Família Masaveu investe mais sete milhões em ações da EDP

  • ECO
  • 12 Março 2026

Em janeiro, Fernando Masaveu Herrero, membro do Conselho Geral e de Supervisão da EDP, investiu mais 16 milhões de euros em ações da elétrica. Agora aplicou mais sete milhões.

No espaço de menos de três meses, Fernando Masaveu Herrero, membro do Conselho Geral e de Supervisão da EDP, investiu cerca de 23 milhões de euros em ações da elétrica nacional.

Em comunicado enviado ao mercado, a EDP adiantou esta quinta-feira que Fernando Masaveu Herrero realizou várias operações de aquisição de títulos da EDP entre os dias 6 e 11 de março. No total, adquiriu 1,66 milhões de ações ao preço médio de 4,2169 euros.

Em janeiro o mesmo responsável já havia investido mais 16 milhões de euros em ações da elétrica. O grupo Masaveu é o segundo maior acionista da EDP, através da Oppidum Capital, com cerca de 7%.

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Duarte Bello é novo responsável pelo negócio da EDP na Península Ibérica após saída de Pedro de Vasconcelos

Após a saída de Pedro de Vasconcelos, é o CEO da EDP Europe que fica responsável pelo negócio em Portugal e Espanha. Bello não vai, no entanto, ocupar o lugar que ficou vago no 'board' da EDP.

Duarte Bello, atualmente CEO da EDP Europe vai assumir as funções anteriormente desempenhadas por Pedro de Vasconcelos, administrador que esta segunda-feira apresentou a demissão do conselho de administração executivo da EDP, deixando a empresa no final de abril. Segundo fonte oficial da energética, Bello passará a “acumular também a responsabilidade pela região da Península Ibérica, “assegurando continuidade estratégica e operacional numa região central para o grupo”.

O ECO sabe que Duarte Bello, que é administrador executivo da EDP Renováveis (EDPR), não irá, no entanto, substituir Vasconcelos no board executivo da ‘casa-mãe‘ EDP. No conselho de administração executivo permanecerão Miguel Stilwell de Andrade (CEO), Rui Teixeira (CFO), Ana Paula Marques e Vera Pinto Pereira. O mandato de três anos desse órgão começou em abril de 2024.

Como membro da comissão executiva da EDPR, Bello lidera a estratégia de longo prazo para projetos de energias renováveis e soluções solares para empresas em toda a Europa, com especial foco em mercados-chave para o avanço das iniciativas de energia limpa. É licenciado em Gestão de Empresas pela Universidade Nova de Lisboa e possui um MBA pelo Insead.

“Ao longo da sua carreira, desempenhou várias funções de gestão. Ingressou na EDP em 2006, onde exerceu o cargo de responsável por M&A e Desenvolvimento Corporativo, liderando operações internacionais de fusões e aquisições na Europa, Estados Unidos, América Latina e Ásia-Pacífico, bem como o desenvolvimento de estratégias de longo prazo para a EDP”, informou a energética.

Anteriormente, trabalhou também como chefe de gabinete do então CEO António Mexia (2009-2011) e foi membro do Comité de Investimento do grupo EDP.

Antes de integrar o Grupo EDP, trabalhou como analista financeiro no Schroder Salomon Smith Barney, em Londres e Lisboa, e como analista financeiro na área de banca de investimento do Citigroup, em Londres.

(Notícia atualizada às 13h40 com mais informação)

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Grupo EDP lidera perdas no PSI, com analistas desiludidos com ‘guidance’ conservador

Os resultados de 2025 ficaram ligeiramente acima do esperado, mas a manutenção das metas para este ano é vista como cautelosa, dadas as boas condições hídricas. EDP cai 2,18% e EDPR 3,33%.

Os resultados das cotadas do grupo EDP esta quinta-feira lideram as perdas no índice PSI, e em contraciclo com o setor da energia, com os analistas a aplaudirem os desempenhos de 2025 em termos de lucros e dívida líquidas, mas a classificarem a manutenção das perspetivas para 2026 como uma medida conservadora.

As ações da ‘casa-mãe’ EDP recuam 2,18% para 4,338 euros cada, enquanto as da EDP Renováveis perdem 3,33% para 13,5 euros, pressionando o PSI para um recuo de 0,75%. O índice pan-europeu das utilities avança 0,15% tendo durante a manhã estabelecido um novo recorde histórico nos 572,02 pontos.

