Farfetch abre 36 vagas para programa de estágios remunerados em Lisboa, Porto e Braga

As candidaturas estão abertas até ao próximo dia 30 de junho e podem ser feitas através do site da própria empresa. Já os estágios, em Lisboa, Porto e Braga, têm a duração de seis meses.

Vem aí mais uma edição do programa de estágios remunerados PLUG-IN da Farfetch. A plataforma da indústria da moda de luxo vai lançar, ainda este ano, um total de 36 vagas para recém-graduados nas áreas de tecnologia e de produto. As candidaturas estão abertas até ao próximo dia 30 de junho, avança a empresa em comunicado.

Dentro da área da tecnologia, a empresa liderada por José Neves está a recrutar para funções de information systems, security, architecture, infrastructure e engineering, enquanto as vagas para a área de produtos dizem respeito a product design, back office products, product general, product analytics e product data science.

As candidaturas àquela que é já a quarta edição do PLUG-IN terminam no final de junho e podem ser feitas através do site da empresa. Os estágios, com a duração de seis meses, têm início marcado para setembro nos escritórios da Farfetch em Lisboa, Porto e Braga. De acordo com a empresa, será meio ano de “contexto real de desenvolvimento de projetos, com um acompanhamento muito próximo de especialistas de diversas áreas da Farfetch”.

Para além da fase de avaliação inicial, da qual faz parte a análise de perfil e uma primeira entrevista, este ano, “o processo de seleção inclui um hackathon, um evento de um dia, em formato de design thinking sprint, que será realizado nos escritórios no Porto e em Lisboa, e nos qual os candidatos terão de dar resposta a desafios técnicos”, explica a Farterch.

O CTO da Farfetch diz que os seis meses de estágio são uma “oportunidade de aprender com mentores, integrar equipas internacionais, desenvolver competências técnicas e, ao mesmo tempo, passar por experiências pessoais muito ricas”.Farfetch

Olhando para as três edições anteriores do programa de estágios, 104 dos trainees que participaram ficaram a trabalhar na Farfetch. “É uma taxa de sucesso de 95% e estamos a falar de um programa intensivo, exigente e tecnicamente muito desafiante”, afirma Ana Sousa, vice-presidente dos recursos humanos da empresa.

Cipriano Sousa, CTO da Farfetch, refere, ainda, que o programa PLUG-IN dá aos participantes “a possibilidade de sair da universidade e entrar diretamente numa experiência profissional, na qual têm a oportunidade de ser desafiados, aprender e participar no desenvolvimento de uma plataforma tecnológica verdadeiramente global”.

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Tensões comerciais sem fim à vista preocupam investidores. Nasdaq cai mais de 1%

Os investidores temem a retaliação da China pelas sanções impostas pelos EUA a empresas tecnológicas. Os índices de referência registam perdas de 1%.

Wall Street prolonga as perdas da última sessão, enquanto persistem os medos em torno da guerra comercial. Com a Huawei na “lista negra” das exportações dos EUA e outras empresas chinesas na mira para sanções semelhantes, os investidores estão preocupados com a retaliação da China. Os índices registam quedas próximas de 1% no arranque desta sessão.

O Nasdaq é dos índices mais penalizados com estas restrições, que são impostas sobre empresas tecnológicas. Recua 1,14% para os 7.662,87 pontos, com cotadas como a Apple a cair 1,54% para os 179,96 dólares. A Alphabet, dona da Google, e a Amazon não escapam. Descem 0,68% e 1,12%, respetivamente.

“Isto já evoluiu para uma guerra comercial mais ampla. Inicialmente, tratavam-se de tarifas e retaliações, agora estamos a falar sobre banir empresas e as perspetivas a curto prazo não parecem muito favoráveis”, aponta Scott Brown, economista-chefe da Raymond James, à Reuters (acesso livre).

As cotadas mais expostas às tensões comerciais registam também quedas, desempenhos que pressionam os índices. A Boeing, uma das maiores exportadoras dos Estados Unidos, recua 2,56% para os 343,66 dólares, e a multinacional Caterpillar desliza 1,17% para os 122,12 dólares.

Perante estas incertezas, o industrial Dow Jones derrapa 0,96% para os 25.530,24 pontos, enquanto o S&P 500 cai 0,86% para os 2.831,61 pontos.

