Grupo Arrow notifica Concorrência sobre aquisição de hotel e casino em Tróia

  • Lusa
  • 18:14

A Flecha Lux, sociedade do grupo Arrow, vai ter o controlo exclusivo da Grano Salis e do Casino Hotel de Tróia.

A sociedade Flecha Lux, do grupo Arrow, notificou a Autoridade da Concorrência (AdC) sobre a aquisição da Grano Salis e da CHT, que detêm o Tróia Design Hotel e o casino do mesmo hotel, de acordo com um comunicado.

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Segundo a AdC, a “operação de concentração consiste na aquisição, pela Flecha Lux S.à.r.l. do controlo exclusivo da Grano Salis – Investimentos Turísticos, jogos e Lazer, S.A. e da CHT – Casino Hotel de Tróia”.

A Concorrência detalhou que a Flecha Lux é uma sociedade do grupo Arrow, que em Portugal, está ativo, “essencialmente, na gestão de créditos vencidos e de cobrança duvidosa e em investimentos imobiliários, na exploração de alojamentos turísticos e de campos de golfe, na produção de pavimentos e revestimentos cerâmicos e na comercialização de mobiliário e equipamentos para a hotelaria”.

Segundo a AdC, na Península de Tróia, “explora ativos de alojamento turístico, marinas e portos de recreio, serviços de transporte marítimo em ferry, bem como concessões de praia e apoios balneares. Integra o grupo TDR, o qual também opera em Portugal as atividades de renting e leasing automóvel”.

Por outro lado, as empresas alvo da operação são sociedades que integram, em conjunto, o complexo turístico e de lazer denominado “Tróia Design Hotel e Casino do Tróia Design Hotel”, na Península de Tróia, Alentejo.

A Grano Salis é uma sociedade ativa na exploração do empreendimento turístico Tróia Design Hotel e titular da concessão de exploração do Casino do Tróia Design Hotel”, indicou, e a CHT é “ativa na exploração hoteleira e de um casino, titular de ativos imobiliários e concessões relacionadas com o complexo Casino Hotel de Tróia”.

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Regulador espanhol autoriza oferta para exclusão da Ercros de bolsa

O regulador do mercado de capitais espanhol autorizou a Bondalti a lançar uma oferta para retirar de bolsa a catalã Ercros.

A Bondalti recebeu luz verde da Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) para lançar a oferta pública para a exclusão da catalã Ercros, detida em 77% pela química portuguesa depois da OPA concretizada este ano.

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O regulador do mercado de capitais espanhol deliberou esta quarta-feira “autorizar a oferta de exclusão de bolsa da Ercros, S.A., apresentada pela Bondalti Ibérica no dia 1 de julho de 2026, por considerar que os seus termos estão em conformidade com as normas em vigor e que o conteúdo do prospeto explicativo apresentado, após as últimas alterações registadas em 17 de julho de 2026, é suficiente”.

A oferta dirige-se a 22,77% das ações da Ercros, admitidas à negociação nas Bolsas de Valores de Madrid, Barcelona, Bilbau e Valência, que não ficaram nas mãos da Bondalti. O preço da oferta é de 3,505 euros por ação, o mesmo da OPA.

“Caso se verifiquem as circunstâncias previstas no artigo 116.º da referida Lei, relativo a aquisições e vendas potestativas, as ações serão excluídas de negociação quando estiver liquidada a última das possíveis operações de aquisição ou venda potestativa, ou quando tiver terminado o prazo para as exigir, em conformidade com o referido artigo e com a legislação aplicável”, assinala CNMV. As datas da operação serão entretanto comunicadas.

A oferta para a exclusão das ações foi aprovada numa assembleia-geral da Ercros, realizada a 30 de junho. “A OPA de exclusão de bolsa da Ercros foi desde o início um objetivo assumido pela Bondalti. A sua concretização, que se materializará independentemente da adesão dos acionistas à venda, porque a Bondalti já controla mais de 77% do capital, permitirá dotar a empresa de uma maior agilidade na tomada de decisões estratégicas, ancorada num modelo de governo em linha com as melhores práticas”, assinalou na altura fonte da empresa ao ECO.

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O que falta saber sobre o novo aeroporto

Quanto vai custar a nova infraestrutura e as novas acessibilidades, como vai ser financiada e quando estará o Luís de Camões a funcionar? São algumas das questões ainda sem resposta definitiva.

A ANA deu mais um passo para a construção do novo aeroporto que vai servir a região de Lisboa com a entrega do Relatório Técnico, que já inclui o projeto de engenharia. A apresentação feita esta quarta-feira pela concessionária e o Governo trouxeram mais alguns dados para cima da mesa, mas se o nome da futura infraestrutura é já certo – Luís de Camões – há ainda muito por definir.

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Qual o custo final do aeroporto?