O RBC Capital Markets referiu que o EBITDA recorrente e o lucro líquido da EDP para 2025 “ficaram ligeiramente acima do esperado, com a dívida líquida ligeiramente abaixo”. Mas, segundo a nota do analista Fernando Garcia, citada pela Bloomberg, o guidance para 2026 dado no Capital Markets Day de 25 de novembro “é mantido de forma conservadora, apesar do nível atual dos reservatórios portugueses estar quase cheio“.

Na quarta-feira, a elétrica anunciou que obteve um resultado líquido de 1,15 mil milhões de euros em 2025, 44% acima dos 801 milhões de euros registados no ano anterior, refletindo o forte aumento do contributo da EDP Renováveis (550 milhões de euros), parcialmente compensado pela descida dos preços de venda de eletricidade em Portugal e Espanha e pela desvalorização do real brasileiro face ao euro.

Já esta quinta-feira, o CEO das duas empresas, Miguel Stilwell de Andrade sublinhou em teleconferência com os analistas que a EDP cumpriu as promessas aos investidores em 2025 e está em boa posição para repetir o feito este ano, suportada por boas condições hídricas e melhoria na visibilidade sobre a regulação em Portugal, Espanha e os EUA.

Na visão do Morgan Stanley, a manutenção do guidance deste ano “pode basear-se na suposição de condições hidrológicas normais, embora possa também sugerir que os recentes desenvolvimentos positivos foram compensados por ventos contrários nos preços da energia e no câmbio”.

Em relação à dívída líquida da EDP, cifrou-se em 15,4 mil milhões de euros no final de 2025, 1% abaixo do valor de 2024, “refletindo o forte desempenho do cash flow orgânico (+16% YoY) e a diminuição do investimento líquido, com foco em mercados de baixo risco”, segundo a empresa, com Stilwell de Andrade e sublinhar na apresentação aos analistas que ficou abaixo do guidance de perto de 16 mil milhões de euros.

Javier Garrido, analista do JP Morgan, vê a dívida líquida como “a maior surpresa” dos resultados e como o principal fator para a decisão da EDP antecipar o aumento dos dividendos em 2,5%. A liderança da EDP propõe um aumento de meio cêntimo no dividendo que a cotada deverá entregar aos acionistas em 2026. Se a proposta for aceite, este passa a ser de 20,5 cêntimos por ação.

 

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Governo americano “encorajou” EDP a investir nas renováveis

O CEO da EDP revelou que esteve reunido com o secretário de Energia dos EUA, que encorajou a empresa a investir mais no país. Stilwell d'Andrade diz que procura e rentabilidade são elevadas.

No seu recente discurso em Davos, Donald Trump voltou a criticar a aposta na energia eólica, mas não foi isso que o CEO da EDP ouviu num recente encontro com o secretário da Energia dos EUA. Miguel Stilwell d’Andrade relatou numa conferência em Lisboa que Chris Wright incentivou a elétrica a reforçar o investimento nas renováveis.

O secretário da Energia, Chris Wright, encorajou-nos a fazer investimentos no solar e baterias. Se não houver energia não será possível construir todos aqueles centros de dados. Ou então o preço tem de subir muito e o tema do afordabillity é sensível”, afirmou o CEO da EDP EDP 0,88% durante a Transatlantic Business Summit, organizada pela Amcham Portugal e que decorreu hoje em Lisboa.

O gestor afirma que há “um aumento de procura [por energia] muito grande” nos EUA, “muito levado pelo tema da inteligência artificial e do digital”, acrescentando que “não há muitas tecnologias disponíveis para fornecer essa energia”.

Miguel Stilwell d’Andrade referiu que, mesmo começando agora, não é possível ter uma central nuclear construída em menos de 10 anos – “pode resolver o problema mais a longo prazo”. Outra opção é o gás natural, mas a capacidade de produção de turbinas está esgotada, disse. “Vai fazer parte da matriz energética, mas vai ser necessário outras energias para compensar”, defendeu. É aí que entra a energia renovável.

Esta é uma das melhores alturas para investir nos EUA do ponto de vista da rentabilidade dos projetos e de procura das ‘big tech’.

