Fortuna dos multimilionários continua a ‘engordar’. Em 2025 cresceu 2,2 biliões de dólares

Os 500 mais ricos do mundo aumentaram a sua fortuna em 2,2 biliões de dólares em 2025, com Elon Musk e a Larry Ellison a liderarem os maiores ganhos individuais do ano.

As 500 pessoas mais ricas do mundo continuam a ver a sua fortuna pessoal a crescer e, em 2025 registaram um aumento recorde de 2,2 biliões de dólares. Segundo a Bloomberg, os mercados em expansão, desde ações a criptomoedas e metais preciosos, fizeram disparar o valor dos ativos.

Os ganhos, que elevaram o património deste conjunto de bilionários para 11,9 biliões de dólares, foram impulsionados pela vitória eleitoral de Donald Trump no final de 2024, e apenas sofreram uma breve quebra em abril, quando o receio de tarifas impostas pela nova administração dos EUA levou a uma queda dos mercados, provocando a maior perda de riqueza num único dia desde a pandemia.

Como seria expectável o setor das grandes tecnológicas liderou os lucros, impulsionado pela euforia em torno da inteligência artificial (IA), que continua a catapultar as ações das tecnológicas norte-americanas.

Cerca de um quarto de todos os ganhos registados pelo índice da Bloomberg tem origem em apenas oito indivíduos, incluindo o presidente da Oracle, Larry Ellison, o CEO da Tesla, Elon Musk, o cofundador da Alphabet, Larry Page, e o fundador da Amazon, Jeff Bezos. Ainda assim esta contribuição foi menor do que no ano passado, quando os mesmos oito multimilionários representaram 43% dos ganhos totais.

Elon Musk lidera a lista dos mais ricos

O líder da Tesla e da SpaceX mantém-se no topo da lista dos mais ricos do mundo e, em 2025, ganhou 190,3 mil milhões de dólares, permanecendo no centro das atenções ao longo do ano. Apesar de perdas temporárias, provocadas por críticas à sua interferência política e pela queda das ações da Tesla, a sua fortuna recuperou depois de se afastar da Casa Branca.

A recente valorização da SpaceX, agora a empresa privada mais valiosa do mundo, fez com que o património de Elon Musk ultrapassasse os 622,7 mil milhões de dólares, enquanto o novo pacote de compensação aprovado pelos acionistas da Tesla poderá colocá-lo no caminho para se tornar o primeiro trilionário do mundo.

Família Trump contabiliza 6,8 mil milhões de património líquido

Donald Trump e a sua família registaram um crescimento mais modesto, mas consistente, da sua riqueza em 2025, com um ganho anual de 282 milhões de dólares, elevando o património líquido para 6,8 mil milhões de dólares. A sua fortuna continua ligada a imóveis, investimentos e atividades empresariais, refletindo uma subida relativamente estável face a outros multimilionários que tiveram ganhos extraordinários ao longo do ano.

Larry Ellison, cofundador da Oracle, arrecadou 57,7 mil milhões de dólares

Aos 81 anos, o cofundador da Oracle, contabiliza um património líquido de 249,8 mil milhões de dólares e tem assumido mais responsabilidades na gestão diária da empresa, liderando o ambicioso projeto de expansão em infraestrutura de IA. O património líquido de Ellison disparou 89 mil milhões de dólares num só dia, após um relatório trimestral excecional ligado à expansão da Oracle em IA, marcando a maior subida diária de riqueza alguma vez registada pelo Bloomberg Billionaires Index até à data.

Além disso, tem investido no setor mediático, incluindo o apoio financeiro à aquisição hostil de 108 mil milhões de dólares da Warner Bros pelo filho David Ellison, e participa em projetos como o Stargate AI e TikTok nos EUA, que poderão aumentar ainda mais a sua fortuna em 2026.

Gina Rinehart, a australiana mais rica, ganhou 12,6 mil milhões de dólares

A australiana Gina Rinehart, líder da Hancock Prospecting e a pessoa mais rica da Oceânia, beneficiou do foco global na aquisição de minerais raros essenciais para tecnologias modernas. Através da sua empresa, Gina Rinehart detém a maior carteira de minerais raros fora da China, consolidando-se como uma peça-chave numa geopolítica cada vez mais tensa.

