Acidentes de Trabalho: Receita do Fundo atingiu 102,9 milhões em 2020

  • ECO Seguros
  • 5 Maio 2021

Quedas e acidentes de viação representaram mais 60% do total de processos geridos pelo Fundo de Acidentes de Trabalho. Receitas atingem máximo de sempre em ano de pandemia.

O valor global das pensões, remições de pensões e outras prestações de acidentes de trabalho da responsabilidade direta do Fundo de Acidentes de Trabalho (FAT), ascendeu a cerca de 8,5 milhões de euros em 2020, menos 9% do que no ano anterior, revela o relatório estatístico anual do Fundo gerido pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF).

No total as receitas do Fundo de Acidentes de Trabalho atingiram em 2020 o valor mais elevado dos últimos 5 anos : 102,9 milhões de euros. Deste montante 98 milhões foram cobrados pelas companhias de seguros e o restante resultou de reembolsos de indemnizações por acidentes de trabalho, reversões e coimas. Cerca de 88% das receitas são provenientes dos descontos de 0,15% calculado sobre todos os salários brutos pagos em Portugal e que são contribuição para o FAT. No mesmo período a despesa total do FAT foi de 40,16 milhões de euros.

Em 2020, foram pagos 8,11 milhões de euros em indemnizações por acidentes de trabalho, verificando-se uma redução de 3% face ao montante pago a título de pensões e outras em comparação com 2019, enquanto o montante de remições de pensões pago decresceu 63% face ao valor referente ao mesmo período de 2019 (os montantes remidos referem-se ao pagamento de pensões devidas, ou parte destas, sob a forma de um capital único, o que normalmente acontece com pensões de valor reduzido), detalha o relatório estatístico do FAT relativo a 2020.

Em resultado destes movimentos, o montante global das indemnizações em acidentes de trabalho da responsabilidade direta do FAT diminuiu 9% face a 2019.

No que respeita ao reembolso às empresas de seguros, foram pagos 31,7 milhões de euros, a maior parte referente a atualizações de pensões, duodécimos adicionais e atualizações de prestações suplementares para assistência a terceira pessoa (-1% do que em 2019). De acordo com o documento da ASF, “os valores pagos a título de reembolsos a empresas de seguros, representam o maior peso na despesa total do FAT (cerca de 79% em 2020 e 77% no período homólogo).

Relativamente à receita resultante da aplicação das percentagens de 0,15% sobre os salários seguros e de 0,85% sobre o capital de remição das pensões em pagamento e sobre a provisão matemática das prestações suplementares para assistência a terceira pessoa, os montantes recebidos pelo FAT foram de, aproximadamente, 88 milhões de euros e de 10 milhões de euros, respetivamente, o que significou um acréscimo de 4% e 5% face ao ano anterior.

O montante total recebido com origem nas empresas de seguros foi, assim, de aproximadamente 98 milhões de euros. A título de multas e coimas, a receita arrecadada foi de 2,9 milhões de euros. O montante recuperado pelo FAT a título de reembolsos de indemnizações liquidadas ascendeu a 1,05 milhões de euros, salientando-se ainda o valor de 1,04 milhões de euros recebidos a título de reversões (recebimento de indemnizações por morte de sinistrados sem beneficiários).

Segundo explica a nota informativa da ASF na apresentação do relatório anual do Fundo, “os efeitos da pandemia COVID 19 na atividade do FAT tiveram por consequência uma quebra no número de novos processos, designadamente processos de indemnizações, sentindo-se o seu impacto especialmente no segundo trimestre de 2020. Esta redução deve-se, essencialmente, ao adiamento das diligências judiciais durante o Estado de Emergência, o que se traduziu também numa diminuição dos montantes pagos em indemnizações por acidentes de trabalho, face ao período homólogo de 2019”.

Quanto à receita, concretamente a que tem origem nas empresas de seguros, os efeitos da pandemia COVID 19 são apenas visíveis nos dois últimos meses do primeiro semestre de 2020. Este facto “resulta do desfasamento de um mês entre a data da cobrança da receita pelas empresas de seguros aos tomadores de seguros e a data do respetivo depósito no FAT”.

O documento inclui uma análise à evolução das contas do FAT nos últimos 5 anos. O relatório estatístico revela que “existe um aumento, de forma continuada, da receita do FAT no último quinquénio”, sendo que os 102,94 milhões de euros entrados em 2020 representam, face a 2016, um aumento de, aproximadamente, 22%. No lado da despesa, “é possível concluir que, desde o ano de 2017, se tem verificado um aumento anual da despesa do Fundo de Acidentes de Trabalho, não obstante em 2020, quando a parcela ascendeu a 40,16 milhões de euros, “ter ocorrido uma ligeira diminuição, cerca de 2,5%, face ao ano anterior.”

Evolução mensal dos processos, total de pensionistas, distribuição e sinistros

No ano analisado o FAT registou a abertura de 167 processos de indemnizações, menos 35% face a 2019. O declínio de novos processos abertos foi mais acentuado no segundo trimestre do ano, essencialmente por causa do “adiamento das diligências judiciais, durante o Estado de Emergência”.