Miguel Stilwell d'Andrade

CEO da EDP

Para o CEO da EDP, esta é mesmo “uma das melhores alturas para investir nos EUA do ponto de vista da rentabilidade dos projetos e de procura das big tech.

Os Estados Unidos serão o destino da maior fatia dos 12 mil milhões de euros de investimento que a EDP tem planeados para o período entre 2026 e 2028. O país de Donald Trump receberá 4,2 mil milhões de euros, 35% do total.

Um valor ligeiramente superior à Península Ibérica, para onde a EDP canalizará 30% do montante, o correspondente a 3,6 mil milhões de euros – sendo que Portugal ‘fica’ com 2,5 mil milhões.

O CEO da EDP também se mostrou otimista em relação a Portugal. “No ano passado fomos dos países onde a procura por energia elétrica mais cresceu“, destacou, tendência que se irá manter com os grandes investimentos em centros de dados, nomeadamente com origem americana, como é o caso da StartCampus, “a virem para Portugal para aproveitar energia barata e limpa”.

Para já só estão asseguradas duas, mas se forem construídas as seis fases previstas para o projeto em Sines, será equivalente a 20% do consumo em Portugal. O que leva Stillwell d’Andrade a defender que “há uma oportunidade de investimento nas redes e na geração”.

O gestor apelou também a que se olhe para a política fiscal e industrial, que acaba por distorcer a competitividade europeia nas energias renováveis. “A Europa gosta muito de taxar tudo. Temos eletricidade barata e depois metemos impostos em cima disso“, disse Stilwell, assinalando que “na Península Ibérica temos um preço da energia mais baixo do que a média da União Europeia e bastante mais limpa”, com o peso das renováveis a superar os 60% em Portugal e os 50% em Espanha.

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EDP produziu mais 12% de eletricidade em 2025 à boleia do sol e vento

  • ECO
  • 22 Janeiro 2026

As energias renováveis representaram 90% da produção total da elétrica nacional no ano passado.

A produção de eletricidade da EDP aumentou 12% em 2025, totalizando os 64 TWh, à boleia da produção eólica e solar. De resto, as energias renováveis representaram 90% da produção total do ano passado, adianta a elétrica liderada por Miguel Stilwell d’Andrade em comunicado enviado ao mercado com os dados provisionais do ano passado.

A produção eólica e solar aumentou 12% em termos homólogos para 41 TWh (incluindo solar distribuído na Europa e Brasil), uma subida que se deveu sobretudo ao aumento da capacidade instalada – apesar de os recursos eólicos e solares terem estado 5% abaixo da média de longo prazo e 9% abaixo no último trimestre.

No que toca à produção hídrica, a EDP atingiu os 12 TWh, “ficando 2,2 TWh acima do esperado”. A EDP diz mesmo que “2025 foi marcado por fortes recursos hídricos, 31% acima da média histórica vs.16% em 2024” e o início do ano também está a ser positivo.

“Os níveis de reservatórios situavam-se em aproximadamente 60% e aumentaram para 76% no final de dezembro de 2025, atingindo um recorde nos últimos 10 anos para esta altura do ano”, refere.

No mesmo sentido, também a produção térmica aumentou com o impulso de ciclos combinados de gás, “fruto do crescimento da procura por serviços complementares na sequência da interrupção de fornecimento de energia elétrica na Península Ibérica ocorrida a 28 de abril”.

A EDP refere que, após o ‘apagão’, “fontes de energia flexíveis como o gás foram priorizadas para reforçar a resiliência do sistema elétrico e garantir a segurança do abastecimento de energia”. A EDP apresenta resultados no dia 25 de fevereiro.

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Apagão “não serviu de travão ao investimento”, garante Pedro Vasconcelos, CEO da EDP Ibéria

Pedro Vasconcelos, CEO da EDP para a Ibéria, diz ao ECO que a península continua a ser alvo de "muito apetite" dos investidores, apesar do apagão que retirou a energia por cerca de um dia.

Esta semana decorre, em Davos, na Suíça, o encontro anual do Fórum Económico Mundial. A EDP está representada no evento pelo CEO, Miguel Stilwell de Andrade, e o pelo administrador e CEO da EDP Ibéria, Pedro Vasconcelos. A elétrica portuguesa tem aproveitado o evento para promover a discussão sobre os desafios do seu setor, bem como o papel das renováveis na competitividade e reindustrialização mundiais. Neste sentido, o administrador da EDP e CEO da EDP Ibéria, Pedro Vasconcelos, frisa que “O apetite por data centers na Península Ibérica continua muito forte”, não tendo o apagão ibérico servido de travão ao investimento. Contudo, alerta que é preciso executar, e que Portugal o está a fazer com menos ritmo que o país vizinho, com o qual forma um bloco competitivo, mas do qual também é concorrente.