Em 2025, o seu património líquido atingiu 37,7 mil milhões de dólares, com um ganho anual de 12,6 mil milhões de dólares. Participou em eventos na propriedade de Trump em Mar-a-Lago e investe na Trump Media & Technology Group, ampliando ainda mais a sua influência e fortuna.

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Repsol ganha concurso para fornecer combustível rodoviário ao Exército

BP Portugal, B2 Mobility e Petrogal eram os restantes operadores de combustíveis concorrentes. Contrato de mais de 1,6 milhões tem a duração de um ano.

A Repsol ganhou o concurso para o fornecimento de combustíveis rodoviários ao Exército Português no montante de mais de 1,6 milhões de euros. Ao contrato, com duração de um ano, concorreram igualmente a BP Portugal, B2 Mobility e Petrogal.

Pelo fornecimento de combustíveis rodoviários a granel, o Exército Português “obriga-se a pagar o valor resultante do preço por litro de combustível consumido deduzido do desconto fixado na proposta adjudicada, sendo fixado em 1.657 194,22 euros (um milhão seiscentos e cinquenta e sete mil, cento e noventa e quatro euros e vinte e dois cêntimos) o preço contratual máximo para o presente contrato, valor ao qual acresce o imposto sobre o valor acrescentado (IVA), à taxa legal em vigor”, pode ler-se no contrato publicado em dezembro no Portal Base.

O acordo prevê o abastecimento de gasóleo simples em várias localizações do Exército, espalhadas pelo país, como a área militar de Tancos ou Santa Margarida.

“O contrato tem como data de início estimada o dia 1 de janeiro de 2026 e duração de um ano, não podendo o seu termo ultrapassar o dia 31 de dezembro de 2026″, refere ainda o documento.

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Compras na época natalícia sobem 8% e comércio online cresce 19%

  • Lusa
  • 31 Dezembro 2025

A SIBS indica que o maior pico de transações foi no dia 24 de dezembro, com 446 transações por segundo a serem realizadas pelas 11:03.

O número total de compras realizadas entre 1 e 24 de dezembro aumentou 8% face a 2024, tendo as compras no comércio online crescido 19%, segundo dados do SIBS Analytics divulgados esta quarta-feira. De acordo com a entidade gestora da rede Multibanco, o número total de compras na época natalícia de 2025 aumentou 8% e o valor cresceu 7%.

O consumo e-commerce continuou a tendência de crescimento ao registar um aumento de 19% no número e 14% no valor total de compras realizadas entre os dias 01 e 24 de dezembro, em comparação com o mesmo período de 2024. “No total de compras, o peso do e-commerce representou 18% em número e 21% em valor”, indica a SIBS.

Esta análise concluiu também que o maior pico de transações foi no dia 24 de dezembro, com 446 transações por segundo a serem realizadas pelas 11:03.

Segundo a SIBS, o MB WAY também se destacou no período natalício, com um crescimento de 21% em compras físicas e de 36% em compras online face ao período homólogo de 2024, sendo que uma em cada cinco compras foram realizadas através deste meio de pagamento neste período.

A análise feita pela SIBS considera compras em lojas físicas dos cartões portugueses na rede Multibanco e os pagamentos ‘online’ de cartões portugueses, incluindo os pagamentos com MB WAY.

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Linha SNS24 agendou cerca de 2.800 consultas diárias nos cuidados primários em 2025

  • Lusa
  • 31 Dezembro 2025

A Linha SNS 24 foi reforçada ao nível dos recursos humanos, contando atualmente com uma bolsa de mais de 3.700 profissionais, "um aumento significativo face aos cerca de 2.500 em 2024.

A Linha SNS 24 atendeu mais de 5,7 milhões de chamadas, em 2025, e agendou mais de um milhão de consultas nos cuidados de saúde primários, o que corresponde a cerca de 2.800 consultas diárias.

Este serviço registou um aumento de cerca de 65% face a 2024, refere uma informação enviada à agência Lusa pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), ao explicar que os números resultam, sobretudo, “do alargamento do projeto Ligue Antes, Salve Vidas, que já abrange 27 Unidades Locais de Saúde e 7,8 milhões de utentes”.

