A APS vai ensinar a avaliar o valor de produtos de seguros

  • ECO Seguros
  • 15:55

O conceito de value for money e a avaliação do valor dos produtos de seguros vão ser lecionados numa formação promovida pela APS, a 11 de novembro, que contará com a ASF na sessão de abertura.

A Associação Portuguesa de Seguradores (APS) vai realizar, no dia 11 de novembro, entre as 14h30 e as 17h30, em Lisboa, o curso “Value for money nos seguros – como medir o valor dos seus produtos”, sendo que a abertura vai estar a cargo da Coordenadora de Conduta de Mercado da ASF.

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O objetivo do curso é demonstrar como avaliar se o “valor recebido pelo cliente é proporcional ao preço, aos custos, aos benefícios, à qualidade do serviço e às necessidades do mercado-alvo”, explica a APS, mas também a ajudar a antecipar as exigências da ASF durante a criação e avaliação de produtos de seguro.

A formação será lecionada por Sónia Martins, Responsável de Conduta de Mercado de um grupo segurador multinacional, e destina-se a colaboradores do setor segurador, com funções de administração, direção técnica, produto, atuariado, pricing, compliance, risco, distribuição, marketing, customer experience e responsáveis de reclamações.

O conteúdo programático, as condições de inscrição e outras informações estão disponíveis no site da APS. Para mais informações, consulte aqui.

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Pedro Nuno Santos admite “grande desilusão” com Luís Neves que teve “resultados bons” na PJ

Ex-secretário-geral do PS critica a atuação do ministro da Administração Interna perante as manifestações pelo direito à habitação e considera que não reúne as condições para se manter no cargo.

Pedro Nuno Santos considera que Luís Neves não reúne condições para continuar à frente do Ministério da Administração Interna, na sequência da atuação das forças de segurança nas manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto. Em entrevista ao programa “Política com Assinatura”, da Antena 1, o ex-secretário-geral do PS critica a forma como o governante conduziu este processo e aponta uma falha na proteção dos direitos, liberdades e garantias.

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“Para mim, a grande desilusão foi a forma como alguém em quem eu confiava para proteger direitos, liberdades e garantias atuou neste processo de manifestação”, afirmou Pedro Nuno Santos, concluindo que “Luís Neves, neste momento, não tem condições para continuar ministro da Administração Interna”.

O antigo ministro das Infraestruturas e da Habitação disse ter assistido a uma “degradação pública da imagem” de alguém que tinha “resultados muito bons, muito positivos na Polícia Judiciária” e que era “altamente respeitado”. Pedro Nuno Santos afirmou que tinha “muito respeito” pelo atual ministro, por considerar que foi “um belíssimo diretor da PJ”, e lamentou o que aconteceu.

A crítica centra-se, sobretudo, na resposta do Ministério da Administração Interna aos protestos e na intervenção policial para desmobilizar as acampadas pelo direito à habitação nas duas cidades. Pedro Nuno Santos considera que o Governo avançou sobre manifestantes pacíficos por várias vezes e de forma ilegal.

A posição do antigo líder socialista surge também depois de o Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa ter recusado aplicar a norma que estabelece as 00h30 como limite para manifestações, quando interpretada como uma “proibição absoluta e automática” do exercício daquele direito fundamental.

Pedro Nuno Santos considera que a decisão representa uma “vitória da lei” e uma derrota para o Governo do ponto de vista jurídico. “Fez uma interpretação abusiva, ilegal, da letra da lei para poder fazer aquela intervenção”, afirmou, referindo-se à atuação das autoridades.

Na leitura do antigo secretário-geral do PS, a decisão judicial representa também uma oportunidade para o Executivo pôr fim à escalada de tensão em torno dos protestos. “Estávamos em escalada e não havia nenhuma adesão à tese do Governo”, afirmou.

Ainda assim, Pedro Nuno Santos rejeita que o desfecho possa ser apresentado como uma saída airosa para o Executivo. “[Saída] airosa não tem, porque é uma derrota”, afirmou, reiterando que o Governo “avançou sobre manifestantes pacíficos várias vezes em Lisboa e no Porto, ilegalmente”.

A sentença, proferida a 1 de novembro, na sequência de uma ação apresentada pela manifestante Renata Cambra contra o Ministério da Administração Interna e o Município de Lisboa, recusou aplicar o artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 406/74, de 29 de agosto, na interpretação segundo a qual estabelece um limite horário absoluto e automático ao exercício do direito de manifestação.