No Relatório Inicial, divulgado em janeiro de 2025, a ANA avançou com uma estimativa de 8,5 mil milhões de euros. Um valor que teve por base as especificações mínimas definidas no contrato de concessão com o Estado português, assinado em 2012.

A concessionária propôs entretanto alterações a essas especificações mínimas, que na sua maioria foram acolhidas pelo Governo, que permitem poupanças na obra. É o caso das pistas, que em vez de 4.000 metros poderão ter apenas 3.500 metros, ou a redução o número de mangas telescópicas, dado que as companhias low cost preferem o embarque direto em pista. Poupanças que são contrabalançadas pela subida da inflação.

No Relatório Técnico, entregue ao Governo no dia 16 de julho e que já inclui o projeto de engenharia, é apontado um intervalo entre 7,9 e 8,9 mil milhões de euros. Em janeiro de 2027, a ANA terá de entregar um relatório financeiro, que poderá incluir uma estimativa mais afinada, mas o valor final poderá só constar da Candidatura Completa, que tem de ser entregue ao Governo no início de 2028.

E quanto vão custar as acessibilidades?

Lisboa estará ligada ao Luís de Camões através da nova linha ferroviária de Alta Velocidade Lisboa-Madrid, que passará na Terceira Travessia do Tejo (TTT), permitindo ligar o centro da capital ao novo aeroporto em 20 minutos.

Ao todo haverá 250 quilómetros de novas estradas, a que se somará a requalificação de 50 quilómetros de vias existentes, cujo custo global ainda não está definido. A TTT tem um investimento estimado de 3.500 milhões de euros.

Para a desmilitarização do Campo de Tiro de Alcochete, que só deverá estar totalmente terminada em 2032, segundo o calendário do Governo, foi autorizada este ano uma despesa de 4,5 milhões de euros.

Apresentação “Expansão e modernização do sistema aeroportuário nacional: ligar Portugal ao Mundo”, promovida pela ANA – Aeroportos de Portugal | VINCI Airports para fazer o balanço dos últimos investimentos realizados nos vários aeroportos nacionais e apresentação do projeto técnico do Novo Aeroporto de LisboaHugo Amaral/ECO

Como vai ser pago o aeroporto Luís de Camões?

O Governo tem repetido que não haverá um cêntimo de dinheiro do Orçamento do Estado para a construção do aeroporto e que a obra tem de ser financiada pela ANA através de taxas aeroportuárias. No Relatório Inicial, divulgado em janeiro de 2025, a concessionária chegou a propor um aumento das taxas aeroportuárias de 9,8% ao ano no Humberto Delgado, mais a inflação, entre 2026 e 2030. Proposta que foi contestada pelo Governo e pelas companhias aéreas.

Em janeiro do próximo ano, a ANA terá de entregar um relatório financeiro que inclua a solução de financiamento. Segue-se uma negociação com o Governo, que também poderá passar pelo aumento do prazo da concessão (a empresa propôs mais 30 anos) e alterações à partilha de receita. Só depois disso ficará definido como será pago e quanto será cobrado aos utilizadores do aeroporto de Lisboa.

Vai ter luz verde ambiental?

A ANA entregou em janeiro deste ano o Relatório Ambiental do Aeroporto Luís de Camões, que incidiu sobre os recursos hídricos, ruído, sistemas ecológicos, qualidade do ar e saúde das populações. Um documento que, segundo afirmou o ministro das Infraestruturas no Parlamento, “valida” a localização nos concelhos de Benavente e Montijo.

Até ao final do mês de julho a concessionária vai entregar o Estudo de Impacte Ambiental à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), que terá de avaliar a conformidade do projeto e emitir a Declaração de Impacte Ambiental.

O primeiro projeto para um aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete recebeu um parecer favorável condicionado da APA em dezembro de 2010, mas caducou em 2020.

Apresentação “Expansão e modernização do sistema aeroportuário nacional: ligar Portugal ao Mundo”, promovida pela ANA – Aeroportos de Portugal | VINCI Airports para fazer o balanço dos últimos investimentos realizados nos vários aeroportos nacionais e apresentação do projeto técnico do Novo Aeroporto de LisboaHugo Amaral/ECO

Quando estará concluída a construção?

O calendário inicial avançado pela ANA apontava para que o novo aeroporto estivesse a operar em meados de 2037, mas o Governo quer reduzir este prazo. Na timeline do projeto publicada no site do Instituto da Mobilidade e Transportes o calendário é outro: a construção arranca em 2029 e prolonga-se até 2033, segue-se um ano de trabalhos preparatórios, que incluem testes e o comissionamento, e a operação arranca em 2035.

É um calendário indicativo. Dada a dimensão da infraestrutura – o presidente da Vinci Airports afirmou que será a maior em construção na Europa Ocidental – são prováveis atrasos.