Este projeto prevê o encaminhamento dos utentes para consultas presenciais (no próprio dia ou no dia seguinte) nos cuidados de saúde primários. “Evitam-se assim idas desnecessárias às urgências e esperas por consulta à porta do centro de saúde”, explicou a presidente do Conselho de Administração da SPMS, Sandra Cavaca, citada na nota enviada.

A Linha SNS 24 foi reforçada ao nível dos recursos humanos, contando atualmente com uma bolsa de mais de 3.700 profissionais, “um aumento significativo face aos cerca de 2.500 em 2024 e aos 1.600 existentes em outubro de 2023”. Apesar do aumento do número de profissionais, subsistem picos no número de chamadas em determinados dias e horas, refere a SPMS, apontando os dias a seguir aos domingos e feriados, nomeadamente, as segundas-feiras de manhã, com maior pressão.

“É fundamental que todos saibam que o SNS funciona 24 horas por dia e, por isso, nenhum utente fica por atender”, sublinhou Sandra Cavaca. Durante o ano de 2025, foram lançados o novo Portal e a nova App SNS 24, que passaram a disponibilizar mais de 20 serviços digitais, oferecendo alternativas aos cidadãos, sobretudo nos períodos de maior pressão, informa a SPMS.

Foi também criada a Linha Nacional de Prevenção do Suicídio – 1411, que “veio reforçar a resposta do SNS na área da saúde mental e o apoio em situações de maior vulnerabilidade”.

“No âmbito do Plano para a Resposta Sazonal em Saúde – Módulo Inverno 2025/2026 deu-se início à triagem digital respiratória através da App SNS 24. Implementou-se, ainda, um assistente de inteligência artificial (IA) para avaliação de sintomas respiratórios e arrancou o mecanismo de call-back (retorno de chamadas), para que nenhum utente fique sem resposta”, refere a SPMS.

Mais de 70 mil utentes já utilizaram o serviço Teleconsulta Linha SNS 24, lançado no final de 2024, sendo que destes cerca de 70% aceitaram a teleconsulta quando esta foi proposta e mais de 80% das situações ficaram resolvidas sem necessidade de outros cuidados, adianta o SPMS.

Desde o lançamento do serviço na App SNS 24, foram realizadas mais de 36 mil triagens digitais para sintomas respiratórios e de orofaringe. “É uma resposta rápida e eficiente, para utentes com idade igual ou superior a 18 anos, sobretudo em períodos de elevada procura. Cerca de 30% das triagens de sintomas respiratórios já são atendidas e resolvidas através da triagem digital e pelo assistente de IA para problemas respiratórios.”

A rede de Balcões SNS 24 conta com cerca de 430 balcões, que asseguram apoio presencial à utilização dos serviços digitais, garantindo que nenhum cidadão fica para trás.

“O ano que agora termina foi repleto de desafios. Mas o SNS 24 soube adaptar-se, aumentando a sua carteira de serviços e reforçando a sua capacidade de atendimento, para prestar mais e melhores serviços e reforçar a segurança e o conforto dos utentes”, sublinhou Sandra Cavaca.

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Gilda Carvalho é a nova diretora adjunta da RTP2 e RTP Memória. ERC já aprovou

  • + M
  • 31 Dezembro 2025

A nomeação é a mais recente mexida nas direções do grupo RTP, tendo sido já aprovada pela ERC.

O conselho de administração da RTP nomeou Gilda Carvalho para o cargo de diretora adjunta da RTP2 e RTP Memória, juntando-se assim à equipa liderada por Gonçalo Madail. A nomeação foi aprovada pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) na terça-feira, 30 de dezembro.

Na deliberação, a ERC nota que Gilda Carvalho é “uma profissional com considerável e importante experiência no setor específico para que é nomeada, incluindo no seu percurso profissional o desempenho de cargos de coordenação e de chefia, e ao serviço da RTP, o que lhe confere um conhecimento aprofundado do funcionamento da concessionária do serviço público de media”.

A profissional desempenhava desde novembro de 2023 o cargo de subdiretora da RTP Memória & Imagem e Inovação, de acordo com a informação no seu Linkedin.

Esta é a mais recente movimentação nas direções do grupo RTP após ter reduzido, em junho, o número de diretores e diretores adjuntos de 30 para apenas 23 diretores (com cinco direções em acumulação).

Esse processo marcou a saída de Teresa Paixão da direção da RTP2 e de Nuno Galopim da direção da Antena 1. Esteve ainda envolvido em polémica com a substituição de António José Teixeira por Vítor Gonçalves na direção de informação da RTP.