O número total de “processos abertos de indemnização de acidentes de trabalho, de reembolsos de indemnizações e de reversões” registou picos em março (39), julho (33) e setembro (44), sendo que o número total de processos abertos durante todo o ano foi de 337, a comparar com 475 no período homólogo, em decréscimo de 29%.

A 31 de dezembro, o número total de processos em gestão de indemnizações de acidentes de trabalho totalizava 2 479, sendo que existiam 2 039 pensionistas com pensões em pagamento. O número de processos com pensões em pagamento era de 1 839, mais 1,1% em comparação com a mesma data em 2019.

O maior número de processos com pensões em pagamento referia-se a Incapacidade Permanente Absoluta para o Trabalho Habitual (IPA TH), totalizando 758 pensionistas, mais 2,42% do que em 2019. O segundo contingente mais numeroso era o de pensionistas por morte, num total de 620, mais três do que em 2019. Considerando o tipo de incapacidade, nomeadamente Incapacidade Permanente Parcial (IPP), a concentração incidia em situações com 25%-35% de incapacidade (110 processos) e de 35-35% de incapacidade, com 108 processos.

A distribuição de pensionistas “por tipo e sexo” era liderada por homens, num total de 1042 (177 mulheres), sendo que, entre pensionistas por mortes, as cônjuges; ex e uniões de fato (545 mulheres) sobrepunham-se aos da mesma condição no género oposto.

A distribuição por distritos destaca Lisboa (475), Porto (339) e Braga (249) com o maior número de processos.

Na caracterização do tipo de acidentes de trabalho na origem dos processos, o relatório do FAT ordena-os por sinistros resultantes de quedas (42,4%) como sendo os que apresentam maior expressividade, seguidos dos acidentes de viação (19,0%) e dos acidentes derivados da utilização de máquinas e ferramentas (10,5%).

O Fundo de Acidentes de Trabalho (FAT) é um fundo público, dotado de autonomia administrativa e financeira, gerido pela ASF. Nos termos da lei e dos regulamentos, cabe ao FAT pagar as indemnizações emergentes de acidentes de trabalho nos casos em que as entidades responsáveis economicamente incapazes, não o possam fazer.

Cabe ainda ao FAT reembolsar as empresas de seguros dos montantes das atualizações das pensões a cargo destas, proceder ao pagamento de prémios de seguros de acidentes de trabalho de empresas em processo de recuperação económica, proceder à tramitação relativa ao resseguro e à colocação dos riscos recusados do seguro de acidentes de trabalho e ao recebimento de indemnizações por morte de sinistrados sem beneficiários com direito a pensão (reversões).

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Zurich nomeia Tim Powell Global Head Financial Lines and Cyber

  • ECO Seguros
  • 5 Maio 2021

A companhia suíça criou nova função de coordenação, combinando linhas financeiras e proteção cibernética. O ex-executivo da Axa XL vai ocupar o cargo para otimizar desempenho na subscrição e oferta.

O grupo Zurich nomeou Timothy Powell para Global Head Financial Lines and Cyber, função criada recentemente pela seguradora suíça. Segundo anunciou a Zurich em comunicado, Powell assume funções a 24 de maio e vai reportar a Ralph Brand, Global Head of Casualty, Financial Lines and Cyber. Saudando a chegada de Tim à equipa, Brand salientou as competências do novo colega na função de subscrição e a sua capacidade de liderar equipas internacionais.

A nova função no seio de direção da Zurich combina linhas de negócio e, ao mesmo tempo que serve objetivo de simplificação da oferta do Zurich Insurance Group.

Tim Powell acumula vasta experiência técnica e visão estratégica do negócio segurador. Junta-se à Zurich depois de mais de 10 anos no grupo Axa, mais recentemente como Chief Underwriting Officer – International Financial Lines (AXA XL), cargo que exerceu durante mais de dois anos e meio (entre 2018 e 2021).

No grupo Zurich ficará sediado na Suíça, com responsabilidades que abrangem diversas áreas, da responsabilidade civil e profissional D&O (administradores e diretores), responsabilidade de empregados, fusões e aquisições, ao seguro cibernético.

Segundo detalha o comunicado, as funções de chefia e coordenação atribuídas a Timothy Powell são de nível internacional: vai trabalhar com os escritórios da companhia distribuídos pelos mercados nacionais e fornecer aconselhamento e orientação com objetivo de otimizar desempenho e dar mais consistência à atividade de subscrição e equilíbrio de oferta no mix de soluções concebidas para responder a riscos cada vez mais complexos que os clientes da companhia enfrentam.

Em 30 anos de profissão, Powell trabalhou na Austrália (XL Catlin), na Ásia, Reino Unido e Europa. Antes do grupo Axa, onde foi promovido pela última vez em 2018, Powell esteve na Allianz, AIG e Sedgwick.

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MDS faz nova aquisição no Brasil e passa a liderar seguros na Educação

  • ECO Seguros
  • 5 Maio 2021

Com a aquisição da QH Consult, a MDS reforça a presença no Brasil, liderando na Educação, onde presta apoio a mais de 700 mil alunos e 500 estabelecimentos de ensino.

