Serviços mínimos asseguram 34 voos da TAP no dia da greve geral. Veja quais

A TAP e os sindicatos chegaram a acordo sobre os serviços mínimos para o dia da greve geral. Passageiros com voos para dia 3 de junho podem antecipar ou adiar a viagem sem custos adicionais.

O acordo entre a TAP e os sindicatos prevê a realização de, pelo menos, 44 voos no dia da greve geral. Serão asseguradas ligações às regiões autónomas, Brasil, EUA, Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e várias cidades europeias.

Os serviços mínimos foram acordados entre a companhia aérea e o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA), que representa o pessoal de voo, e o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), que representa os tripulantes de cabine. O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil não aderiu à paralisação convocada pela CGTP.

O entendimento prevê a realização de, pelo menos, 34 voos:

  • Três voos diários de ida e volta entre Portugal Continental e a região autónoma dos Açores (sendo dois voos para Ponta Delgada, um deles com night stop, e um voo para a Terceira), dois voos diários de ida e volta entre Portugal Continental e a região autónoma da Madeira (dois voos de Lisboa com um night stop).
  • Um voo de ida e volta entre Portugal Continental e cada um dos seguintes países: Angola, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.
  • Dois voos diários de ida e volta entre Portugal Continental e Brasil (uma ligação Rio de Janeiro; e uma a São Paulo).
  • Dois voos diários de ida e volta entre Portugal e os Estados Unidos da América (uma ligação Lisboa – Nova Iorque e outra Lisboa – Boston).
  • Dois voos Paris, dois voos Londres (um Lisboa – Heathrow com um night stop e um Porto-Gatwick), um voo para a Suíça, um voo Bruxelas, um voo para Luxemburgo e um voo para Frankfurt.
  • Um voo para Roma e um voo para Nice.
  • Ficam também asseguradas as aeronaves que se encontrem no exterior e regressam às bases.

“O SNPVAC e o SITAVA declaram que o acordo agora alcançado reflete o espírito com que iniciaram esta negociação e reforça sua posição de que esta greve não é contra a empresa, mas visa defender os direitos dos trabalhadores perante o pacote laboral“, lê-se na ata da reunião realizada a 26 de maio na Direção Geral do Emprego e das Relações de Trabalho.

Os voos fora dos serviços mínimos não serão realizados. A TAP está a permitir que os clientes com bilhetes para o dia 3 de junho, emitidos até 20 de maio, possam antecipar os voos ou adiem para datas entre 4 e 11 de junho, sem custos adicionais, explica numa publicação no Facebook.

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Rússia ameaça retaliar após cônsul na Roménia ter sido declarado ‘persona non grata’

  • Lusa
  • 15:22

Rússia ameaçou com "medidas de retaliação" após a Roménia ter declarado o cônsul-geral russo no país 'persona non grata' e encerrado o consulado, depois de um drone russo ter atingido um edifício.

A Rússia ameaçou hoje “medidas de retaliação” iminentes em resposta à decisão da Roménia de declarar o cônsul-geral russo no país ‘persona non grata’ e encerrar o consulado após um drone ter atingido um edifício.

“As medidas de retaliação (…) não se farão esperar”, assegurou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, às agências de notícias russas.

Zakharova afirmou ainda que os países ocidentais estão a “fazer barulho” em torno do incidente com o objetivo de “desviar a atenção” de um ataque da Ucrânia contra uma residência de estudantes na região ocupada de Lugansk, que resultou em 21 mortos. A porta-voz da diplomacia russa acrescentou que a Roménia precisava de algo para justificar o encerramento do consulado russo no país e que agora o conseguiu.

Momentos antes o Kremlin afirmou que o Presidente russo, Vladimir Putin, foi informado sobre o incidente com um drone que, segundo Bucareste, é de fabrico russo e colidiu com um edifício residencial numa cidade romena, perto da fronteira com a Ucrânia. “O que é que vocês pensavam? Que íamos esconder isso [do Presidente]?”, disse o porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov, à imprensa em Astana por ocasião das reuniões da União Económica Eurasiática (UEE), liderada por Moscovo. O porta-voz do Kremlin não fez mais comentários, alegando que hoje a delegação russa está concentrada nas reuniões da UEE em Astana.

O drone colidiu contra um edifício de apartamentos na cidade romena de Galati, perto da fronteira com a Ucrânia, provocando um incêndio que causou ferimentos ligeiros a duas pessoas, segundo informaram as autoridades do país.

A Roménia anunciou que tomará medidas proporcionadas na sequência deste incidente e solicitou à NATO que mobilize mais meios antiaéreos no país.

Num comunicado divulgado ‘online’, o Presidente romeno, Nicusor Dan, acusou a Rússia de “total responsabilidade” pelo “incidente sem precedentes” e anunciou medidas diplomáticas imediatas contra Moscovo. “O cônsul-geral da Rússia em Constança foi declarado ‘persona non grata’ e o consulado-geral da Rússia em Constança será encerrado”, declarou o chefe de Estado.