Vai mesmo ser a ANA a construir o novo aeroporto?

O processo tem prosseguido sem solavancos, com a ANA a cumprir os prazos previstos para a entrega dos vários relatórios, o que tem sido elogiado pelo Governo. O momento mais difícil da negociação serão as condições financeiras para o pagamento da obra, onde a concessionária e o Executivo têm já verbalizado divergências.

O ministro das Infraestruturas assume que o resgate da concessão é uma possibilidade e que já estão feitas as contas ao custo dessa opção, mas a probabilidade de esta ‘bomba atómica’ ser usada parece remota.

O Humberto Delgado vai mesmo encerrar?

É essa a intenção do atual Governo. Numa resposta enviada ao Parlamento em novembro de 2024, o Ministério das Infraestruturas afirmou expressamente que o Luís de Camões será a solução definitiva, que o Humberto Delgado «será encerrado» e que o terreno será “devolvido aos cidadãos”, podendo ser usado para habitação, espaços verdes, equipamentos culturais e instalações desportivas.

Em setembro de 2025, o Conselho de Ministros aprovou a criação da empresa pública Parque Cidades do Tejo, com a missão de desenvolver projetos estruturantes, incluindo a reconversão da área do atual aeroporto.

Como esta questão só se colocará dentro de vários anos, há sempre o risco de outro Governo decidir de forma diferente. O relatório da Comissão Técnica Independente apontou a possibilidade de a infraestrutura se manter com uma operação reduzida, de caráter mais premium, ou funcionar como um vertiport, para aeronaves mais pequenas que descolam e aterram na vertical.

Imagens preliminares do novo aeroporto de Lisboa divulgadas pela ANA.

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Voos elétricos para a Comporta em estudo

  • ECO
  • 17:55

Uma parceria entre a VIC Properties e a Vertical, especializada em tecnologia aeroespacial, vai avaliar ligações aéreas elétricas ao Pinheirinho, empreendimento que integrará o Six Senses Comporta.

Pinheirinho Comporta

 

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A promotora imobiliária VIC Properties e a Vertical Aerospace, especializada em tecnologia aeroespacial, assinaram um memorando de entendimento para avaliar a introdução de soluções de mobilidade aérea elétrica em Portugal. O projeto começará pelo Pinheirinho Comporta, empreendimento turístico e residencial com uma área de 400 hectares, que terá o Six Senses Comporta como uma das suas principais unidades.

As duas empresas vão estudar a possibilidade de ligar diretamente Lisboa, e outros pontos do país, ao empreendimento, de acordo com um comunicado enviado às redações pela VIC Properties. A propriedade Pinheirinho Comporta encontra-se 133 quilómetros do aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, e a cerca de 100 quilómetros do aeroporto de Beja.

O memorando de entendimento entre as companhias prevê a análise das condições necessárias para receber aeronaves elétricas no Pinheirinho, incluindo infraestruturas de operação e carregamento. A VIC Properties admite que o modelo possa ser posteriormente avaliado noutros projetos do seu portefólio.

“O Pinheirinho está a ser desenvolvido com uma visão de longo prazo: criar uma nova referência para a hospitalidade de luxo e para a experiência residencial na costa atlântica portuguesa”, diz João Cabaça, cofundador e CEO da VIC Properties.

“A parceria com a Vertical Aerospace representa uma extensão natural dessa visão. Estamos convictos de que as novas soluções de mobilidade aérea terão um papel determinante na forma como os destinos de próxima geração serão vividos”, acrescenta.

A Vertical Aerospace está a desenvolver uma aeronave elétrica com capacidade para quatro passageiros. O modelo poderá realizar ligações superiores a 160 quilómetros e atingir uma velocidade máxima de 250 quilómetros por hora.

A Vertical Aerospace está a desenvolver uma aeronave elétrica com capacidade para quatro passageiros e zero emissões. O modelo, batizado com o nome de Valo, poderá realizar ligações superiores a 160 quilómetros e atingir uma velocidade máxima de 250 quilómetros por hora.

 

“Na Vertical, estamos a desenvolver uma nova geração de mobilidade aérea – mais segura, mais sustentável e mais silenciosa –que torna as deslocações mais rápidas, simples e agradáveis. Esta parceria procura explorar de que forma esta nova categoria de transporte aéreo poderá integrar-se de forma harmoniosa no futuro dos destinos turísticos e da hotelaria de luxo, elevando a experiência de quem vive, visita e investe nestes locais”, explica Stuart Simpson, CEO da Vertical Aerospace.

A parceria com a VIC Properties surge depois de a Vertical ter iniciado uma colaboração com a Héli Air Monaco para estudar futuras operações da aeronave VX4 na Riviera Francesa. As ligações em análise incluem destinos como Mónaco, Nice, Cannes e Saint Tropez.

