Empregos na Google vão da “gestão da informação à engenharia”. Governo negoceia com outras tecnológicas

  • Lusa
  • 24 Janeiro 2018

O Governo revelou que os empregos da hub da Google vão “desde a gestão da informação às engenharias, num leque alargado de competências”. E admite que podem vir mais tecnológicas para Portugal.

Eurico Brilhante Dias, secretário de Estado da Internacionalização.Paula Nunes / ECO

O Governo está em conversações com empresas tecnológicas, além da Google, para se instalarem no país, informou esta quarta-feira o executivo, no dia em que se soube que esta multinacional norte-americana vai ter um centro de inovação em Oeiras. O primeiro-ministro, António Costa, anunciou que a multinacional norte-americana Google vai instalar, em Oeiras, um centro de serviços, hub-tecnológico, para a Europa, Médio Oriente e África, arrancando com cerca de 500 empregos qualificados.

Em declarações à agência Lusa sobre este anúncio, o secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, avançou que “sim, há conversações” com outras empresas do setor, mas escusou-se, “nesta fase”, a apontar as entidades visadas. “Este foi um processo longo [de trazer a Google para Portugal], tem mais de um ano e, tal como fizemos com a Google, o nosso trabalho coletivo (…) continua para trazermos outras empresas com o mesmo perfil para Portugal e que contribuam para melhorar a vida dos portugueses, as nossas exportações e captarmos mais investimento direto estrangeiro”, acrescentou o governante.

Falando sobre o centro de serviços da Google no país, um hub-tecnológico para a Europa, Médio Oriente e África, Eurico Brilhante Dias precisou que este é “um projeto que se iniciará em julho, estando já fechada a contratação do espaço, um espaço que andará na ordem dos sete mil metros quadrados e que arrancará, segundo informação da própria Google […], com 535 postos de trabalho”. Estes empregos dizem respeito à área das tecnologias de informação e de comunicação, “desde a gestão da informação às engenharias, num leque alargado de competências”, apontou.

O nosso trabalho coletivo (…) continua para trazermos outras empresas com o mesmo perfil para Portugal e que contribuam para melhorar a vida dos portugueses.

Eurico Brilhante Dias

Secretário de Estado da Internacionalização

Quanto ao espaço, localizado no concelho de Oeiras, em Lisboa, o governante indicou que “no final de fevereiro começarão os preparativos”.

“É, para Portugal, um grande feito do ponto de vista da seleção por uma grande empresa internacional”, considerou Eurico Brilhante Dias, assinalando que, segundo informações da multinacional norte-americana, “a seleção teve muito a ver com o reconhecimento de Portugal como um país das tecnologias de informação e da inovação, onde a Web Summit e todo o trabalho desenvolvido no quadro […] do ecossistema de ‘startups’ é uma mais-valia”, que permite “entrar no radar de empresas como a Google”.

Esta aposta “vai permitir sobretudo, e isso é que me parece importante, fixar talento em Portugal, fixar trabalho qualificado em Portugal, mostrando que no país somos capazes de produzir bens e serviços altamente qualificados”, salientou.

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Dow Jones em máximos. Tecnológicas tombam

Foi um dia negativo para as cotadas tecnológicas. As quedas da Apple, Facebook e Qualcomm levaram o Nasdaq e o S&P 500 para terreno negativo. Salvou-se o Dow Jones que renovou máximos.

A América em primeiro lugar. Foi esta a mensagem clara da comitiva norte-americana quando chegou a Davos esta quarta-feira. O protecionismo face aos parceiros comerciais não afetou Wall Street, mas levou o dólar a mínimos de três anos. A época de resultados positiva e a reforma fiscal animaram a maior parte das cotados, levando o Dow Jones a bater recordes. Mas houve uma queda expressiva: o setor tecnológico.

O Dow Jones valorizou 0,16% para os 26.252,12 pontos, fechando com um novo recorde — algo que vem sendo habitual em Wall Street. Contudo, a sessão foi mista. Depois de altos e baixos, o S&P 500 acertou após o fecho em Nova Iorque e desvalorizou 0,053% para os 2.837,61 pontos. Mas a principal queda foi a do Nasdaq que tombou 0,61% para os 7.415,06 pontos.

Em causa está o desempenho das cotadas tecnológicas. Depois da Comissão Europeia ter anunciado que ia multar a Qualcomm em 997 milhões de euros, as ações da cotada caíram 0,53% para os 67,98 dólares. Segundo a comissária europeia para a Concorrência, Margrethe Vestager, a Qualcomm abusou da sua posição dominante ao fazer pagamentos ilegais à Apple. A gigante tecnológica também desvalorizou: as ações da marca da maçã caíram 1,59% para os 174,22 dólares.