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Regulador mudou. Apetro ataca aumento de custos para as petrolíferas

  • Lusa
  • 23 Maio 2019

Transferência de competências de regulação dos combustíveis para a ERSE "não devia implicar a necessidade de um custo adicional", diz a associação que representa as petrolíferas.

A Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (Apetro) afirma que a transferência de competências de regulação dos combustíveis para a ERSE “não devia implicar a necessidade de um custo adicional”, que é suportado pelas empresas desde sábado.

“Quando se transferem competências da ENMC [Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis] para a ERSE [Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos] na realidade não devia implicar a necessidade de um custo adicional, porque se cada vez que a administração pública decide fazer transferências de competências de um órgão para o outro cria taxas adicionais para financiar”, afirmou o secretário-geral da Apetro, António Comprido, num encontro com jornalistas.

De acordo com o diploma publicado na sexta-feira em Diário da República, o financiamento da nova atividade da ERSE “advirá da cobrança de uma contribuição regulatória, com periodicidade trimestral, às entidades que introduzam produtos de petróleo, nomeadamente gasolinas, gasóleos e gases de petróleo liquefeito no mercado nacional”, calculado com base nas quantidades de petróleo introduzidas no mercado nacional no trimestre anterior, em toneladas.

A contribuição sobre a gasolina é de 0,129 euros por tonelada ou fração, no caso do gasóleo é de 0,121 euros por tonelada ou fração e para os gases de petróleo de 0,131 euros por tonelada ou fração.

De acordo com as contas feitas pela Apetro “nas costas de um envelope”, a nova contribuição – com base nos consumos de 2018 – representa cerca de 700 mil de euros, mas António Comprido admite que possa atingir um valor superior.

“É um custo novo [para as empresas]. Em termos relativos unitários, por litro, é um valor muito pequenino. Dará menos de uma décima de cêntimo o impacto. Em termos de custo de produto vai representar um acréscimo, mas que em termos unitário é muito pouco significativo”, refere António Comprido.

Já sobre o novo modelo de regulação, o secretário-geral da Apetro disse que “não é normal que a indústria dos combustíveis esteja debaixo da mesma tutela da eletricidade e do gás natural”, mas a associação diz que “aceita” a decisão política.

Para o responsável, “o mérito principal que este novo arranjo tem é o de ter clarificado quem regula, quem fiscaliza e quem licencia, em linhas muito simples. Temos uma DGEG [Direção Geral de Energia e Geologia] que licencia, uma ENSE [Entidade Nacional para o Setor Energético, ex-ENMC] que fiscaliza e uma ERSE que regulamenta”.

“As coisas ficam mais arrumadas”, lançou, mas “para os operadores é muito mais complicado, porque têm que lidar com três entidades em vez de só com uma”.

“As interfaces nem sempre estão claramente definidas e há algumas lacunas, mas isso – quero acreditar – que com o tempo vão mudando”, acrescentou.

O modelo de financiamento da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) para alargar a sua área de atuação aos combustíveis e gás de botija entrou em vigor no sábado e prevê uma contribuição a pagar pelas entidades do setor.

A Apetro reúne as principais empresas petrolíferas que atuam no mercado português.

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Altice garante que segurança da rede SIRESP não será posta em causa

  • Lusa
  • 23 Maio 2019

Alexandre Fonseca, presidente da Altice Portugal, recusou falar como acionista e remeteu as perguntas sobre a negociação relativamente ao SIRESP para o Governo.

O presidente da Altice Portugal, Alexandre Fonseca, garante que a segurança na rede do Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) não será posta em causa, apesar da negociação que ainda decorre com o Governo.

“No que depende da Altice Portugal com certeza que tudo faremos para garantir, também no âmbito da nossa prestação de serviços à SIRESP, todas as condições de segurança que são possíveis nesta rede, que aliás sempre esteve à altura das expectativas que estavam criadas”, afirmou.

Alexandre Fonseca falava na Covilhã, distrito de Castelo Branco, à margem da cerimónia de inauguração do projeto de infraestruturação em fibra ótica de nova geração que abrange seis concelhos da zona da serra da Estrela.

Questionado pelos jornalistas sobre o processo negocial que decorre no âmbito do SIRESP, Alexandre Fonseca recusou falar como acionista e remeteu as perguntas sobre a negociação para o Governo.