A empresa britânica tem cerca de 1.500 encomendas antecipadas da Valo em quatro continentes. Entre os clientes estão a American Airlines, Avolon, Bristow, GOL e Japan Airlines. Está também a desenvolver uma versão híbrida elétrica.

Os dados do primeiro trimestre de 2026, publicados em maio pela empresa, dizem que neste período a Vertical “concluiu a campanha de ensaios de voo do protótipo para a expansão completa do envelope de voo”. Garantiu ainda “um pacote de financiamento de até 850 milhões de dólares, reforçando a liquidez e criando condições para cumprir os marcos técnicos e operacionais rumo à certificação, tendo angariado 50 milhões de dólares em capital próprio e utilizado 30 milhões de dólares até à data”.

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BAE Systems lança caça não tripulado para reforçar programa de defesa britânico

  • Tiago Martins d'Oliveira
  • 17:47

A britânica BAE Systems revelou o Brontanax, um caça não tripulado que deverá voar em 2027 e integrar o programa soberano do Reino Unido para aeronaves autónomas de combate.

A britânica BAE Systems apresentou um caça não tripulado desenvolvido para operar em conjunto com aeronaves tripuladas, o Brontanax, reforçando a aposta do Reino Unido no desenvolvimento de capacidades autónomas para combate aéreo. O modelo deverá iniciar os primeiros testes de voo em 2027. Segundo o secretário da Defesa britânico, Wes Streeting, o anúncio do programa marca um “momento histórico”.

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“Vamos adotar isso como o nosso demonstrador de conceito operacional e vamos colocá-lo no ar em 2027“, afirmou durante a apresentação do modelo no Farnborough International Airshow, que decorre no Reino Unido, citado pela Reuters.

O novo sistema enquadra-se na categoria dos Collaborative Combat Aircraft (CCA), concebidas para acompanhar caças tripulados em missões de combate, reconhecimento, guerra eletrónica ou ataque, funcionando como multiplicadores de força.

Frequentemente designadas por loyal wingmen, estas aeronaves são apontadas por várias forças aéreas ocidentais como uma das principais apostas para os futuros cenários de conflito, num contexto marcado pela guerra na Ucrânia e pelo aumento das tensões internacionais.

O diretor executivo da BAE Systems, Charles Woodburn, explicou à agência de notícias que a empresa decidiu avançar com o desenvolvimento da plataforma sem financiamento inicial do Governo britânico. “Colocámos o nosso dinheiro onde está a nossa convicção”, afirmou, acrescentando que a empresa identificou antecipadamente o potencial deste mercado e espera assegurar uma primeira encomenda por parte do Reino Unido, seguindo-se clientes europeus e do Médio Oriente.

Desenvolvido em colaboração com a Royal Air Force desde 2022, o Brontanax já dispõe de um protótipo totalmente montado nas instalações da empresa em Warton, no noroeste de Inglaterra. Sem o mesmo otimismo que o secretário da Defesa do Reino Unido, a BAE prevê que a aeronave possa entrar ao serviço até 2030.

A empresa estima que o novo caça não tripulado ofereça entre 70% e 80% das capacidades de um caça convencional, mas por menos de 25% do seu custo, apontando para um preço na ordem dos 25 milhões de dólares por unidade. A plataforma foi concebida com arquitetura aberta e desenho modular, permitindo atualizações de software e integração de novos sistemas ao longo da sua vida útil.

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Fidelidade Assistance vai assistir 17 mil viaturas da Europcar e Goldcar

  • ECO Seguros
  • 17:31

A Fidelidade Assistance vai prestar assistência em viagem às frotas da Europcar e da Goldcar em vários mercados europeus, incluindo Portugal. O contrato abrange cerca de 17 mil viaturas.

A Fidelidade Assistance é a nova responsável pela assistência em viagem das frotas da Europcar e da Goldcar em Portugal e nos restantes mercados europeus onde as duas marcas operam. O contrato abrange cerca de 17 mil viaturas, número que pode chegar às 20 mil nos períodos de maior procura.

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João Casimiro, CEO da Fidelidade Assistance. “Esta parceria reflete o reconhecimento da capacidade da Fidelidade Assistance para assegurar operações de elevada dimensão e complexidade”.

A parceria surge no seguimento de um processo de consulta de mercado lançado pela Europcar Mobility Group, que procurava um operador com capacidade para responder a uma frota de dimensão internacional. A Fidelidade Assistance foi a escolhida, tendo em conta a rede de cobertura da seguradora e a experiência já demonstrada na gestão de assistência a frotas, explicam em comunicado.

Com o acordo, a empresa passa a garantir apoio aos veículos das duas marcas em qualquer país europeu onde estas operem, comprometendo-se com tempos de resposta rápidos sempre que um carro precise de assistência na estrada.