A semana em Davos começou, para as energéticas EDP, Galp, Iberdrola, Moeve, Naturgy e Repsol, com uma reunião que teve lugar esta segunda-feira, no âmbito da Iniciativa Ibérica para a Indústria e Transição Energética (IETI). Estas empresas querem “mais execução” para que a Península Ibérica tenha um papel central na reindustrialização da Europa.

Questionado sobre se as recentes alterações em Portugal favorecem a execução de projetos energéticos, olhando à criação da Agência para o Clima e a Agência para a Geologia e Energia, Vasconcelos afirma que “Portugal deu passos certos com a criação da ApC e, agora, da AGE no sentido de uma maior coordenação e previsibilidade“. Assim, vê como necessário traduzir a nova arquitetura institucional em resultados, através de prazos certos, métricas públicas e accountability para projetos energéticos e de grande consumo. “Se o fizermos, Portugal capta mais indústria e consolida novos setores como data centers, baterias, hidrogénio e biocombustíveis”.

O apetite por data centers na Península Ibérica continua muito forte

Pedro Vasconcelos

CEO da EDP Ibéria

“O apetite por data centers na Península Ibérica continua muito forte”, pois “o apagão ibérico foi um stress test do sistema, não um travão ao investimento”, garante o administrador, quando questionado se o apagão havia abalado o apetite para instalar centros de dados na Península Ibérica.

No seu entender, o apagão evidenciou apenas que é preciso acompanhar a eletrificação de redes mais modernas, mais interligações, mais armazenamento e maior capacidade de resposta do sistema. “Hoje, o maior risco não está na procura, mas sim no desfasamento entre o ritmo das renováveis e a modernização das redes“, alerta, apontando que existem, atualmente 4 terawatts de projetos, a nível global, que aguardam ligação à rede.

Neste sentido, a EDP está a investir 12 mil milhões de euros até 2028, incluindo 3,6 mil milhões em redes e 7,5 mil milhões em eólica, solar e armazenamento, de forma a ligar nova capacidade limpa e “dar previsibilidade a clientes intensivos como os operadores de cloud e inteligência artificial, explica o gestor. Só em 2024, os data centers representaram 45% dos contratos renováveis (PPA) da EDP, “um sinal claro de uma tendência estrutural em que Portugal e Espanha estão bem posicionados para liderar“, tendo em conta a energia renovável abundante, os preços industriais competitivos e o acesso direto aos grandes mercados digitais.

Em conjunto com Espanha, Portugal integra um bloco ibérico capaz de liderar a nova indústria limpa europeia, mas está simultaneamente em concorrência permanente com o país vizinho.

Pedro Vasconcelos

Administrador EDP e CEO da EDP Ibéria

No quadro ibérico, na primeira metade de 2025, os preços de eletricidade para a indústria foram 29% abaixo da média da União Europeia em Portugal e 27% abaixo em Espanha. “Esta realidade melhora a competitividade de grandes consumidores e atrai novas cadeias de valor”, assinala. O que falta é licenciamento mais rápido e simples, incentivos adequados à flexibilidade do sistema, mais investimento nas redes e interligações, e um melhor alinhamento entre a política fiscal e a energética.

Em conjunto com Espanha, Portugal integra um bloco ibérico capaz de liderar a nova indústria limpa europeia, mas está simultaneamente em concorrência permanente com o país vizinho“, contrapõe, contudo, Vasconcelos. Em 2025, Espanha conseguiu adicionar dez vezes mais capacidade renovável do que Portugal – uma diferença de 9 gigawatts (GW) para 900 megawatts (MW) – “o que reforça a urgência de o país acelerar o desenvolvimento de projetos para não perder atratividade face aos seus concorrentes mais próximos”.

Confiança nos EUA mantém-se

Em Davos, esta quarta-feira, o presidente Donald Trump dedicou um tempo relevante do seu discurso a criticar o uso de eólicas, afirmando que estragam a paisagem, matam pássaros, e que só pessoas “estúpidas” as compram. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos o principal destino de investimento da EDP até 2028.