Já na qualidade de representante do fornecedor tecnológico deste sistema, e apesar de estar em causa uma empresa 100% privada, sublinhou que a Altice Portugal “reconhece a importância do serviço que presta e da natureza quase pública de alguns serviços”.

“Nessa perspetiva e no que depender da Altice Portugal, [a empresa] nunca deixará que os portugueses fiquem em situações de insegurança por serviços que estejam à nossa guarda ou que estejam a ser prestados por nós”, referiu.

O Governo “tem prosseguido negociações regulares com os acionistas privados” do SIRESP, sendo que, no dia 15 de maio, o ministro da Administração Interna manifestou confiança de que seja encontrada uma “solução nos próximos dias” para essas negociações.

A informação chegou depois de o primeiro-ministro, António Costa, ter afirmado em plenário da Assembleia da República que o objeto da negociação que está em curso poderá passar pela aquisição da posição acionista por parte do Estado no SIRESP.

A SIRESP é detida em 52,1% pela PT Móveis (Altice Portugal), 33% pela Parvalorem (Estado) e 14,9% pela Motorola Solutions.

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BCE arrasa reforma da supervisão de Centeno. Leia aqui o parecer

São várias as críticas do BCE à proposta da reforma da supervisão financeira em Portugal. Desde logo, porque poderá criar pressão política extra sobre o governador do Banco de Portugal.

O Banco Central Europeu (BCE) já tem parecer sobre a proposta sobre a reforma da supervisão financeira. E a avaliação está longe de ser positiva, com a instituição a deixar uma longa lista de reparos às mudanças que se pretende introduzir na arquitetura de supervisão do sistema financeiro em Portugal. E fá-lo desde logo porque em muitos casos vai contra as próprias regras europeias, como é o caso da nomeação e exoneração do governador do Banco de Portugal, que passa a estar sobre “pressão adicional” com o novo enquadramento legal, segundo o BCE.

A reforma da supervisão foi lançada em 2017 por Mário Centeno e o projeto legislativo está agora nas mãos do Parlamento.

Entre outros, a proposta prevê a criação do Conselho Nacional dos Supervisores, que ficará com a competência macroprudencial até agora nas mãos do Banco de Portugal, autonomiza a autoridade de resolução, que também está atualmente na esfera do banco central português. Traz também mudanças no processo de designação e afastamento do governador do Banco de Portugal. E é aqui que começam as primeiras dúvidas do BCE.

O BCE foi o último a pronunciar-se sobre o tema e o parecer não é vinculativo. Já antes, Banco de Portugal, Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e Autoridade de Supervisão dos Seguros e Fundos de Pensões (ASF) também já criticado a proposta.

Dúvidas em torno do governador do Banco de Portugal

Os reparos começam logo em torno da figura do governador do Banco de Portugal, nomeadamente quanto à duração do mandato.

A proposta do Governo estabelece um mandato de sete anos, “superior à duração mínima de cinco anos exigida” pelos estatutos do Sistema Europeu dos Banco Centrais. Mas a “disposição relativa à designação do governador de entre um dos membros do conselho de administração do Banco de Portugal durante o seu mandato não é compatível com os estatutos do Sistema Europeu dos Bancos Centrais”, refere o BCE no parecer a que o ECO teve acesso e que foi inicialmente divulgado pelo Observador (acesso livre).

Logo a seguir explica: “Dado que o período remanescente da duração inicial do mandato do antigo membro do conselho de administração do Banco de Portugal (designado como governador) pode ser inferior a cinco anos, a duração mínima do mandato prescrita pelos estatutos do Sistema Europeu dos Bancos Centrais não seria respeitada. Em consequência, (…) a proposta de lei tem de ser alterada para garantir que a duração do mandato não pode ser inferior a cinco anos”.

As observações do BCE sobre o governador do Banco de Portugal são ainda mais longas quando analisa as mudanças no processo de exoneração e nomeação.

A proposta do Governo procede a algumas alterações neste capítulo, mas a autoridade europeia diz que não se pode ir além do que as regras dos bancos centrais já estabelecem.

“Um governador só pode ser exonerado se ‘deixar de preencher os requisitos necessários ao exercício das [suas funções] ou se tiver cometido falta grave’. O BCE é da opinião que os conceitos subjacentes às circunstâncias em que um governador pode ser exonerado são conceitos autónomos do direito da União, cuja aplicação e interpretação não dependem de um contexto nacional”, diz BCE.

