o executivo, liderado pelo socialista António Costa, deve priorizar “a salvaguarda da subsistência das micro, pequenas e médias empresas e de milhares de famílias”.

‘Os Verdes’ indicam igualmente que “esperavam que o Governo anunciasse a inibição das entidades empregadoras de proceder a despedimentos durante este período e impedissem a denúncia dos contratos durante o período experimental”. Segundo o PEV, nos últimos dias, assistiu-se a “empresas a despedir, a denunciar contratos a termo e a impor férias forçadas aos trabalhadores, e até a sugerirem que entrem de baixa médica”.

No que toca às medidas para garantir a manutenção dos postos de trabalho, o PEV advoga que “o problema não se resolve apenas com as linhas de crédito anunciadas”. ‘Os Verdes’ reafirmam “a necessidade absolutamente prioritária de garantir a sobrevivência das nossas micro, pequenas e médias empresas que, face ao que se conhece das medidas, não está de forma alguma salvaguardada”, vinca o partido.

CDS critica modelo de endividamento das empresas. Vai propor novas medidas

O CDS saúda as medidas anunciadas pelo Executivo, mas considera-as “insuficientes num estado de emergência para minimizar os danos” que a pandemia está a causar às empresas e às famílias. O partido vai, por isso, apresentar na próxima semana um conjunto de medidas complementares para apoiar a economia, avançou a porta-voz do CDS. Medidas em linha com aquilo que foi avançado, por exemplo, pelo Governo britânico.

Cecília Anacoreta Correia lamentou o facto de o Governo ter escolhido “a via do adiamento do pagamento de impostos e de mais endividamento para as empresas”. Uma opção que “nos parece desadequada, sobretudo no momento em que as PME se encontram paradas a acumular prejuízos”, acrescentou a centrista numa reação enviada ao ECO.

O CDS pede que seja feito “um choque de tesouraria” e que se apoiem os trabalhadores para que não percam os seus empregos, com especial atenção para os precários, que haja “medidas de apoio aos profissionais liberais” e aos recibos verdes, mas também para “os empresário que encerram as empresas mas mantêm os encargos”.

PAN defende “injeção direta de capital” para manter postos de trabalho

Por outro lado, o PAN congratulou-se com as medidas apresentadas pelo Governo. Num vídeo divulgado depois da conferência de imprensa, o porta-voz do partido enalteceu duas das medidas anunciadas por Costa: “O acautelar da prorrogação automática do subsídio de desemprego, do complemento solidário para idosos e de prestações sociais” e a “suspensão do prazo de caducidade dos contratos de arrendamento”.

“Não faz sentido existir uma pressão adicional nas pessoas nesta fase, na procura de casa, e, portanto, são medidas que consideramos adequadas a esta fase”, assinalou André Silva, criticando “a medida das linhas de crédito apresentadas às empresas”. Segundo o líder do PAN, esta crise “não se vai resolver com um incentivo ao consumo, como nas outras anteriores”, mas, sim, “com injeção de dinheiro direto às empresas”.

“Caso contrário, estaremos, no fundo, a engrossar os números do desemprego. Não interessa dar créditos, mesmo que sejam bonificados, o problema tem de se resolver por injeção direta de capital para se manterem postos de trabalho, lembrando que estão suspensas as regras do controlo do défice associado ao fim da proibição de apoio indireto às empresas”, vincou André Silva.

O deputado defendeu igualmente que, “podendo o Estado modelar o Orçamento sem atender às regras do défice, o Governo pode nesta fase garantir o financiamento às empresas” e manter os postos de trabalho,”endividamento que se resolve através de uma intervenção mais direta do Banco Central Europeu e da Comissão Europeia através de políticas financeiras solidárias”.

Apoios europeus não são dinheiro novo, critica PCP

O PCP não faz, para já, um comentário direto às medidas anunciadas por António Costa, mas numa nota enviada ao ECO critica a “ausência da tão cinicamente apregoada ‘solidariedade’, das políticas da União Europeia e aponta o dedo ao facto de os 37 mil milhões de euros anunciados para o conjunto dos Estados-membros não serem recursos adicionais “como se impunha, mas sim à realocação de verbas a que os Estados-membros já teriam direito, no âmbito dos fundos estruturais e de coesão, e que são, desta forma, retirados a outros projeto”.

“As medidas até agora anunciadas, em que se incluem a flexibilização da aplicação do Pacto de Estabilidade e da legislação relativa às ajudas de Estado, são desacompanhadas da mobilização dos recursos financeiros adequados, ao nível do orçamento comunitário, para fazer face ao surto epidémico e às suas consequências”, refere a mesma nota e imprensa do Partido Comunista.

Pedindo para que não sejam repetidas as receitas usadas para combater a crise financeira, o PCP pede a defesa dos direitos dos trabalhadores, mas também a proteção dos setores produtivos nacionais.