Contudo, não foram as únicas. Quase todo o setor tecnológico deslizou. O Facebook desvalorizou 1,48% para os 186,55 dólares por título. Já a Alphabet caiu 0,41% para os 1.171,29 dólares por ação e a Amazon tombou 0,37% para os 1.357,51 dólares por título. Ao todo, segundo a CNBC, as tecnológicas desvalorizaram 0,9% nesta sessão.

Estas quedas contrastam com a onda positiva que a época de resultados tem dado a Wall Street. Até ao momento, 77% das empresas da S&P 500 revelaram resultados melhores face ao esperado.

Segundo a Reuters, o dólar atingiu um mínimo de três anos esta quarta-feira depois do secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, ter revelado que os EUA estão agradados com a desvalorização da moeda. A tarifa imposta por Donald Trump nas importações de máquinas de lavar roupa e nos painéis solares esta segunda-feira contribuiu também para esse efeito.

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Creches: Governo admite que a “maioria, senão a totalidade”, dos horários alargados são durante a semana

  • Cristina Oliveira da Silva
  • 24 Janeiro 2018

O ministro do Trabalho diz que normalmente a preocupação dos utilizadores de creches prende-se com o prolongamento de horário de segunda a sexta-feira.

O ministro do Trabalho salientou esta quarta-feira que a legislação permite que as creches funcionem com horários alargados adaptados às necessidades dos trabalhadores mas admitiu que não tem conhecimento de unidades que funcionem atualmente ao sábado. Na maior parte dos casos, notou Vieira da Silva, o que está em causa são horários alargados durante os dias de semana.

De acordo com dados do Executivo divulgados esta tarde, há 953 creches espalhadas pelo país que beneficiam do complemento ao horário alargado. E quantas destas já abrem portas ao sábado, uma solução equacionada para a Autoeuropa? Questionado no final da reunião de concertação social, o ministro do Trabalho começou por indicar que não pode “responder concretamente”, mas salientou que “normalmente não é essa a preocupação” por parte dos utilizadores dessas instalações — “é mais o prolongamento do horário que acontece” de segunda a sexta-feira, e “por vezes até à meia-noite ou mais que isso”, notou Vieira da Silva.

Perante a insistência no assunto, o governante frisou: “conheço várias [creches] e há centenas delas que têm horários alargados mas creio que a maioria, senão a totalidade, são horários durante os dias de semana”.

O ministro explicou que “quando há número suficiente de trabalhadores que têm essa necessidade”, a instituição pode fazer esse alargamento de funcionamento ao sábado. “Não tenho conhecimento de nenhuma situação mas tenho conhecimento, volto a dizer, de instituições que trabalham até à meia-noite”, vincou.

Portanto, desde que haja “vontade” e seja “identificada essa necessidade”, este tipo de ajustamento é sempre possível, realçou Vieira da Silva. No caso concreto da Autoeuropa, e dado o elevado número de trabalhadores, “é provável que se gere ali uma massa crítica suficientemente significativa que venha a solicitar este tipo de resposta”, continuou. O ministro notou ainda que em causa estão serviços comparticipados mas também pagos pelos beneficiários, em função dos rendimentos.

ACT “tem que melhorar o seu desempenho”

A reunião de concertação social serviu para discutir o Livro Verde das Relações Laborais, com dados atualizados entretanto, e o Governo promete medidas para combater a segmentação do mercado de trabalho nas próximas reuniões. No entanto, não se compromete com datas de entrada em vigor.

O ajustamento da TSU em função do tipo de contrato é uma das medidas na mesa, mas há outras. De acordo com Vieira da Silva, o “Governo não tem intenção de acabar com a possibilidade da contratação a termo”, mas “tem de haver um esforço coletivo” de “reduzir a dimensão que é excessiva” da contratação a prazo — no setor privado, este tipo de vínculo abrange mais de 30% dos trabalhadores, disse.

Neste sentido, a UGT salientou que “a exceção passou a ser regra”. O líder da central sindical, Carlos Silva, realçou, por um lado, que “um Governo que queira também afrontar de forma desabrida as empresas acaba por espantar investimento” mas, por outro, “é preciso fazer perceber que para se investir em Portugal há regras que têm de ser aplicadas”.

Da parte do patronato, o presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal entende que não são necessárias alterações ao regime de contratação a prazo. “A maioria dos contratos são sem termo, seguramente é essa a tendência que vamos consolidar atendendo ao crescimento do emprego e à carência de mão-de-obra especializada que as empresas têm”, disse António Saraiva.

João Vieira Lopes, da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), também entende que a questão não é prioritária mas está disponível para discutir o tema. Por seu turno, Arménio Carlos, da CGTP, entende que se exigem, “mais do que nunca”, mudanças à lei laboral.