Em concreto, o tribunal reconheceu à requerente o direito de prosseguir o protesto no Rossio, em Lisboa, até à aprovação final do Orçamento do Estado para 2027, prevista para 24 de novembro. A decisão permite a permanência durante o período entre as 00h30 e as 06h30 e admite a utilização de uma tenda enquanto estrutura necessária à expressão da mensagem reivindicativa.

A permanência no local terá, contudo, de ser compatibilizada com a realização do Mercado de Natal, previsto para a Praça D. Pedro IV, conhecida como Rossio.

A sentença não elimina, porém, o limite horário previsto na lei para todas as manifestações, nem reconhece um direito geral à instalação de tendas ou à realização de acampamentos permanentes no espaço público. A decisão circunscreve-se ao caso concreto apresentado pela requerente e não aprecia a legalidade de uma ocupação coletiva do Rossio.

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Galp/Moeve. “Não foi por nossa causa que o acordo não foi feito”, garante ministra da Energia

Maria da Graça Carvalho sublinha que Executivo tem "meios legais" para garantir soberania energética relacionada com refinaria de Sines, sobretudo se acordos incluírem investidores de fora da Europa.

A ministra do Ambiente e Energia garante que o acordo para a fusão parcial entre Moeve e Galp não caiu na sequência do acompanhamento que foi feito pelo Governo. Afirma ainda que o Executivo tem meios legais para continuar a garantir a soberania energética relacionada com a refinaria de Sines, ativo da Galp que esteve envolvido na fusão não concretizada.

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“Não foi por nossa causa que o acordo não foi feito. Mas sabiam que era uma possibilidade que o Governo tinha [de atuar para garantir a soberania energética]”, adiantou ao ECO a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho. “A perda de soberania nunca a teremos, porque temos forma de atuar”, insistiu.

A Galp teve em cima da mesa um acordo para fusão parcial com a Moeve, que acabou por cair por terra, mas a petrolífera rapidamente informou que estaria interessada em explorar novas parcerias para as áreas de retalho e refinação.

Em declarações ao ECO/Capital Verde, os co-CEO da cotada indicam que está em cima da mesa a hipótese de fazer alianças com parceiros diferentes para cada uma das áreas.

De acordo com a ministra, o Governo tem “meios legais” para atuar, sobretudo se os acordos incluírem investidores de fora da Europa. Caso a Galp procure parcerias que prevejam investimento europeu, “aí tem que haver uma forma de negociação”. “Mas tudo iremos fazer para manter essa soberania”, rematou.

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Portugal e Grécia querem aprofundar cooperação na produção de drones e satélites

  • Lusa
  • 15:06

Os dois países também assinaram um acordo de cooperação bilateral entre a Força Aérea Grega e a Força Aérea Portuguesa, após um acordo para a venda de três aeronaves.

O ministro da Defesa Nacional apontou esta segunda-feira a produção de drones, os satélites e os sistemas de defesa como áreas em que Portugal e Grécia pretendem aprofundar a cooperação, após assinar um acordo para a venda de três aeronaves.

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A posição foi transmitida por Nuno Melo numa declaração breve à comunicação social no Ministério da Defesa grego, em Atenas, ao lado do seu homólogo, Nikos Dendias, depois de assinado o acordo entre os dois Estados para a venda de três KC-390.

Portugal e a Grécia assinaram esta segunda-feira um acordo para a venda de três aeronaves Embraer KC-390 num negócio de cerca de 590 milhões de euros que deverá gerar 33 milhões de euros de retorno para o Estado português. Foi também assinado um acordo de cooperação bilateral entre a Força Aérea Grega e a Força Aérea Portuguesa.

O governante português considerou que “há muitas coisas” que os dois países podem fazer em conjunto, destacando a possibilidade de aprofundar a colaboração em áreas como os satélites, a produção de drones, os sistemas de defesa e aeronaves.

“Os nossos países são muito semelhantes em muitos aspetos, pelo que nos compreendemos muito facilmente”, frisou, referindo que este tipo de parceria trará “benefícios mútuos” a Portugal e à Grécia.

Quanto ao acordo assinado, Nuno Melo considerou que deve ser encarado como um passo numa “parceria estratégica de longo prazo, e não como um simples programa de aquisição”.