Meses depois, em setembro, o grupo nomeou Ricardo Matos Salvado para diretor adjunto de programação da Antena 1, RDP Internacional, e RDP África e Nuno Galopim para diretor adjunto de programação da Antena 2.

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Pedro Nuno Santos falta a Conselho de Estado sobre Ucrânia

  • ECO
  • 31 Dezembro 2025

A eleição dos representantes do Parlamento no Conselho de Estado está atrasada, mas o Presidente decidiu convocar a reunião para discutir a situação na Ucrânia.

Pedro Nuno Santos não vai participar na reunião do Conselho de Estado, convocada para o dia 9 de janeiro, para discutir a situação na Ucrânia. A notícia é avançada pelo Expresso, que adianta que a convocatória de Marcelo Rebelo de Sousa causou polémica entre os candidatos presidenciais por se realizar a meio do período oficial de campanha e ainda por dois dos conselheiros de Estado, Marques Mendes e André Ventura, serem candidatos às eleições de 18 de janeiro.

“Não faz sentido ir”, disse Pedro Nuno Santos ao Expresso, lembrando as circunstâncias pelas quais é conselheiro e continua a ser. “Fui eleito para o Conselho de Estado em nome do PS, por ser secretário-geral. Deixei de o ser há sete meses”, afirma, lembrando que apenas continua a ter lugar no órgão de aconselhamento do Presidente porque o Parlamento ainda não escolheu os novos membros.

O Conselho de Estado tem cinco membros eleitos pelo Parlamento, cujo mandato termina com a legislatura. Na anterior, iniciada em abril de 2024, PSD, PS e Chega chegaram a um consenso para eleger Francisco Pinto Balsemão, Carlos Moedas, Pedro Nuno Santos, Carlos César e André Ventura, cujos mandatos terminaram em junho deste ano, e não existe ainda acordo para eleger novos membros.

As eleições para os representantes parlamentares no Conselho de Estado, bem como para outros órgãos externos, têm sido adiadas devido à falta de nomes ou listas por parte dos partidos.

Cansado de esperar, o Presidente da República acabou por convocar a reunião do Conselho de Estado sobre a Ucrânia, após o primeiro-ministro ter admitido, em Kiev, a possibilidade de participação de tropas portuguesas num processo de paz na Ucrânia.

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Exército quintuplicou investimento em 2025 através da Lei da Programação Militar

  • Lusa
  • 31 Dezembro 2025

Entre os principais investimentos financiados estão a modernização das Pandur, a defesa antiaérea de curto alcance e o reforço de comunicações e comando e controlo, detalha o Exército.

O orçamento da Lei de Programação Militar (LPL) foi reforçado em 221 milhões de euros em 2025, cinco vezes acima da dotação inicial, reflexo do investimento associado ao objetivo dos 2% do PIB em defesa, anunciou hoje o Exército.

Num comunicado, o Gabinete do Chefe do Estado-Maior do Exército revelou que a dotação da LPM registou, em 2025, “uma subida muito significativa ao longo do ano”, de 55,9 milhões de euros, em janeiro, para 276,6 milhões de euros, na dotação corrigida de dezembro, “representando um reforço de 220,7 milhões de euros”.

“Em termos percentuais, este aumento corresponde a +395% face à dotação inicial, o que significa que a LPM de 2025 ficou perto de cinco vezes acima do valor com que começou o ano”, acrescentou.

Segundo o Exército, a maior fatia deste reforço foi assegurada pelo investimento em Defesa associado ao objetivo de cumprir os 2% do Produto Interno Bruto (PIB), no montante de 177 milhões de euros, que representam cerca de 64% da dotação total e aproximadamente 80% do reforço registado durante este ano.

A este montante somam-se verbas provenientes do apoio à Ucrânia (15,194 milhões de euros), a transição de saldos (17,765 milhões de euros) e receitas próprias do Exército (6,683 milhões de euros) e alienação de equipamento (4,056 milhões de euros).

Entre os principais investimentos financiados estão a modernização da VBR PANDUR (viatura blindada de rodas), com 100 milhões de euros, a Defesa Antiaérea de Curto Alcance (SHORAD), com 45 milhões de euros, e o reforço de comunicações e comando e controlo, com 17 milhões de euros para módulos SIC-T (Sistema de Informação e Comunicações Tático) e 5 milhões de euros para o HMS (Sistema de Gestão de Quartéis-Generais).