O líder da Inter, Arménio Carlos, deixou ainda um desafio: “constituir uma delegação” com Governo, confederações sindicais e patronais, para “visitar um conjunto de locais de trabalho”, começando por call-centers “para demonstrar que aquilo que devia ser trabalho temporário neste momento é trabalho permanente.”

Na sequência de críticas deixadas pela CGTP à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), o ministro Vieira da Silva salientou que esta “é uma instituição que tem que melhorar o seu desempenho”. “Vamos investir em novas tecnologias para que haja cruzamento de dados” entre a Segurança Social, as Finanças e a ACT, acrescentou o governante, apontando depois para “um papel mais ativo quer do ponto de vista pedagógico”, quer de fiscalização.

(notícia atualizada às 21:37)

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Sonae “é líder no comércio online”. Worten ultrapassa Continente

Luís Reis, CCCO da Sonae, afirma que a retalhista é líder do online. E-commerce é responsável por vendas de 100 milhões de euros, com a Worten a ultrapassar o Continente.

As vendas de e-commerce do retalho da Sonae já ultrapassaram a fasquia dos 100 milhões de euros. A Worten que, em 2017, registou o seu melhor ano de sempre ao atingir os mil milhões de euros, um objetivo que estava traçado para 2019, é o maior contribuinte para este valor, ultrapassando, ainda que por pouco, os números do Continente.

Luís Reis, chief corporate center office (CCCO), em declarações ao ECO adiantou que: “A Sonae é o maior retalhista português a vender online em Portugal”. “A Worten teve um ano de 2017 fantástico”, diz, salientando que “a Worten ultrapassou inclusive o Continente em termos de vendas online”.

A Worten, segundo os dados das vendas preliminares da Sonae, apresentados esta quarta-feira, após o fecho do mercado, dão ainda conta do grande contributo que a “Black Friday” teve nas contas da insígnia.

A par destes números, a marca reforçou também a liderança no mercado nacional e melhorou a quota de mercado em Espanha. A insígnia dos produtos eletrónicos registou um aumento de “10,2% nas vendas face a 2016, com um crescimento de vendas no universo comparável de lojas de 7,7%”. Isto num período em que houve “um aumento significativo da operação online, que cresceu mais de 50% em Portugal e mais de 65% em Espanha”.

Sonae MC também bate recordes

O responsável da Sonae destaca que os “números conhecidos agora relativos às vendas são muito positivos, já tínhamos a indicação, dados pelos resultados trimestrais, que o ano vinha a correr muito bem, e com a aceleração do último trimestre isso é bem evidente”. A juntar à boa performance da Sonae MC que “tem o seu melhor ano de sempre”, há ainda o reforço da quota de mercado.

A Sonae MC registou vendas de 3.884 milhões de euros, um crescimento de 5,4% face a 2016. O crescimento é contudo ainda mais significativo no último trimestre do ano, quando atinge os 6,8% face a igual período do ano anterior.

Internacionalização soma e segue

A Sonae continua a saga da internacionalização. A empresa abriu este ano mais 149 lojas, 20 das quais fora de Portugal.

Para Luís Reis, “a Sonae já atingiu um patamar que já não faz sentido falar mercado a mercado, mas continuamos com um plano muito ambicioso, sobretudo focado no segmento de moda, com especial destaque para três insígnias, a Salsa, a Zippy e a Losan”.

Luís Reis destacou que a Losan, uma marca de origem espanhola, está já presente em mais de 40 países através da rede grossista.

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A tarde num minuto

  • Rita Frade
  • 24 Janeiro 2018

Não teve tempo de ler as notícias esta tarde? Fizemos um best of das mais relevantes para que fique a par de tudo o que se passou, num minuto.

António Costa anunciou esta tarde que a Google vai instalar, a partir de junho, em Oeiras, um centro de serviços, hub tecnológico, para a Europa, Médio Oriente e África. A Segurança Social adiantou também esta quarta-feira que já há 953 creches, espalhadas por todo o país, que beneficiam do complemento ao horário alargado.

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou em Davos que a multinacional norte-americana Google vai instalar, a partir de junho, em Oeiras, um centro de serviços, hub tecnológico, para a Europa, Médio Oriente e África, arrancando com 500 empregos qualificados.

Há 953 creches espalhadas por todo o país que já beneficiam do complemento ao horário alargado, adiantou esta quarta-feira a Segurança Social.

O presidente do PS, Carlos César, considera que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa não pode ser uma “serviçal dos interesses do Estado”. O socialista falava num programa da rádio TSF acerca da entrada da instituição no capital do Montepio Geral.