Para o ministro, este negócio permitirá reforçar a cooperação entre as forças aéreas portuguesa e grega em áreas como a formação, manutenção, logística, apoio operacional e desenvolvimento de capacidades militares.

Por sua vez, o ministro da Defesa grego, Nikos Dendias, classificou o acordo como um momento importante na relação entre os dois países e salientou a experiência portuguesa na operação dos KC-390.

Nikos Dendias referiu também a intenção de os dois países aprofundarem as suas parcerias em áreas como a construção de aeronaves e embarcações, dando como exemplo os porta-drones.

O contrato entre os dois Estados foi assinado pelo diretor-geral de Armamento e Património da Defesa Nacional, António José Baptista, e pelo diretor-geral da Direção de Investimentos e Armamento de Defesa da Grécia, major-general Ioannis Bouras, na presença dos dois ministros e do chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general Sérgio Pereira.

O contrato inclui, além dos três aviões, equipamentos de missão, apoio à entrada em serviço e assistência posterior à Força Aérea grega.

Portugal ficará responsável pela supervisão da produção, pelo acompanhamento dos processos de aceitação e entrega das aeronaves, pela transição operacional e pela formação inicial de tripulações e mecânicos gregos, que decorrerá na Base Aérea de Beja.

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Governo reforça em 15 milhões apoio para agricultores face ao custo dos combustíveis

  • Lusa
  • 14:59

Governo anunciou a manutenção do apoio excecional de 10 cêntimos por litro aplicável gasóleo colorido e marcado até ao final do ano.

O Governo vai manter o apoio para compensar os agricultores face ao aumento do preço dos combustíveis, com uma dotação financeira adicional de 15 milhões de euros. Os apoios relativos aos consumos de julho e agosto vão ser pagos em outubro.

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“O Governo vai reforçar o apoio extraordinário destinado a compensar o aumento dos custos com combustíveis nos setores agrícola e florestal, assegurando uma dotação financeira adicional de 15 milhões de euros para os consumos de gasóleo colorido e marcado”, lê-se numa nota do Ministério da Agricultura e Mar.

Em causa está a manutenção do apoio excecional de 10 cêntimos por litro aplicável gasóleo colorido e marcado até ao final do ano.

Conforme precisou, os encargos com esta medida, destinada aos setores agrícola e florestal, vão ser suportados pela dotação centralizada do Ministério das Finanças.

A partir de outubro, os apoios vão ser pagos no final do segundo mês subsequente ao do consumo.

As Regiões Autónomas também vão ter apoios adicionais de até 1,25 milhões de euros para os Açores e de 250.000 euros para a Madeira.

“Compreendemos os agricultores, estamos com eles todos os dias e conhecemos bem as dificuldades. Não vamos deixar os agricultores sozinhos perante o aumento dos custos”, assegurou, citado na mesma nota, o ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes.

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Michael Page reorganiza estrutura de liderança em Portugal

  • Matilde Malva Sabino
  • 14:55

Vasco Salgueiro assume a liderança integrada das áreas de 'sales & marketing', enquanto Ana Castro Dias e João Bernardo Gonçalves passam a integrar o 'board' nacional. 

A consultora especializada no recrutamento de quadros médios e superiores anunciou hoje uma reestruturação da liderança em Portugal, com o objetivo de “reforçar a integração das suas áreas de negócio, aproximar os responsáveis das necessidades do mercado e preparar a organização para os desafios e oportunidades do próximo ciclo de crescimento”.

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De acordo com o comunicado enviado às redações, a mudança dá seguimento ao recente processo de rebranding da empresa e reflete uma evolução da sua estrutura organizacional, de modo a “tornar a resposta a clientes e candidatos mais integrada, ágil e alinhada com as prioridades do negócio.“

Neste sentido, Vasco Salgueiro é promovido a diretor e assume a liderança integrada das áreas de sales & marketing, mantendo, em simultâneo, as responsabilidades em audit & advisory e RPO (recruitment process outsourcing). A integração das áreas de comercial e de marketing pretende “reforçar o alinhamento entre a estratégica e a execução comercial, promovendo uma abordagem mais concertada ao mercado e uma resposta mais consistente às necessidades de clientes e candidatos”.

