Euribor a três meses sobe para 2,765% e atinge máximo desde dezembro de 2024

  • Lusa
  • 11:23

A taxa Euribor subiu a três, a seis e a 12 meses, no prazo mais curto para um máximo desde dezembro de 2024.

A taxa Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses, no prazo mais curto para um máximo desde dezembro de 2024, em relação a segunda-feira.

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  • A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou ao ser fixada em 3,006%, mais 0,012 pontos percentuais do que na segunda-feira.
  • No prazo de 12 meses, a taxa Euribor saltou para 3,317%, mais 0,013 pontos que na véspera.
  • A Euribor a três meses também subiu, ao ser fixada em 2,765%, mais 0,051 pontos e um máximo desde dezembro de 2024.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a agosto indicam que a Euribor a seis meses representava 40,3% do ‘stock’ de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,03% e 24,27%, respetivamente. A Euribor terminou outubro com a média mensal inalterada no prazo mais curto, a avançar no intermédio e a descer no mais longo.

A média mensal da Euribor em outubro manteve-se em 2,635% a três meses e subiu 0,053 pontos para 2,975% a seis meses. Já a média da Euribor a 12 meses desceu 0,008 pontos para 3,239% em outubro.

Como esperado, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras na passada quinta-feira e, segundo o mercado, adiou a subida das mesmas para a última reunião de política monetária deste ano, que se realiza em Frankfurt em 16 e 17 de dezembro.

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Lufthansa vê aprovação de Bruxelas para a TAP “muito mais rápida” que a da ITA

CEO do grupo alemão afirma que contrato com o Governo português estabelece quem terá de suportar os custos com remédios, caso existam.

A Lufthansa espera que o processo de aprovação da compra de até 49,9% da TAP pela Comissão Europeia seja mais rápido que o da ITA, que levou quase dois anos entre a pré-notificação e a conclusão do negócio.

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“Preparámos tudo com o Governo português. A sobreposição entre os mercados da Lufthansa e da TAP é muito menor do que a sobreposição que existia entre os mercados da ITA e do Lufthansa Group. Por isso, esperamos negociações complexas, mas continuamos muito otimistas de que poderemos concluir este processo com o Governo português muito mais rapidamente do que aconteceu no caso da ITA, cujo processo foi muito lento”, afirmou o CEO do grupo alemão, Carsten Sphor, em resposta a questões do ECO durante a conferência de imprensa que se seguiu à divulgação das contas do terceiro trimestre.

Na apresentação inicial, o CEO destacou que a aquisição da participação na TAP traz novas oportunidades de crescimento para o grupo, nomeadamente na América do Sul, onde poderá passar de uma quota de 9% para 20%, ficando a par dos principais concorrentes. Elogiou ainda a frota moderna, a rentabilidade elevada, a longa parceria com a Star Alliance e equipa da companhia aérea.

O grupo Lufthansa assina esta terça-feira com o Estado português o contrato de aquisição de até 49,9% da TAP, com 5% a ficarem destinados preferencialmente aos trabalhadores. O negócio vale 1.201 milhões de euros para os cofres do Estado, uma oferta que bateu por 163 milhões a da rival Air France-KLM. Carsten Sphor referiu na conferência de imprensa a viagem para Lisboa, notando a diferença de temperatura entre a capital portuguesa e Frankfurt.

O Governo português afirmou na segunda-feira que eventuais remédios que venham a ser impostos por Bruxelas serão suportados pelo grupo Lufthansa. “O nosso contrato com o Governo português estabelece quem terá de suportar esses custos, caso existam, e procederemos em conformidade“, afirmou o CEO quando questionado sobre o tema.

David Doyle, vice-presidente de estratégia corporativa da Lufthansa Technik, afirmou no final de outubro que a participação minoritária de 44,9% na TAP não permitirá integrar as atividades de manutenção das duas empresas, mesmo depois de concluída a aquisição.

Uma ideia que não foi afastada pelo CEO. “Vemos a TAP como um operador muito profissional e sólido. Já temos, atualmente, operações próprias da Lufthansa Technik em Portugal. E, tendo em conta o nível de qualificações, o nível de competências e o elevado número de estudantes e licenciados em engenharia em Portugal, vemos uma oportunidade conjunta para reforçar a presença do Lufthansa Group enquanto maior fornecedor mundial de serviços de MRO [Manutenção e Engenharia], incluindo através da criação de novos postos de trabalho em Portugal”, respondeu.

O grupo alemão apresentou hoje uma melhoria dos resultados no terceiro trimestre, apesar da subida de 27,1% nos custos com combustível, batendo ligeiramente as previsões dos analistas.

O grupo Lufthansa, que hoje assina o contrato de aquisição de até 49,9% da TAP, conseguiu melhorar os resultados no terceiro trimestre, apesar da subida de 27,1% nos custos com combustível, batendo ligeiramente as previsões dos analistas. O resultado líquido cifrou-se em 1.257 milhões, mais 30,1% do que no mesmo período de 2025.

As receitas registaram um aumento homólogo de 9,3% para 12.240 milhões de euros, fixando um novo recorde para o grupo e batendo a projeção média dos analistas de 12.079 milhões. As despesas operacionais aumentaram 10,7% para 11.627 milhões, puxadas sobretudo pela fatura do jet fuel que aumentou mais de 500 milhões de euros.

O resultado operacional ajustado cifrou-se em 1.407 milhões de euros, mais 5,7% do que o conseguido entre julho e setembro de 2025 e ligeiramente acima da média das estimativas dos analistas, de 1.368 milhões de euros.

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Granter levanta 1,6 milhões e quer expandir piloto com Marinha

Depois de um piloto com a Marinha, o próximo passo da startup que ajuda com IA entidades a candidatar-se a fundos é "alargar o trabalho a outros ramos das Forças Armadas e às Forças de  Segurança".

Bernardo Seixas (CEO) e Bernardo Tavares (CTO) da Granter.

A Granter, startup que venceu o Pitch da Web Summit no ano passado, acaba de levantar 1,6 milhões de euros e já aponta a mira à internacionalização. Espanha, Alemanha e Áustria estão no objetivos, mas os EUA são também um mercado alvo da startup que ajuda, através da Inteligência Artificial, as entidades a fazer candidaturas a fundos europeus. Depois de um piloto com a Marinha, o próximo passo é “alargar o trabalho a outros ramos das Forças Armadas e às Forças de  Segurança”.

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Bernardo Seixas traça os objetivos para esta injeção de capital. “A expansão começa pela Espanha e pela região DACH, que inclui Alemanha e Áustria. Estes mercados são o passo natural depois de Portugal, por duas razões concretas: conhecemo-los bem, a estrutura de financiamento público europeu é semelhante à que trabalhámos aqui, e temos investidores desta ronda com presença nesses países, que nos abrem as primeiras portas comerciais”, adianta o cofundador e CEO ao ECO/eRadar.