A proposta deixa em aberto a possibilidade de a nomeação do governador ter de ser confirmada por um recém-eleito Governo nos casos em que essa eleição tenha ocorrido nos últimos seis meses do mandato anterior. O BCE nota que “a falta dessa confirmação produziria efeitos equivalentes à exoneração do governador com um fundamento diferente dos previstos no artigo 14.º-2 dos Estatutos do Sistema Europeu de Bancos Centrais [o que estabelece os motivos para a exoneração], em especial dado que, nesses casos, o desiderato de salvaguardar a liberdade do governador face a influência política deixaria de poder ser alcançado”.

Por outro lado, uma vez que também a Assembleia da República poderá propor ao Conselho de Ministros a cessação do mandato do governador, algo que está dentro dos estatutos do Sistema Europeu dos Bancos Centrais, “esta disposição pode criar um nível suplementar de pressão política sobre o exercício das responsabilidades do governador”.

Uma última crítica do BCE que precisa de clarificação: “A Lei Orgânica do Banco de Portugal é incompatível com os Estatutos do Sistema Europeu dos Bancos Centrais, na medida em que prevê que o mandato do governador pode cessar em caso de fusão ou cisão do Banco de Portugal. Independentemente de o Banco de Portugal ser objeto de um processo de reestruturação, o governador só pode ser exonerado se deixar de preencher os requisitos necessários ao exercício das suas funções ou se tiver cometido falta grave.

Financiamento da Autoridade da Concorrência é ilegal

O Banco de Portugal já tinha alertado e o BCE volta a tocar no ponto: ter o supervisor bancário a financiar a Autoridade da Concorrência não é legal.

“No que diz respeito ao Banco de Portugal, os limites decorrentes da proibição de financiamento monetário prevista no artigo 123.º, n.º 1, Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia devem ser tidos em conta na conceção do novo quadro institucional do sistema de supervisão financeira em Portugal”, começa por alertar o supervisor. “O BCE tem afirmado repetidamente que a legislação nacional não pode exigir que um banco central nacional financie o exercício de funções do setor público, uma vez que tal teria um efeito equivalente a uma concessão de crédito”, contextualiza.

E conclui: “O projetado financiamento da Autoridade da Concorrência pelo Banco de Portugal seria incompatível com a proibição de financiamento monetário (…), que, entre outros aspetos, proíbe a concessão de créditos, sob a forma de descobertos ou sob qualquer outra forma, por um banco central nacional a favor do setor público”.

BCE quer manter política macroprudencial no Banco de Portugal

Em relação às atribuições do Conselho Nacional de Supervisores Financeiros, o BCE diz que a proposta de lei não é clara em “matéria de coordenação das respostas a pedidos de entidades nacionais e estrangeiras, bem como de organizações internacionais”.

“O impacto deste poder deve ser avaliado cuidadosamente porque se todos os pedidos tiverem de ser endereçados ao CNSF e coordenados por esta entidade, essa situação pode causar um atraso considerável na capacidade do Banco de Portugal de responder enquanto autoridade nacional competente no contexto do Mecanismo Único de Supervisão”, alerta o BCE.

Também há reticências na transferência das competências macroprudenciais do Banco de Portugal para o Conselho Nacional de Supervisores Financeiros. O BCE preferia mantê-las na esfera do banco central por uma questão de eficiência.

Tendo em conta que o mercado português é relativamente pequeno, explica o BCE, “existem argumentos, de uma perspetiva de eficiência e de sinergias, a favor da concentração das responsabilidades de supervisão e macroprudenciais numa única autoridade”.

“Apesar do facto de a proposta de lei prever que o governador do Banco de Portugal dirija as discussões sobre matérias macroprudenciais durante as reuniões do conselho de administração do CNSF, tendo em conta que o Banco de Portugal só teria dois representantes no conselho de administração do CNSF, parece duvidoso que Banco de Portugal mantenha um papel de primeiro plano em matéria de política macroprudencial”, salienta a instituição.

Autoridade de Resolução também deixa dúvidas

O BCE deixa para o final da sua análise os seus comentários em relação à Autoridade de Resolução, que passa a ser um organismo autónomo do Banco de Portugal com a proposta do Governo. E também aqui há reservas.