Outra das alterações é a “aposta na valorização e progressão do talento interno”, com a entrada de Ana Castro Dias e João Bernardo Gonçalves no board da Michael Page Portugal. Ana Castro Dias mantém a liderança das áreas de temp (trabalho temporário), secretarial e business, support, customer service, passando também a assumir shared services centres & projetos de outsourcing. João Bernardo Gonçalves mantém-se responsável pelas áreas de finances e recursos humanos.

“Ambos trazem para o board um conhecimento abrangente do mercado de trabalho português, das necessidades dos clientes e da evolução dos perfis profissionais”, sublinha a empresa.

Também a área de technology passa a estar integrada na liderança de Pedro Borges Caroço, que continua nos comandos da healthcare e na direção da marca Page Executive Portugal.

Segundo a consultora, a nova configuração procura “potenciar a partilha de conhecimento, reforçar a articulação entre equipas e acompanhar a crescente importância destas áreas para as necessidades dos clientes e para o desenvolvimento do negócio”.

“Esta reorganização reflete a nossa ambição de evoluir de forma consistente com as necessidades do mercado, simplificando a estrutura, reforçando a colaboração entre áreas e criando melhores condições para responder aos nossos clientes e candidatos. O alargamento do board é também um reconhecimento do talento interno e da importância de criar oportunidades de desenvolvimento e progressão. Queremos combinar experiência e renovação, reforçar a proximidade da liderança ao negócio e preparar a Michael Page para os desafios e oportunidades dos próximos anos”, sublinha Álvaro Fernández, diretor-geral da Michael Page Portugal.

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Bruxelas já assinou acordo SAFE e Melo prevê primeira tranche até ao fim do ano

  • Lusa
  • 14:50

Questionado sobre a possibilidade de Portugal aderir a uma nova ronda de financiamento SAFE, o ministro da Defesa Nacional disse que o assunto ainda não foi discutido pelo Governo.

O ministro da Defesa Nacional revelou esta segunda-feira que a Comissão Europeia já assinou o acordo de empréstimo do programa europeu SAFE a Portugal, estando o documento a aguardar validação do Tribunal de Contas.

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Em declarações à Lusa, em Atenas, Grécia, onde se deslocou para formalizar a venda de três aviões militares KC-390 ao Estado grego, Nuno Melo disse esperar que a primeira tranche do empréstimo europeu seja disponibilizada até ao final do ano, embora sem adiantar o montante.

“O acordo de empréstimo do SAFE já foi assinado pelas partes. Ou seja, ministro das Finanças, ministro da Defesa, contraparte em Bruxelas e encontra-se neste momento para validação no Tribunal de Contas”, disse, acrescentando que esta assinatura ocorreu há cerca de duas ou três semanas, sem precisar o dia.

Nuno Melo indicou que, “uma vez validado pelo Tribunal de Contas, haverá lugar à entrega das tranches” acordadas.

Questionado sobre a possibilidade de Portugal aderir a uma nova ronda de financiamento SAFE, o ministro disse que o assunto ainda não foi discutido pelo Governo e, por isso, não pode “adiantar nada”.

A 25 de setembro, o Conselho de Ministros aprovou uma resolução que “permite a Portugal mobilizar o financiamento atribuído pela União Europeia através do instrumento SAFE, aprovando o Acordo de Empréstimo com a Comissão Europeia de 5,84 mil milhões euros”.

No passado dia 13 de outubro, Nuno Melo tinha referido, em declarações aos jornalistas, que o acordo de empréstimo do Governo com a Comissão Europeia no âmbito do SAFE aguardava a assinatura de Bruxelas.

A candidatura portuguesa aos empréstimos europeus SAFE – empréstimos europeus a preços favoráveis que têm que ser executados até 2030 – é um dos maiores investimentos em Defesa de sempre, e inclui a aquisição de fragatas, a recuperação do Arsenal do Alfeite e a produção de blindados, munições, satélites e drones em Portugal.

O valor total da candidatura portuguesa é de 5,8 mil milhões de euros. Alguns dos investimentos no âmbito do SAFE já são conhecidos, nomeadamente, a aquisição de três fragatas de nova geração à italiana Fincantieri, as FREMM EVO, no valor de 3,9 mil milhões.

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Afinal, linha circular do Metro de Lisboa ainda pode passar a laço. Governo vai avaliar solução que custa 18 milhões

Secretária de Estado da Mobilidade afirmou no Parlamento que a linha circular estará a funcionar durante o primeiro trimestre do próximo ano.