José Manuel Dias da Fonseca: “O Grupo MDS é a referência na consultoria de seguros e riscos no espaço lusófono (…).”


A MDS
, multinacional portuguesa líder na consultoria de riscos e seguros, comprou a corretora de seguros brasileira QH Consult.

A QH Consult “é líder no setor da Educação no Brasil, disponibilizando um amplo portefólio de seguros e soluções financeiras para escolas e instituições de ensino superior”. Apoiando mais de 500 instituições, “a empresa que passa a integrar o Grupo MDS é responsável pelos seguros de mais de 700 mil alunos, atuando na quase totalidade do território brasileiro“, anunciou a companhia.

A aquisição enquadra-se na estratégia de desenvolvimento do Grupo MDS, “que aposta no crescimento orgânico nos mercados onde está presente, mas também na concretização de oportunidades de aquisição que reforcem a sua posição competitiva e que acrescentem valor à sua oferta, nomeadamente em áreas e segmentos complementares”, explicou em comunicado.

José Manuel Dias da Fonseca, CEO Global do Grupo MDS, afirmou: “O investimento que temos vindo a fazer na consolidação a nível nacional e internacional está a contribuir para o grande desafio de sermos maiores e melhores. Hoje, o Grupo MDS é a referência na consultoria de seguros e riscos no espaço lusófono, sendo responsável por prémios de cerca de 700 milhões de euros”.

Desde o início do ano, a MDS anunciou a aquisição da Tovese, a maior corretora de seguros agrícolas do Rio Grande do Sul, potenciando a presença da MDS no dinâmico setor agrícola brasileiro, mas também trazendo conhecimento útil para o Grupo em todas as geografias onde está presente. “Também reforçou a sua liderança em Portugal com a compra de uma participação maioritária na Média Mais”, mediadora portuguesa com uma grande experiência no setor industrial e em empresas exportadoras e de serviços.

Em setembro último “tinha também anunciado a aquisição da Média Seguros, um operador de referência no mercado angolano, com importantes clientes no setor agropecuário, meios de comunicação e grandes empresas industriais”.

Ainda “mais importante,” a estratégia de consolidação da MDS “está a contribuir para aprofundar a nossa diferenciação no mercado, com um serviço de valor acrescentado e uma oferta alargada que vai ao encontro das necessidades específicas de cada cliente, independentemente da geografia ou setor onde opera.” , complementou Dias da Fonseca.

A MDS é um grupo multinacional português que atua na área da corretagem de seguro e resseguro e consultoria de riscos, estando presente em mais de 122 países. A companhia posiciona-se como líder de mercado em Portugal, também entre os maiores players no Brasil e Angola, e está diretamente em Moçambique, Espanha, Malta e Suíça.

Através da Brokerslink, empresa global de corretagem fundada pelo grupo e que integra cerca de 21.000 profissionais de seguros, a MDS está capacitada para “responder às necessidades dos seus clientes nas mais diversas geografias e setores”, reforça o comunicado.

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Painel de Riscos dos seguros mantém macroeconomia no “vermelho”

  • ECO Seguros
  • 5 Maio 2021

Os riscos macroeconómicos completaram em abril um ano em nível alto, contaminados pela pandemia. Restantes 5 categorias de riscos medidos pela ASF apresentam grau médio, constante a descendente.

O Painel de Riscos do setor segurador, com informação das variáveis financeiras relativa a 15 de abril de 2021 conjugada com os dados reportados pelas empresas de seguros com referência a 31 de dezembro de 2020, mostra que a conjuntura atual se mantém “condicionada pela evolução da pandemia COVID-19.

O relatório trimestral da Supervisão realça os atrasos na disponibilização de vacinas no seio da União Europeia e o surgimento de novas estirpes mais infeciosas, “que criam pressões adicionais sobre o processo de desconfinamento e prolongam os impactos negativos sobre a atividade económica”, refere a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF).

Painel de Riscos do Setor Segurador – abril de 2021

 

Fonte: Painel de Riscos do Setor Segurador (ASF, abril 2021). Apresentação de ECOseguros.

 

Assim, o relatório – produzido para identificar e medir os riscos e vulnerabilidades do setor na perspetiva da preservação da estabilidade financeira – indica que a categoria de “riscos macroeconómicos permanece no nível alto, embora com tendência inclinada descendente, refletindo as expectativas de recuperação para o ano de 2021 em matéria de crescimento económico e de inflação”.

Ao nível dos riscos de crédito, as políticas monetárias mantêm um papel estabilizador nos mercados financeiros, com a manutenção dos prémios de riscos da dívida pública e privada em níveis contidos.

No âmbito dos riscos de mercado, destaca-se o aumento da volatilidade nos mercados obrigacionistas durante o mês de fevereiro, situação que se reverteu, parcialmente, em março. Assim, ambas as categorias mencionadas mantêm a classificação do Painel anterior.