“Dado que o Banco de Portugal assumiria a liderança do planeamento da resolução e a autoridade de resolução seria responsável pela execução das ferramentas de resolução, seria importante existir um entendimento comum sobre o plano de resolução, considerando também que existe risco para a reputação do Banco de Portugal caso a execução dos planos de resolução pela autoridade de resolução não seja bem-sucedida“, diz o BCE.

(Notícia atualizada às 16h37 com mais informação)

Leia aqui na íntegra o parecer do BCE

 

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Para os amantes das viagens há o Geographia

O restaurante é um tributo à cultura, gastronomia, e em especial, à língua portuguesa.

Tem por base um conceito simples, servir em Lisboa comida que fala português. Mas o Geographia é muito mais do que um simples restaurante. Convida a uma viagem através de uma seleção de pratos, de ingredientes e de técnicas culinárias que evocam a fusão de culturas e tradições dos portugueses com o mundo. A própria marca, com a grafia antiga, remete para a época em que Portugal estabelecia relações diplomáticas, económicas, políticas, sociais e comerciais pelos quatro cantos do mundo.

Entre três bairros tradicionais de Lisboa — Lapa, as Janelas Verdes e Santos –, é um lugar pensado para celebrar a lusofonia e projetado por três sócios Ruben Obadia, antigo jornalista, Miguel Júdice, empresário com diversos negócios em Portugal como o Naked (em Lisboa) ou a Quinta das Lágrimas (em Coimbra), e Lucyna Szymanska, responsável de uma agência de modelos na Polónia, a D’Vision.

“A ideia do Geographia nasceu de uma paixão combinada da paixão pelas viagens, a sedução pela antropologia e o interesse pela história de Portugal, nomeadamente da nossa epopeia marítima. Junta-se a isto o amor à comida e aos sabores de uma forma geral. Quando conseguimos o espaço começámos a pensar o que fazia sentido naquele local e que Lisboa ainda não tivesse; queríamos apresentar uma proposta de valor diferente, acrescentar algo. E assim surgiu o conceito do Geografia, uma cozinha de fusão que fala português”, explica Ruben Obadia, um dos sócios.

A marca é reconhecida também pela imagem, um desenho de Albrecht Dürer do rinoceronte Ulisses, um símbolo do cruzamento de culturas de expressão portuguesa. Como conta Ruben Obadia, “o animal foi oferecido pelo Sultão do Gujarat ao governador da Índia portuguesa, Afonso de Albuquerque, que o enviou, depois, ao rei Dom Manuel I. Decorria o ano de 1515 e o rei, como forma de manter as concessões papais de posse exclusiva das novas terras que as forças navais exploravam no Extremo Oriente, decidiu oferecer o rinoceronte ao papa Leão X”, recorda o sócio.

“Não direi que o nosso conceito seja global, mas pode ser globalizado. Facilmente vejo um Geographia a abrir em Macau ou em São Paulo. O que nos une é o amor à comida e uma história universal de sabores que queremos partilhar com o mundo”, acrescenta Ruben Obadia.

Da cozinha — com origem e influencias vindas de Angola, Brasil, Cabo Verde, Goa, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste — ao ambiente tudo remete para o mundo das viagens e descobertas, até a música tem a curadoria da empresa especializada em marketing sensorial, Mufyn, e acompanha cada almoço ou jantar num tom próprio.

E todos os meses, as viagens são o mote para um Jantar de Viajantes que se reúnem em mesas compridas para partilhar sabores de outras paragens desenvolvidos para ouvir e contar histórias. O último foi sobre Israel e teve como convidado, ou seja, como contador de histórias, Isaac Assor, que ao longo da noite partilhou curiosidades sobre o destino. “Julgo que vamos já na quinta ou sexta edição dos Jantares dos Viajantes. Há uns mais conseguidos do que outros. Para que resulte em pleno, temos não só de ter um bom menu adaptado mas um convidado que, mais do que especialista de um determinado destino, tem de ser um bom comunicador”.

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Governo britânico adia publicação da proposta de lei para o Brexit

  • Lusa
  • 23 Maio 2019

O Governo britânico adiou a publicação da nova proposta de lei para o Brexit, inicialmente prevista para sexta-feira, para que fosse votada na semana que se inicia a 3 de junho. 

O Governo britânico adiou a publicação da nova proposta de lei para o Brexit, inicialmente prevista para sexta-feira para que fosse votada na semana que se inicia a 3 de junho. A proposta de lei não consta do programa legislativo anunciado esta quinta-feira pelo Governo da primeira-ministra Theresa May aos deputados.