Mas Pedro Vasconcelos desdramatiza o risco que a postura de Trump representa para as condições de investimento neste país: “O setor pode ter incertezas – como qualquer setor dependente de enquadramentos regulatórios -, mas a tendência estrutural é inequívoca: os Estados Unidos precisam de mais energia limpa, mais flexibilidade, mais redes e mais armazenamento”. Isto, tendo em conta que as reováveis são a forma “mais rápida, acessível e competitiva” de responder ao aumento da procura de energia. “Mantemos total confiança no mercado norte‑americano“, indica.

Nos EUA, a EDP possui quase 90 projetos em operação, estando presente há mais de 15 anos, com mais de mil colaboradores no terreno, cadeia de abastecimento local.

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EDP recompra perto de 500 milhões de dívida com maturidade em 2083

Elétrica avançou em novembro com uma operação para recomprar 1.000 milhões de títulos de dívida que vencem em 2083, tendo conseguido recomprar 498,8 milhões desta linha.

A EDP recomprou 498,8 milhões de euros de uma linha de 1.000 milhões de euros de obrigações subordinadas com vencimento em 2083, adiantou a empresa em comunicado. A operação tinha sido anunciada pela empresa no passado dia 24 de novembro, que ao mesmo tempo lançou uma nova emissão de títulos para financiar a recompra da dívida mais antiga.

“No seguimento da comunicação ao mercado realizada em 24 de novembro, a EDP informa sobre os resultados das ofertas de venda em dinheiro dos valores mobiliários representativos de dívida pertencentes aos detentores da emissão ‘€1,000,000,000 Fixed to Reset Rate Subordinated Instruments due 2083′”, avança a elétrica em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), acrescentando que “decidiu fixar o Final Acceptance Amount em €498.800.000“.

A empresa acrescenta ainda que “aceitará para aquisição as Notes validamente apresentadas no âmbito da Oferta, sujeitas a rateio com um Fator de Rateio (Scaling Factor) de 58,33%”.

A empresa justificou a recompra de dívida e a emissão de nova dívida com o objetivo de “gerir proativamente os instrumentos híbridos da EDP, mantendo estável o montante de instrumentos híbridos da EDP que beneficiam de classificação intermediate equity content atribuída pelas agências de notação de risco”.

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CEO comprou 117 mil euros em ações da EDP depois do ‘Markets Day’ que castigou cotação

Miguel Stilwell d'Andrade adquiriu três lotes de 10 mil ações da empresa que lidera, numa sessão em que a cotação acabou por tombar 5,19%.

O CEO da EDP, Miguel Stilwell d’Andrade, comprou 30 mil ações da empresa por um valor total de 117,10 mil euros, o que equivale a um preço médio de 3,903 euros, anunciou a energética esta segunda-feira.

A compra decorreu na sexta-feira, dia seguinte à realização do Capital Markets Day e da apresentação do novo plano estratégico, que desiludiu os analistas e investidores em termos das metas de lucros e conduziu a um selloff dos títulos.

Na quinta-feira as ações tombaram 6,45% e na sexta-feira 5,19%, terminando a sessão nos 3,893 euros cada. Os títulos abriram a sessão desta segunda-feira a recuperar 0,72% para 3,921 euros.

Segundo o comunicado divulgado pela EDP no site da CMVM esta segunda-feira, a compra das ações por Miguel Stillwell D’Andrade “não está associada ao exercício de programas de opções sobre ações” e eleva o número total de ações detidas pelo CEO após operação para 700.424.

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EDP tomba 6% e Renováveis desce 0,4% com novas metas de lucros a desiludirem

Reação inicial dos investidores às novas metas é negativa. Analistas salientam que 'guidance' de lucros no novos planos da EDP e da Renováveis ficaram ligeiramente abaixo das expectativas.

As ações da EDP EDP 0,88% tombam esta quinta-feira 6.13% e as da subsidiária EDP Renováveis (EDPR) recuam 0,38%, numa reação negativa aos novos planos estratégicos das duas empresas, com os analistas a sublinharem que as metas de rentabilidade ficaram abaixo do esperado.

Os títulos da ‘casa mãe’ EDP descem para 4.1170 euros cada, enquanto os da EDPR caem para 12,99 euros.