Os sindicatos dos CTT vão convocar uma greve geral para o dia 23 de fevereiro, avançou o Expresso. Eduardo Rito, dirigente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT), confirmou ao ECO que os trabalhadores vão manifestar-se contra os despedimentos e encerramento das estações de correios.

Esta quarta-feira, no dia em que completa dois anos desde que foi eleito como chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa relembrou os momentos que teve de adotar uma postura com “mais autoridade”.

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Curadores do GES contestam Ministério Público. “Herdade da Comporta arrisca insolvência”

Os gestores de insolvência das empresas do GES recorreram da decisão do Ministério Público, que recusou levantar o arresto da Comporta, impedindo, assim, a sua venda.

A Herdade da Comporta arrisca insolvência“. O aviso já tinha sido dado mas, desta vez, os gestores de insolvência das empresas do Grupo Espírito Santo (GES) são mais claros no alerta. Para evitar este desfecho, recorreram da decisão do Ministério Público, que em novembro travou a venda da Comporta ao empresário Pedro Almeida, por considerar que o processo não foi transparente.

A informação consta do último relatório, datado de 31 de dezembro de 2017 e publicado esta quarta-feira, dos gestores de insolvência das empresas do GES que tinham sede no Luxemburgo, onde se inclui a Rioforte, a holding já falida que, por sua vez, detém a Herdade da Comporta. Este ativo está arrestado pelo Estado português e, para que seja vendido, o Ministério Público tem de autorizar o levantamento deste arresto.

Em julho do ano passado, o empresário Pedro Almeida anunciou que tinha fechado um contrato para comprar 59,09% do Herdade da Comporta FEIIF, o fundo de investimento que gere os projetos turísticos e imobiliários daquela zona. O valor da operação nunca foi revelado e, na altura, Pedro Almeida, que controla a holding de investimentos Ardma, disse que pretendia transformar a Comporta num “resort exclusivo e altamente atrativo para o mercado internacional”. O objetivo do empresário passava por comprar também a Herdade da Comporta — Atividades Agrosilvícolas e Turísticas, a empresa que gere os arrozais da zona e que só pode ser vendida depois de o fundo imobiliário for vendido.

Contudo, a operação acabou por não merecer o aval do Ministério Público. “O Ministério Público analisou a forma como foi conduzido o processo de venda, e detetou, no decurso das suas várias fases, procedimentos, envolvendo vários participantes, que indicavam terem sido preteridas as condições de isenção, transparência e objetividade“, justificou então o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP). “Entendendo, assim, que não estavam reunidos os pressupostos judicialmente estabelecidos para alienação de ativos sob tutela judicial, o Ministério Público opôs-se, em 19 de outubro, ao requerido levantamento do arresto”, acrescentou.

Quando o processo de venda ainda estava a desenrolar-se, os curadores de insolvência do GES já tinham vindo avisar, no relatório datado de 31 de agosto, que, caso a venda não se concretizasse, a Herdade da Comporta deveria submeter-se a um processo de insolvência. Agora, vêm pronunciar-se sobre esta decisão do Ministério Público, anunciado que recorreram da mesma e que “a Herdade da Comporta arrisca a insolvência”.

Créditos reclamados já vão em 12,8 mil milhões

Entretanto, a fatura reclamada pelos credores das empresas do GES não para de aumentar. Estes credores tinham até 30 de setembro para reclamar os seus créditos e, na reta final deste prazo, o montante total do crédito reclamado aumentou em mais de 40% em relação ao último montante que tinha sido registado pelos curadores de insolvência. O que não aumenta é o dinheiro que as empresas falidas do GES têm para cobrir estas dívidas, que não chega para responder nem a 2% do total de créditos reclamados.

No caso da Espírito Santo International (ESI), a casa mãe do grupo que colapsou em 2014, os credores reclamaram 8,1 mil milhões de euros até ao final de setembro. Contudo, a empresa só tem depositados cerca de 134 milhões de euros, além de que a grande maioria deste montante são fundos “mantidos por precaução”, isto é, não estão garantidos. Assim, a ESI só dispõe de 1,65% do dinheiro que é reclamado pelos credores.

Na Rioforte, a situação é semelhante. Os credores da empresa do ramo não financeiro do GES reclamaram um total de 4,5 mil milhões de euros até 31 de agosto, mais 600 milhões do que as contas do relatório anterior, datado de 31 de agosto. Por outro lado, a Rioforte tinha depositados à volta de 110 milhões de euros para cobrir estas dívidas, o equivalente a 2,8% do total reclamado. “Este montante não inclui 73 reclamações retiradas que representam, aproximadamente, 790 milhões”, ressalva o relatório.