A decisão foi anunciada horas depois de o Governo romeno ter convocado o embaixador russo para prestar esclarecimentos sobre o incidente, classificado por Bucareste como “extremamente grave”. Nicusor Dan convocou uma reunião extraordinária do Conselho Supremo de Defesa Nacional para avaliar as implicações do incidente.

A Roménia, membro da NATO e da União Europeia (UE), partilha uma extensa fronteira com a Ucrânia e tem registado vários incidentes relacionados com a guerra desencadeada pela Rússia, incluindo a queda de destroços de drones em zonas próximas da fronteira.

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Governo aprova Prestação Social Única. Objetivo? “Lutar para que ajudas não se transformem numa forma de vida”

Proposta agrega 13 prestações sociais e quer apertar cerco à "prevaricação", com Governo a introduzir mecanismo de denúncias e trabalho social como condição de acesso.

O Governo aprovou esta sexta-feira, em Conselho de Ministros, a proposta de Prestação Social Única (PSU), que agrega 13 prestações sociais, medida prevista no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). No entanto, o Executivo introduz duas novidades: o cumprimento de trabalho social passa a ser condição de acesso e será contemplado um mecanismo de denúncia sobre comportamentos abusivos.

A informação foi avançada numa declaração do primeiro-ministro, Luís Montenegro, após a reunião do Conselho de Ministros, e explicada em seguida pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho.

Em causa está a visão do Executivo para “não fazer do apoio social uma armadilha para eternizar as pessoas na situação de pobreza, fazer do apoio social um trampolim, um elevador para as pessoas se valorizarem a si e às suas famílias“, nas palavras de Montenegro.

“O Governo remeterá à Assembleia da República uma proposta de autorização legislativa para a criação da Prestação Social Única, uma reforma estrutural que há muito o país aguarda”, anunciou o primeiro-ministro.

(Notícia em atualização)

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Polónia recebe 6,6 mil milhões via SAFE. É o primeiro país a receber empréstimo militar

A Polónia foi o primeiro país da UE, entre os 19 que se candidataram aos empréstimos militares europeus, a receber o cheque do programa SAFE. Tranche representa 15% do pedido inicial de Varsóvia.

A Polónia recebeu a primeira tranche de 6,6 mil milhões de euros do SAFE, 15% do montante de 43,7 mil milhões de euros garantidos pelo país no programa de empréstimo europeu para compras de defesa. É o primeiro país, dos 19 que se candidataram ao montante global de 150 mil milhões de euros, a receber a primeira tranche.

“O pré-financiamento de 6,6 mil milhões de euros para a Polónia, anunciado hoje no âmbito do SAFE, é um passo concreto para a nossa segurança comum. Irá contribuir para uma implementação mais rápida dos investimentos e reforçar a preparação da Europa através de uma maior cooperação e de capacidades conjuntas”, considera Andrius Kubilius, comissário europeu da Defesa e Espaço, citado em comunicado.

A Polónia — que garantiu um dos maiores montantes do empréstimo — é o primeiro país a receber a primeira tranche do empréstimo, sendo que, até ao momento, além do país liderado por Donald Tusk, apenas a Lituânia já tinha fechado contratos com Bruxelas, segundo anunciou Ursula von der Leyen.

“A Europa deve estar preparada para qualquer cenário e pronta para agir em quaisquer circunstâncias. O programa de empréstimos SAFE é um elemento importante nessa missão — é uma ferramenta essencial para garantir e desenvolver as capacidades militares urgentes do nosso continente”, afirma Henna Virkkunen, vice-presidente executiva para a Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia, citada em comunicado.

Este pagamento de pré-financiamento ocorre após “a conclusão de todas as etapas processuais necessárias”. Outros pagamentos serão efetuados “à medida que o plano SAFE polaco for implementado progressivamente”, pode ler-se em comunicado.

Portugal garantiu uma fatia de 5,8 mil milhões de euros do SAFE. A assinatura dos contratos, segundo o ministro da Defesa, poderá acontecer em junho/julho, tendo resvalado do prazo inicialmente apontado de abril. Portugal deverá receber depois a primeira tranche de 876 milhões.

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Pressão habitacional em Sines? Governo salienta “potencial de expansão” de Vila Nova de Santo André

Ministério da Habitação identifica potencial de expansão de Santo André e reforço da oferta pública e de investimento privado na habitação como centrais na resposta aos empregos criados em Sines.

O Governo vê a expansão de Vila Nova de Santo André, em Sines, como eixo central da resposta à pressão habitacional que a criação de sete mil empregos poderá colocar na região. No entanto, destaca também que estão previstos instrumentos de alojamento temporário regulado para trabalhadores deslocados.

“No domínio da habitação, o Governo identifica como eixo central de resposta a mobilização do potencial de expansão de Vila Nova de Santo André, o reforço da oferta pública de habitação e a criação de condições para o investimento privado em habitação em escala, bem como o necessário reforço dos equipamentos coletivos indispensáveis à fixação de população”, pode ler-se na resposta do Ministério das Infraestruturas e Habitação ao Parlamento, na sequência de questões colocadas pelo Bloco de Esquerda.