“A contratação local,  nomeadamente nas áreas comerciais, vai acontecer em paralelo com a entrada  nesses mercados, enquanto a equipa de produto continua centralizada em Lisboa”, acrescenta.

“Os Estados Unidos entram numa segunda fase, quando estivermos a preparar a  próxima ronda de investimento. O custo de contratar localmente nos Estados Unidos  é substancialmente superior ao de qualquer mercado europeu. A Europa é onde temos vantagem de conhecimento e rede, e é por aí que faz sentido crescer primeiro”, refere ainda, embora sem apontar prazos para essa expansão.

“A estratégia passa por encontrar especialistas locais em cada mercado e integrá-los  na nossa rede de consultores parceiros. O modelo é parecido com o que já fazemos em Portugal: identificar profissionais com conhecimento profundo dos programas de incentivo locais, integrar esse conhecimento no nosso agente e construir uma base de dados de candidaturas nesse mercado”, explica Bernardo Seixas quando questionado sobre o modelo de expansão previsto.

“Temos o exemplo da Deel, que é um dos  investidores desta ronda, em que uma empresa global consegue ser especialista local em cada país onde opera, porque investe na expertise local em vez de tentar exportar apenas a tecnologia. É esse o caminho que queremos seguir”, refere ainda.

A expansão surge depois da startup ter levantado 1,6 milhões de euros de capital numa ronda liderada pela 3XP Global, através do fundo Impact Innovation Fund — no âmbito  do Programa de Venture Capital do Fundo de Capitalização e Resiliência (FdCR), gerido pelo Banco  Português de Fomento —, com a participação da Celtis Venture Partners, da Gateway Ventures  (com investidores da Áustria e da Alemanha, da Deel (unicórnio norte-americano de gestão de  recursos humanos), entre outros. Com isto eleva-se para dois milhões de euros o capital já levantado pela startup fundada em 2023.

Piloto com a Marinha Portuguesa

Usando agentes de inteligência artificial para simplificar  o acesso a fundos europeus, permitindo às organizações identificar oportunidades de financiamento, preparar candidaturas e gerir projetos de forma autónoma, a Granter tem vindo a trabalhar com clientes como a ANA Aeroportos, MC Sonae, Galp, Fidelidade, com mais de 200 candidaturas submetidas num valor total superior a 30 milhões de euros.

A Marinha Portuguesa é uma dessas entidades com as quais a startup desenvolveu um piloto. O balanço é “positivo”. “Ao longo do piloto, trabalhámos com a Marinha, o Instituto Hidrográfico e a Escola Naval, e os resultados foram muito positivos. Vamos agora expandir o âmbito  da nossa parceria e estamos neste momento a definir em conjunto como os agentes  vão apoiar estas equipas em 2027”, diz Bernardo Seixas, ao ECO/eRadar.

“O foco mantém-se: apoiar a identificação de  oportunidades de financiamento para projetos de inovação, ajudar a Marinha a aproveitar de forma mais eficiente os fundos disponíveis no quadro da sua missão e  tornar os seus investigadores mais competitivos na obtenção de financiamento”, refere.

Ao longo do piloto, trabalhámos com a Marinha, o Instituto Hidrográfico e a Escola Naval, e os resultados foram muito positivos. Vamos agora expandir o âmbito  da nossa parceria e estamos neste momento a definir em conjunto como os agentes  vão apoiar estas equipas em 2027.

Bernardo Seixas

Cofundador e CEO da Granter

Mas há intenção de alargar a colaboração a outras estruturas de defesa e segurança. “Queremos alargar o trabalho a outros ramos das Forças Armadas e às Forças de  Segurança. A experiência com a Marinha tem sido essencial para desenvolvermos um  agente especializado em Defesa, preparado para responder às necessidades específicas deste setor”, aponta o CEO da Granter.

“Sabemos o quanto a segurança da informação é crítica para  estas entidades, e é por isso que esta questão também tem estado no centro do nosso  trabalho. Neste momento, estamos a concluir a certificação ISO 27001 e vamos  avançar depois com a credenciação junto do Gabinete Nacional de Segurança, como  forma de lhes dar ainda mais confiança para trabalharem connosco”, adianta.

Reforço de equipa

A ronda e a expansão geográfica será acompanhada pelo reforço da equipa. “Com esta ronda, a Granter passa de seis para 15 pessoas até ao final do ano”, afirma o CEO ao ECO/eRadar.

“A grande maioria destas contratações concentra-se nas áreas de produto, engenharia de  software e tecnologia. Esta equipa de 15 ficará em Lisboa e vai servir tanto o mercado  português como o arranque da expansão europeia. À medida que a entrada em Espanha e na Alemanha avançar, prevemos também contratação local nesses  mercados, em particular na área comercial”, refere.

Juntamente com esta nova fase, a Granter relança o seu produto, o AI Grant Consultant, com uma proposta chat-based visando tornar a experiência  dos utilizadores mais intuitiva. Cada organização fala diretamente com o seu agente de IA para identificar oportunidades de financiamento, preparar candidaturas e gerir os projetos aprovados, explicam.

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Zelensky acusa Rússia de destruir perspetiva de paz após ataque com 29 mortos

  • Lusa
  • 10:26

Os ataques prosseguiram durante esta madrugada em várias regiões da Ucrânia, atingindo um hospital em Kherson, no sul do país, onde 46 pessoas ficaram feridas e 200 pacientes tiveram de ser retirados.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou esta segunda-feira a Rússia de comprometer qualquer “progresso rumo à paz”, após um ataque que matou pelo menos 29 pessoas durante a distribuição de ajuda humanitária no sudeste do país.

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Os ataques prosseguiram durante esta madrugada em várias regiões da Ucrânia, atingindo nomeadamente um hospital em Kherson, no sul do país, onde 46 pessoas ficaram feridas e 200 pacientes tiveram de ser retirados. Infraestruturas energéticas foram igualmente atingidas em várias regiões.

Na véspera das eleições intercalares nos Estados Unidos, o enviado norte-americano Steve Witkoff garantiu ao final da tarde de segunda-feira que decorrerão “negociações de trabalho” entre a Rússia e a Ucrânia nos dias 10 e 11 de novembro, em Abu Dhabi, sob mediação dos Estados Unidos.

“As discussões incidirão sobre as disposições de segurança do pós-guerra, a desescalada, os esforços humanitários e os próximos passos rumo à paz”, detalhou na rede social X.

Contudo, a última reunião deste tipo, realizada em meados de fevereiro em Genebra, na Suíça, terminou sem resultados concretos, com a Rússia a manter posições extremas, segundo Kiev.

As perspetivas deterioraram-se ainda mais com o ataque, na segunda-feira, contra o centro de distribuição de ajuda humanitária de Komyshuvakha, na região de Zaporijia.