João Casimiro, CEO da Fidelidade Assistance, explica que “esta parceria reflete o reconhecimento da capacidade da Fidelidade Assistance para assegurar operações de elevada dimensão e complexidade, com exigências de resposta permanentes e em múltiplas geografias”.

Já José Marques, Diretor de Operações da Europcar Mobility Group Portugal, afirma que “esta parceria permite-nos elevar o padrão de resposta e assistência, assegurando uma solução rápida, ágil e eficaz perante qualquer imprevisto”.

A Fidelidade Assistance é a seguradora do Grupo Fidelidade especializada em serviços de assistência e proteção jurídica, e conta com uma rede de prestadores que inclui desde médicos, advogados e técnicos a serviços de reboque, transporte de doentes e reparações domésticas.

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Presidente da Agência para o PTRR espera ter parte da equipa constituida até setembro

  • Lusa
  • 17:26

Luís Leite Ramos começou por salientar que a agência foi criada há menos de um mês e que a sua "arquitetura é deliberadamente simples".

O presidente da Agência para o PTRR afirmou esta quarta-feira que a sua equipa contará com sete técnicos superiores, além do próprio e de dois coordenadores, e que espera “ter parte da equipa constituída em final de agosto, princípio de setembro”.

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Naquela que é a sua primeira audição no parlamento como presidente da Agência para o PTRR – Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência, Luís Leite Ramos começou por salientar que a agência foi criada há menos de um mês e que a sua “arquitetura é deliberadamente simples”.

Deste modo, contará com um presidente, dois coordenadores e “sete técnicos superiores que serão recrutados em regime de mobilidade interna” na Administração Pública e que terão “competências nas áreas que são essenciais para o acompanhamento e a monitorização”, explicou o também antigo deputado do PSD, na sua intervenção inicial.

Luís Leite Ramos indicou ainda que a sua “primeira preocupação” foi “instalar a estrutura da agência, recorrendo aos procedimentos de recrutamento dentro da Administração Pública”, processo em que conta com o apoio da Secretaria-Geral do Governo. “E é um trabalho que tem vindo a ser feito”, sublinhou, ainda que reconheça que “todos gostaríamos que fosse muito mais rápido”.

O presidente da Agência para o PTRR assinalou que já foi lançado um concurso para quatro técnicos superiores e que já foram feitas cinco entrevistas, pelo que espera que “seja possível no final de agosto, princípios de setembro, ter já uma parte da equipa constituída”. Para “não criar falsas expectativas”, Luís Leite Ramos salientou ainda que a agência não será responsável pela execução setorial das medidas.

“Essas responsabilidades são diretamente entregues a cada área governativa e, portanto, a agência coordena, monitoriza e articula. Não executa em lugar dos ministérios”, sublinhou. Já na ronda de perguntas dos deputados, o presidente da Agência para o PTRR referiu ainda que o objetivo da agência é “preparar o país” para eventuais catástrofes naturais, na sequência do ‘comboio’ de tempestades que assolaram a região Centro no início do ano.

“O Governo, a certa altura, decidiu que este era o momento de, com as lições que foram aprendidas ao enfrentar desta situação crítica, definir um programa global, abrangente e agregador”, explicou, vincando, que, por isso, o pilar dois se chama “Proteger” e o 3 “Responder”. Luís Leite Ramos referiu ainda que pretende “colocar metas”, ao invés de apenas objetivos ou indicadores.

“As metas têm que ser muito mais, dependendo das situações e do tipo de medida ou da ação, objetivas e têm que traduzir aquilo que se espera em termos de impacto”, rematou.

O PTRR é um plano de investimentos do Governo no valor de 22,6 mil milhões de euros, com a duração de nove anos, e foi criado para responder à catástrofe de inundações e tempestades, ocorrida no início de 2026, e aumentar a resiliência das infraestruturas em todo o território nacional para prevenir eventos futuros.

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Número de eleitores brasileiros em Portugal sobe para 134 mil

  • Lusa
  • 17:09

Lisboa é o maior colégio eleitoral, com o Porto em terceiro, apenas atrás da cidade norte-americana de Boston.

O número de brasileiros recenseados em Portugal para votar nas eleições gerais do Brasil em outubro subiu 66,63% para 134.797, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Nas eleições de 2022, o número de brasileiros recenseados em Portugal cifrava-se em 80.896.

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Para as eleições deste ano – com primeira volta agendada para 04 de outubro e a segunda para 25 do mesmo mês –, Lisboa é o maior colégio eleitoral, com o Porto em terceiro, apenas atrás da cidade norte-americana de Boston. Lisboa registou o maior crescimento de eleitores entre 2022 e 2026: passou de 45,3 mil para mais de 78 mil, num aumento de 74%.