Resta ainda a Espírito Santo Control, que era detida por vários membros da família Espírito Santo e que controlava a ESI e a Rioforte. Neste caso, não há desenvolvimentos. “A sociedade não tem depósitos líquidos”, referem os curadores. Mas tem reclamações de créditos: a 30 de setembro, tinham dado entrada 10 reclamações de crédito (embora uma tenha sido retirada) relativas à Espírito Santo Control, no valor global de 267 milhões de euros.

Feitas as contas, os credores da ESI, da Rioforte e da Espírito Santo Control reclamaram um total de 12,86 mil milhões de euros e estas três entidades têm apenas 244,2 milhões de euros depositados, o que chega para cobrir apenas 1,89% da dívida total.

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Tribunal nega recurso. Lula condenado a 12 anos e um mês de prisão

  • Juliana Nogueira Santos
  • 24 Janeiro 2018

O recurso apresentado por Lula da Silva foi negado pelos três juízes de Porto Alegre, com a pena do antigo presidente a aumentar para 12 anos e um mês.

Com o voto unânime dos juízes desembargadores, o Tribunal Regional Federal da 4.ª região negou o recurso apresentado por Lula da Silva, no âmbito da Operação Lava Jato. A justiça brasileira confirmou, assim, a condenação do antigo Presidente brasileiro e aumentou a sua pena de nove anos para 12 anos e um mês. O julgamento demorou sete horas.

“O conjunto probatório é seguro, afirmativo, sobre provas acima do razoável de que o apartamento tríplex desde o início foi reservado para o Sr. Luiz Inácio Lula da Silva e assim permaneceu após a OAS assumir o empreendimento. Também há provas acima de dúvida razoável de que as reformas, compra da cozinha e utensílios foram feitas a favor do ex-presidente”, afirmou o juiz desembargador João Pedro Gebran Neto.

"Não importa o quão alto você esteja, a Lei está acima de você.”

Leandro Paulsen

Juiz desembargador

O segundo juíz a votar, Leandro Paulsen, que é também o presidente da 8.ª turma deste tribunal, fez questão de deixar claro que “não importa o quão alto você esteja, a Lei está acima de você”. Os votos têm estado a ser lidos, com cada um a demorar entre uma hora e meia e duas e meia. Mesmo antes de começar, os juízes têm alertado que os votos serão extensos.

Por fim, Victor Laus reiterou a intenção de negar o recurso a Lula, sendo que “o ex-presidente em algum momento, perdeu o rumo” e devia ter “impedido esquemas de corrupção”. Em vez disso, “em algum momento passou a tirar proveito da situação”. Os três juízes negaram ainda as críticas que têm sido apontadas às provas apresentadas por Sérgio Moro, afirmando que estas conseguiram resistir à defesa pelas duas vezes.

Em julho, quando Sérgio Moro condenou o antigo presidente do Brasil, não foi pedida a prisão imediata, permitindo que este recorresse da condenação em liberdade. Os advogados de defesa apresentaram assim o pedido de absolvição do político. O Ministério Público também pediu recurso, mas para que a pena fosse aumentada.

O juiz responsável por um dos maiores casos de corrupção política em território brasileiro — que até já deu origem a uma série da Netflix — considerou que Lula recebeu 3,7 milhões de reais (cerca de um milhão de euros) em subornos da construtora OAS, entre 2006 e 2012. O dinheiro terá sido depois utilizado pelo antigo presidente do Brasil para ampliar um triplex em Guarajá, São Paulo.

Vigílias na rua, avanços na bolsa

Os apoiantes de Lula da Silva já estão a juntar-se nas ruas para expressar o seu apoio desde o início desta manhã. Segundo o jornal brasileiro Folha de São Paulo, as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo estão a organizar vigílias em praças e às portas dos Tribunais Federais, em 17 capitais e cidades do interior.

Também nas três maiores cidades do país, Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, as marchas de apoio têm-se transformado em manifestações contra o sistema judicial. Os vários meios de comunicação brasileiros têm documentado estradas cortadas por pneus incendiados.

Por outro lado, na bolsa, a reação à confirmação da condenação está a ser aparentemente positiva. O índice brasileiro Ibovespa segue a avançar mais de 3%, ultrapassando pela primeira vez a barreira dos 82 mil pontos. Também se celebra nas ruas, com outro movimento contra Lula a emergir em São Paulo.

A participar na reunião anual do Fórum Económico Mundial em Davos, Michel Temer disse que prefere esperar pela decisão final para depois se manifestar. “Este é um tema que cabe à Justiça”, afirmou Temer, em declarações citadas pelo Folha.

(Notícia atualizada pela última vez às 07h51)

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Banco de Portugal já deu luz verde à administração do Haitong

O Banco de Portugal deu finalmente luz verde ao início de funções do conselho de administração do Haitong, uma decisão que surge um ano depois de terminado o anterior mandato.