“O reforço inclui ainda 10 milhões de euros para o projeto Anticarro, permitindo redimensionar o nível de ambição e preparar a aquisição”, acrescentou.

No âmbito das verbas provenientes do apoio à Ucrânia, a dotação adicional foi direcionada para áreas de mobilidade e proteção, incluindo investimento em VTM (Viaturas Táticas Médias), ciberdefesa e continuidade de modernização.

As receitas próprias do Exército permitiram reforçar capacidades operacionais, como a aquisição de micro UAV (drones), viabilizando a concretização do investimento previsto para 40 sistemas e reforçando a vigilância, reconhecimento e compreensão situacional em apoio às forças no terreno.

Segundo o Exército, a evolução da LPM permite sustentar “prioridades como a modernização de plataformas, defesa antiaérea, digitalização do comando e controlo, comunicações táticas, cibe resiliência e sistemas não tripulados, em coerência com requisitos de interoperabilidade e metas operacionais no quadro aliado”.

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Aeroporto de Lisboa vai ser reforçado com 10 militares da GNR no sábado

  • Lusa
  • 31 Dezembro 2025

Os militares da GNR vão ser colocados na zona das chegadas para fazer o controlo de passaportes. O aeroporto de Lisboa já tinha sido reforçado com 80 agentes da PSP, n período de Natal e Ano Novo.

O aeroporto de Lisboa vai ser reforçado com 10 militares da GNR que começam a trabalhar no sábado, depois de receberam “uma ligeira formação” na sexta-feira, revelou esta quarta-feira à Lusa fonte policial. Segundo a mesma fonte, os militares da GNR vão ser colocados na zona das chegadas para fazer o controlo de passaportes.

Na terça-feira, o Governo anunciou o reforço imediato com militares da Guarda Nacional Republicana como uma medida de contingência no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, para reduzir os tempos de espera na zona das chegadas.

Outras das medidas para diminuir as filas foi a suspensão imediata do sistema europeu de controlo de fronteiras para cidadãos extracomunitários, denominado Sistema de Entrada/Saída (EES) da União Europeia, durante três meses no aeroporto de Lisboa, tendo a Comissão Europeia já avançado que vai pedir “mais detalhes” a Portugal sobre esta interrupção.

O aeroporto de Lisboa não registou esta manhã qualquer constrangimento, mas fonte policial indicou à Lusa que os tempos de espera devem aumentar nas chegadas ao início da tarde, uma vez que estiveram parados durante algum tempo cinco voos provenientes do Brasil com 1.200 passageiros. O aeroporto de Lisboa já tinha sido reforçado com 80 agentes da PSP, durante o período de Natal e Ano Novo, devido aos elevados tempos de espera.

O novo sistema europeu de controlo de fronteiras para cidadãos extracomunitários entrou em funcionamento em 12 de outubro em Portugal e restantes países do espaço Schengen e desde então os tempos de espera têm-se agravado, principalmente no aeroporto de Lisboa, com os passageiros a terem de esperar, algumas vezes várias horas.

Esta situação levou o Governo a criar no fim de outubro uma task force de emergência para gerir a situação de crise. Desde 10 de dezembro que está a decorrer a segunda fase com a recolha de dados biométricos, que consiste na obtenção de fotografia e impressões digitais do passageiro, o que tem complicado ainda mais a situação.

Com a suspensão do sistema informático EES, os passageiros fora do espaço Schengen – que não pertencem ao espaço europeu de livre circulação de pessoas e mercadoria e que necessitam de passar pelo controlo de fronteiras – voltam a ser controlados pelo sistema antigo, que envolve a leitura do passaporte e, frequentemente, o carimbo manual para registar a entrada/saída, com os agentes a verificar a identidade e duração da estadia.

Numa resposta enviada à Lusa, a PSP, que herdou em 2023 do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras o controlo de passageiros nas fronteiras aeroportuárias, refere que “tem estado praticamente em capacidade máxima no controlo de fronteira”, admitindo que “em determinados momentos, o tempo de espera, por vários fatores, não é o desejável”.