“Informaremos a câmara sobre a publicação e a introdução da proposta de lei sobre o acordo de saída depois da pausa parlamentar”, até 4 de junho, afirmou o representante do executivo Mark Spencer aos deputados. A proposta define os termos da saída do Reino Unido da União Europeia (UE) e May assegura que é “a última oportunidade” de garantir uma saída ordenada.

A primeira-ministra está sob intensa pressão para se demitir devido à dificuldade em apresentar um plano satisfatório para fazer o Reino Unido sair da UE. A pressão agravou-se na quarta-feira com a demissão da ministra dos Assuntos Parlamentares, Andrea Leadsom, eurocética e pró-Brexit. Leadsom justificou a demissão afirmando “já não acreditar” que o Governo esteja em condições de concretizar o resultado do referendo de junho de 2016 que ditou o Brexit.

O adiamento hoje anunciado ocorre no mesmo dia em que o Reino Unido realiza eleições para o Parlamento Europeu (PE), um escrutínio em que os conservadores deverão registar uma perda acentuada de votos.

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Estivadores do porto de Setúbal aprovam novo contrato coletivo de trabalho

  • Lusa
  • 23 Maio 2019

Segundo o presidente do Sindicato dos Estivadores e Atividade Logística (SEAL), trata-se de um acordo "vantajoso para os trabalhadores” e que irá contribuir para a paz social no porto.

Os estivadores do porto de Setúbal aprovaram esta quinta-feira, por unanimidade, o acordo do novo contrato coletivo de trabalho negociado entre o sindicato e as entidades patronais.

Segundo o presidente do Sindicato dos Estivadores e Atividade Logística (SEAL), António Mariano, trata-se de um acordo “vantajoso para os trabalhadores” e que irá contribuir para a paz social no porto de Setúbal desde que “as entidades patronais cumpram o que foi acordado”.

Questionado pela Lusa, António Mariano disse que, desde que os patrões cumpram, “a única situação que poderá provocar algum conflito laboral será uma eventual forma de luta em solidariedade com trabalhadores de outros portos nacionais”, lembrando que, neste momento, há um conflito no porto da Figueira da Foz, com perseguição e discriminação a alguns estivadores filiados no SEAL.

António Mariano assegurou, no entanto, que, da parte do sindicato, existirá sempre “total disponibilidade” para resolver qualquer diferendo pela via negocial, face à confiança que se estabeleceu entre as partes durante o processo negocial, sob mediação do Governo.

A paz social em Setúbal fica assegurada não só pelo teor do novo Contrato Coletivo, mas também pelas relações de lealdade e confiança mútua que, no decurso da negociação, foram criadas entre todos aqueles que estiveram presentes nas negociações, incluindo o próprio mediador, tendo tal circunstância sido essencial quer para o bom resultado da negociação, quer para a criação de um bom clima de relacionamento institucional futuro entre as partes, associações e sindicato.

No que respeita ao porto de Setúbal, o contrato coletivo de trabalho alcançado hoje de madrugada, para além da integração nos quadros dos operadores portuários de 56 trabalhadores — que já tinha sido assegurando em dezembro de 2018 –, garante também o direito a um turno diário aos cerca de 80 trabalhadores eventuais que não foram integrados nos quadros de pessoal nos diferentes operadores portuários de Setúbal.

De acordo com o referido Contrato Coletivo de Trabalho, estes 80 trabalhadores terão o direito de fazer um turno de trabalho diário, desde que o volume de trabalho portuário o justifique, antes que qualquer outro trabalhador seja convocado para trabalho extraordinário, para além de terem prioridade na eventual integração futura nos quadros de pessoal dos diferentes portuários.

Em termos salariais, está prevista uma atualização anual dos vencimentos equivalente à taxa de inflação de cada ano, acrescida de 1,3%, ao longo dos próximos seis anos, período de vigência do Contrato Coletivo de Trabalho assinado hoje entre o sindicato e as associações patronais do porto de Setúbal. De referir ainda que os trabalhadores eventuais que foram integrados nos quadros de pessoal dos operadores portuários, vão ter um vencimento ilíquido próximo dos 1.400 euros mensais, valor superior ao que recebiam anteriormente (pouco mais de 900 euros) por um turno de trabalho diário durante um mês.