Em causa estão as declarações do ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, que em janeiro deste ano reconheceu que Sines enfrenta um estrangulamento na habitação face aos investimentos da região. O BE recorda que associados aos investimentos estão previstos a criação de 4.577 postos de emprego diretos e 6.903 empregos temporários, questionando o Executivo sobre o que está a ser feito nesta matéria.

No domínio da habitação, o Governo identifica como eixo central de resposta a mobilização do potencial de expansão de Vila Nova de Santo André, o reforço da oferta pública de habitação e a criação de condições para o investimento privado em habitação em escala, bem como o necessário reforço dos equipamentos coletivos indispensáveis à fixação de população.

Ministério da Habitação

Além da identificação do potencial de expansão da cidade alentejana, o Governo assinala que se encontram também previstos “instrumentos de alojamento temporário regulado para trabalhadores deslocados, particularmente relevantes durante as fases de maior intensidade das obras associadas aos investimentos em curso“.

Em entrevista ao ECO, o presidente da Câmara Municipal de Sines, Álvaro Beijinha, alertava recentemente que “há uma preocupação enorme dos investidores em Sines” com a falta de habitação e de infraestruturas. O alerta na região é transversal.

No entanto, o Governo recorda que Sines foi reconhecida como Zona de Grande Procura, no âmbito do planeamento da capacidade de rede para projetos estratégicos, e argumenta que “a preparação da região para o aumento populacional e para os desafios associados ao crescimento económico exige uma responsabilidade partilhada entre o Estado, os municípios e os promotores privados“.

Nesse sentido, considera que a “estratégia em desenvolvimento assenta numa lógica de governação colaborativa, envolvendo as entidades públicas e os investidores com presença no território”.

Afastando a ideia de ausência de intervenção pública ou de falta de planeamento, o Ministério tutelado por Miguel Pinto Luz garante que “estão em desenvolvimento instrumentos de resposta territorial especificamente orientados para prevenir fenómenos de pressão excessiva sobre a habitação, os serviços públicos e as infraestruturas”, de modo a garantir a “compatibilização do desenvolvimento económico com os objetivos de sustentabilidade, coesão territorial e qualidade de vida das populações”.

Neste âmbito, adianta que através da Construção Pública tem vindo a trabalhar “em estreita articulação com os Municípios de Sines e de Santiago do Cacém, bem como com diversas entidades com intervenção no território”, com o objetivo de definição de uma estratégia integrada e identificação de projetos prioritários que permitam responder adequadamente às necessidades de expansão associadas à Zona Industrial e Logística de Sines (ZILS).

O Governo reafirma, assim, “o compromisso em assegurar uma resposta planeada, faseada e sustentável aos desafios colocados pela transformação económica da região de Sines”, garantindo que o reforço da capacidade industrial e logística do território será “acompanhado por um investimento adequado em habitação, infraestruturas e equipamentos coletivos”.

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Ministros prometem melhoria no controlo de fronteiras do aeroporto. “Tendencialmente será muito melhor”

No dia da inauguração do alargamento da área de controlo de fronteiras no aeroporto de Lisboa, dois ministros vieram assegurar uma progressiva melhoria da operação.

No dia em que a área de controlo de fronteiras do Aeroporto Humberto Delgado ganhou mais 1.200 m2 e um reforço de meios, os ministros da Administração Interna e das Infraestruturas prometeram uma melhoria progressiva “de Norte a Sul do país”.

“Tendencialmente esta operação será positivamente muito melhor do que até agora”, afirmou esta sexta-feira o ministro da Administração Interna, Luís Neves “Não queremos dizer que não possa haver um ou outro dia em que possa ocorrer uma falha do ponto de vista tecnológico”, mas “o futuro será bastante diferente de norte a sul do país, naquilo que têm sido as nossas fronteiras até agora”, acrescentou o governante.

“Atingimos um ponto em que podemos afirmar, com otimismo, aquilo que vai melhorar”, afirmou o ministro das Infraestruturas, salientando a colaboração entre a PSP, o Sistema de Segurança Interna e a ANA. “Hoje mesmo, no pico da manhã tivemos menos 50% de tempo de espera em fila“, referiu Miguel Pinto Luz em declarações transmitidas pelas televisões.

Além da nova área, que até aqui era ocupada pela TAP, estão a funcionar mais 18 posições na fronteira e estão a ser montados mais 14 e-gates (portas eletrónicas), detalhou Luís Neves. Serão também colocados mais 48 profissionais da PSP, numa primeira fase, dos quais 22 já entraram esta sexta-feira. No início de julho entram mais 360 elementos, dos quais 140 serão colocados no aeroporto de Lisboa.