“Todas as segundas-feiras era aí distribuída ajuda humanitária. Os russos lançaram o primeiro ataque precisamente no momento em que as pessoas chegavam, recorrendo a várias bombas aéreas. Depois houve um segundo ataque, com mais bombas aéreas, desta vez dirigido ao abrigo (…), onde as pessoas se tinham refugiado”, descreveu Zelensky.

Estes ataques destruíram “toda a esperança de progresso rumo à paz”, sublinhou o líder ucraniano, considerando tratar-se de “mais uma prova de que a Rússia não pretende nem a desescalada nem uma verdadeira justiça”.

O chefe da administração militar local, Mykhailo Semikine, indicou que foram utilizadas “pelo menos nove bombas guiadas FAB-3000”, engenhos com três toneladas de peso. O balanço foi revisto esta terça-feira para 29 mortos, face aos 26 inicialmente anunciados.

A Rússia retomou igualmente os bombardeamentos na região vizinha de Kherson, após uma rara trégua local negociada para permitir a evacuação da cidade de Olechky, ocupada pelas forças russas.

Depois desta operação humanitária, escreveu Zelensky nas redes sociais, “houve um momento em que se podia acreditar que novas etapas de progresso em direção à paz eram possíveis”. “Com este massacre, a Rússia envia um sinal completamente oposto, aposta em novos assassínios”, acrescentou.

Neste contexto, os aliados de Kiev reunidos na Força Multinacional para a Ucrânia anunciaram que realizarão, entre 9 e 22 de novembro, na Polónia, um exercício militar de grande escala destinado a testar a sua capacidade de destacamento e atuação conjunta no terreno. Cerca de 2.800 militares de dez países participarão no exercício, sob liderança da França e do Reino Unido.

Do lado russo, o presidente da Câmara de Moscovo, Serguei Sobianine, informou que 493 drones ucranianos foram neutralizados durante a noite enquanto se dirigiam para a capital. Um ataque atingiu ainda uma refinaria em Iaroslavl, a nordeste de Moscovo, segundo o governador local, Mikhail Ievraiev. A trégua na região de Kherson começou na manhã de terça-feira passada e terminou no domingo à noite sem incidentes.

A Rússia recusou uma proposta ucraniana para prolongar este cessar-fogo localizado, revelou à agência France-Presse um alto responsável ucraniano que não quis ser identificado. “Vai ser o inferno, ainda pior do que antes”, previu uma fonte militar local que também pediu para não ser identificada.

Segundo este oficial, as forças russas aproveitaram o período de calma para concentrar novas tropas e munições na outra margem do rio Dnipro, que atravessa a cidade, bem como para recolher informações de inteligência.

Questionado na segunda-feira sobre estas acusações, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, garantiu que “se trata de uma prática absolutamente comum em situações deste tipo” e que “as forças armadas ucranianas também aproveitaram este período para efetuar um reagrupamento semelhante”.

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Portugal não vai apresentar candidato a sucessor de Lagarde no BCE

  • Lusa
  • 10:08

Portugal não vai apresentar candidato à sucessão da francesa na presidência do Banco Central Europeu, que vai deixar o cargo em fevereiro de 2027.

Portugal não vai apresentar candidato à sucessão de Christine Lagarde na presidência do Banco Central Europeu (BCE), na sequência da intenção da presidente de deixar o cargo em fevereiro, disseram esta terça-feira à Lusa fontes diplomáticas portuguesas.

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A informação foi transmitida no dia em que se soube que os países do euro têm de apresentar, até sexta-feira, candidaturas à sucessão de Christine Lagarde no BCE, iniciando-se agora o processo formal de nomeação.

“Na sequência da carta enviada pela presidente Christine Lagarde, em 29 de outubro, ao presidente do Conselho Europeu, na qual comunicou a sua intenção de renunciar ao cargo até 7 de fevereiro de 2027, o Conselho da União Europeia [UE] deu início ao procedimento para a nomeação de um sucessor para a presidência do BCE”, indicou o porta-voz do Eurogrupo à imprensa em Bruxelas.

Assim, o presidente do Eurogrupo, Kyriakos Pierrakakis, “solicitou aos Estados-membros que apresentem as suas propostas de candidatos até sexta-feira, 6 de novembro de 2026”, acrescentou o porta-voz. Caberá ao fórum informal dos países da moeda única, o Eurogrupo, fazer “um balanço das candidaturas apresentadas” na reunião da próxima segunda-feira, em Bruxelas.

Os membros da comissão executiva do BCE são nomeados pelo Conselho Europeu, que toma a sua decisão com base numa recomendação do Conselho da União Europeia relativa a um candidato. Essa recomendação é aprovada pelos Estados-membros do euro, através de votação no Conselho, sendo por esta razão que tais nomeações são previamente discutidas no âmbito do Eurogrupo.

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Portugal expressa interesse em reforçar ligações aéreas e rotas turísticas com Venezuela

  • Lusa
  • 9:39

Manuel Castro Almeida expressou interesse em reforçar as ligações aéreas entre os dois países, apontando que a compra de parte da TAP pela Lufthansa pode relançar a possibilidade de novas rotas.

O ministro da Economia expressou interesse em reforçar as ligações aéreas entre Portugal e Venezuela, apontando que a compra de parte da TAP pela Lufthansa pode relançar a possibilidade de novas rotas com o país sul-americano.

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O reforço e a expansão das ligações aéreas e das rotas turísticas entre Portugal e a Venezuela estiveram em destaque nas conversações oficiais decorridas segunda-feira em Caracas, com Manuel Castro Almeida a manifestar forte interesse em alargar a conectividade bilateral. “É um assunto que foi conversado durante o dia de hoje [segunda-feira], e encaramos com muito interesse a possibilidade de reforçar as ligações aéreas entre Portugal e a Venezuela”, disse o ministro da Economia e da Coesão Territorial durante uma conferência de imprensa em Caracas, no âmbito de uma visita de três dias à Venezuela.

Castro Almeida respondia aos jornalistas, ao ser questionado sobre a possibilidade de alargar as rotas, ligando Caracas a regiões como a Madeira e outros pontos de Portugal, ou conectando cidades portuguesas a destinos turísticos venezuelanos como Canaima e Margarita. “A TAP, a companhia de bandeira de Portugal, está num processo de transformação (…) uma parte importante da TAP acabou de ser comprada pela Lufthansa. E, portanto, a ligação da TAP com a Lufthansa torna a Lufthansa a quarta maior companhia aérea do mundo. E isso vai relançar a possibilidade de novas ligações com a Venezuela”, disse.

Apesar de reconhecer constrangimentos operacionais atuais, o ministro garantiu que existem alternativas viáveis no território português. “Hoje há um problema conjuntural de capacidade no aeroporto de Lisboa, mas há vários outros aeroportos em Portugal capazes de receber voos da TAP, e vemos nisso grande interesse”, frisou.