A PSP sublinha que “são somente disponibilizados” pela gestora do aeroporto de Lisboa 16 balcões de atendimento nas chegadas e 14 nas partidas, além das e-gates (portas tecnológicas para leitura biométrica).

Por sua vez, a gestora aeroportuária ANA alega que as filas devem-se à ausência de recursos humanos, planeamento adequado e de estabilidade nas e-gates (portas tecnológicas para leitura biométrica), sustentando que está à vista dos passageiros, que são confrontados com boxes fechadas e e-gates desligadas.

O Sistema de Segurança Interna (SSI) já tinha admitido que o EES poderia ser suspenso durante o Natal para evitar filas nos aeroportos. O presidente do Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia (SNOP), Bruno Pereira, considerou que com esta decisão “a segurança nacional fica fragilizada”, sustentando que é “uma cedência do Governo ao interesse económico” e “o empurrar do problema com a barriga”.

O presidente do sindicato que representa a maioria dos comandantes e dirigentes da PSP sustentou também que se trata de “um retrocesso de uma medida decidida pela União Europeia” e avançou que os prazos em Portugal não vão ser comprimidos, uma vez que este sistema tem que estar a funcionar a 100% em toda a UE em abril.

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Mensagem de Ano Novo. Putin acredita na vitória sobre a Ucrânia

  • Lusa
  • 31 Dezembro 2025

O Presidente russo apelou ainda aos seus concidadãos para que apoiem os "heróis" que lutam na frente de batalha.

O Presidente russo, Vladimir Putin, afirmou esta quarta-feira, durante o seu discurso de Ano Novo, que a Rússia acredita na vitória na guerra contra a Ucrânia, quase quatro anos após o início da invasão da russa deste país. “Dou os parabéns a todos os nossos combatentes e comandantes pela aproximação do Ano Novo. Acreditamos em vocês e na nossa vitória”, disse Putin, num discurso transmitido pela televisão alguns minutos antes da península oriental russa de Kamchatka entrar em 2026.

Citado pela agência AFP, o Presidente russo apelou ainda aos seus concidadãos para que apoiem os “heróis” que lutam na frente de batalha. O conflito na Ucrânia, desencadeado por Moscovo em fevereiro de 2022, é o mais mortífero na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, com dezenas ou mesmo centenas de milhares de mortos.

Hoje é o 26º aniversário da chegada ao poder do Presidente russo, após a demissão de Boris Yeltsin em 31 de dezembro de 1999. Os votos de Ano Novo, uma tradição iniciada pelo líder soviético Leonid Brezhnev, são transmitidos pela televisão pública antes da meia-noite em cada um dos 11 fusos horários do país e vistos por milhões de pessoas.

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França quer banir redes sociais a menores de 15 anos a partir de setembro

  • Rafael Correia
  • 31 Dezembro 2025

O país liderado por Emmanuel Macron está prestes a avançar com restrições após movimentos semelhantes na Dinamarca e na Austrália.

A França planeia proibir o acesso aos menores de 15 anos às redes sociais já a partir de setembro de 2026. A legislação deverá ser debatida no parlamento francês no início do novo ano, em conjunto com a proibição dos telemóveis nas escolas secundárias, avançam os jornais Le Monde e France Info, em informação já replicada por outros meios internacionais.

Esta é a mais recente movimentação no campo da proibição do acesso às redes sociais pelos jovens, que ganhou mais força desde que a Austrália bloqueou, em dezembro, o acesso a menores de 16 anos a plataformas como o TikTok, Instagram, Youtube e Reddit.

Para lá de França, a Dinamarca é um dos países europeus que está a preparar a mesma proibição a menores de 15 anos de idade. Foi este país que, na sua presidência do Conselho da União Europeia que termina esta quarta-feira, tomou este assunto como prioridade a nível europeu, tendo a discussão chegado ao Parlamento Europeu. Os eurodeputados aprovaram mesmo uma recomendação de os 16 anos serem a idade mínima para aceder às redes sociais.

O assunto promete não sair da agenda com a Irlanda a preparar-se para defender uma restrição a nível europeu, ao estilo da Austrália, avança o portal Euractiv. Esta ideia deverá ser levada à União Europeia na segunda metade de 2026, quando o país presidir o Conselho da União Europeia.