Há já algum tempo que estão a ser feitas suspensões temporárias nas alturas de maior pressão e vão continua a existir. “Em situações de grande demora, a lei permite a suspensão temporária da recolha de dados biométricos, o que não põe em causa a segurança nem de Portugal nem da União Europeia. Estamos a cumprir a lei e a utilizar todos os mecanismos”, garantiu o ministro da Administração Interna.

As longas filas e os tempos de espera no controlo de fronteiras nos aeroportos portugueses, que chegam a superar as três horas, têm motivado fortes queixas das companhias aéreas, das associações de turismo e dos próprios turistas, nas redes sociais.

(artigo atualizado às 14h40 com mais informação)

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MAI, António Pombeiro e Viegas Nunes vão à AR explicar polémica no SIRESP

  • Lusa
  • 13:43

Deputados da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias aprovaram os requerimentos apresentados pelos grupos parlamentares da Iniciativa Liberal e do Chega.

O ministro da Administração Interna, o ex-secretário-geral adjunto e o presidente do SIRESP, Paulo Viegas Nunes, vão ser ouvidos no parlamento no âmbito da polémica em torno da recente demissão de António Pombeiro.

Os deputados da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias aprovaram hoje os requerimentos apresentados pelos grupos parlamentares da Iniciativa Liberal (IL) e do Chega que pediam a “audição urgente” do ministro Luís Neves, do ex-secretário-geral Adjunto do Ministério da Administração Interna, António Pombeiro, e o recém-nomeado presidente do conselho de administração da empresa que gere o SIRESP, o general Paulo Viegas Nunes.

O requerimento do Chega foi aprovado com os votos a favor do PSD, Chega, CDS e IL e as abstenções do PS e do Livre, disse à Lusa a presidente da comissão parlamentar Paula Cardoso, acrescentando que, no momento da votação, estavam ausentes os deputados do PCP, do Bloco de Esquerda, PAN e JPP.

Já o requerimento da IL foi aprovado com os votos favoráveis de todos os partidos presentes, estando ausentes os deputados do PCP, Bloco, PAN e JPP.

No requerimento, os deputados da IL explicam que pediram a audição urgente destas três individualidades para que se possam esclarecer “as graves afirmações constantes da carta” de demissão de António Pombeiro, onde “constam, nomeadamente, acusações de favorecimento, de conflitos de interesses” e de tomada de decisões “eticamente reprováveis”, dirigidas a Viegas Nunes.

A IL sublinha ainda que António Pombeiro revelava na carta que tinha dado prévio conhecimento da situação ao ministro e por isso pediram que fossem ouvidos com urgência os três envolvidos: Luís Neves, António Pombeiro e Viegas Nunes.

A IL apresentou também um requerimento oral para chamar a adjunta do ministro Valentina Marcelino, que está envolvida nas recentes polémicas relacionadas com a gestão e relatórios sobre a rede de comunicações de emergência SIRESP. O requerimento foi chumbado, com os votos contra do PSD, PS e CDS, a abstenção do Livre e os votos favoráveis do Chega e IL.

A IL apresentou outros dois requerimentos orais, ambos aprovados por unanimidade, a solicitar o relatório do grupo de trabalho do SIRESP e o outro relatório integral da SIRESP realizado pela Inspeção-Geral de Finanças (IGF) para o período entre 2022 e 2024, com a inclusão de “todos os anexos”, acrescentou a presidente da comissão.

O secretário-geral adjunto demitiu-se do cargo no passado dia 22 alegando um conjunto de “graves irregularidades” na gestão da Siresp S.A. durante a presidência de Viegas Nunes, que foi presidente da empresa entre 2022 e 2024 e regressou na segunda-feira à liderança.

Pombeiro, que se demitiu do cargo no mesmo dia em que Viegas Nunes foi nomeado para a presidência da empresa, mostra a sua “total indisponibilidade” para continuar no cargo, tendo em conta que “já havia transmitido” ao ministro informações sobre “graves irregularidades” sem que tivesse sido desencadeada qualquer averiguação interna.

Luís Neves já afirmou que “anseia muito” dar explicações na Assembleia da República e rejeita ilegalidades na gestão da rede SIRESP durante a presidência de Viegas Nunes, referindo que no relatório da IGF “não há um único facto que do ponto de vista de ética criminal e de ilegalidade possa ser apontada ao general”.

O ministro tem destacado as competências de Viegas Nunes, sublinhando que “deu provas muito qualificadas e de enorme valor ao país” durante a sua presidência na empresa pública e que “nenhum dos factos vindos a público belisca minimamente o general”.

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CEO dos CTT eleito para administração da associação internacional de correios

Guy Pacheco foi nomeado para um mandato de três anos na International Post Corporation, em representação dos operadores do sul dos Alpes: Portugal, Espanha, Itália, Grécia, Chipre, Croácia e Roménia.

O presidente executivo dos CTT – Correios de Portugal, Guy Pacheco, foi esta quinta-feira eleito para o conselho de administração (board) da associação internacional International Post Corporation (IPC), que reúne mais de 20 serviços postais nacionais de principais países da Europa, Ásia-Pacífico e América do Norte.