No que respeita ao risco de liquidez, único com alteração visível face ao trimestre homólogo do ano passado, o rácio de entradas sobre saídas registou um novo decréscimo devido ao contributo negativo do ramo Vida, mantendo-se, assim, a avaliação desta categoria em médio-baixo. Adicionalmente, no final de 2020, “verificou-se um aumento dos resultados líquidos provisórios das empresas de seguros, paralelamente à recuperação dos indicadores de solvência”.

De acordo com a ASF, “estas evoluções favoráveis permitiram assim a revisão da categoria de riscos de rendibilidade e solvabilidade de médio-alto para médio-baixo. Os restantes riscos, designadamente de interligações e específicos de seguros Vida e Não Vida, permaneceram no nível médio-alto, com tendência constante.

Segundo desenvolve a Supervisão no relatório Painel de Riscos (abril 2021), a rendibilidade do setor segurador nacional evoluiu favoravelmente no segundo semestre de 2020, registando-se, face ao ano precedente, um aumento dos resultados líquidos (58,6%) e dos resultados técnicos (63,1%), “evolução muito influenciada por dois operadores que empreenderam medidas extraordinárias de reforço de provisões em 2019”, recorda o documento.

O crescimento observado “permitiu a revisão desta categoria de riscos do nível médio-alto para médio-baixo. Paralelamente, os indicadores de solvabilidade mantiveram a trajetória de recuperação, atingindo-se, no final do ano, um valor do rácio global de solvência superior ao registado em 2019.

Em resultado da situação aferida pela ASF em abril, o painel não regista agravamento face ao diagnóstico de janeiro, apontando até inclinação favorável para “macroeconómicos” e “rendibilidade e solvabilidade,” agora a apontarem tendência descendente.

No âmbito da exploração do ramo Vida, como anteriormente referido, a produção global apresentou uma contração face ao trimestre anterior. Em simultâneo, verificou-se uma “redução da taxa de sinistralidade dos produtos de seguros vida-risco, enquanto a taxa de resgates dos produtos financeiros permaneceu globalmente estável em níveis contidos”.

Nos ramos Não Vida, “verificou-se um incremento, ainda que em ritmo de desaceleração, do valor anualizado dos prémios brutos emitidos”. Ao nível da sinistralidade, no quarto trimestre, “observou-se, de forma geral, uma tendência de subida, em aproximação às taxas registadas no ano precedente, com exceção do seguro Automóvel, onde se verificou nova descida”.

Finalmente, o índice de provisionamento do ramo Doença registou uma quebra significativa após o aumento verificado no trimestre anterior. Nos restantes segmentos principais Não Vida assistiu-se a uma ligeira redução do nível de provisionamento, por efeito da evolução de alguns operadores de maior dimensão.

O Painel de Riscos do setor segurador português, de publicação trimestral, é uma das ferramentas utilizadas pela ASF para a identificação e mensuração dos riscos e vulnerabilidades do setor na perspetiva da preservação da estabilidade financeira, tendo por base um conjunto de indicadores, e considerando 6 categorias de risco: macroeconómico, crédito, mercado, liquidez, rendibilidade e solvabilidade, interligações, específicos de seguros vida e específicos de seguros não vida.

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Wall Street fecha “verde” com Dow Jones a atingir recorde

Os resultados do fecho de quarta-feira são mistos, mas Wall Street segue em terreno positivo com um novo máximo de Dow Jones. S&P fecha com ligeiro aumento e Nasdaq desliza.

Wall Street acabou o dia a “verde”, apesar dos resultados mistos, com um novo recorde de um dos principais índices – o Dow Jones fechou com um aumento de 0,28% para 34.230,02 pontos. Empresas responsáveis pelas vacinas contra a Covid-19 penalizadas por anúncio da administração Biden e tecnológicas continuam com perdas.

Os outros dois principais índices tiveram resultados diversos: o S&P fechou com um ligeiro aumento de 0,07% e o Nasdaq deslizou 0,3%.

Entre os setores do S&P energia teve os maiores ganhos, seguido logo pelas matérias-primas. Segundo analistas, estes setores tendem a beneficiar durante os períodos em que as economias estão a reabrir e a expandir-se.

No índice marcado pela tecnologia, Nasdaq, as grandes empresas como o Facebook, Amazon, Microsoft e Tesla continuam a registar perdas que variam entre 0,39% e 1,25%. A Apple e a Alphabet (dona da Google) fecharam em terreno positivo.

O fecho desta quarta-feira fica marcado pela negativa para as farmacêuticas e biotecnológicas responsáveis pelas vacinas contra a Covid-19 que, assim que se soube a decisão da administração Biden de apoiar o fim das patentes destas vacinas, afundaram em bolsa. No fecho, a recuperação não foi suficiente para as tirar do “vermelho”: a Moderna fechou com uma queda de mais de 6%, a Johnson&Johnson 0,4%, a BioNTech 3,5% e a Novavax 4,9%. Só a Pfizer fechou em terreno positivo com um crescimento de menos de 0,1%%.

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PLMJ assessora SCG Chemicals na aquisição do controlo da Sirplaste

A operação foi liderada pelo sócio co-coordenador da área de Corporate M&A, Diogo Perestrelo, com a coordenação da advogada Rita Albuquerque.