Contactada pelo ECO, fonte oficial do PSD diz que “para já não está prevista nenhuma reação”.

(Notícia atualizada às 20h33 com as reações do PCP e do CDS)

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Número de mortos em Itália pelo coronavírus sobe para 4.825. Em Espanha ultrapassa os 1.300

O número de mortos devido ao coronavírus em Itália subiu 793, o que foi o maior aumento diário desde que o contágio surgiu no país.

O número de vítimas mortais do coronavírus em Itália não para de aumentar. Subiu para 4.825, anunciaram as autoridades este sábado, numa subida de 19,6%, o maior aumento diário em termos absolutos desde que o contágio surgiu, há cerca de um mês. Em Espanha, as mortes também têm seguido esta trajetória, tendo já superado os 1.300.

Em Itália, país que já ultrapassou a China no número de vítimais mortais, registaram-se 793 mortes em 24 horas, de acordo com a Reuters (acesso livre, conteúdo em inglês). O número de novos casos confirmados num dia foi superior a 6.500. Os doentes com Covid-19 em Itália passaram de 47.021 para 53.578.

Em Espanha, o número de mortos na Espanha pela epidemia de coronavírus também aumentou neste sábado, de 1.002 para 1.326, segundo os dados mais recentes do Ministério da Saúde do país. O número de casos registados subiu para 24.926 no sábado, o que compara com os 19.980 anunciados no dia anterior.

No total, o novo coronavírus já causou pelo menos 11.401 mortos em todo o mundo, depois de ter sido identificado pela primeira vez em dezembro, de acordo com um balanço da agência noticiosa France-Presse.

(Notícia atualizada às 18h05)

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CIP critica condicionante de apoios à manutenção de postos de trabalho. Está em causa sobrevivência das empresas

António Saraiva defende que só salvando as empresas se pode salvar os empregos. Já a CGTP considera que há um desequilíbrio aprovadas para as empresas e a proteção dos trabalhadores.

O presidente da Confederação Empresarial de Portugal é muito claro: “Só salvando as empresas é que podemos salvar os empregos”. Em declarações à RTP, António Saraiva critica a decisão do Executivo em fazer depender o recurso às linhas de crédito de três mil milhões de euros à manutenção de postos de trabalho.

“Não se pode inverter a ordem. E se o primeiro-ministro faz depender o apoio às empresas de não despedirem, como é que as empresas, que já fecharam portas, que não estão com faturação há duas semanas, vão estar no mínimo três meses com as portas encerradas, se não tiverem acesso a algum apoio, como é que os empresários, como é que esta micro realidade empresarial vai sobreviver?“, questiona o patrão dos patrões.

Já a CGTP considera que há um desequilíbrio entre o apoio às empresas e aos trabalhadores. “Consideramos que há um desequilíbrio muito grande entre as medidas que são aprovadas para as empresas e a proteção que é dada aos trabalhadores”, sublinhou Isabel Camarinha, em declarações à RTP. A secretária geral sublinha que a central sindical “considera que deve haver proteção total a todos os trabalhadores e que nesta fase não pode haver despedimentos”.

“Já estão a mandar trabalhadores embora, quando são trabalhadores temporários ou quando estão no período experimental”, alerta Isabel Camarinha insistindo que “é necessária fiscalização para impedir que as empresas cometam ilegalidades e abusos, como tem estado a fazer”, acusa.

Para os trabalhadores estas medidas são extremamente insuficientes, porque para os trabalhadores não lhes é garantido o rendimento total, que é o que a CGTP tem reafirmado desde o início. Nesta situação é necessário que as medidas garantam o rendimento total dos trabalhadores”, afirmou Isabel Camarinha, em declarações à Lusa. Isto porque as despesas nesta situação vão aumentar, ou pelo menos não diminuir, e muitos trabalhadores ficam com “um corte muito grande nos seus rendimentos se as medidas se mantiverem como estão anunciadas”, sublinhou.

António Saraiva considera que “não vale a pena anúncios de cariz político ou nem frases feitas, porque a realidade da vida suplanta qualquer marketing político”.

Em causa está o esclarecimento feito na noite de sexta-feira por António Costa relativamente às condicionantes de acesso às linhas de crédito. Depois de um conselho de ministros que se prolongou por diversas horas e um encontro com o Chefe de Estado, o primeiro-ministro anunciou um conjunto de medidas para garantir que as empresas consigam de “subsistir” à paragem forçada pela pandemia, os postos de trabalho que existem não desapareceram e os rendimentos da famílias não sejam “mais fragilizados”.

António Saraiva coloca também nas mãos da Europa uma resposta para o problema. “A Europa tem de encontrar um montante e reparti-lo entre os Estados membros que deles necessitam” e essa resposta tem de “ser expedita”. Para já, em cima da mesa está a possibilidade de uma eventual emissão de dívida conjunta ao nível da União Europeia para estimular a recuperação económica. Uma ação defendida pelo primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, e apresentada aos restantes líderes europeus no Conselho realizado na passada terça-feira. Em causa estão as eurobonds uma mutualização da dívida dos países europeus, para a qual potências como a Alemanha já manifestaram alguma abertura.