A declaração surge no momento em que a TAP retomou, no passado dia 27 de outubro, as operações regulares a partir do Aeroporto Internacional de Maiquetía (que serve Caracas). As ligações da companhia de bandeira portuguesa estavam a ser realizadas temporariamente a partir da cidade de Valência devido aos constrangimentos de infraestruturas provocados pelo duplo sismo de 24 de junho.

A falta de programação de operações aéreas frequentes entre a capital venezuelana e o Funchal continua a ser uma das queixas recorrentes da comunidade portuguesa radicada na Venezuela, que se estima ser em mais de 80% originária da Madeira.

O ministro iniciou no domingo uma visita oficial de três dias à Venezuela com o objetivo de reforçar as relações políticas e económicas entre os dois países.

Acompanhado pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, e pela presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Ana Casaca, o ministro Manuel Castro Almeida terá vários encontros com as autoridades venezuelanas, em Caracas, e com representantes da comunidade portuguesa residente no país, de acordo com um comunicado enviado às redações.

A delegação que integra esta visita inclui cerca de 30 empresas portuguesas “representativas de setores-chave da economia nacional”, como energia, construção e equipamentos, banca, saúde e farmacêutica, tecnologia, alimentação, turismo e hotelaria. Um dos momentos centrais desta deslocação vai ser o Fórum Empresarial Portugal-Venezuela, organizado pela AICEP, que visa identificar oportunidades de negócio e investimento e promover novas parcerias entre empresas dos dois países. Segundo a nota de imprensa, durante esta deslocação será também anunciada a reabertura da representação da AICEP em Caracas.

O ministro da Economia e da Coesão Territorial enquadra a visita “na nova fase que a Venezuela atravessa e na qual Portugal quer estar presente”, tendo em conta uma proximidade resultante da relação histórica entre os dois países, da importância da comunidade portuguesa e lusodescendente e da capacidade das empresas portuguesas.

“[Esta missão] tem uma forte dimensão política, económica e empresarial, visando reforçar as relações entre os dois países e criar novas oportunidades para as empresas portuguesas em áreas onde temos experiência e capacidades reconhecidas”, refere o ministro, citado no comunicado.

Delcy Rodríguez diz que Lisboa e Caracas querem “promover novas alianças estratégicas”

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodriguez, declarou, após um encontro com o ministro da Economia e da Coesão Territorial de Portugal que os dois países querem promover o comércio bilateral e “novas alianças estratégicas”.

“Reafirmámos a vontade de avançar no diálogo bilateral, reforçar as nossas capacidades produtivas, dinamizar o comércio e promover novas alianças estratégicas, em prol do desenvolvimento e do bem-estar dos nossos povos”, escreveu Delcy Rodríguez na rede social X.

“Reforçamos os nossos laços de amizade e cooperação com Portugal! Recebi no Palácio de Miraflores uma delegação da República Portuguesa, liderada pelo ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida”, escreveu Delcy Rodríguez na rede social X.

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Mutares avalia “opções estratégicas de saída” da Efacec, “o mais tardar em 2027”

Até setembro, a Efacec registou receitas de 229 milhões e um EBITDA ajustado de 34 milhões. A Mutares revela que até setembro, a carteira de encomendas ronda os mil milhões de euros.

A Mutares está a “avaliar opções estratégicas de saída” da Efacec, “o mais tardar em 2027”. Num comunicado divulgado segunda-feira, o fundo alemão antecipa que a empresa nortenha vai ter um crescimento futuro significativo e que, até setembro, a carteira de encomendas ronda os mil milhões de euros.

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“A Efacec entrou na fase de colheita; com um portfólio bem definido e melhorias operacionais, a empresa está pronta para aproveitar todo o potencial que se avizinha e gerar uma significativa criação de valor”, descreve o fundo alemão que comprou a Efacec ao Estado em 2023. “A Mutares está a avaliar opções estratégicas de saída, o mais tardar em 2027”, acrescenta o mesmo comunicado.

A Efacec está registar um “crescimento estrutural, incluindo a modernização da rede, a integração das energias renováveis, a eletrificação das infraestruturas energéticas e a mobilidade sustentável”. “Décadas de subinvestimento na rede estão a dar lugar a um importante ciclo de modernização e expansão das infraestruturas, uma vez que a crescente procura de eletricidade resultante da eletrificação industrial, dos centros de dados e das energias renováveis está a aumentar a necessidade de tecnologias de rede. A procura por transformadores na Europa e na América do Norte excede atualmente a oferta, e prevê-se que o mercado de transporte e distribuição de energia e ferroviário, no qual a Efacec atua, cresça cerca de 12% ao ano”, antecipa a Mutares.

Desde a compra, a Mutares diz que “tem trabalhado com a administração da Efacec para reorientar o portfólio para os produtos principais, reestruturar a base de custos e reforçar as relações com os fornecedores e os controlos de tesouraria, contribuindo para a melhoria das margens”. O fundo alemão sublinha que duplicou a capacidade da empresa e revela que, até setembro, a Efacec “registou receitas de 229 milhões de euros e um EBITDA ajustado de 34 milhões de euros, prevendo receitas entre 320 e 335 milhões de euros e um EBITDA entre 45 e 55 milhões de euros para este ano, o que representa um crescimento superior a 20% e superior a 55% nas receitas e no EBITDA, respectivamente, em comparação com o ano anterior, impulsionado principalmente pelos negócios principais de transformadores e aparelhagem de distribuição e pela expansão contínua nos mercados internacionais”.

Recorde-se que em março a Mutares já considerava a empresa portuguesa como “uma boa candidata a protagonizar uma das maiores vendas” da história do fundo. De acordo com a Bloomberg, em junho a Mutares já estaria a trabalhar com assessores financeiros, nomeadamente como o JPMorgan Chase, para explorar as opções futuras da Efacec.

De acordo com o ex-ministro da Economia, António Costa Silva, se a Mutares vender a Efacec por 220 milhões de euros, o Estado recupera 154 milhões; mas “se a vender por 400 milhões, recupera facilmente os 350 milhões que meteu lá”.

O Sales and Purchase Agreemnet (SPA), que regula todos os negócios da Efacec, tem disposições que defendem o Estado português, segundo Costa Silva. Existia desde logo um período de indisponibilidade de três anos, durante os quais a Mutares não podia vender a empresa sem o consentimento prévio do Estado português. A partir de julho deste ano, a transmissão de quaisquer ações da Efacec também terá se ser feita sempre com consentimento do Estado, seja em IPO ou cissão. “Tentámos blindar ao máximo tudo isto”, explicou o antigo ministro numa audiçao no Parlamento, recordando que “o Estado português fará uma validação periódica com o comprador”.

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Algarve, o epicentro esquecido da crise da habitação

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  • 9:00

A expansão acelerada do alojamento local já não é só um fenómeno urbano. No Algarve, avança para o interior e transforma habitação em ativo financeiro, num território mal preparado para responder.