Em dezembro do ano passado, quando foi celebrado o acordo que viabilizou o regresso ao trabalho dos trabalhadores eventuais do porto de Setúbal que paralisaram a atividade portuária durante um mês, tinha sido acordado um prazo para negociação de um contrato coletivo de trabalho, prazo esse que foi prorrogado várias vezes e que culminou com esta última ronda.

Na origem do conflito esteve a situação de precariedade de cerca de 90% dos estivadores do porto de Setúbal, contratados ao turno e sem quaisquer regalias sociais durante mais de duas décadas. A recusa dos estivadores contratados à jorna em se apresentarem ao trabalho, no final de novembro do ano passado, provocou atrasos significativos nas exportações de algumas das maiores empresas da região e do país, designadamente da fábrica de automóveis da Autoeuropa.

(Notícia atualizada às 16h23 com mais informação)

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Lesados do BES com mais 15 dias para reclamar investimentos perdidos

  • Lusa
  • 23 Maio 2019

À semelhança do que aconteceu com os lesados do Banif, o prazo para reclamar os investimentos perdidos foi agora prolongado até dia 8 de junho.

Os lesados do BES vão ter mais 15 dias para apresentarem reclamações às comissões de peritos da Ordem dos Advogados e serem eventualmente incluídos numa solução que os compense, disse fonte próxima do processo à Lusa.

Para os lesados do BES “o prazo também foi prorrogado por 15 dias”, à semelhança do que aconteceu com os lesados do Banif, cujo prolongamento foi dado a conhecer na segunda-feira. O prazo agora definido é dia 8 de junho para ambos os lesados, disse a mesma fonte. Até ao último sábado, dia 18 de maio, tinham apresentado reclamações 717 lesados do Banif e 288 do Banco Espírito Santo (BES).

Em causa estão cerca de 3.500 lesados (cerca de 2.000 a 3.000 do Banif e mais 500 relacionados com o BES) que perderam um valor aproximado de 410 milhões de euros em investimentos em títulos de dívida no BES e Banif, segundo informações avançadas em 22 de abril na tomada de posse na Ordem dos Advogados, em Lisboa, das duas comissões de peritos que vão decidir os lesados elegíveis para serem integrados numa solução.

O objetivo da referida ação é que, depois desta fase, seja constituído um fundo de recuperação de créditos e que os lesados elegíveis pelas comissões de peritos sejam indemnizados.

Os lesados elegíveis para apresentar reclamações são investidores não qualificados (investidores não profissionais), tanto particulares como pequenas empresas, que investiram no Banif em títulos de dívida do próprio banco e da holding Rentipar (que detinha parte do Banif) e ainda clientes que investiram em títulos de dívida do grupo do BES através das sucursais exteriores (que são sobretudo emigrantes da Venezuela e África do Sul) e através do Banque Privée (pertencia ao BES).

Podem apresentar reclamações todos os clientes abrangidos pelas condições, sejam ou não associados de associações de lesados. No caso dos lesados do BES apenas podem reclamar aqueles que não foram abrangidos pela solução para o papel comercial. Aqueles lesados que podiam ter sido abrangidos por aquela solução mas decidiram não o fazer, muitos dos quais por a considerarem injusta, não podem concorrer agora a esta solução.

Devem ainda apresentar a cópia da reclamação de créditos feita junto do BES ou alguma entidade do grupo ou Banif, uma vez que lesados que não tenham a reclamação de créditos feita não podem ser abrangidos por este mecanismo. As reclamações podem ainda ser acompanhadas de até três depoimentos escritos. Estes depoimentos devem dar conta da forma como foram feitas as vendas e podem ser decisivos para se provar a tese dos lesados de que foram vítimas de vendas ilícitas.

As comissões de peritos para os casos Banif e BES vão decidir os lesados que terão direito a ser compensados com base em se foram vítimas ou não de práticas ilícitas na comercialização de instrumentos de dívida (obrigações, papel comercial, eventualmente ações preferenciais).

O regulamento das reclamações (que podem ser feitas em suporte informático ou em papel) está disponível no site da Ordem dos Advogados, assim como um formulário que facilita a apresentação da reclamação, ainda que cada lesado possa ter a ajuda de um advogado. Cada lesado tem de pagar um encargo de 30,75 euros por processo.