Durante anos, dois modelos foram esgrimidos para fechar as linhas Amarela e Verde do Metropolitano de Lisboa: apenas circular, com a ligação entre o Cais do Sodré e o Rato, ou em laço, incluindo as ligações a Odivelas e Telheiras. Afinal, a segunda versão ainda pode avançar.

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A secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias, afirmou esta segunda-feira no Parlamento que a linha circular “ficará ao serviço das pessoas no primeiro trimestre de 2027, nove depois de obra ter sido iniciada”. “Não se podia esperar mais”, disse. Mas o Governo e o Metropolitano de Lisboa não vão ficar por aqui.

“Vamos entregar a obra com linha circular tal como desenhada e estudar a possibilidade de o laço ser complementaridade a esta linha circular”, afirmou a governante, durante a audição do ministro das Infraestruturas e Habitação sobre o Orçamento do Estado para 2027.

“Demora mais 18 meses para que se possa fazer o ajustamento nos sistemas de sinalização e no modelo operativo”, precisou, contabilizando a necessidade de investir 18 milhões de euros para a circulação em laço, dos quais 10 milhões para sinalização e oito milhões para reajustamento da rede.

A linha circular resulta da união de partes das atuais linhas Amarela e Verde, através da construção de um novo troço de cerca de dois quilómetros entre o Rato e o Cais do Sodré, com duas estações novas: Estrela e Santos. Na linha em laço, existe um serviço contínuo entre Odivelas e Telheiras, passando pelo centro de Lisboa, deixando de ser necessário os passageiros fazerem o transbordo no Campo Grande.

Em relação ao prolongamento da Linha Vermelha, entre São Sebastião e Alcântara, Cristina Pinto Dias afirmou que “o Metro de Lisboa tem de novo condições para submeter ao Tribunal de Contas o visto para avançar com a obra”.

Na Linha Violeta, que ligará Odivelas a Loures, mantém o impasse, depois do chumbo de Bruxelas à empresa chinesa que iria fornecer o materia circulante e que integrava o consórcio da Mota-Engil. “O assunto continua a ser trabalhado pela Comissão Europeia. Está numa fase final de decisão, mas ainda não a temos”, explicou a Secretária de Estado da Mobilidade. “O júri [do concurso] não pode avançar sem haver uma decisão final da Comissão Europeia”, acrescentou.

Questionada sobre o prolongamento do Metro Sul do Tejo até à Costa da Caparica e à Trafaria, a governante afirmou que as verbas para os estudos estão “alojadas no Metropolitano de Lisboa”.

(notícia atualizada às 16h24)

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OMD ganha conta de meios do Lidl<span class='tag--premium'>premium</span>

A marca de distribuição é o quarto maior anunciante do país. A nível europeu, a conta está avaliada em cerca de 900 milhões de euros.

A conta de meios do Lidl vai passar da Havas Media para a OMD, revelou ao ECO/+M uma fonte conhecedora do concurso. A conta estava na Havas Media há vários anos, não sendo a informação confirmada ainda oficialmente. 

A mudança surge na sequência de uma consulta global, ganha na maioria dos mercados pelo grupo Omnicom. A Havas, de acordo com a informação avançada pela imprensa internacional, ficará com cinco dos…

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Comboio de Torres Vedras às Caldas da Rainha regressa a 15 de novembro

Serviço está interrompido há nove meses, após as tempestades que assolaram o Oeste. Após a reabertura entre Torres Vedras e Caldas da Rainha, fica a faltar o troço a sul.

O serviço de comboios entre Torres Vedras e as Caldas da Rainha, na Linha do Oeste, vai recomeçar no próximo dia 15, anunciou o Ministério das Infraestruturas e Habitação (MIH) nesta segunda-feira. Contudo, mais de nove meses após a tempestade Kristin, ainda não há data para o retomar da circulação entre Mira Sintra-Meleças e Torres Vedras.

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Com a tempestade Kristin a 28 de janeiro e o “comboio de tempestades” que se lhe seguiu, foram muitas as vias de comunicação afetadas. No caso da Linha do Oeste, a Infraestruturas de Portugal (IP) levou a cabo estabilização de taludes, recuperação da plataforma ferroviária nas zonas afetadas e reposição da via, explica o comunicado do MIH.