No novo plano estratégico 2026-2028, a EDP anunciou que vê o resultado líquido a subir de cerca 1,2 mil milhões de euros em 2025 e 1,2–1,3 mil milhões em 2026 para cerca de 1,3 mil milhões de euros em 2028 “melhorando o perfil de qualidade dos resultados com menor peso de ganhos de rotação de ativos e maior peso de mercados regulados e com rating A”.

“O novo plano estratégico foca-se em cerca de 12 mil milhões de investimento, dos quais, aproximadamente, 5 mil milhões dependem de rotações de ativos, sobretudo, no segmento de renováveis”, referiu João Queiroz, head of trading do Banco Carregosa.

“Essa estratégia reforça a disciplina financeira, mas transmite ao mercado uma dependência estrutural da venda de participações, licenças e ativos para gerar resultados e financiar crescimento”, alertou. “Com taxas de juro elevadas e múltiplos de avaliação mais baixos no setor, há ceticismo sobre a capacidade de repetir os ganhos históricos dessas rotações“.

João Queiroz sublinhou ainda que apesar de projetar crescimento do lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA, na sigla em inglês) para quase 5,2 mil milhões em 2028 e do lucro líquido para próximo de 1,3 mil milhões, “o ritmo é modesto (CAGR de 2% a 3%), enquanto o dividendo mínimo sobe apenas marginalmente para 0,21 por ação”. Tal parece ser interpretado como sinal de contenção e de foco mais financeiro do que expansivo, contrastando com ciclos anteriores em que a EDP prometia crescimento a ritmo mais acelerado.

Os analistas do RBC referiram que o guidance do resultado líquido fica ligeiramente abaixo do consenso do mercado – de 1,35 mil milhões em 2028.

“Plano mais defensivo”

A EDPR reiterou a estimativa de lucros antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA, na sigla em inglês) de perto de 1,9 mil milhões de euros em 2025, aumentando para cerca de 2,1-2,2 mil milhões em 2026 e para perto de 2,2 mil milhões em 2028 suportado principalmente pelo forte crescimento nos EUA. Segundo os analistas do J.P. Morgan a meta para 2028 é ligeiramente inferior ao consenso do mercado de 2,3 mil milhões de euros.

João Queiroz, do Banco Carregosa, explicou que “o sentimento setorial nas utilities elétricas europeias está pressionado por yields mais elevadas e menor apetite por ativos de duration longa e, esse enquadramento, um plano estratégico centrado em otimização e rotação, ao invés de expansão e crescimento orgânico, é penalizado em bolsa“.

“Resumindo, as correções hoje observadas refletem uma reação mista: resultados em linha, mas sem catalisadores, um plano trienal mais defensivo e dependente de vendas de ativos, e o contexto de taxas de financiamento ainda elevadas que reduz o apelo das utilities“, adiantou.

A EDP Renováveis ajusta menos porque a correção já tinha sido parcialmente antecipada, enquanto a EDP, mais exposta à consolidação do grupo e à menor perspetiva de aceleração, regista maior volatilidade com uma correção mais acentuada, concluiu.

(Notícia atualizada às 12h20 com cotação e mais comentários)

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Após ano de montanha russa, novo plano da EDP vai reafirmar foco nos EUA

Passada a turbulência e chegada a desejada visibilidade, Miguel Stilwell d'Andrade vai sublinhar os EUA como motor de crescimento da EDP, a par do investimento nas redes e nas baterias, sabe o ECO.

A 6 de novembro de 2024, no rescaldo da vitória de Donald Trump nas presidenciais, as cotadas do grupo EDP tombavam com estrondo na bolsa de Lisboa. Castigadas (tal como o resto do setor das utilities) pela aversão que o republicano sempre demonstrou às energias ‘limpas’, a EDP Renováveis (EDPR) fechava a sessão a afundar 11,08% e a ‘casa mãe’ EDP 7,10%. Passado precisamente um ano, o CEO das duas empresas prepara-se para esta quinta-feira apresentar um novo plano estratégico que, segundo apurou o ECO, vai reafirmar os Estados Unidos como mercado core para a empresa, o principal motor de investimento e crescimento.