A PLMJ assessorou a SCG Chemicals na aquisição de uma posição de controlo na Sirplaste – Sociedade Industrial de Recuperados de Plástico, S.A.

A aquisição foi feita através da SCG Singapore, subsidiária da SCG Chemicals, Tailândia, detidas pela The Siam Cement Puclic Company Limited. A SCG Chemicals é uma das maiores empresas petroquímicas do continente asiático, com uma posição de liderança no sector e com um projeto de expansão para a Europa.

A operação foi liderada pelo sócio co-coordenador da área de Corporate M&A, Diogo Perestrelo, com a coordenação da advogada Rita Albuquerque, associada coordenadora da área de Corporate M&A, e participação dos advogados Pedro Gaspar Silva e Carolina Sá Duarte e da estagiária Mariana Guisado.

Já a Abreu Advogados assessorou um conjunto de acionistas particulares para a venda da sua posição maioritária na Sirplaste. A operação foi liderada por uma equipa multidisciplinar da Abreu Advogados, liderada por Cláudia Santos Malaquias, advogada principal do escritório, e com a coordenação global de Manuel Santos Vítor, sócio, ambos da equipa de Societário, Comercial e M&A.

A Sirplaste é a maior empresa portuguesa de reciclagem de plásticos, com uma capacidade anual de 36.000 toneladas métricas, com atividade em Portugal e presença destacada noutras geografias europeias.

O investimento na Sirplaste é um passo importante na estratégia da SCG Chemicals de reforço do seu posicionamento no negócio de reciclagem de plástico, com vista à criação de novas oportunidades no desenvolvimento e melhoria da tecnologia de reciclagem, bem como uma expansão dos canais de vendas no mercado europeu.

A conclusão da transação encontra-se sujeita à verificação de um conjunto de condições, esperando-se que se encontre concluída até o final de 2021.

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Rio diz que situação em Odemira “envergonha” Portugal e questiona “o que fez o MAI”

  • Lusa
  • 5 Maio 2021

"Ficam mal os empresários que fazem aquilo, mas fica particularmente mal o poder público", disse Rui Rio, antes de destacar o papel das pastas da Administração Interna, Justiça e Trabalho.

O líder do PSD, Rui Rio, afirmou esta quarta-feira que Portugal “tem todas as razões para se envergonhar” da situação dos trabalhadores imigrantes de Odemira e questionou “o que fez o Ministério da Administração Interna”.

“Acho que Portugal todas as razões para se envergonhar de semelhante situação, não temos ali escravidão como era há 200 anos atrás, mas temos quase escravidão e a minha pergunta é: o que é que fez o Ministério da Administração Interna através, por exemplo, da GNR?”, questiona Rui Rio, num excerto transmitido no Telejornal da “Grande Entrevista”, que será divulgada na íntegra a partir das 22:00 na RTP3.

O líder do PSD manifestou ainda estranheza pelas notícias que referem que a Polícia Judiciária está a investigar “há mais de dois anos” denúncias de imigração ilegal e tráfico de pessoas.

“Eu pergunto: a investigar o quê? A pessoa vai a Odemira e ao fim de pouco tempo olha e vê as pessoas ali, tem as denúncias. Ficam mal os empresários que fazem aquilo, mas fica particularmente mal o poder público, seja através do Ministério da Administração Interna, seja do Ministério do Trabalho ou do Ministério da Justiça”, refere.

“Agora vão todos para lá a correr, aquilo é uma vergonha”, acrescenta.

Duas freguesias do concelho de Odemira (São Teotónio e Longueira/ Almograve) estão em cerca sanitária por causa da elevada incidência de covid-19 entre os imigrantes que trabalham na agricultura e que vivem em condições precárias.

Na quinta-feira, em conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros, o primeiro-ministro, António Costa, sublinhou que “alguma população vive em situações de insalubridade habitacional inadmissível, com hipersobrelotação das habitações”, relatando situações de “risco enorme para a saúde pública, para além de uma violação gritante dos direitos humanos”.

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ACT fiscalizou desde o ano passado 108 empresas agrícolas em Odemira e detetou 123 infrações

  • Lusa
  • 5 Maio 2021

As ações de fiscalização da ACT abrangeram mais de 6.300 trabalhadores. Equipa no local da autoridade foi reforçada e conta com 18 inspetores.

A Autoridade para as Condições do Trabalho revelou esta quarta-feira que, desde 2020, realizou ações de fiscalização em 108 empresas do setor da agricultura no concelho de Odemira, que abrangeram mais de 6.300 trabalhadores, tendo sido detetadas 123 infrações.

Numa resposta escrita enviada a questões colocadas pela Lusa, a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) refere que, em 2020, foi desencadeada uma ação conjunta com o Instituto da Segurança Social, “com enfoque no trabalho de estrangeiros na agricultura, e que incluiu a autoridade de saúde local”.