O Banco de Portugal deu finalmente luz verde ao início de funções do conselho de administração do Haitong, uma decisão que surge um ano depois de terminado o anterior mandato. Wu Min (CEO) e Ling Young (chairman) vão liderar os destinos do ex-Besi nos próximos três anos, juntamente com oito outros membros. O conselho fiscal conta com mais quatro nomes.

Apenas Min e Young tinham passado no crivo do supervisor, mas faltava o aval sobre os nomes que iriam compor o conselho de administração do banco de investimento. Eis a confirmação do Haitong: Alan do Amaral Fernandes, António Domingues, Christian Georges Jacques Minzolini, Mo Yiu Poon, Pan Guantao, Paulo José Lameiras Martins, Vincent Marie L. Camerlynck e Xinjun Zhang também já podem iniciar funções.

De acordo com o mesmo comunicado publicado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), foi também concedida autorização ao conselho fiscal composto por Mário Paulo Bettencourt de Oliveira, Cristina Maria da Costa Pinto, Maria do Rosário Mayoral Robles Machado Simões Ventura e Paulo Ribeiro da Silva (membro suplente).

“O início de atividade nas ditas funções terá lugar na presente data e as mesmas serão exercidas até ao termo do mandato em curso: 2017-2019”, indica o Haitong.

Conforme avançou o ECO na semana passada, estava para breve este anúncio que surge, ainda assim, 13 meses depois de ter expirado o mandato de Hiroki Miyazato e José Maria Ricciardi — ambos abandonaram o banco no final de 2016.

Entre janeiro e junho, o Haitong Bank registou prejuízos de quase 80 milhões de euros, depois de o produto bancário ter afundando 45% e os custos operacionais terem aumentado em função do plano de reestruturação.

Aquando do regaste do BES, em agosto de 2014, o BESI foi integrado no Novo Banco, tendo sido depois vendido em setembro de 2015 ao grupo chinês Haitong por 379 milhões de euros e denominado Haitong Bank.

(Notícia atualizada às 19h05)

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Vendas da Sonae batem recorde. Worten brilha, Salsa também

Dados preliminares revelam crescimento de de 6,9% para os 5.554 milhões de euros. Worten superou pela primeira vez a fasquia dos mil milhões de euros. Comércio online já vale 100 milhões de euros.

As vendas das áreas de retalho da Sonae aumentaram 6,9% em 2017, superando os 5,5 mil milhões de euros, de acordo com informação revelada esta quarta-feira pelo grupo co-liderado por Ângelo Paupério e Paulo Azevedo, à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). O alimentar continua a ter um elevado peso, mas a Worten brilhou. E a Salsa ajudou.

Os dados — ainda preliminares, uma vez que as contas do exercício não estão ainda fechadas — receberam o contributo positivo de todas as unidades de negócio. No último trimestre do ano as vendas cresceram 7,3% face a 2016 para os 1.556 milhões de euros. Ainda a destacar as vendas online que já ultrapassam os 100 milhões de euros, especialmente com a contribuição da Worten, Sonae MC e Salsa.

No conjunto de 2017, a área de retalho alimentar (com as insígnias Continente, Continente Bom Dia, Meu Super e Go Natural), cujo peso é muito significativo nas contas da Sonae, atingiram os 3.884 milhões de euros, um crescimento de 5,4% quando comparado com 2016. A expansão da rede de lojas (com a abertura de mais 19 Continente Bom Dia e um Continente Modelo) e um crescimento de vendas do universo comparável de lojas de 1,2%, contribuíram para este crescimento, a que não é alheio um conjunto de medida implementadas “no sentido de fortalecer a sua proposta de valor”. Entre essas medidas está a melhoria da qualidade dos perecíveis e a perceção do preço confirmada pela DECO, em outubro de 2017.

A Sonae dá conta de que “o desempenho operacional permitiu à Sonae MC continuar a reforçar a sua quota de mercado quer no trimestre, quer no ano”. No último trimestre do ano, as vendas da Sonae MC cresceram 6,8% para 1.070 milhões de euros, com a variação de vendas no universo comparável de lojas a atingir os 3,2%.

Continuando a apostar na área de Health&Wellness, a Sonae MC aumentou a variedade de produtos saudáveis nas lojas Continente com a marca renovada bio e saudável, e com a aquisição de 51% da Go Natural e 10% dos supermercados Brio e ainda a abertura de 19 Well’s e 3 clínicas Dr. Well’s.

Luís Moutinho, CEO da Sonae MC, afirma em comunicado: “O ano de 2017 foi uma vez mais, um ano positivo para a Sonae MC com o contínuo reforço da nossa liderança num ambiente de mercado bastante exigente”.