Quando Miguel Stilwell d’Andrade falar aos investidores, no Capital Markets Day em Londres, o passado recente irá certamente relatar a história da montanha russa que a empresa teve de percorrer nos Estados Unidos. Dos 11,07 euros há um ano, a cotação das ações da EDPR chegou a descer aos 6,85 euros a 7 de abril, antes de recuperar para 13,82 euros a 16 de outubro. A da EDP, que controla 71,3% da subsidiária, desceu de 3,321 euros há 12 meses antes de subir para 4,451 euros a 21 de outubro. A ‘casa mãe’ acumula um ganho de praticamente 20% nos últimos 12 meses e a Renováveis já está acima da linha de água, com um ganho de 1%. No cômputo de 2025, as subidas já são de 41,18% e 28,98%, respetivamente.

EDPR “bem posicionada” nos EUA

Se em março Stilwell D’Andrade falava de “meses turbulentos” esta quinta-feira deverá sublinhar essa recuperação e a “visibilidade” que a elétrica agora tem sobre as perspetivas melhoradas nos Estados Unidos, sabe o ECO. As valorizações dos títulos do grupo não passaram, claro, ao lado do olhar das casas de investimento, com várias a cortarem as recomendações na reta final de outubro pois as ações já negociavam perto do patamar máximo das avaliações.

O CaixaBank BPI, que cortou os dois títulos para ‘Neutral’ de ‘Buy’ (e aumentou os preços alvo), aproveitou para analisar se o renovado otimismo sobre as renováveis – depois da aprovação em julho do One Big and Beautiful Bill Act, que prevê uma prorrogação plurianual dos incentivos às renováveis nos EUA, oferecendo visibilidade clara até 2030 – é ainda justificada. A resposta foi clara. “Sim. A procura de energia nos EUA está a sofrer uma inflexão, impulsionada pelo boom dos data centers, escreverem os analistas Pedro Alves e Flora Trindade, numa nota divulgada a 31 de outubro.

A procura de energia nos EUA continua a acelerar, impulsionada pelos centros de dados baseados em IA e pela eletrificação. A EDPR está bem posicionada.

Pedro Alves e Flora Trindade, analistas do CaixaBank BPI

“A procura de energia nos EUA continua a acelerar, impulsionada pelos centros de dados baseados em IA e pela eletrificação”, acrescentaram. “Apesar dos riscos tarifários e do ruído regulatório, as energias renováveis continuam a ser a solução de menor custo e mais rápida de implementar para responder a este aumento da procura“.

Neste contexto, sublinharam, “a EDPR está bem posicionada para capturar os preços crescentes dos PPA [Power Purchase Agreement, um contrato de longo prazo entre um produtor de energia e um cliente] e aprovar projetos altamente lucrativos em termos de NPV [Valor Presente Líquido].

Esperamos surpresas positivas nos novos projetos safe harbor este ano – provavelmente um múltiplo dos 1,5 GW garantidos no final do ano fiscal de 2024, sustentando as adições da EDPR até 2030″, acrescentaram, alertando, contudo que a potencial inflação do capex e as restrições da cadeia de abastecimento são riscos a serem monitorizados.

Geração, baterias e redes

Além de reafirmar o foco nos Estados Unidos, a par dos outros mercados core – a Europa e o Brasil – Miguel Stilwell d’Andrade irá, apurou o ECO, sublinhar esta quinta-feira o trio de prioridades do grupo em termos de tecnologia: geração de energia renovável, investimento em baterias para a armazenar e aposta nas redes para a distribuir.

Segundo os analistas do CaixaBank BPI, mesmo um aumento de investimento no negócio de redes reguladas na Península Ibérica e no Brasil não irá alterar a percepção dos investidores sobre a empresa. “O novo plano provavelmente apresentará uma maior participação do investimento em redes, mas não o suficiente para alterar a equity story a EDP continuará a ser uma aposta nas energias renováveis“.

O que esperar então da apresentação do CEO em Londres? Para Pedro Alves e Flora Trindade, a resposta curta é a seguinte: “um plano de investimento disciplinado com desalavancagem gradual, preservando alguma flexibilidade no balanço“.

“Prevemos um crescimento elevado de dois dígitos no EPS [lucro por ação] da EDPR (crescimento composto anual de cerca de 20%), mas uma trajetória estável no lucro líquido da EDP, o que acreditamos estar agora bem incorporado nas expectativas consensuais”, explicaram.