A abertura tem sido faseada. A 23 de fevereiro, a IP colocou ao serviço os 24 quilómetros entre Louriçal e Figueira da Foz. A 16 de março, recomeçou a circulação nos 86 quilómetros entre Caldas da Rainha e Louriçal. Sem data permanece a reabertura do troço mais a sul, entre Mira Sintra-Meleças (perto da estação do Cacém na Linha de Sintra) e Torres Vedras, percurso efetuada com serviço de autocarro.

Segundo o MIH, os horários destes autocarros que substituem o comboio serão “ajustados para garantir a articulação” com os comboios de Torres Vedras para Norte.

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Tribunal diz que “tenda é parte da mensagem reivindicativa” da manifestação

A sentença considera que, quando uma tenda assume uma "função expressiva e representativa da mensagem reivindicativa, a sua utilização integra o próprio exercício da liberdade de manifestação".

O Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa considera que a instalação de tendas numa manifestação pode estar protegida pela liberdade de reunião e de expressão, quando estas estruturas sejam utilizadas para transmitir uma mensagem política ou reivindicativa. Na sentença que autorizou Renata Cambra a permanecer no Rossio, em Lisboa, até à votação final do Orçamento do Estado para 2027, a juíza sustenta que a ocupação prolongada do espaço público não justifica, por si só, a dispersão de um protesto e que as autoridades têm de demonstrar a existência de riscos concretos para restringir esse direito.

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A sentença resolve uma intimação para proteção de direitos, libertados e garantias intentada por uma manifestante, Renata Cambra, contra o Ministério da Administração Interna e o Município de Lisboa e, no processo, não foi apreciada “a legalidade de uma ocupação coletiva” do Rossio nem o reconhecimento de um direito geral de montar “tendas em espaço público por um número indeterminado de participantes”.

A juíza rejeita a argumentação das entidades requeridas — PSP e Câmara Municipal de Lisboa — segundo a qual o direito de manifestação em defesa da habitação não abrange a manutenção de tendas no espaço público sem o licenciamento administrativo previsto no artigo 18.º do Decreto-Lei n.º 310/2002, de 18 de dezembro.

Para o tribunal, a questão não pode ser resolvida através da simples equiparação da tenda a “uma estrutura instalada no espaço público que depende de autorização administrativa”. A sentença considera que, quando uma tenda assume uma “função expressiva, representativa ou instrumental da mensagem reivindicativa, a sua utilização integra o próprio exercício da liberdade de manifestação e de expressão”.

“A utilização de uma tenda pelos participantes numa manifestação em defesa do direito à habitação não se reconduz à figura de um acampamento sujeito a licenciamento administrativo”, escreve a juíza.

A juíza Ana de Campos desenvolve uma interpretação abrangente do direito de reunião e manifestação, recorrendo à Constituição e à jurisprudência do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) para sustentar que as autoridades não podem impor limitações automáticas com base na duração de um protesto, na utilização de tendas ou na possibilidade abstrata de perturbação da ordem pública.

Manifestantes permanecem junto a tendas durante um ato do movimento “Acampada” pelo direito à habitação, no Porto, Portugal, a 31 de outubro de 2026.JOSÉ COELHO/LUSA

O tribunal começa por afastar a interpretação segundo a qual todas as manifestações realizadas em espaço público têm obrigatoriamente de terminar às 00h30, independentemente das circunstâncias. Para a juíza, essa leitura introduziria “um regime de limitação horária uniforme para realidades substancialmente distintas”, impedindo a necessária ponderação entre o direito de manifestação e os restantes interesses constitucionalmente protegidos.

A sentença admite que podem existir manifestações pacíficas depois daquela hora que não provoquem qualquer perturbação relevante da ordem pública, da segurança ou dos direitos de terceiros. Dá como exemplos protestos realizados em espaços amplos, com poucos participantes, sem equipamentos sonoros e sem obstáculos significativos à circulação de pessoas ou veículos. Nessas circunstâncias, considera que a imposição da cessação da manifestação exclusivamente por causa da hora legalmente prevista constitui uma restrição cuja necessidade e proporcionalidade não estão demonstradas.

“A circunstância de a manifestação se pretender prolongar para além das 00h30 não constitui, só por si, fundamento bastante para a sua proibição ou cessação”, escreve a juíza, acrescentando que devem ser adotadas, em primeiro lugar, as medidas concretamente necessárias para compatibilizar o exercício daquele direito com os interesses públicos e privados eventualmente afetados.