(Notícia atualizada às 19h46 com novas declarações de Isabel Camarinha à Lusa)

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Mundo depois do Covid-19? São estas as 10 tendências

Ainda que possa parecer estranho ou longe da realidade, o mundo mudou num curto espaço de tempo e os negócios estão a mudar com ele. 10 tendências para o pós-Covid-19.

Em tempos de pandemia surgem sinais, mudanças nos comportamentos que aceleram em massa e que obrigam a repensar os modelos das organizações. A plataforma Trendwatching avança com 10 tendências, em diferentes indústrias, que vão crescer radicalmente por influência direta do coronavírus.

Se algumas das tendências pareciam longe de se tornarem mainstream num curto espaço de tempo, o vírus que nos levou ao isolamento, parece agora torná-las em comportamentos normais, numa questão de meses ou semanas. Sinal do que vamos valorizar num mundo pós-coronavírus.

1- VIRTUAL EXPERIENCE ECONOMY – Já vivíamos na chamada “Economia das Experiências”, mas agora passará a ser virtual e imersiva. Com festivais e campeonatos de futebol cancelados e espaços como museus encerrados, o vazio na vida das pessoas será interrompido através da tecnologia. No domínio virtual, as redes sociais e os esports eram até hoje sinais da nossa presença e status social, mas vamos ver um aumento das experiências virtuais em setores como o turismo e o retalho.

2 – SHOPSTREAMING – O comércio eletrónico funde-se com as transmissões ao vivo e deverá ser a nova realidade das compras online: interativas, experimentais e em tempo real. Foi o que aconteceu no mercado chinês no pico da epidemia – o crescimento do mercado live streaming, numa mistura de entretenimento, comunidade e comércio, o certo é que o comércio eletrónico irá mudar.

3 – VIRTUAL COMPANIONS – À medida que nos vamos habituando a assistentes digitais e chatbots, crescem as nossas expectativas. Vamos começar a procurar companhias virtuais personalizadas que nos possam entreter, educar, curar e até com quem criamos amizade.

4 – AMBIENT WELLNESS – Os dias são de novos hábitos de higiene em especial no cuidado com a desinfeção das mãos, e mesmo depois da crise que se vive em termos de saúde pública, vamos continuar a querer esse sentimento de segurança. Uma oportunidade de negócio para todos os que incorporem essa ideia nos seus espaços físicos, viver em ambientes saudáveis vai passar a ser uma das prioridades dos consumidores.

5 – M2P (MENTOR TO PROTÉGÉ) – O eterno desejo humano de ter mais conhecimento. Com o número de horas que passamos on-line a aumentar com o isolamento, vai nascer a vontade de se usar parte desse tempo de forma mais produtiva, e vamos assistir ao boom de plataformas que nos ligam a professores, especialistas e mentores para ganharmos novos skills.

6 – A-COMMERCE – A inteligência artificial liga-se ao comércio e vai crescer a procura de interação sem contacto, convergindo com os avanços da robótica. É a chegada de uma nova geração de comércio automatizado.

7 – THE BURNOUT – Ainda antes desta crise global provocada pelo coronavírus, já vivíamos em clima de medo e angústia de uma crise económica, pressionados por uma competição social permanente, com a preocupação com a questão do clima. O vírus acrescenta angústia mental a todos nós, pelo que, vamos receber de braços abertos todos os negócios que possam melhorar o nosso bem-estar mental.

8 – OPEN SOURCE SOLUTIONS – Chamam-lhe “uma nova e ousada fronteira para a sustentabilidade”, quando se partilha e distribui soluções inovadoras para problemas difíceis. O coronavírus deixa-nos a pensar que as melhores empresas são aquelas que colaboram generosamente umas com as outras e com outras pessoas.

9 – ASSISTED DEVELOPMENT – Será um dos resultados do tempo que passámos em casa em isolamento. Muitos de nós vamos procurar skills que muitas vezes nos esquecemos com a corrida do dia-a-dia, como cozinhar para nós próprios. É verdade que irá continuar a crescer a economia do on-demand, mas ao mesmo tempo, quando a crise passar, alguns de nós iremos descobrir o que gostamos realmente de fazer em casa.

10 – VIRTUAL STATUS SYMBOLS – De acordo com a investigação da plataforma especialista em tendências, somos uma sociedade obcecada com o status. Os tempos passaram a ser de bens virtuais, com as novas tecnologias (AR e blockchain…), com o crescente desejo de um consumo mais sustentável e com este isolamento forçado, o reconhecimento dos bens virtuais afirma-se como um símbolo de status genuíno em diferentes industrias e geografias. E não será apenas entre os jovens consumidores e os videogamers.

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