Quando se fala da pressão do alojamento local (AL) sobre a habitação em Portugal, o debate tende a fixar-se em Lisboa e no Porto. É aí que estão as manchetes, os protestos mais visíveis e boa parte da investigação académica. Mas os números contam outra história. É no Algarve que o fenómeno atinge a expressão mais extrema: a região concentra mais de 40% de todos os AL do país e regista uma densidade de 75 alojamentos por cada mil habitantes, quase dez vezes superior à da Grande Lisboa (7,9) ou do país (8,9).

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A escala, porém, é apenas parte da história. Reduzir o Algarve ao binómio “sol e praia” ignora o que está a acontecer fora do litoral massificado. A região vive hoje uma nova vaga de transformação, promovida pela intensificação turística, qualitativamente diferente das anteriores. Nos anos 60 e 70, o Algarve internacionalizou-se com o turismo balnear e as primeiras segundas habitações de estrangeiros. Entre 1980 e 2000, o turismo massificou-se e assistiu-se à urbanização acelerada do litoral. A vaga atual, iniciada nos anos 2000 e intensificada após 2010, tem um motor diferente: a habitação deixou de ser apenas um lugar para viver e passou a ser também um ativo financeiro, cuja rentabilidade é otimizada através de plataformas digitais como Airbnb ou Booking, uma das faces do chamado “capitalismo de plataforma”.

A dimensão do fenómeno é difícil de ignorar. Entre 2012 e 2024, o número de AL registados no Algarve disparou de 4.783 para quase 37 mil. Em 2019, o AL ultrapassou pela primeira vez a capacidade do alojamento turístico tradicional em número de camas. No final de 2024, o AL representava cerca de 160 mil camas, contra 134 mil do alojamento tradicional. A hotelaria, historicamente o setor estruturante do turismo algarvio, foi ultrapassada por um universo disperso de imóveis geridos, muitas vezes, à distância.

Ana Rita Cruz é socióloga e Professora Auxiliar na Faculdade de Economia da Universidade do Algarve

Outro aspeto merecedor de atenção especial é a distribuição territorial do fenómeno. Até final de 2024, 34% dos AL do Algarve situavam-se em espaço rural, e cerca de um quinto destes em territórios de baixa densidade. Concelhos como Vila do Bispo e Aljezur, na Costa Vicentina, apresentam uma intensidade de ocupação do parque habitacional pelo alojamento local, nas modalidades “moradia” e “apartamento”, (16% e 19% respetivamente) que ultrapassa a média regional (10,7%) e é quase dez vezes superior à média nacional (1,8%). Em Aljezur, a capacidade de AL, em número de camas, cresceu mais de 1.500% em pouco mais de uma década.

A percentagem de habitações ocupadas pelos proprietários caiu em 5 dos 6 concelhos rurais analisados, numa proporção superior à média regional. O preço mediano de venda por m2 no Algarve subiu de 1.270€ em 2016 para mais de 3.100€ em 2025. Em Vila do Bispo e Monchique, os preços mais do que duplicaram. As rendas seguem a mesma trajetória. Este enquadramento é revelador de que, nestes concelhos, a habitação está a perder a sua função social, tal como está consagrado na Constituição da República Portuguesa, para se tornar um instrumento de rendimento financeiro.

O problema não é o turismo em si. Os benefícios económicos da atividade são facilmente reconhecidos, mas há três aspetos essenciais que não se podem perder de vista: a distribuição desigual desses ganhos, a possibilidade de se reproduzir no interior o modelo intensivo que já saturou o litoral e a exclusão das comunidades locais dos processos de decisão sobre os territórios onde vivem.

E entre os contextos urbanos e o Algarve rural há uma diferença fundamental relacionada com a capacidade institucional para regular, monitorizar e responder. Nos territórios de baixa densidade essa capacidade é muito limitada. Quando estes territórios entram no radar do investimento imobiliário orientado para arrendamento de curta duração, os efeitos podem ser mais severos e mais difíceis de reverter do que nos aglomerados urbanos.

A resposta das políticas públicas tem sido lenta e marcada por avanços e recuos. O pacote Mais Habitação, aprovado em 2023, pelo anterior Governo Socialista, foi um conjunto de medidas ambicioso proposto para conter os efeitos da expansão do AL sobre o mercado habitacional. Incluía uma Contribuição Extraordinária sobre o Alojamento Local (CEAL), a caducidade das licenças anteriores, a suspensão de novos registos em zonas de contenção e restrições à transmissão de licenças. Cerca de um ano depois, o Governo da AD, recentemente eleito, revertia grande parte destas medidas através do Decreto-Lei n.º 76/2024, revogando a CEAL e eliminando a caducidade das licenças. A este travão somaram-se novos incentivos fiscais ao setor imobiliário, sem medidas equivalentes para conter a concorrência estrutural entre quem precisa de uma casa para viver e quem a usa como ativo financeiro.

Há, ainda assim, margem para agir, e o facto de o processo estar numa fase mais precoce no interior algarvio constitui uma oportunidade que não convém desperdiçar. Algumas medidas parecem incontornáveis: além de recuperar as medidas do pacote Mais Habitação é necessário limitar os registos de AL a pessoas particulares e residentes em Portugal, estabelecer um teto máximo de licenças por titular, definir limites de capacidade de carga e zonas específicas para nova construção no espaço rural.

Adicionalmente, é imperativo melhorar radicalmente a recolha e a transparência dos dados disponibilizados pelo Registo Nacional de Alojamento Local (RNAL), que impossibilita uma análise evolutiva rigorosa, devido à eliminação, da sua base de dados, de todos os registos de AL desativados. Sobre a utilização dos AL também pouco de sabe. O Instituto Nacional de Estatística recolhe dados de utilização apenas de AL com mais de 10 camas, o que no Algarve deixa de fora cerca de 96% dos estabelecimentos. Estas limitações comprometem a capacidade de monitorizar o fenómeno e de fundamentar adequadamente as políticas públicas dirigidas ao setor.

A crise da habitação tem várias causas, mas o alojamento local tornou-se uma das mais evidentes, sobretudo nos territórios onde a pressão turística é mais intensa. A questão que se coloca é se estamos dispostos a permitir que se repita, em territórios vulneráveis, o modelo turístico que provou os seus limites no litoral. A adoção de medidas é urgente, enquanto o processo ainda pode ser corrigido. Caso contrário, o que hoje surge como sinal de alerta poderá consolidar-se como desafio estrutural de difícil resolução.

Este artigo expressa apenas a opinião do seu autor, não representando a posição das entidades com as quais colabora.

Ana Rita Cruz é socióloga, Professora Auxiliar na Faculdade de Economia da Universidade do Algarve, Investigadora Integrada no CinTurs – Centro de Investigação sobre Turismo, Sustentabilidade e Bem-estar e Investigadora Associada no DINÂMIA’CET-Iscte, Centro de Estudos sobre a Mudança Socioeconómica e o Território.