Guy Pacheco foi escolhido para um mandato de três anos na IPC, em representação dos operadores postais do sul dos Alpes (Portugal, Espanha, Itália, Grécia, Chipre, Croácia e Roménia), durante a assembleia geral de acionistas que se realizou na cidade de Dubrovnik, na Croácia.

“É com grande satisfação que integro o board do IPC, num momento crítico para o setor, marcado pela aceleração do e‑commerce e por um contexto geopolítico exigente. A cooperação entre operadores, bilateral e multilateral, será decisiva para responder aos desafios comuns que partilhamos – e os CTT estão bem posicionados para contribuir com soluções mais eficientes e orientadas para o futuro à escala internacional”, afirmou Guy Pacheco, numa mensagem divulgada à imprensa esta sexta-feira.

O líder dos CTT, que sucedeu recentemente a João Bento no cargo, passou a estar integrado num grupo de 11 CEO de algumas das mais influentes empresas de correios do mundo – entre as quais as americanas USPS e Canada Post, a alemã Deutsche Post DHL ou a francesa La Poste – e participará na definição, acompanhamento e implementação dos principais projetos liderados pela IPC, que pretendem ter reflexos no futuro do setor postal e de logística de e-commerce a nível global.

Fundada em 1989, a International Post Corporation tem, por exemplo, apoiado na definição de padrões de qualidade e desempenho de serviço, bem como no desenvolvimento de soluções tecnológicas que permitem aos seus membros melhorar os serviços internacionais de correio, encomendas e expresso. A associação cooperativa – que representa cerca de 80% do volume mundial de correio, correspondente a mais de 336 mil milhões de cartas por ano – inclui 24 organizações.

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Reabilitar e construir casas sem licença chega em setembro

Construir e reabilitar casas vai ficar mais simples a partir de setembro. Diploma publicado esta sexta-feira elimina a licença em vários tipos de obras e transfere a responsabilidade para os privados.

Construir casa em Portugal é um exercício de paciência. Entregar documentos, esperar que os serviços municipais os verifiquem, aguardar que os técnicos os analisem, corrigir o que seja pedido, aguardar mais. Trata-se de um ciclo que se repete durante meses (por vezes, anos) e que trava o desenvolvimento de habitação num país que vive uma crise na habitação sem fim à vista.

Porém, esta sexta-feira, esse ciclo de paciência ganhou um novo alento com a publicação de um diploma em Diário da República que revê em profundidade o Regime Jurídico da Urbanização e Edificação (RJUE) com o objetivo de desburocratizar o licenciamento e desbloquear a construção de habitação.

A mudança mais radical deste diploma está na forma como o Estado passa a encarar a comunicação prévia, o procedimento mais usado pela construção corrente.

Na lógica anterior, mesmo numa comunicação prévia, os municípios entravam em cena logo na fase de saneamento e apreciação liminar para verificar se os documentos estavam em ordem. Era uma verificação meramente formal, mas que consumia tempo e recursos, e que gerava disparidades enormes de autarquia para autarquia.

O decreto-lei agora publicado reconhece explicitamente esta disfunção, ao notar que a comunicação prévia “já não constituía, na realidade, um mecanismo de controlo prévio das operações urbanísticas”, porque a intervenção municipal antes do início das obras “apenas ocorria em fase de saneamento e apreciação liminar, para efeitos de uma mera verificação formal da entrega documental, a qual não prevê uma análise de conteúdo ou uma rejeição da pretensão por invalidade material”.

Um terreno com papel da informação prévia (PIP) favorável completo passa a ser um ativo com valor acrescentado, transacionável com uma espécie de garantia de construção incorporada no preço.

A solução agora apresentada elimina essa fase e passa a existir um único momento de apresentação de toda a informação, após o qual o promotor pode começar a obra sem depender de qualquer ato administrativo. A responsabilidade pela legalidade da operação passa integralmente para o lado do privado — promotor, projetista e diretor de obra. Mas esta mudança não se aplica a qualquer terreno ou a qualquer projeto.

Para que uma operação urbanística possa avançar por comunicação prévia, os parâmetros urbanísticos têm de estar “efetivamente definidos”, seja em plano de pormenor, unidade de execução ou operação de loteamento, cobrindo alinhamentos, cérceas, número de pisos, número de fogos, usos do solo e demolições ou manutenções previstas; seja em zonas urbanas consolidadas onde a nova construção não ultrapasse a altura mais frequente das fachadas do arruamento onde se insere.

Esta segunda via, menos conhecida, tem um alcance prático enorme nas principais cidades, onde a maioria do tecido urbano tem essa classificação. Na prática, cria-se uma pressão indireta sobre as Câmaras que ainda não têm planos de pormenor completos para os acelerarem e, para os municípios mais organizados, a construção de habitação pode desbloquear-se de forma imediata.