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PS exige que Governo explique aumento de 1.461 mortes este ano em Portugal

  • Lusa
  • 31 Dezembro 2025

Carneiro diz que "é muito importante" o Governo explicar o que se está a passar nas urgências da grande Lisboa. E acusa o Governo de exonerar gestão dos hospitais por razões políticas

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, instou esta quarta-feira o Governo a explicar o porquê de este ano, até 29 dezembro, haver mais 1.461 mortos em Portugal do que no período homólogo de 2024. Em declarações aos jornalistas no final de uma visita à Unidade Local de Saúde de Barcelos/Esposende, Carneiro sublinhou que “tem de haver explicações”.

“No dia 29 de dezembro deste ano, tínhamos mais 1.461 mortos detetados e registados no Serviço Nacional de Saúde. Ora, tem de haver explicações para que isto esteja a acontecer (…). É muito importante que o Governo e o primeiro-ministro, particularmente o primeiro-ministro, possa explicar quais são as causas”, referiu. O líder do PS disse que não se deve utilizar estes dados para criar alarme público, mas vincou o “dever de perguntar o que é que está a falhar”.

Falhou o cuidado com os idosos nos estabelecimentos residenciais para idosos? Falhou o cuidado no transporte desses idosos ou nos cuidados primários de saúde? Falhou o cuidado com os idosos no acesso às urgências hospitalares? É preciso encontrar uma explicação”, exigiu.

Carneiro deixou ainda “uma palavra de lamento” por aquilo que está a acontecer de novo nas urgências da Grande Lisboa, particularmente nas áreas de obstetrícia, ginecologia, pediatria e emergência pré-hospitalar.

“Em julho deste ano, enviei ao primeiro-ministro uma proposta para a gestão e a coordenação da emergência pré-hospitalar. Até hoje, não mais tivemos resposta da parte do Governo. É muito importante que o Governo explique o que é que se está a passar nas urgências da grande área metropolitana de Lisboa, que continuam a mostrar um caos com 20 horas de espera, o que é que justifica que tenhamos 20 horas de espera para se aceder aos cuidados de saúde no nosso tão importante Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, apontou.

Para o secretário-geral do PS, tudo isto mostra que há um “descontrolo” na capacidade de gestão e de organização do SNS. “Isto é uma evidência para todos que observam a realidade do país”, rematou.

Carneiro manifestou ainda repúdio pelas recentes notícias de exonerações de administrações hospitalares, acusando o Governo de atuar por razões “estritamente de natureza política”. O Governo vai afastar, segundo Observador, a administração da Unidade Local de Saúde (ULS) de São José (Lisboa) e vai escolher um militante do PSD para o cargo.

“É uma prática que nós só podemos repudiar e condenar publicamente, porque ela não tem fundamentos que tenham a ver com o serviço público, tem fundamentos estritamente de natureza política”, afirmou, em declarações aos jornalistas, no final de uma visita ao hospital de Barcelos.

Para José Luís Carneiro, as administrações, quando têm bom desempenho, devem manter-se a funcionar. O líder do PS considerou “incompreensível” que as unidades hospitalares tenham mudanças quando, “por aquilo que é público, não há indícios, não há elementos de natureza pública que levem à decisão de exonerar essas administrações, a não ser dar continuidade a uma prática que já o Governo tinha iniciado quando liquidou a administração da estrutura executiva do SNS”.

“Liquidou a administração [da direção executiva do SNS] por razões políticas e viemos a verificar os resultados dessa decisão”, criticou. José Luís Carneiro referia-se à exoneração de Fernando Araújo (que foi depois candidato nas eleições legislativas nas listas do PS) por Álvaro Almeida, do PSD.

O líder do PS disse que o Governo deve procurar garantir que os Conselhos de Administração do Serviço Nacional de Saúde cumprem a missão que lhes é confiada e alcançam os resultados que são previstos.

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Bolsa de Lisboa vive melhor ano desde 2009 à boleia do “sprint” do BCP

Índice PSI fechou o ano com uma valorização superior a 29%, num ano em que metade das cotadas do índice registaram subidas superiores a 30%. Lisboa superou ganhos do índice europeu, que subiu 16%.