 

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Lufthansa aumenta resultados apesar de subida da fatura com combustível

Grupo alemão teve receitas recorde de 12,2 mil milhões de euros, acima da previsão dos analistas. Procura por viagens deverá manter-se robusta no quarto trimestre.

O grupo Lufthansa, que hoje assina o contrato de aquisição de até 49,9% da TAP, conseguiu melhorar os resultados no terceiro trimestre, apesar da subida de 27,1% nos custos com combustível, batendo ligeiramente as previsões dos analistas.

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As receitas registaram um aumento homólogo de 9,3% para 12.240 milhões de euros, fixando um novo recorde para o grupo e batendo a projeção média dos analistas de 12.079 milhões. As despesas operacionais aumentaram 10,7% para 11.627 milhões, puxadas sobretudo pela fatura do jet fuel que aumentou mais de 500 milhões de euros.

O resultado operacional ajustado cifrou-se em 1.407 milhões de euros, mais 5,7% do que o conseguido entre julho e setembro de 2025 e ligeiramente acima da média das estimativas dos analistas, de 1.368 milhões de euros.

Uma melhoria que beneficiou do bom desempenho da Lufthansa Cargo, que triplicou o resultado operacional para 162 milhões de euros, e da Lufthansa Technik, que teve um crescimento superior a 50% para os 200 milhões de euros. Já as companhias aéreas, onde se incluem ainda a Swiss, Austrian Airlines, Brussels Airlines ou Eurowings, viram o resultado operacional cair 108 milhões para 853 milhões.

“Com o aumento das receitas, num contexto de procura consistentemente elevada e de rigorosa disciplina de custos, conseguimos mais do que compensar o acréscimo de aproximadamente 500 milhões de euros nos custos com combustível. Os nossos investimentos na modernização da frota e dos produtos a bordo estão a produzir cada vez mais resultados”, afirmou o CEO, Carsten Spohr, citado em comunicado.

Das várias companhias aéreas do grupo, a Lufthansa continua a ser a que mais preocupa. “Depois da recuperação bem-sucedida ao nível da fiabilidade e da satisfação dos clientes, temos agora de acelerar a recuperação financeira da nossa principal marca, através de medidas já previstas e de medidas adicionais, de forma a que volte a assumir a posição de companhia de referência e de principal bandeira do Lufthansa Group também em termos de criação de valor”.

Olhando para os próximos meses, Till Streichert, chief financial officer, espera “um ambiente de procura saudável no quarto trimestre”, mas ainda marcado por uma fatura elevada do jet fuel. “Devido à situação geopolítica, que permanece inalterada, a nossa fatura de combustível prevista para o conjunto do ano aumenta para 9,3 mil milhões de euros.”

“No entanto, com uma taxa de cobertura de combustível nas nossas companhias aéreas de passageiros de cerca de 86% para 2026 e já superior a 60% para 2027, estamos bem posicionados face ao mercado”, acrescenta o administrador financeiro.

No conjunto dos primeiros nove meses, a Lufthansa teve um resultado líquido de 715 milhões de euros, menos 34,6% do que no mesmo período do ano anterior. As receitas cresceram 8,4% para 32.127 milhões.

O grupo tinha uma dívida líquida de 7,3 mil milhões de dólares no final de setembro, menos mil milhões de euros do que no final de dezembro de 2025.

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Portugal 2030 multiplica por dez fundos europeus para habitação. Há 656 milhões disponíveis

  • ECO
  • 8:20

A presidente da Agência para o Desenvolvimento e Coesão está confiante de que Portugal vai cumprir as metas de execução do Portugal 2030 e evitar devolver fundos europeus a Bruxelas este ano.

O Portugal 2030 tem 656 milhões de euros em fundos europeus destinados à construção e reabilitação de habitação, mais de dez vezes acima da dotação inicial. A maioria das verbas está direcionada para habitação acessível e social.

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Numa entrevista ao Negócios, Cláudia Joaquim, presidente da Agência para o Desenvolvimento e Coesão (AD&C), explica que o reforço aconteceu na reprogramação intercalar do Portugal 2030, depois de a habitação ter sido identificada pela Comissão Europeia como uma das áreas prioritárias. Do montante total, 315 milhões de euros destinam-se à habitação social e 256 milhões à habitação acessível.

Em termos regionais, o Norte concentra a maior dotação, com cerca de 285 milhões de euros, seguido do Centro, com praticamente 200 milhões. O Alentejo e o Algarve contam com aproximadamente 60 milhões de euros cada, enquanto Lisboa dispõe de uma verba mais reduzida por não ser considerada uma região de convergência. Atualmente, estão abertos 13 avisos para habitação social e estão a ser preparados novos concursos para habitação acessível. No total, já estão a concurso cerca de 423 milhões de euros, correspondentes a 65% da dotação disponível. As candidaturas destinam-se maioritariamente aos municípios e abrangem exclusivamente habitação pública.

A presidente da AD&C, Cláudia Joaquim, mostra-se ainda confiante de que Portugal vai cumprir a regra da guilhotina e evitar a devolução de fundos europeus a Bruxelas este ano. Apesar de reconhecer que os programas regionais do Centro e do Algarve exigem um esforço acrescido para atingir as metas de execução, acredita que o fim do PRR permitirá concentrar a capacidade de execução no Portugal 2030 e acelerar a concretização dos projetos aprovados.

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Beneficiários do RSI caem abaixo dos 150 mil

  • ECO
  • 7:44

Com a entrada em vigor da Prestação Social Única prevista para janeiro, especialistas alertam para as incertezas na transição, numa altura em que o RSI regista menos de 150 mil beneficiários.

O número de beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI) caiu para menos de 150 mil em setembro, atingindo o valor mais baixo desde 2005. A descida acontece a menos de dois meses da entrada em vigor da Prestação Social Única (PSU), que irá agregar 13 apoios sociais, mas a transição está a gerar preocupação entre especialistas, que alertam para a falta de esclarecimentos sobre o novo modelo.

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O Público dá esta terça-feira conta das dúvidas dos especialistas quanto à implementação da nova prestação, prevista para 31 de dezembro. Fernando Diogo, professor da Universidade dos Açores, considera que o processo tem decorrido de forma “atabalhoada”, enquanto Farinha Rodrigues, economista e professor do ISEG, aponta a falta de orientações técnicas e de articulação entre os sistemas informáticos da Segurança Social.

Os especialistas contestam ainda o valor de referência da nova prestação, fixado em 268,6 euros, considerando o aumento face ao RSI insuficiente para combater a pobreza. Fernando Diogo considera que pouco mais de 20 euros não chegam para retirar famílias dessa situação, enquanto Farinha Rodrigues alerta para o risco de a nova medida não ter em conta a diversidade das situações dos beneficiários.