Menos burocracia para construir e reabilitar imóveis

Para os promotores que queiram certificar a viabilidade de um projeto antes de avançar, o decreto-lei agora publicado reforça o papel da informação prévia (PIP) e vai mais longe: quando este pedido incidir sobre todos os parâmetros urbanísticos relevantes — alinhamentos, cérceas, usos, número de fogos, área de construção, demolições e manutenções previstas –, a operação fica automaticamente isenta de licença e de comunicação prévia.

O diploma estabelece que, quando um promotor pede antecipadamente à Câmara uma informação prévia favorável e essa informação já fixar todos os parâmetros relevantes para o projeto (implantação do edifício no terreno, altura das fachadas e número de pisos, área de construção e número de fogos permitidos, eventuais demolições a realizar, cedências de terreno ao município e obras de urbanização necessárias), a construção pode avançar diretamente sem mais nenhuma licença ou comunicação prévia. Significa que quem fizer bem o trabalho de casa logo à partida, e obtiver uma resposta favorável completa da Câmara, fica dispensado de voltar a pedir autorização para construir.

No mercado imobiliário, esta alteração tem um efeito imediato: um terreno com PIP favorável completo passa a ser um ativo com valor acrescentado, transacionável com uma espécie de garantia de construção incorporada no preço. A discussão deixa de ser feita no balcão da Câmara e passa a acontecer no momento da compra do terreno.

No mercado da reabilitação, o diploma traz também uma mudança que, apesar de técnica na formulação, tem impacto direto em centenas de projetos:

  • Desde logo ao introduzir de forma clara a definição de obras de reconstrução, como sendo a “reposição da situação do último antecedente válido do edifício ou fração”, respeitando as dimensões das fachadas, as relações entre vãos, os corpos balançados e a cobertura, ficam completamente isentas de licença e de comunicação prévia.
  • E depois ao estabelecer que as obras de reconstrução ficam completamente isentas de licença e de comunicação prévia. Significa que o interior pode mudar por completo e a estrutura pode ser intervencionada. O que não pode mudar é o “envelope” exterior visível. E esta isenção estende-se agora também às obras de reconstrução em zonas de proteção de imóveis classificados, um caso que até aqui exigia sempre licença.

Para promotores especializados em reabilitação urbana nos centros históricos de Lisboa ou Porto, onde o valor dos imóveis é mais elevado e a pressão para acelerar os processos mais intensa, esta é uma das alterações mais concretas e imediatas de todo o diploma.

Contudo, há exceções neste âmbito. O diploma refere que uma obra de reconstrução que aumente o volume ou a área do edifício “tem de ser necessariamente enquadrada como uma obra de ampliação”, sujeita a licença. E uma alteração ao projeto “após o decurso das respetivas obras carece necessariamente de ser tramitada enquanto procedimento de legalização”, a definir em regulamento municipal.

Estas clarificações respondem a uma prática que proliferou nos últimos anos, com projetos que arrancavam como “reconstruções” e cresciam ao longo da obra para além do que o título original permitia, criando situações de irregularidade que depois eram difíceis de regularizar, e que alimentavam litígios que bloqueavam a posterior venda ou arrendamento dos imóveis.

O conjunto destas medidas representa uma aposta para desbloquear a oferta de habitação, num contexto em que os promotores imobiliários têm apontado recorrentemente o tempo e a incerteza do licenciamento como o principal freio ao lançamento de novos projetos.

O texto do diploma refere que o decreto-lei “entra em vigor no primeiro dia útil do terceiro mês seguinte ao da sua publicação”, ou seja, 1 de setembro, dando aos municípios, promotores e técnicos um período de transição de três meses para se adaptarem às novas regras.

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Anthropic fecha nova ronda de financiamento e ultrapassa OpenAI com avaliação de 965 mil milhões

A dona do Claude continua a atrair investidores e reforça a corrida global à inteligência artificial, impulsionada pelo crescimento acelerado das suas ferramentas para empresas e programadores.

A Anthropic concluiu uma nova ronda de financiamento junto de investidores, que resultou na angariação de 65 mil milhões de dólares. A empresa de inteligência artificial (IA), que já preparava este financiamento há algumas semanas, passa agora a estar avaliada em 965 mil milhões de dólares (cerca de 830 mil milhões de euros, ao câmbio atual), ultrapassando a OpenAI, que tinha sido recentemente avaliada em 852 mil milhões de dólares.

Segundo o Financial Times, a operação anunciada esta quinta-feira foi liderada pela Altimeter Capital, Dragoneer, Greenoaks e Sequoia Capital. A nova ronda surge apenas três meses depois de a Anthropic ter arrecadado 30 mil milhões de dólares numa operação que avaliou a empresa em 350 mil milhões. “Os mais recentes avanços do Claude impulsionaram uma adoção em larga escala entre algumas das organizações mais exigentes do mundo. Este impulso coloca a Anthropic numa posição de liderança para a próxima fase da inovação em IA”, afirmou Brad Gerstner, fundador e diretor-executivo da Altimeter Capital, citado pelo FT.