Já o Porto também teve um aumento expressivo, de 58%, passando de 30 mil para 47,6 mil eleitores. Portugal representa 14,67% dos 918,9 mil eleitores brasileiros no exterior, apenas atrás dos Estados Unidos, que representam 28,89% do total. Em declarações à Lusa, o cônsul do Brasil em Lisboa, Alessandro Candeas, assegurou que a diplomacia brasileira está preparada para lidar com o aumento de 66,63% de eleitores, em Portugal, especialmente em Lisboa.

“Desde o ano passado, conseguimos ampliar o número de locais de votação em negociação direta com a Reitoria [da Universidade de Lisboa]: vão ser a Faculdade de Direito, a Faculdade de Letras e a Reitoria da Universidade de Lisboa”, frisou, explicando que os locais de votação passam de um para três.

O diplomata garantiu que já está em marcha todo o trabalho logístico de preparação, de capacitação, de capacitação de voluntários, incluindo reuniões de trabalho com a Câmara Municipal de Lisboa, com os bombeiros, com a polícia, entre outras. “Não tenho nenhuma dúvida de que todo esse esforço vai ser coberto de êxito, porque estamos aqui para assegurar o direito de votar e que é o esteio de toda a nossa democracia”, sublinhou.

Ainda de acordo com os dados do consulado, a grande maioria dos eleitores em Portugal tem entre 25 e 49 anos, sendo que a maioria (57%) são mulheres. Segundo os dados oficiais, 63% dos eleitores recenseados no país têm ou o ensino secundário ou o superior, completo.

Este ano, os eleitores brasileiros vão às urnas escolher políticos para os cargos de Presidente do Brasil, governador, senador, deputado federal e deputado estadual.

O Brasil entrou na segunda-feira numa nova fase da corrida presidencial, na qual 158,7 milhões de eleitores estão aptos a votar, com o início dos congressos partidários destinados a oficializar os candidatos às eleições, numa altura em que as sondagens dão vantagem ao Presidente, Lula da Silva, sobre o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Embora as eleições se apresentem como um duelo entre Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, outros partidos, sobretudo no campo conservador, também irão apresentar os seus candidatos à Presidência, entre os quais Romeu Zema, ex-governador do estado de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado, ex-governador do estado de Goiás.

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Ventura admite comissão de inquérito a mandatos de Luís Neves na PJ

  • Lusa
  • 16:45

O presidente do Chega diz que existem motivos para a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito aos mandatos de Luís Neves à frente da Polícia Judiciária.

O presidente do Chega, André Ventura, considerou esta quarta-feira que existem motivos suficientes para a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito aos mandatos do ministro da Administração Interna, Luís Neves, à frente da Polícia Judiciária. Esta posição foi transmitida aos jornalistas por André Ventura momentos antes de o líder do Chega entrar para uma reunião com a bancada parlamentar e a direção nacional do partido na Assembleia da República.

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Interrogado sobre se, no seu entender, existem motivos para a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito aos mandatos de Luís Neves como diretor nacional da Polícia Judiciária, entre 2018 e 2026, o presidente do Chega respondeu que sim, adiantando que esse será um dos temas da reunião.

Acho que sim, que pode vir a ser o motivo para isso. Acho que temos que ter todos aqui o sentido de responsabilidade, de compreender que há coisas que podem ser evitadas se se tomarem as decisões certas a um determinado momento e evitar que as instituições colidam umas com as outras”, acrescentou.

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, tem estado envolto numa polémica relacionada com obras realizadas numa propriedade sua em Odemira pela empresa Construbarcelos, – anteriormente responsável por obras na PJ, quando era diretor nacional – e com um atrelado apreendido num processo de tráfico de droga, posteriormente encontrado nas instalações da mesma empresa.

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Felipe VI concede máxima condecoração do Estado espanhol a Marcelo Rebelo de Sousa

  • Lusa
  • 16:42

Marcelo Rebelo de Sousa vai receber o Tosão de Ouro e é a sexta pessoa e a primeira personalidade estrangeira a quem Felipe VI concede esta distinção.

O Rei Felipe VI concedeu a mais alta condecoração atribuída pela Casa Real e o Estado espanhol ao ex-presidente da República portuguesa Marcelo Rebelo de Sousa, segundo um decreto publicado esta quarta-feira.

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Marcelo Rebelo de Sousa vai receber o Tosão de Ouro (“Toisón de Oro”, no original), lê-se no decreto de Felipe VI, que teve também o aval do Conselho de Ministros e está assinado tanto pelo Rei de Espanha como pelo primeiro-ministro, Pedro Sánchez.

“Querendo dar relevante testemunho do meu Real apreço por sua excelência Marcelo Nuno Duarte Rebelo de Sousa, ex-Presidente da República Portuguesa, e como demonstração da tradicional amizade entre Portugal e Espanha, ouvido o Conselho de Ministros, venho por este meio nomeá-lo Cavaleiro da Insigne Ordem do Tosão de Ouro”, diz Felipe VI, no texto do decreto.