Em setembro, o RSI abrangia 149.998 pessoas, menos 16.452 do que no mesmo mês do ano passado, distribuídas por 72.624 famílias. Apesar da redução, os especialistas alertam que a descida do desemprego e do risco de pobreza não explica, por si só, a evolução. Fernando Diogo admite que a aplicação mais restritiva dos critérios de elegibilidade também poderá contribuir para a diminuição do número de beneficiários.

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Do espaço à IA, cinco tendências que podem transformar a economia até 2035

  • Local Online
  • 7:21

O espaço como infraestrutura crítica, a bioeconomia circular, as fábricas inteligentes, as tecnologias de dupla utilização e a soberania digital.

Como será a economia portuguesa em 2035? Que tecnologias terão maior impacto na indústria, na competitividade das empresas e na forma como o país utiliza os seus recursos? E que oportunidades podem surgir fora dos grandes centros urbanos? Foram estas algumas das questões que orientaram o painel “5 Tendências que Vão Transformar a Economia Portuguesa até 2035”, integrado na conferência Guimarães: O Futuro Económico Fora dos Grandes Centros, organizada pelo ECO no Paço dos Duques de Bragança.

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Pedro Santa Clara, professor universitário, alertou desde logo para a dimensão da transformação económica provocada pela inteligência artificial e para a dificuldade de antecipar os seus efeitos sobre o emprego, os salários e a organização empresarial. “Na próxima década vamos assistir à maior transformação económica de sempre na história”, destacou, defendendo que o impacto desta revolução tecnológica será particularmente exigente por acontecer num período muito mais curto do que transformações anteriores.

Na próxima década vamos assistir à maior transformação económica de sempre na história.

Pedro Santa Clara

Professor universitário

Assista aqui:

Cinco intervenientes, ligados à investigação, à indústria e ao desenvolvimento tecnológico, apresentaram diferentes perspectivas sobre a próxima década. Embora incidindo sobre áreas distintas, as intervenções tiveram um elemento comum: a necessidade de valorizar o conhecimento científico e de o transformar em capacidade económica.

A discussão decorreu numa manhã em que a inteligência artificial esteve presente em praticamente todos os debates, desde a organização das empresas à automação industrial e à segurança das infraestruturas.

Pedro Santa Clara, professor universitário

Uma das principais preocupações apontadas foi a redução da contratação de profissionais mais jovens em algumas atividades, à medida que determinadas tarefas passam a ser realizadas por sistemas automatizados. A questão, explicou, é perceber como serão formados os profissionais experientes do futuro se deixarem de existir algumas das funções que tradicionalmente permitiam adquirir conhecimento.

Pedro Santa Clara destacou ainda o aparecimento de empresas concebidas desde a origem para funcionar com agentes de inteligência artificial, capazes de executar processos e trocar informação com intervenção humana apenas em determinados momentos. “Todas as nossas empresas, no futuro próximo, vão competir com estas empresas que são nativas da AI”, alertou, considerando particularmente difícil transformar estruturas tradicionais em organizações concebidas para funcionar desta forma.

A transformação digital foi, porém, apenas uma das dimensões de um debate que procurou identificar oportunidades concretas para a economia portuguesa.

O espaço pode tornar-se uma infraestrutura crítica

Para Alexandre Silva, diretor do curso de Engenharia Aeroespacial da Universidade do Minho, uma das grandes mudanças da próxima década será a crescente dependência das sociedades em relação às tecnologias espaciais. “A tese é que o espaço, na verdade, vai passar a ser uma infraestrutura crítica”, observou, admitindo que, dentro de dez anos, a infraestrutura aeroespacial poderá ser encarada com uma importância semelhante à das redes elétricas ou das telecomunicações.

Alexandre Silva, diretor do curso de Engenharia Aeroespacial da Universidade do Minho

O académico identificou três fatores que sustentam esta possibilidade. O primeiro é a evolução da utilização dos sistemas espaciais, que passaram das telecomunicações e da navegação para uma presença cada vez maior na observação da Terra.

A capacidade de monitorizar continuamente territórios, recursos naturais e infraestruturas produz grandes volumes de dados. Mas, segundo Alexandre Silva, o verdadeiro ganho económico dependerá da capacidade de transformar essa informação em decisões. “O que nos interessa, agora, é o passo seguinte. É esse passo que eu considero que nós teremos que fazer nos próximos dez anos. Que é a informação passar à tomada de decisão”, explicou.

A inteligência artificial poderá acelerar esse processo através da identificação de padrões, da previsão de cenários e da otimização de operações. O objetivo não será necessariamente substituir a decisão humana, mas proporcionar instrumentos que permitam fundamentá-la melhor.

A terceira dimensão está relacionada com a soberania e a segurança. A vigilância marítima, a monitorização de infraestruturas e a observação do território tornam cada vez mais próxima a relação entre desenvolvimento tecnológico, economia e segurança nacional.

Para Alexandre Silva, Portugal enfrenta também uma escolha estratégica: limitar-se a utilizar tecnologias espaciais desenvolvidas por outros países ou participar na definição das infraestruturas e soluções que serão utilizadas no futuro.

O investigador considerou que as regiões capazes de atrair talento, gerar conhecimento e transferi-lo para a economia estarão mais bem preparadas para responder aos desafios dos próximos anos.

A bioeconomia exige uma nova forma de produzir

Da exploração espacial à utilização dos recursos naturais, Ana Maria Fangueiro, CEO da Sciencentris, apresentou a bioeconomia circular como uma das transformações que poderão marcar a próxima década. “O futuro não se extrai, cultiva-se”, disse, sintetizando a necessidade de substituir progressivamente modelos económicos baseados na extração, transformação, consumo e descarte de recursos por sistemas que valorizem a renovação e a reutilização dos materiais.

Ana Maria Fangueiro, CEO da Sciencentris

A responsável defendeu que a bioeconomia não se limita à utilização de matérias-primas de origem biológica. Passa também por compreender os processos naturais, aplicar esse conhecimento ao desenvolvimento de novos materiais e reintroduzir recursos nos ciclos produtivos. “Portanto, a matéria-prima mais valiosa que nós podemos ter é o conhecimento”, sublinhou.

Portugal reúne, segundo Ana Maria Fangueiro, diferentes condições para desenvolver esta atividade: recursos agroflorestais, proximidade ao oceano, instituições científicas e um tecido industrial diversificado.

Mas a existência destes elementos não garante, por si só, a criação de novos produtos e mercados. É necessário estabelecer ligações entre universidades, centros tecnológicos e empresas, de forma a transferir o conhecimento científico para aplicações industriais.

A CEO da Sciencentris chamou também a atenção para um princípio essencial: a origem biológica de um material não significa necessariamente que seja mais sustentável.

Para ilustrar esta questão, apresentou o exemplo de um material produzido a partir de algas, cuja avaliação de ciclo de vida revelou vantagens em algumas categorias ambientais, mas também um impacto superior no consumo de água.