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Proteção Civil garante que meios usados em novela televisiva eram de reserva

  • Lusa
  • 23 Maio 2019

Bombeiros de Leiria, INEM, militares do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro, a Força Especial de Bombeiros e o SIRESP receberam ordens para participar em filmagens de uma telenovela.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) garantiu esta quinta-feira que os meios mobilizados para as filmagens de uma novela, em Leiria, não foram retirados da resposta operacional e que não esteve em causa o socorro à população.

“Em nenhum momento esteve em causa o socorro à população, porquanto os meios mobilizados, na sua maioria, meios de apoio e não de combate direto, não foram retirados dos dispositivos de resposta operacional, sendo meios de reserva”, garante a ANEPC. O esclarecimento surge na sequência de uma notícia do Jornal de Notícias com o título “Proteção Civil põe forte contingente a fazer novela da SIC”.

Segundo o Jornal de Notícias, todas as corporações de bombeiros de Leiria, o INEM, os militares do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS), os “canarinhos” da Força Especial de Bombeiros (FEB) e SIRESP receberam ordens para rumarem às filmagens para recriar os incêndios de outubro de 2017 que provocaram a destruição quase total do Pinhal de Leiria e nos quais morreram 49 pessoas.

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Em comunicado a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil garante ainda que “em caso de acionamento de algum tipo de alerta preventivo, ou em caso de ocorrência real, os meios seriam obviamente desmobilizados e a participação em causa automaticamente cancelada, pressupostos estes acordados previamente com a produtora”.

Por outro lado, a ANEPC assegura que a avaliação da participação dos meios da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil numa ação de produção de um produto televisivo “foi feita exclusivamente com base no interesse informativo, da construção de mensagens de informação pública, que, no conjunto, poderão trazer um ganho expressivo no que respeita à sensibilização do público em geral para a matéria dos incêndios florestais”.

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Confiança na empresa tem impacto na competitividade

  • Ricardo Vieira
  • 23 Maio 2019

Estudo da Accenture Strategy mostra que a perda de confiança custou milhões de dólares às empresas.

Uma empresa B2C promoveu um evento orientado para a sustentabilidade que por não ter resultado bem levou a uma perda de confiança dos seus stakeholders. Daí resultou publicidade negativa que fez cair o Índice de Agilidade Competitiva, as receitas diminuíram em 400 milhões de dólares e o EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) diminuiu em 200 milhões. Outra empresa B2B mencionada em alegações de branqueamento de capitais, registou também uma perda de confiança que fez as receitas baixarem em 1,8 mil milhões de dólares, com o EBITDA a cair 500 milhões de dólares.

São apenas dois exemplos citados no “The Bottom Line on Trust”, um relatório da Accenture Strategy que mostra que uma diminuição na confiança dos stakeholders (clientes, investidores, colaboradores, fornecedores, analistas e media) pode ter um impacto substancial na competitividade das empresas. Aliás, dados indicam que 54% das empresas analisadas sofreram uma queda no grau de confiança, o equivalente à perda de 180 mil milhões de dólares de potenciais receitas.

“A confiança já não pode ser levada de forma “leviana” nas organizações. Atualmente podemos quantificar o impacto da confiança, especialmente o da perda desta na receita das empresas e no crescimento do EBITDA. Desde recolhas de produto e violações de dados ou erros da equipa executiva, as quebras de confiança representam um risco cada vez maior para a saúde financeira das empresas. Os líderes atuais devem cumprir as promessas da sua empresa de forma a limitar o impacto duradouro que um grande incidente de confiança pode ter sobre a sua competitividade”, atesta Pedro Galhardas, managing director responsável pela Accenture Strategy em Portugal.

O relatório sobre o Accenture Strategy Competitive Agility Index, que quantifica o impacto que a confiança tem numa empresa, refere que a capacidade de gerir e medir a confiança como parte da estratégia de uma empresa tornou-se uma vantagem competitiva fundamental. “A nossa análise mostra que as empresas não podem mais depender apenas de indicadores tradicionais ou históricos, como o valor de mercado e o retorno total ao acionista para um enquadramento completo da sua competitividade futura”, lê-se no relatório da consultora.

Para este estudo foram analisadas 7.030 organizações em 20 setores, quantificando o impacto que a confiança tem numa empresa, para isso foram utilizados dados disponíveis ao público, incluindo dados históricos e dados futuros estimados, bem como outras medidas de sustentabilidade e confiança.

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