Depois de ter terminado 2024 com um desaire de 0,3% em 2024, a contrariar os ganhos na generalidade das praças mundiais, a bolsa de Lisboa regressou – em força – aos ganhos, em 2025, animado pela escalada de cotadas como o BCP ou a Sonae. O índice de referência PSI subiu mais de 29%, o melhor desempenho desde a crise financeira de 2009 e um dos maiores na Europa, num ano de novos recordes para as ações na Europa e nos EUA.

2025 prometia ser um ano desafiante para a economia e para as bolsas. O anúncio de tarifas por parte da nova administração norte-americana, a guerra na Ucrânia e no Médio Oriente, associadas ao fraco crescimento da economia apresentaram-se como uma ameaça à confiança dos investidores, sobretudo nos primeiros meses do ano.

No entanto, à medida que os meses passaram as bolsas consolidaram os ganhos, com os índices europeus e dos EUA a fixarem novos recordes, animados pela descida das taxas de juro e anúncio de investimentos, com destaque para o pacote alemão de 500 mil milhões para investimentos em defesa e infraestruturas.

O índice europeu Stoxx 600 subiu cerca de 16%, o melhor ano desde 2021, impulsionado pelos fortes ganhos do setor da banca — que escalou 67% em 2025, a maior subida desde a crise financeira de 2008 — e da defesa, com ganhos de 57%. Entre as principais praças europeias, o espanhol Ibex-35 destacou-se, de longe, com um disparo de cerca de 50%, enquanto o alemão Dax-30 somou 23% e o britânico Footsie 22%, com o francês CAC-40 a ser o que subiu menos: 10%.

Em Portugal, o PSI, que voltou a ter 16 cotadas após a promoção da Teixeira Duarte em setembro, fechou o ano com um ganho de 29,58% para 8.263,65 pontos, a subida mais expressiva desde 2009, quando escalou 33,47%, após a crise do subprime. Trata-se de um dos melhores desempenhos a nível europeu, apenas superado pela bolsa madrilena, pela italiana (31%) e grega, que marcou ganhos acima de 44%.

Num ano em que quase todos ganharam em Lisboa – apenas quatro cotadas terminaram com sinal negativo (Corticeira Amorim, Altri, Navigator e Galp) – o principal motor dos ganhos da bolsa foi o BCP, que disparou 92,86%, e a Sonae, com uma subida de 76,37%.

Segundo João Queiroz, head of trading do Banco Carregosa, em 2025, “Lisboa beneficiou de dois relevantes motores: reavaliação de múltiplos (mercado pequeno, onde os fluxos contam) e melhoria de visibilidade em alguns casos core, ou núcleo”. O índice PSI “premiou momentum e narrativas com visibilidade, e castigou negócios onde o timing do ciclo (ou a leitura do ciclo) se tornou mais ambíguo”, refere o mesmo especialista.

Para 2026 espera-se para Portugal um crescimento acima da média europeia, alicerçado numa taxa de desemprego reduzida, com um rácio de dívida face ao PIB em declínio e com uma taxa de inflação controlada à volta dos 2%. (…) é natural que o destaque para 2026 possa surgir das empresas que beneficiem do crescente dinamismo da nossa economia.

Pedro Barata

Gestor da GNB

Olhando para o futuro, Pedro Barata, gestor de ações nacionais da GNB, destaca que “para 2026 espera-se para Portugal um crescimento acima da média europeia, alicerçado numa taxa de desemprego reduzida, com um rácio de dívida face ao PIB em declínio e com uma taxa de inflação controlada à volta dos 2%”.

“A somar a isso, temos também um aumento do salário mínimo, uma redução da taxa de IRS e um aumento do investimento público via verbas do PRR. Assim, face a esta realidade, e sem querer particularizar, é natural que o destaque para 2026 possa surgir das empresas que beneficiem do crescente dinamismo da nossa economia”, antecipa o gestor do fundo GNB Portugal Ações.

Na visão de João Queiroz, o próximo ano será mais “stock picking”. “O PSI pode continuar a desempenhar bem, mas a amplitude entre vencedores e perdedores tenderá a aumentar — e o mercado vai ser mais exigente com o detalhe: margens, fluxos de caixa e capacidade de execução”.

António Seladas, fundador da AS Independent Research, realça que, “admitindo dólar fraco, as exportadoras deverão continuar pressionadas, por outro lado o consumo interno dever-se-á manter firme. Ou seja, de imediato é difícil antecipar alterações nas tendências”, remata.

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