A Anthropic revelou também na quinta-feira que pretende expandir o acesso ao Mythos nas próximas semanas. A empresa apresentou ainda o Claude Opus 4.8, uma nova versão do seu modelo de IA concebida para responder com maior transparência, assinalando dúvidas com mais frequência e evitando informações não verificadas. Nos últimos meses, a Anthropic esteve no centro de polémicas nos EUA, ao entrar em confronto com o Pentágono por recusar o uso dos seus modelos de IA em vigilância em massa e armas autónomas. Em abril, voltou a destacar-se com o lançamento do Claude Mythos, um modelo avançado de cibersegurança capaz de identificar vulnerabilidades complexas, cujo acesso foi limitado a poucas empresas norte-americanas e poderá não chegar a empresas europeias.

Fundada em 2021 por um grupo de antigos funcionários da OpenAI, entre os quais Dario Amodei, Daniela Amodei, Tom Brown e Jack Clark, a dona do Claude tem-se destacado no desenvolvimento de modelos avançados de inteligência artificial. A empresa criou várias ferramentas destinadas a transformar a forma como empresas e programadores lidam com tarefas como codificação, automação e cibersegurança. Liderada por Dario Amodei, a Anthropic poderá ainda avançar para uma entrada em bolsa antes do final do ano.

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Estrangeiros voltam a segurar crescimento do turismo com mais canadianos e holandeses

Procura de turistas residentes voltou a recuar em abril. Setor registou 2,9 milhões de hóspedes e 7,2 milhões de dormidas, com o Canadá e Países Baixos a liderarem crescimento, segundo o INE.

O setor do alojamento turístico registou 2,9 milhões de hóspedes e 7,2 milhões de dormidas, o que traduz um crescimento homólogo de 2,4% e 0,6%, respetivamente, revelam os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). À semelhança do que já tinha acontecido em março, o crescimento foi suportado pela procura externa, registando-se uma maior procura de canadianos e neerlandeses.

Estes resultados traduziram-se em 600,7 milhões de euros de proveitos totais e 453,1 milhões de euros de proveitos de aposento, aumentos anuais de 5,2% e 4%, respetivamente.

“O crescimento das dormidas foi sustentado exclusivamente pelo mercado externo, ainda que com um ligeiro abrandamento“, justifica o Instituto Nacional de Estatística (INE). As dormidas dos não residentes aumentaram 1,2%, abaixo dos 2,9% registados em março, atingindo 5,2 milhões.

Já as dormidas de residentes diminuíram 1%, depois de já terem recuado 3,1% em março, totalizando os dois milhões.

Canadá e Países Baixos lideram crescimento

Os dez principais mercados emissores concentraram 74,6% do total de dormidas de não residentes, com o mercado britânico a liderar, com uma quota de 17,8%, apesar de ter recuado 0,5% em abril.

Já o mercado alemão foi o segundo principal mercado emissor (11,9% do total), mantendo a trajetória de crescimento, com um aumento de 4,5% (+9,4% em março). Seguiu-se o mercado norte-americano, na 3ª posição e um quota de 9,7% do total, com um crescimento de 6,5%, acima do aumento homólogo de 5,6% em março.

O INE adianta ainda que, entre os dez principais mercados, destacaram-se os mercados canadiano e neerlandês, com os maiores aumentos: 12% e 9,9%, respetivamente. Em sentido contrário, o mercado italiano registou o maior decréscimo, de 9,7%, a maior quebra desde março de 2021.

Alentejo e Norte com mais dormidas

Os maiores aumentos no número de dormidas continuaram a registar-se, em abril, no Alentejo e no Norte, com crescimentos homólogos de 8,4% e 4,1%, respetivamente. Já o Centro e a Região Autónoma dos Açores registaram as diminuições mais expressivas: -8,7% e -7,5%,
respetivamente.

Algarve (25,9%), a Grande Lisboa (24,6%) e o Norte (18,6%) concentraram, em conjunto, 69,2%
do total de dormidas.

Entre os residentes, as dormidas cresceram, sobretudo, no Alentejo (+9,7%) e na RA da Madeira (+9,2%), enquanto a RA Açores e o Centro registaram os maiores decréscimos (-16,3% e -8,4%, pela mesma ordem).

Relativamente às dormidas de não residentes, os maiores aumentos continuaram a ocorrer no Alentejo (+6,1%) e no Norte (+5,2%), enquanto o maior decréscimo foi registado no Centro (-9,1%), adianta o INE.

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Roménia sofre ataque de drone russo. NATO pronta a “defender cada centímetro do território aliado”

Von der Leyen também já reagiu a esta incursão de drone russo, que provocou dois feridos na Roménia. E promete um novo pacote de sanções visando Moscovo.