“No âmbito das ações de fiscalização que foram desencadeadas desde 2020 especificamente a trabalhadores do setor da agricultura no concelho de Odemira, foram feitas ações de fiscalização em 108 empresas, que abrangeram mais de 6.300 trabalhadores, nas quais foram detetadas 123 infrações”, indica a ACT na nota.

A ACT acrescenta que a sua equipa no local foi reforçada com elementos de Beja, Setúbal, Évora e Portimão, contando com “18 inspetores a acompanhar a situação”.

Na nota, a ACT refere igualmente que “acompanha de forma permanente e próxima a situação laboral dos trabalhadores do setor da agricultura, um acompanhamento que já era assegurado ainda antes da atual situação de pandemia”.

Entre 2016 e 2020, acrescenta, foram desencadeadas ações de fiscalização junto de um total de 2.462 empresas do setor da agricultura, que abrangeram mais de 26 mil trabalhadores.

Nestas ações foram detetadas mais de 4.500 infrações, tendo sido instaurados mais de 1.400 processos de contraordenação, que dão origem à aplicação de coimas com uma moldura sancionatória mínima de dois milhões de euros”, lê-se na nota.

Ainda de acordo com a ACT, neste momento está em curso uma “ação nacional de fiscalização ao setor da agricultura, que também incide em Odemira”, com o objetivo de verificar o cumprimento da legislação laboral, das condições de segurança e saúde no trabalho e o cumprimento dos normativos da Direção-Geral de Saúde no âmbito da pandemia de covid-19.

Esta “ação de fiscalização nacional” teve início em 19 de abril e “ainda se encontra no terreno”, segundo a ACT.

No final da semana passada, o Governo decretou uma cerca sanitária às freguesias de São Teotónio e de Almograve, no concelho de Odemira, devido à elevada incidência de casos de covid-19, sobretudo entre trabalhadores do setor agrícola.

Na altura, em conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros, o primeiro-ministro, António Costa, sublinhou que “alguma população vive em situações de insalubridade habitacional inadmissível, com sobrelotação das habitações”, relatando situações de “risco enorme para a saúde pública, para além de uma violação gritante dos direitos humanos”.

Na segunda-feira, fonte da Procuradoria-Geral da República (PGR) disse à Lusa que o Ministério Público de Odemira tem em curso 11 inquéritos sobre auxílio à imigração ilegal para efeitos de exploração laboral.

A mesma fonte acrescentou que todos os inquéritos “estão em investigação”.

No mesmo dia, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) revelou que tem a decorrer 32 inquéritos em diversas comarcas do Alentejo, seis dos quais em Odemira, pelos crimes de tráfico de pessoas, auxílio à imigração ilegal e angariação de mão-de-obra ilegal.

Também na segunda-feira, o presidente da Câmara Municipal de Odemira, José Alberto Guerreiro, estimou que, “no mínimo, seis mil” dos 13 mil trabalhadores agrícolas do concelho, permanentes e temporários, “não têm condições de habitabilidade”.

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EUA apoiam suspensão temporária das patentes das vacinas contra a Covid-19

  • ECO
  • 5 Maio 2021

Medida foi proposta primeiro em outubro pela Índia e a África do Sul. EUA vão negociar com Organização Mundial do Comércio. Empresas já foram penalizadas em bolsa.

Os Estados Unidos da América (EUA) apoiam a suspensão temporária das patentes das vacinas contra a Covid-19. A informação foi avançada pela conselheira comercial de Joe Biden, Katherine Tai, como noticia o Financial Times.

Esta é uma crise de saúde global, e as circunstâncias extraordinárias da pandemia de Covid-19 exigem medidas extraordinárias“, disse Tai numa declaração entretanto partilhada no twitter.

A medida foi proposta primeiramente em outubro do ano passado pela Índia e a África do Sul à Organização Mundial do Comércio (OMC). Na altura, a ainda administração de Donald Trump opôs-se firmemente à renúncia na OMC, juntamente com o Reino Unido, a UE e a Suíça.

A mudança de administração trouxe uma mudança de posição. Segundo a conselheira, o país vai participar em negociações com a OMC, o que ainda levará o seu tempo. Para andar para a frente o esforço teria de ser feito quer pelo privado quer pelo governo, referiu Tai.

A notícia surge numa altura em que o fornecimento de vacinas nos EUA está praticamente assegurado a 100%, sendo que o Presidente quer ter 70% dos adultos vacinados até ao 4 de julho.

As empresas não responderam a nenhum dos jornais internacionais até ao momento, no entanto já foram penalizadas em bolsa. No fecho de Wall Street, a Moderna caiu mais de 6%, a Johnson&Johnson 0,4%, a BioNTech 3,7%, a Novavax 5,4% e a Pfizer aguentou-se apesar do anúncio com um crescimento de menos de 0,1%%.

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Advogado de donos de casas no Zmar interpõe providência cautelar contra requisição

  • Lusa
  • 5 Maio 2021

A requisição civil do Governo "vai dirigida a uma entidade que não existe e não se pode aplicar a nós", defende o advogado que representa 114 dos 160 proprietários de casas privadas do Zmar.