Praças e ruas são espaços de participação política

Uma parte significativa da fundamentação é dedicada à importância do espaço público enquanto local de exercício da liberdade de manifestação. A juíza considera que ruas, praças e jardins não são apenas espaços destinados à circulação, mas também locais de debate, participação cívica e expressão política.

“O espaço público constitui o local natural e privilegiado para o exercício do direito de reunião e de manifestação”, refere a sentença.

A proteção constitucional não abrange apenas o conteúdo da mensagem, mas também a escolha do local onde esta é transmitida. “O espaço público não funciona apenas como suporte físico da manifestação, mas como parte integrante da própria liberdade exercida”, sublinha a juíza.

Um ativista do movimento “Acampada” segura uma faixa com os dizeres: “Quem já viu o preço de um apartamento de um quarto não se assustará com um cão”, durante uma manifestação pelo direito à habitação no Porto, Portugal, a 31 de outubro de 2026.FERNANDO VELUDO/LUSA

É por essa razão que uma manifestação não pode ser proibida ou dissolvida apenas porque ocupa temporariamente uma praça, dificulta a circulação de pessoas ou veículos ou provoca incómodos a terceiros. Para o tribunal, estes efeitos podem fazer parte do exercício normal do direito de protesto.

A sentença considera que a manutenção da ordem pública numa sociedade democrática exige também “um certo grau de tolerância perante manifestações pacíficas”, precisamente porque a eficácia destas iniciativas depende frequentemente da sua visibilidade e da capacidade de chamar a atenção para determinada causa.

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MAI diz que decisão sobre protesto no Rossio só abrange Renata Cambra e não autoriza acampamentos coletivos

O MAI sustenta que a sentença, proferida a 1 de novembro, estabelece condições para compatibilizar os direitos e interesses em presença, mas não impede a atuação policial noutras circunstâncias.

O Ministério da Administração Interna considera que a sentença do Tribunal Administrativo de Lisboa que permite a Renata Cambra manter uma tenda no Rossio até 24 de novembro se limita à situação individual da ativista e não reconhece um “direito geral à instalação de acampamentos permanentes em espaço público”. Num comunicado divulgado após a decisão, o Governo sublinha também que “as autoridades podem intervir perante situações de perigo objetivo ou incumprimento das condições impostas pelo tribunal”.

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O MAI sustenta que a sentença, proferida a 1 de novembro, estabelece condições para compatibilizar os direitos e interesses em presença, mas não impede a atuação policial noutras circunstâncias. O Ministério destaca, em particular, que “a decisão não aprecia a legalidade de intervenções policiais nem a possibilidade de outros manifestantes ocuparem coletivamente o espaço público com tendas”.

O comunicado surge depois de o Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa ter reconhecido o direito de Renata Cambra a prosseguir o protesto no Rossio até à votação final global do Orçamento do Estado para 2027, prevista para 24 de novembro. A decisão permite-lhe permanecer no local com uma tenda, incluindo entre as 00h30 e as 6h30, e determina que a PSP e a Polícia Municipal de Lisboa não dispersem a manifestação nem removam os bens utilizados, desde que sejam respeitadas as condições fixadas.

O tribunal recusou aplicar o artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 406/74 quando interpretado como estabelecendo um limite horário absoluto e automático ao exercício do direito de manifestação. Isso não significa, porém, que tenha eliminado o limite das 00h30 para todas as manifestações ou reconhecido um direito geral à instalação de tendas no espaço público.

Já a Acampada defende quo tribunal confirmou “aquilo que sempre” defendeu: “a hora, por si só, não justifica a dispersão de uma manifestação, e as tendas são instrumentos de protesto, não campismo”. A Acampada de Lisboa, num comunicado publicado nas redes sociais, sublinha que a sua “luta nunca precisou da autorização de um tribunal para ser justa”. “A crise da habitação continua, as nossas reivindicações permanecem e nenhuma bastonada nos fará desistir”, realça a mesma publicação.

Na nota, a Acampada agradece a Renata Cambra, que teve a iniciativa junto do Tribunal, e considera que “embora o processo tenha sido apresentado em nome individual, a vitória é coletiva”. “O seu alcance não se limita a quem o iniciou, mas estende-se a todas as pessoas que se organizam e acampam pelo direito à habitação”, escreve o movimento.

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