Os analistas do CaixaBank BPI acreditam que e “é improvável que a política de dividendos seja revista” dos 60-70% e 30-50% de pagamento do lucro líquido ajustado na EDP e na EDPR, respetivamente. “As principais variáveis desconhecidas que permanecem são o investimento em redes de distribuição, as adições brutas em energias renováveis e os rendimentos da rotação de ativos”, sinalizaram.

O Deutsche Bank, que cortou as recomendações para os dois títulos do grupo EDP para ‘Hold’ de ‘Buy’, em 27 de outubro, explicou que espera no Capital Markets Day ver, ao nível da EDP, um crescimento nas redes e na EDPR que irá superar as quedas no negócio hídrico em Portugal e Espanha, acrescentando prever para 2028 um EBITDA de 5,16 mil milhões de euros, um lucro líquido recorrente de 1,32 mil milhões de euros e uma dívida líquida de 16,2 mil milhões de euros.

Em relação à EDPR, o analista Olly Jeffery escreve que o banco alemão prevê, também para 2028, um EBITDA de 2,25 mil milhões de euros, um lucro líquido de cerca de 600 milhões de euros e uma dívida líquida de cerca de 7 mil milhões de euros.

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EDP Renováveis conclui acordo de venda de 49% de portefólio solar na Califórnia

  • Lusa
  • 9 Setembro 2025

A EDP Renováveis concluiu um acordo de rotação de ativos relativo a um portefólio constituído por dois projetos solares e outro de armazenamento de energias por baterias na Califórnia.

A EDP Renováveis concluiu um acordo de rotação de ativos relativo a um portefólio constituído por dois projetos solares e outro de armazenamento de energias por baterias na Califórnia, nos EUA, informou a empresa ao mercado.

Em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a EDP Renováveis informa que concluiu um Acordo de Compra e Venda com um grupo global no setor da energia, que não identifica, para uma participação de 49% em ações classe B num portefólio de 300 MWac (406 MWdc) constituído por dois projetos solares em funcionamento e um projeto de 92 MW de armazenamento de energias por baterias (Battery Energy Storage System – BESS).

O valor de 100% do portefólio – de que é alienado 49% – é de 600 milhões de dólares (cerca de 511 milhões de euros), refere a nota da empresa ao mercado.

Os dois projetos solares em operação foram comissionados no quarto trimestre de 2024 e o sistema de armazenamento por bateria está em construção, devendo ser comissionado no quarto trimestre de 2025.

Este acordo havia sido anunciado ao mercado em 02 de janeiro.

A EDP Renováveis, subsidiária do grupo EDP, fechou a sessão a perder 2,17%, para 9,90 euros.

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EDP Brasil vende participação em duas centrais hidroelétricas à Engie por 190 milhões

  • Lusa
  • 14 Agosto 2025

A venda à Engie da participação de 50% em duas barragens “reduz o peso da geração convencional e da exposição hídrica no Brasil, salientou a energética.

A EDP Brasil concluiu a venda, à Engie Brasil Energia, da sua participação de 50% nas centrais hidroelétricas Cachoeira Caldeirão e Santo Antônio do Jari, tendo recebido 190 milhões de euros, comunicou a EDP ao mercado.

“A transação foi concluída em linha com os termos e condições previamente divulgados, tendo recebido, na presente data, o valor total de 1,1 mil milhões de reais (0,19 mil milhões de euros, considerando uma taxa de câmbio de 6,1 EUR/BRL), correspondendo a um ‘Enterprise Value’ [valor do ativo] total de 100% de 2,9 mil milhões reais (0,5 mil milhões de euros)”, lê-se no comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A EDP salientou que esta transação “reduz o peso da geração convencional e da exposição hídrica no Brasil, conduzindo a um aumento do peso das atividades reguladas neste mercado”, em linha com o seu plano de negócios.

Na quarta-feira, a EDP comunicou também ao mercado que o grupo “assinou um acordo de compra e venda com a Encavis para a venda da participação acionista de 100% num portefólio solar de 207 MWac (248 MWdc) em Itália, por um ‘enterprise value’ estimado superior a €0,25 mil milhões, sujeito aos habituais ajustes finais de preço no fecho”.

O grupo divulgou ainda que a conclusão da transação está sujeita a condições habituais, estando prevista ocorrer durante este ano.

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