O advogado, que representa um grupo de proprietários de casas no Zmar, em Odemira, revelou esta quarta-feira que interpôs em tribunal uma providência cautelar contra a fundamentação da requisição temporária do complexo turístico decretada pelo Governo.

“Interpusemos hoje em tribunal uma providência cautelar contra a fundamentação da requisição civil”, disse à agência Lusa o advogado Nuno Silva Vieira, que representa 114 dos 160 proprietários de casas privadas do empreendimento.

Segundo o causídico, entre os argumentos a contestar a fundamentação da requisição temporária do Zmar Eco Experience decidida pelo Governo está o facto de, “no documento” do executivo, este “dizer que dialogou com os proprietários”.

Disseram que conversaram connosco antes e que nunca chegaram a acordo. Isso é mentir, nunca falaram connosco”, argumentou.

Além disso, “o Zmar enquanto empresa não existe, portanto, a requisição civil é apontada ao Zmar mas, neste momento, não existe, o que existe é a massa insolvente do Zmar”, alegou.

“Por isso, a requisição civil vai dirigida a uma entidade que não existe e não se pode aplicar a nós”, salientou, dando conta de mais um argumento a que recorreu na providência cautelar.

O empreendimento, que ocupa 80 hectares, integra serviços comuns, como piscina ou ‘spa’, e cerca de 260 casas individuais, das quais perto de 100 pertencem ao próprio complexo e as outras 160 são de privados.

O espaço, devido à pandemia de covid-19, entrou em insolvência e, na semana passada, foi aprovado, no Tribunal de Odemira, um plano de recuperação económica do projeto, prevendo a manutenção de 100 postos de trabalho, a reabertura no dia 28 deste mês e um investidor disponível.

No sábado, o representante dos 114 proprietários disse à Lusa que o plano estimava “um verão ‘cheio’ para [captar] uma receita capaz de recuperar” o complexo.

Mas, “a partir do momento em que a requisição civil é feita”, já não vai ser possível “cumprir esse plano”, até porque “o investidor já não vem”, disse o advogado, na altura.

No final da semana passada, o Governo decretou uma cerca sanitária às freguesias de São Teotónio e de Almograve, no concelho de Odemira, devido à elevada incidência de casos de covid-19, sobretudo entre trabalhadores do setor agrícola, muitos deles migrantes.

António Costa sublinhou que “alguma população vive em situações de insalubridade habitacional inadmissível, com hipersobrelotação das habitações”, relatando situações de “risco enorme para a saúde pública, para além de uma violação gritante dos direitos humanos”.

Na altura, num despacho em Diário da República, com efeitos imediatos, o Governo decretou “a requisição temporária, por motivos de urgência e de interesse público e nacional, da totalidade dos imóveis e dos direitos a eles inerentes que compõem o empreendimento ‘ZMar Eco Experience’, localizado na freguesia de Longueira-Almograve”.

Esta terça-feira, após uma reunião em Odemira, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, reiterou que o Zmar é solução para acolher entre “90 a 120 pessoas”, se necessário, que não tenham condições no seu alojamento para cumprir isolamento profilático.

Desde o final da semana passada, um grupo de proprietários de casas do complexo tem protestado à entrada do Zmar contra o recurso às suas habitações para esse fim, tendo passado a contar, desde hoje, com o reforço de funcionários do empreendimento.

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Lucro da Toyota Caetano cai 62% para 4,4 milhões de euros em 2020

  • Lusa
  • 5 Maio 2021

A empresa registou um volume de negócios de cerca de 358 milhões de euros, uma quebra de 21,6%, face ao período homólogo de 2019. Pandemia explica resultados.

A Toyota Caetano registou lucros consolidados de 4,4 milhões de euros em 2020, uma queda de 61,8% face a 2019, de acordo com o relatório e contas do grupo, publicado no âmbito da assembleia-geral do grupo.

“De salientar que com o alastrar da pandemia e nomeadamente após a declaração do estado de emergência já na 2.ª quinzena de março de 2020, o nosso grupo viu-se confrontado com uma significativa redução da sua atividade, a qual atingiu nos meses subsequentes quebras acima dos 60%”, justificou a empresa, realçando que, “como é natural, reduções de atividade tão fortes e tão súbitas/inesperadas não permitem uma reação imediata que garanta em simultâneo o equilíbrio da relação custos/proveitos”.

Assim, de acordo com o mesmo comunicado, “durante ano de 2020, num contexto de total imprevisibilidade face à pandemia criada pela Covid-19, o setor automóvel surgiu como um dos setores mais afetados, tendo-se registado uma forte quebra na venda de viaturas, face ao comportamento do mercado dos últimos períodos, impacto que também se fez sentir ao nível do Grupo Toyota Caetano Portugal”.

Neste contexto, a empresa registou um volume de negócios de cerca de 358 milhões de euros, uma quebra de 21,6%, face ao período homólogo de 2019, com a componente de vendas de viaturas e peças a assumir uma maior influência (redução de 25%).

O EBITDA (o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Toyota Caetano em 2020 atingiu os 29,2 milhões de euros, o que representou uma queda de 32,8% em relação a 2019, de acordo com o relatório e contas.