Worten supera os mil milhões de euros

Quem também tem motivos para festejar é a Worten. As vendas da marca superaram pela primeira vez os mil milhões de euros, mais precisamente 1.003 milhões, tendo reforçado a sua posição de liderança no mercado português. O crescimento das vendas da Worten cifraram-se nos 10,2% face a 2016, com um crescimento no universo comparável de lojas de 7,7% e um crescimento da operação online (em Portugal o crescimento é de 50% e em Espanha 65%).

No quatro trimestre do ano, onde se regista o impacto do Natal, as vendas da Worten cresceram 13,4% em comparação com o período homólogo do ano anterior, para 313 milhões.

Miguel Mota Freitas, CEO da Worten e Sonae S&F afirma: “A Worten terminou um ano particularmente positivo, ao ultrapassar os mil milhões de euros de vendas e um crescimento de vendas no universo comparável de lojas próximo dos dois dígitos“. Já sobre a divisão de Sports& Fashion, o ceo refere: “apresentou um crescimento de vendas de 11,7% com uma contribuição positiva do universo comparável de lojas das marcas fashion, apesar do impacto negativo das condições climatéricas sentidas no mês de outubro”.

Salsa veste números da moda

De acordo com o relatório das vendas preliminares, o segmento de Sports & Fashion registou vendas de 589 milhões de euros, em 2017, um aumento de 11,7% quando comparado com o ano anterior “beneficiando não só da consolidação da Salsa no primeiro semestre, mas também do contributo positivo das restantes marcas”.

O segmento de moda da Sonae, reafirma assim “o caminho de crescimento contínuo verificado ao longo dos últimos trimestres, apesar das condições meteorológicas desfavoráveis, que conduziram a um arranque tardio da estação fria”.

Sobre o acordo com a JD para a fusão da Sport Zone com a JD Sprinter, formalizado em setembro de 2017, a Sonae adianta que “o mesmo decorre como previsto, incluindo a aprovação por parte da Autoridade da Concorrência (recebida no passado dia 18 de janeiro) prevendo-se a concretização da transação para breve”.

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Alexandre Mestre lança obra sobre Direito do Fitness

  • ADVOCATUS
  • 24 Janeiro 2018

O ex-secretário de Estado do Desporto e Juventude, Alexandre Mestre, lança o livro “Direito do Fitness – Atividades em Ginásios e Health Clubs”. Vai ser apresentado hoje, quarta-feira.

O livroDireito do Fitness – Atividades em Ginásios e Health Clubs”, pelo ex-secretário de Estado do Desporto e Juventude, Alexandre Mestre, chega para dar resposta a perguntas recorrentes como se “é necessário um exame médico para frequentar um ginásio?” ou se “os contratos de fidelização são legais?”, entre outras dúvidas relativas ao funcionamento dos ginásios em Portugal.

Esta obra, inovadora na área do fitness, quer também “contribuir para a adequada regulação da atividade”, que cada vez mais se torna pertinente. Dirige-se, portanto, a todos os profissionais do setor, mas também aos utentes dos ginásios.

Tem ainda como objetivo sugerir soluções a adotar pelos profissionais do Direito chamados a interpretar e aplicar a múlti­pla normação, mais ou menos específica, do setor, designadamente na advocacia, na magistratura judicial, no Ministério Público, na Provedoria de Justiça e na ASAE.

"Com uma linguagem simples e uma abordagem despretensiosa, pretende, de forma pedagógica, ser tão acessível quanto útil a todos os que lidam com o direito do fitness”

Alexandre Mestre

O autor adianta que “com uma linguagem simples e uma abordagem despretensiosa” a obra pretende “de forma pedagógica, ser tão acessível quanto útil a todos os que lidam com o direito do fitness”.

De acordo com o Barómetro da Associação de Empresas de Ginásios e Academias de Portugal, o valor deste mercado ronda os 214 milhões de euros, havendo cerca de 530 mil clientes e 1.100 empresas. A abertura de novos ginásios aumentou 14% em 2016 face a 2015.

Alexandre Mestre é advogado desde 2003, além de consultor na Abreu Advogados. Foi secretário de Estado do Desporto e Juventude entre 2011 e 2012. Em 2015 concluiu o doutoramento em Direito Europeu do Desporto na Edge Hill University e leciona Direito do Desporto em diferentes instituições de ensino superior.

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Um dia depois de o Fisco pedir aos contribuintes para atualizarem dados, site crashou

Já entrou no Portal das Finanças para atualizar o seu agregado familiar? O site está lento e, por vezes, essa funcionalidade fica mesmo indisponível. E chega mesmo a crashar.