A conclusão é que a sustentabilidade tem de ser demonstrada através de dados e medições, não podendo depender apenas da natureza dos materiais utilizados. “É preciso medir para comparar porque nós temos que saber se os novos materiais, os novos produtos, as novas soluções são competitivas em termos de desempenho, em termos de impacto”.

A inteligência artificial vai chegar ao chão de fábrica

Se a inteligência artificial já está a transformar atividades administrativas e processos digitais, a próxima etapa será a sua integração mais profunda nas operações industriais.

Joel Alves, cofundador e CCO da Sentinel, apresentou a evolução das máquinas industriais como uma das grandes tendências para 2035, defendendo que a automação está a entrar numa nova fase.

Joel Alves, cofundador e CCO da Sentinel

Até agora, grande parte dos equipamentos industriais executava tarefas previamente programadas. Com os desenvolvimentos da inteligência artificial, as máquinas começam a adquirir capacidade para interpretar o ambiente envolvente, recolher informação e adaptar o seu funcionamento. “As máquinas não precisam de ser só programadas, elas podem adaptar-se. E é isto que a inteligência artificial industrial vai fazer”, explicou.

A Sentinel, empresa nascida em Guimarães e que já expandiu a sua atividade para Espanha, trabalha na área da visão artificial, uma tecnologia que permite às máquinas interpretar imagens e utilizar essa informação em processos industriais.

Joel Alves considera que a combinação entre inteligência artificial, sensores, sistemas de visão e robótica poderá alterar profundamente a organização das fábricas.

Mas a competitividade portuguesa enfrenta um problema que não se resolve apenas com a introdução de novas ferramentas.

O empresário apresentou indicadores de valor acrescentado por trabalhador que, segundo os dados utilizados na intervenção, colocam Portugal significativamente abaixo de Espanha. Referiu valores de cerca de 40 mil euros por trabalhador industrial em Portugal, contra 71 mil euros no país vizinho.

Na sua análise, esta diferença não resulta de os trabalhadores espanhóis trabalharem mais horas, mas sobretudo de beneficiarem de maior capacidade produtiva instalada, automação, tecnologia e acesso a capital. “Nós, em Portugal, precisamos de trabalhar nisto. Precisamos de aumentar esta capacidade das nossas empresas”, defendeu.

A solução, acrescentou, passa pela mobilização de investimento, acesso a financiamento e políticas que permitam às empresas modernizar os seus equipamentos.

Joel Alves rejeitou também a ideia de que a inteligência artificial industrial tenha necessariamente de conduzir à substituição generalizada de trabalhadores. “O que vamos fazer é torná-los em super-operadores que utilizam a inteligência artificial para os capacitar”, esclareceu, defendendo que a tecnologia permitirá multiplicar a capacidade produtiva de cada profissional.

A defesa abre novos mercados à indústria portuguesa

Outra das tendências apresentadas foi o crescimento das tecnologias de dupla utilização, ou dual-use, que podem servir aplicações civis e militares.

Luís Oliveira, diretor executivo da Fibrenamics, defendeu que esta área representa uma oportunidade para as empresas industriais portuguesas diversificarem mercados, reduzirem a dependência de determinados ciclos económicos e integrarem cadeias de valor internacionais.

Luís Oliveira, diretor executivo da Fibrenamics

O responsável destacou particularmente as competências existentes na região do Minho nos setores têxtil, dos materiais avançados e dos compósitos, considerando que estas capacidades podem ser adaptadas a novas aplicações tecnológicas. “Olharmos para o domínio de uso não implica necessariamente que temos que reinventar a empresa, mas sim apenas configurar o valor que já sabemos que conseguimos gerar com a atividade da empresa”, afirmou.

Entre as oportunidades identificadas estão o desenvolvimento de estruturas leves, materiais com propriedades específicas para aplicações aeroespaciais, soluções de proteção individual e tecnologias destinadas à segurança e à defesa.

A aposta europeia no reforço das capacidades de defesa pode criar novas oportunidades para pequenas e médias empresas que disponham de competências industriais e científicas relevantes.

Para Luís Oliveira, a participação nestes mercados permitirá também aumentar a resiliência das empresas, através da diversificação de clientes e aplicações.

O responsável salientou que o desenvolvimento destas soluções exige colaboração entre universidades, centros tecnológicos e indústria, numa lógica em que a investigação científica deve produzir resultados concretos.

A Fibrenamics conta, segundo os dados apresentados na conferência, com uma rede de mais de 300 entidades e participantes envolvidos em projetos de investigação, inovação e transferência de conhecimento.

A ambição passa por integrar mais empresas portuguesas nas cadeias de valor europeias e internacionais, aproveitando competências já existentes. “Olhando para 2035, o nosso desafio não é apenas crescer, é durar, diversificar e liderar”, disse Luís Oliveira.

A soberania digital será decisiva para os sistemas críticos

A quinta tendência foi apresentada por Miguel Amador, cofundador e diretor de inovação da Complear, que colocou a segurança e o controlo dos sistemas de inteligência artificial no centro da discussão.

Num futuro em que hospitais, infraestruturas energéticas, sistemas de defesa e outras atividades críticas dependam cada vez mais de decisões automatizadas, a questão fundamental será determinar quem controla essas tecnologias e como é possível verificar o seu funcionamento. “A pergunta já não é se a AI decide, é quem controla a AI que decide”, afirmou.

Miguel Amador, cofundador e diretor de inovação da Complear

Miguel Amador alertou para a dependência europeia de modelos de inteligência artificial desenvolvidos fora da União Europeia e para os riscos que essa dependência pode representar quando os sistemas são utilizados em ambientes sensíveis.

Na sua perspetiva, a Europa precisa de soluções que permitam aproveitar os avanços tecnológicos internacionais sem perder o controlo sobre os dados, os processos e as decisões.

Entre as possibilidades apresentadas estão modelos desenvolvidos e treinados na Europa, sistemas capazes de funcionar sem ligação permanente à Internet e mecanismos de segurança que permitam verificar e registar as decisões tomadas pelas máquinas.

O responsável destacou também as dificuldades associadas aos processos de certificação, sobretudo em áreas onde a tecnologia evolui mais rapidamente do que os procedimentos regulamentares.

Como resposta, a Complear está a desenvolver soluções que procuram integrar os requisitos de conformidade nos próprios sistemas tecnológicos, reduzindo a necessidade de repetir integralmente processos de verificação quando são introduzidas alterações.

Miguel Amador anunciou ainda a intenção de lançar, no próximo Web Summit, a Complear Labs, apresentada como um laboratório português dedicado ao desenvolvimento de modelos de inteligência artificial soberanos para sistemas críticos. E deixou uma certeza:

"Em 2035, Portugal não vai precisar de um maior modelo. Vai precisar daquele em que podemos confiar.”

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