O ex-Presidente da República de Portugal é a sexta pessoa e a primeira personalidade estrangeira a quem Felipe VI concede esta distinção. O monarca, que assumiu a chefia do estado em junho de 2014, concedeu o Tosão de Ouro, até agora, à filha mais velha e herdeira da Coroa espanhola, Leonor de Borbón, em 2015.

Dez anos mais tarde, em 2025, atribui a condecoração à mãe, a agora rainha emérita Sofía, ao ex-primeiro-ministro de Espanha Felipe González e aos constitucionalistas Miquel Roca i Junyent e Miguel Herrero y Rodríguez de Miñón, dois dos “pais da Constituição” aprovada em 1978 que instituiu a atual monarquia parlamentar e a democracia em Espanha após a ditadura do general Francisco Franco.

A Insigne Ordem do Tosão de Ouro foi criada em 1429 e Marcelo Rebelo de Sousa junta-se a uma lista de 19 nomes de personalidades vivas que têm a distinção que agora lhe concedeu Felipe VI e que, no caso de estrangeiros, inclui, sobretudo, atuais e antigos chefes de Estado.

Marcelo Rebelo de Sousa, que deixou este ano a Presidência da República após uma década, fez a última viagem ao estrangeiro, com caráter oficial, a Espanha, em 19 e 20 de fevereiro. Nessa visita, foi recebido no Palácio Real de Madrid com honras de militares e os Reis de Espanha, Felipe VI e Letizia, ofereceram um almoço em honra de Marcelo Rebelo de Sousa que contou com uma centena de convidados e em que esteve também Pedro Sánchez.

Felipe VI e Marcelo Rebelo de Sousa assumiram nesse almoço uma relação pessoal próxima construída na década em que os dois foram em simultâneo chefes de Estado e se cruzaram dezenas de vezes “um pouco por todo o mundo”, nas palavras do ex-presidente português.

A proximidade entre os dois e as boas relações entre Portugal e Espanha levou também a que a primeira viagem ao estrangeiro sozinha da princesa Leonor tivesse sido a Portugal, em 2024, quando cumpriu 18 anos e alcançou a maioridade, tendo então sido recebida e acompanhada na visita a Lisboa por Marcelo Rebelo de Sousa.

O ex-Presidente recebeu ainda no Palácio de Belém a filha mais nova dos Reis de Espanha, Sofía de Borbón, no ano passado, quando a infanta estudou numa universidade da capital portuguesa. No discurso de 20 de fevereiro no Palácio Real de Madrid, Felipe VI agradeceu a Marcelo Rebelo de Sousa “a energia, inteligência, sabedoria e coração” que dedicou às relações luso-espanholas nos dez anos como chefe de Estado.

“Mas saiba, caro Presidente, que entre nós não se trata de uma despedida, mas sim do início de uma nova etapa, também de profunda e respeitosa amizade pessoal”, sublinhou Felipe VI, que se referiu a Marcelo Rebelo de Sousa como “professor Marcelo” e “queridíssimo amigo”, depois de ter quebrado o protocolo à chegada do então Presidente da República ao Palácio Real de Madrid quando o recebeu com um abraço.

Já o ex-Presidente da República portuguesa disse, no mesmo dia, que “Espanha é especial”.

“Somos sempre bem recebidos em todas as visitas, mas Espanha, bom, Espanha é Espanha, Espanha é especial. Espanha foi e permanece para Portugal e para os portugueses um caso único de afetos, cumplicidades, memórias, partilhas. São séculos de história comum entre estados e povos. Somos família”, disse.

“Enquanto servi como Presidente da República portuguesa, Espanha ocupou sempre um lugar cimeiro na minha agenda e no meu afeto”, realçou Marcelo Rebelo de Sousa, que viajou mais de 15 vezes ao país vizinho em dez anos como chefe de Estado.

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“Quando acontece o sinistro, é preciso gerir logo expectativas”

  • Carolina Neves Carvalho
  • 16:32

A subavaliação de capitais seguros dificulta a reconstrução após um sinistro. Pedro Athouguia, da Concentra, explicou que coberturas mais robustas podem reduzir conflitos. Assista aqui à talk.

Pedro Athouguia, Head of Broking, Specialties & Claims na Concentra, foi o orador da talk “O desafio da sub-avaliação de capitais seguros: Reconstruir bem ou barato?”, no Fórum Nacional de Seguros 2026.

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Pedro Athouguia, Head of Broking, Specialties & Claims na Concentra. “Hoje em dia, a reconstrução pode ser feita de forma muito mais expedita, e eventualmente com custos mais baixos”.