Exemplo de uma das páginas de erro que aparece no Portal das Finanças.

O Portal das Finanças está com dificuldades técnicas. Além da lentidão, o site dá erro caso tente comunicar ou consultar o seu agregado familiar, como experimentou o ECO em várias tentativas. Esta dificuldade técnica surge um dia depois do Ministério das Finanças ter comunicado que os contribuintes têm até dia 15 de fevereiro para atualizar a informação sobre o agregado familiar.

Numa das tentativas para atualizar o agregado familiar, o Portal das Finanças mostra uma página que diz que “a funcionalidade que tentou aceder não se encontra disponível”. Por diversas vezes, o site fica a carregar indefinidamente, sendo que noutras dá mesmo erro. O browser utilizado foi o Google Chrome. Contactado pelo ECO, o Ministério das Finanças explica que estão a ser feitas atualizações no site e que o problema está a ser resolvido.

Exemplo de uma das páginas de erro que aparece no Portal das Finanças.

Esta funcionalidade onde se estão a verificar os principais problemas de acesso foi disponibilizada esta terça-feira. Em comunicado, o Ministério liderado por Mário Centeno anunciou que “já se encontra disponível no Portal das Finanças a funcionalidade que permite aos contribuintes comunicarem, com referência a 31 de dezembro de 2017, a composição do seu agregado familiar e outros dados relevantes, como a identificação matricial do imóvel que constitui a habitação permanente do agregado”.

Tal como acontece com a regularização das faturas, os contribuintes devem fazer esta atualização da informação do agregado familiar e da morada até dia 15 de fevereiro. Recorde-se que este ano o IRS não poderá ser entregue em papel. A declaração terá de ser submetida exclusivamente por via eletrónica pelo que os problemas informáticos ganham outra dimensão.

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Eduardo Catroga diz que “estamos a assistir a uma diarreia legislativa que tem que parar”

  • Lusa
  • 24 Janeiro 2018

Eduardo Catroga, presidente do Conselho Geral e de Supervisão da EDP, criticou a "diarreia legislativa" e afirmou que alguém vai ter de "parar os reguladores".

O economista Eduardo Catroga criticou o que apelidou de “uma diarreia legislativa que tem que parar” e que afeta sobretudo o setor financeiro, referindo que “mais tarde ou mais cedo alguém tem que parar os reguladores”. Na intervenção na conferência sobre remuneração de executivos e corporate governance, organizada pela Mercer, em conjunto com a Sérvulo & Associados, em Lisboa, o antigo ministro das Finanças considerou que “no setor financeiro, sobretudo, os reguladores passaram do oito para o 80”, o que faz com que “as empresas vão andar preocupadas em concentrar energia na gestão burocrática dos reguladores”.

O atual presidente do Conselho Geral e de Supervisão da EDP, em representação do maior acionista da elétrica, a China Three Gorges, criticou ainda a forma como algumas diretivas europeias são transpostas para a lei portuguesa: “Aparecem umas diretivas europeias e somos mais papistas do que o papa”. “Os reguladores nem sempre têm sentido de proporcionalidade”, lançou, dando como exemplo a “excessiva e desproporcionada interferência” na transposição em Portugal de uma diretiva que obrigada a que o presidente do Conselho Geral e de Supervisão (CGS) da EDP seja independente, o que lhe vetou a possibilidade de um novo mandato na liderança deste órgão.

“Mais tarde ou mais cedo alguém tem que parar os reguladores”

Eduardo Catroga

Presidente do Conselho Geral e de Supervisão da EDP

O ex-ministro dos Negócios Estrangeiros Luís Amado é o nome proposto pelos acionistas China Three Gorges (CTG), BCP, Sonatrach, Oppidum e Senfora — que representam mais de 40% do capital — para presidente do CGS da EDP para o próximo triénio, como independente, tal como obriga o Regime Jurídico da Supervisão de Auditoria.

Em declarações aos jornalistas, o economista explicou que, “ao contrário do que acontece no modelo dualista alemão, na lei portuguesa, para a mesma diretiva comunitária, […] os portugueses interpretaram que o CGS tem que ser constituído por maioria de independentes, o que já era, incluindo o presidente e, a partir desse momento, nem a CTG, nem a Capital Group, nem a Oppidum podem desempenhar a função de ‘chairman’”.

“Mais tarde ou mais cedo alguém tem que parar os reguladores”, declarou o economista. Instado a comentar os salários praticados na elétrica liderada por António Mexia, Eduardo Catroga disse que “toda a gente conhece as críticas às remunerações dos gestores a, b e c”, mas que os salários são comparados com os praticados com outras empresas do setor e “ganham um terço da congénere aqui ao lado”.

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