A Toyota Caetano indicou ainda que “não obstante se ter registado um decréscimo de atividade, foi possível quase manter a margem de comercialização, o que combinado com menores gastos de funcionamento e, de forma mais significativa, menores gastos com o pessoal, veio contribuir para que o grupo se continuasse a situar em níveis positivos de resultados”.

Assim, “os menores gastos com o pessoal suportados, face ao período homólogo de 2019, encontram-se diretamente relacionados com a adesão ao ‘lay-off’ simplificado por parte de algumas empresas que compõem o grupo, com os consequentes apoios disponibilizados pela Segurança Social”, referiu a empresa.

Já o endividamento bancário líquido “manteve-se dentro dos níveis expectáveis tendo registado em dezembro 2020, o montante de cerca de 33 milhões de euros, quando em dezembro de 2019 era de cerca de 32 milhões de euros”, referiu o grupo.

A Toyota Caetano convocou, para o dia 27 de maio, uma assembleia-geral de acionistas onde serão votados estes resultados, bem como realizada a apreciação geral de administração e fiscalização da sociedade e da declaração anual sobre a política de remuneração dos membros dos órgãos de Administração e de Fiscalização da Sociedade, elaborada pela Comissão de Remunerações.

Na convocatória, enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a empresa disse ainda que os detentores de títulos irão “deliberar sobre a proposta de aplicação dos resultados líquidos apurados no exercício de 2020” e que irão passar para a conta de resultados transitados, de acordo com a proposta do grupo.

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Mega “data center” em Sines promete contratar trabalhadores portugueses

Talento português estará nas fileiras dos até 1.200 postos de trabalho que serão criados pela instalação do mega centro de dados em Sines. Start Campus estuda usar infraestrutura da central da EDP.

O mega centro de dados que a Start Campus vai instalar em Sines, ao lado da central termoelétrica da EDP, contará com talento português na sua construção e operação. Além disso, a mesma infraestrutura que permitiu à EDP arrefecer a central durante anos de queima de combustíveis fósseis pode vir a ser usada para arrefecer os servidores, num projeto que quer nascer já neutro em carbono.

A empresa anglo-americana assume ao ECO a preferência por talento nacional no preenchimento dos 700 a 1.200 postos de trabalho diretos e altamente qualificados que serão criados pelo projeto e revela que estarão empresas portuguesas entre as contratadas para a construção da infraestrutura. O objetivo é que o primeiro dos cinco edifícios planeados esteja pronto em 2023, mas que toda a infraestrutura esteja 100% operacional em 2025, confirmou a Start Campus.

Questionada acerca de uma eventual preferência por talento português no preenchimento das vagas que serão abertas para a operação do Sines 4.0, fonte oficial da Start Campus assume essa intenção: “O talento português foi uma das razões pelas quais escolhemos esta localização para o centro de dados.” Já quanto à existência de empresas portuguesas entre as contratadas para a construção do centro de dados, a Start Campus refere: “Será uma mistura de empresas portuguesas e estrangeiras.”

O talento português foi uma das razões pelas quais escolhemos esta localização para o centro de dados.

Start Campus

Start Campus não revela estimativa de impacto nas exportações de serviços

A Start Campus escusou-se a revelar ao ECO estimativas de receitas e de impacto económico deste investimento na região e no país, incluindo o eventual impacto positivo nas exportações de serviços portuguesas.

Sobre este ponto, a expectativa é elevada. Até porque, na apresentação do projeto, que contou com vários membros do Governo — incluindo o primeiro-ministro, António Costa –, não faltaram referências à possibilidade de o país “reemergir” como um ponto de ligação europeu ao nível das telecomunicações.

Além disso, Eurico Brilhante Dias, secretário de Estado da Internacionalização, disse mesmo que o mega centro de dados da Start Campus em Sines é, “sem dúvida, o maior investimento estrangeiro que o país captou desde a Autoeuropa”. A fábrica da Volkswagen em Palmela é uma das maiores empresas exportadoras do país e uma das que mais “peso” tem no Produto Interno Bruto (PIB).

Foi a 23 de abril que foi revelada a intenção da Start Campus de instalar o Sines 4.0 naquela região, num investimento de até 3,5 mil milhões de euros. A empresa é controlada pelo grupo norte-americano Davidson Kempner e pelos britânicos da Pioneer Point Partners e o Sines 4.0 está classificado como Projeto de Interesse Nacional (PIN) desde março.

Ao ECO, a empresa esclareceu ainda que o centro de dados em Sines não vai operar sob a marca Echelon Data Centers. Esta é apenas uma parceira do projeto, sendo que o Sines 4.0 vai operar, sim, sob a chancela da própria Start Campus.

“O Sines 4.0 será um dos maiores campus de centros de dados [Hyperscaler Data Center] da Europa e dá resposta à crescente procura de grandes empresas internacionais de tecnologia fornecedoras de serviços de streaming, social media, e-commerce, gaming, educação online, videoconferência e outros de processamento e armazenagem de dados e de aplicações empresariais”, explicou a Start Campus no mês passado.

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