Athouguia começou por sublinhar a importância de negociar coberturas suficientemente amplas logo na fase da contratação. “Tenta-se cada vez mais que a robustez dos termos negociados com as corretoras seja suficientemente ampla para dar a cobertura aos clientes. Depois, quando acontecem os sinistros, é preciso começar logo pela gestão das expectativas. Há toda uma gestão que é necessário fazer para não haver depois uma disparidade muito grande entre o que o cliente espera e aquilo que a seguradora está disposta a pagar“, explicou.

Quanto à fase de reconstrução, o responsável admite que é sempre a etapa mais complexa do processo, mas destaca uma ferramenta que pode ajudar a resolver disputas de valor. “No caso do multirriscos habitação, diria que o tema pode ser sanado com o simulador que a Associação Portuguesa de Seguradores (APS) disponibiliza para esse efeito. Com a introdução de um conjunto de dados, é possível extrair um valor de reconstrução à data, e teoricamente nenhuma seguradora poderá desafiar esse valor“, afirmou.

Athouguia deixou ainda uma nota sobre as novas metodologias construtivas disponíveis no mercado. “Hoje em dia, a reconstrução pode ser feita de forma muito mais expedita, e eventualmente com custos mais baixos, com várias metodologias construtivas que já existem no mercado. Mas, para isso ser validado e indemnizado pela seguradora, tem de haver um clausulado que permita essa transposição.”

Veja aqui, na íntegra, a talk com Pedro Athouguia, Head of Broking, Specialties & Claims na Concentra.

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Mau tempo: Operadores de emergência da Região de Leiria sem receber parte de horas extra

  • Lusa
  • 16:30

Operadores de telecomunicações da Região de Leiria continuam sem receber parte do valor das horas extraordinárias que fizeram na sequência da depressão Kristin, denuncia sindicato.

“A ANEPC [Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil] assume a necessidade de trabalho suplementar, mas depois não quer pagar ou demora a pagar”, declarou à agência Lusa o presidente do Sindicato Independente dos Trabalhadores da Floresta, Ambiente e Proteção Civil (SinFAP). Segundo Alexandre Carvalho, estão em causa montantes de “centenas de euros” por operador de telecomunicações de emergência do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Leiria.

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O dirigente do SinFAP explicou que quando o trabalho suplementar excede 60% do salário tem de haver autorização para pagamento do respetivo valor das horas extraordinárias, o que ainda não sucedeu relativamente a operadores de telecomunicações de emergência da Região de Leiria.

Alexandre Carvalho adiantou ter indicação do Ministério da Administração Interna de que a alteração do diploma, que limita o pagamento do trabalho suplementar além dos 60% do salário, está na Presidência do Conselho de Ministros para aprovação.

O rasto de destruição em Vieira de Leiria, junto à estrada marginal.Hugo Amaral/ECO

À Lusa, uma funcionária do Comando Sub-regional da Região de Leiria lamentou a “falta de reconhecimento pelo trabalho que os operadores desenvolveram para manter a resposta operacional perante a tragédia que assolou a Região de Leiria”, a depressão Kristin, em 28 de janeiro deste ano.

“Mesmo considerando o número de operadores — nove — nunca foi colocada em causa a prontidão, para manter a sala de operações em funcionamento“, disse esta funcionária, destacando que alguns dos operadores deixaram as suas casas com danos para irem trabalhar.

A mesma fonte referiu que “uma sala [de operações] que devia contar com um efetivo de 15 operadores de telecomunicações de emergência tem apenas nove, e foram estes nove que asseguraram a continuidade do trabalho nos dias seguintes após a depressão Kristin”, há praticamente seis meses.

Questionada pela Lusa, a ANEPC referiu que, “relativamente aos valores reclamados por alguns trabalhadores, respeitantes a trabalho suplementar prestado no âmbito das operações de proteção e socorro”, foi pago “trabalho suplementar remunerável em estrito cumprimento do regime jurídico aplicável aos trabalhadores da Administração Pública e dos limites legalmente estabelecidos”.

As situações identificadas reportam-se a casos pontuais em que o trabalho suplementar prestado ultrapassou os limites remuneratórios legalmente previstos“, observou, reconhecendo que, “nestes casos, a ANEPC não dispõe de competência para autorizar ou processar pagamentos para além desses limites sem o respetivo enquadramento legal e sem as autorizações legalmente exigidas”.

A ANEPC garantiu que “continua a desenvolver as diligências legalmente admissíveis com vista à apreciação destas situações e à identificação das soluções juridicamente adequadas que permitam o respetivo enquadramento, reiterando o seu compromisso com o cumprimento da legalidade, a transparência da sua atuação e a salvaguarda dos direitos dos seus trabalhadores”.

A Região de Leiria, a mais afetada pela depressão Kristin, integra os concelhos de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.

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