A Roménia, membro da NATO, afirmou esta sexta-feira que um drone russo atingiu um prédio, ferindo duas pessoas, em Galati, uma cidade do sudeste do país durante um ataque russo noturno contra a Ucrânia. A NATO “está pronta para defender cada centímetro do território aliado”, garante Mark Rutte, secretário-geral da Aliança Atlântica. Bucareste apresentou um pedido formal à NATO para o envio de “capacidades adicionais contra drones” para reforçar a defesa do território

Já não é a primeira vez que a Roménia sofre incursões de drones russos. O país, que compartilha uma fronteira terrestre de 650 km com a Ucrânia, desde a invasão já sofreu 28 incursões de drones no seu espaço aéreo, mas é a primeira vez que um drone atingiu uma área densamente povoada causando feridos, segundo informação do Ministério da Defesa romeno, noticia a Reuters.

A ministra dos Negócios Estrangeiros romena, Oana Toiu, classificou o incidente como uma “grave violação do direito internacional” e afirmou que Bucareste “solicitou medidas para acelerar a transferência de capacidades antidrone para a Roménia”. O embaixador russo no país foi ainda convocado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.

O Presidente romeno, Nicusor Dan, já convocou de urgência o Conselho Supremo de Defesa Nacional. “O caráter sem precedentes deste evento exige uma resposta firme, coordenada e proporcionada, aos níveis nacional, aliado e internacional”, justificou a Presidência romena num comunicado citado pelas agências francesa AFP e espanholas EFE e EP. A reunião teve início às 11:00 locais (09:00 em Lisboa), precisou a administração presidencial da Roménia.

O conselho de defesa reuniu-se para “discutir as implicações do incidente mais grave” a atingir o país membro da NATO e da União Europeia (UE) desde o início da invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022.

O incidente resulta do “desprezo sistemático pelo Direito Internacional” por parte de Moscovo e da forma como opera sistemas de armas junto às fronteiras da NATO, indicou o presidente romeno que defendeu a atuação do Exército, esclarecendo que o drone não foi abatido por “não existirem condições que permitissem ser destruído sem o risco de colocar em perigo, de forma significativa, a segurança da população civil”.

Em conferência de imprensa em Bucareste, o vice-comandante das forças armadas, general Gheorghe Maxim, disse que a força militar dispôs de apenas quatro minutos para garantir uma interceção segura dó drone, um tempo “extremamente curto”. “Não existia nenhuma possibilidade realista de o intercetar em total segurança”, explicou, corroborando a informação divulgada pelo Presidente da República.

Face ao incidente, Bucareste apresentou um pedido formal à NATO para o envio de “capacidades adicionais contra drones” para reforçar a defesa do território. Nicusor Dan adiantou ainda que levará o caso ao Conselho de Segurança das Nações Unidas para denunciar as “brutais e reiteradas violações” russas.

Bruxelas e NATO reagem

A Rússia “cruzou mais uma linha”. Foi assim que reagiu ao incidente a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. A responsável, recorde-se, esteve recentemente de visita à Lituânia, depois de várias incursões de drones russos aos países Bálticos.

“Manifestamos nossa total solidariedade à Roménia e ao seu povo. Enquanto continuamos a fortalecer nossa segurança e dissuasão, especialmente em nossa fronteira leste, manteremos a pressão sobre a Rússia. Estamos a preparar um 21º pacote de sanções”, anunciou numa publicação na rede social X.

“A NATO está pronta para defender cada centímetro do território aliado”, garantiu Mark Rutte, secretário-geral da NATO, numa publicação na rede social X.

“Continuaremos a reforçar nossa prontidão para dissuadir e defender-nos contra qualquer ameaça, incluindo drones. O comportamento imprudente da Rússia representa um perigo para todos nós. Eles continuam a atacar civis e infraestruturas civis em toda a Ucrânia. E a noite passada demonstrou, mais uma vez, que as implicações de sua guerra de agressão ilegal não se limitam à fronteira”, disse.

“A guerra da Rússia precisa terminar, assim como seu desrespeito pela segurança civil. Por nossa parte, continuaremos a fortalecer nossa dissuasão e defesa em território nacional e a apoiar a Ucrânia em sua defesa contra a agressão russa”, disse ainda o responsável da NATO.

Zelensky já reagiu a este incidente que atingiu o país vizinho. “É realmente necessário intensificar a pressão sobre a Rússia para que esta guerra não se prolongue ou se agrave. Na noite passada, os russos realizaram um ataque deliberado à nossa região sul – a região de Odessa, que faz fronteira com a Roménia. Este foi mais um ataque cínico contra a infraestrutura civil em nossas cidades e em nossas águas, visando navios porta-contentores civis. Um dos drones — essencialmente um equivalente a um míssil submarino — também atingiu um prédio residencial civil na Roménia”, disse na rede social X, depois partilhar a publicação de Von der Leyen.

 

“Desejamos uma rápida recuperação aos feridos. Estamos prontos para apoiar a Roménia de todas as formas necessárias nestas circunstâncias. Contamos com as novas sanções da União Europeia contra a Rússia para que sejam realmente rigorosas e façam a Rússia sentir que seus ataques representam perdas significativas para o próprio país. Isso seria justo. Agradecemos a todos que estão ajudando a proteger vidas!”, disse ainda.

(Última atualização às 11h58)

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