iPhones mais baratos? Apple admite baixar preços

A Apple já viu melhores dias. Depois do alerta aos investidores no início deste mês, a fabricante do iPhone não exclui baixar os preços em alguns mercados para tentar impulsionar as vendas.

A Apple pode vir a praticar preços mais baixos em alguns mercados onde as vendas têm vindo a cair, sugeriu Tim Cook, o presidente executivo da tecnológica norte-americana, sem especificar mais detalhes. A fabricante do iPhone apresentou esta terça-feira os resultados do trimestre concluído em dezembro.

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“À medida que entrámos em janeiro e avaliámos as condições macroeconómicas em alguns desses mercados [em que as vendas caíram], decidimos ser mais proporcionais com o que os nossos preços locais eram há um ano, na esperança de impulsionar as vendas nessas regiões”, disse Tim Cook, em entrevista à Reuters.

Há dois anos consecutivos que a Apple lança, no outono, o iPhone mais caro que alguma vez produziu. Foi assim com o iPhone X em 2017 e, mais recentemente, com o iPhone Xs Max em 2018, que tem um custo que pode chegar aos 1.679 euros, a versão com 512 GB de espaço de armazenamento. Mas as vendas não correram como o esperado e, no início deste ano, a empresa emitiu um alerta aos investidores, o primeiro em 16 anos.

O líder da Apple tem apontado o dedo ao abrandamento económico, à China e às tensões comerciais entre os EUA e o país de Xi Jinping. Esta terça-feira, o relatório e contas da empresa mostrou a verdadeira dimensão do problema: entre setembro e dezembro, o quarto trimestre de 2018 (e considerado o primeiro trimestre fiscal para a contabilidade da empresa), as vendas da marca na Grande China recuaram 36% em termos homólogos.

Esta terça-feira à noite, após o fecho de Wall Street, a tecnológica anunciou lucros de 19,965 mil milhões de dólares, menos 0,5% do que no mesmo período de 2017. Nesse período, a empresa faturou 84,310 mil milhões de dólares, uma quebra de 4,5%.

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Vendas do iPhone estão a travar. China trama a Apple

  • Lusa
  • 3 Janeiro 2019

A multinacional norte-americana reviu em baixa as expectativas de receita para o primeiro trimestre do ano fiscal de 2019,

A multinacional norte-americana Apple reviu esta quarta-feira em baixa as expectativas de receita para o primeiro trimestre do ano fiscal de 2019, em especial devido a vendas do iPhone inferiores às esperadas e à desaceleração económica da China.

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Numa carta dirigida aos investidores, e divulgada depois do encerramento da bolsa de Nova Iorque, o presidente da empresa, Tim Cook, indicou que nos três primeiros meses do novo ano fiscal a Apple espera encaixar 84 mil milhões de dólares.

Este valor está abaixo dos entre os 89 mil milhões de dólares (78 mil milhões de euros) e os 93 mil milhões de dólares (82 mil milhões de euros) que tinham sido previstos anteriormente.

“Apesar de anteciparmos alguns desafios nos principais mercados emergentes, não fomos capazes de ver a magnitude da desaceleração económica, particularmente na China. A maior parte da nossa redução de receita esperada ocorreu na China em relação ao iPhone, Mac e iPad”, refere Tim Cook.

A empresa deve publicar os resultados finais (correspondentes aos meses de outubro, novembro e dezembro de 2018, mas que constituem o primeiro trimestre fiscal de 2019) no início de fevereiro.

"Apesar de anteciparmos alguns desafios nos principais mercados emergentes, não fomos capazes de ver a magnitude da desaceleração económica, particularmente na China.”

Tim Cook

CEO da Apple

A Apple já levantou dúvidas entre os investidores em novembro passado quando, depois de comunicar os resultados de todo o ano fiscal de 2018, anunciou que a partir de então iria deixar de publicar os números trimestrais de vendas do iPhone, o que Wall Street interpretou como um mau presságio.

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iPhones reparados por terceiros eram desativados pela Apple

A Justiça australiana deu como provado que a Apple usava atualizações para desativar iPhones que tinham sido reparados em lojas não oficiais. Empresa tem de pagar multa de 6,7 milhões de dólares.

A Apple foi condenada a pagar o equivalente a 6,7 milhões de dólares pela Justiça australiana, no âmbito de um processo relacionado com o software do iPhone. O tribunal deu como provado que a empresa usou atualizações do sistema para desativar equipamentos que tinham sido reparados em locais não reconhecidos oficialmente pela marca. O processo foi movido por um regulador.

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Na prática, a empresa liderada por Tim Cook foi acusada de recorrer a atualizações de sistema para desativar por completo os iPhones de clientes que tinham reparado os seus telemóveis em oficinas independentes e não autorizadas pela Apple. A marca terá recusado reativar os aparelhos a cerca de 275 clientes com base nestes motivos, alega a Australian Competitor and Consumer Commision, de acordo com a notícia avançada pela Reuters.

A agência indica que o tribunal decidiu a favor da acusação, com base no argumento de que as empresas devem prestar todas as garantias aos consumidores que estão previstas na legislação australiana. A Apple deverá compensar os clientes afetados por esta atualização de software e estará a colaborar com as autoridades regulatórias nesse sentido. Até ao momento, segundo a Reuters, a empresa terá contactado cerca de 5.000 clientes afetados por este problema.

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Aumento das receitas dos iPhones dão bónus de 74% a Tim Cook

  • Juliana Nogueira Santos
  • 28 Dezembro 2017

Contas feitas, Cook recebeu mais 9,33 milhões de dólares pelo bom desempenho dos números da empresa. O iPhone continuou a ser o produto estrela da marca da maçã.

Tim Cook, o presidente executivo da gigante tecnológica Apple, recebeu este ano um bónus de 74% à boleia da melhoria das receitas do seu produto estrela, o iPhone, recuperar das quedas do ano anterior. Contas feitas, Cook recebeu mais 9,33 milhões de dólares pelo bom desempenho.

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Entre bónus, dividendos e salário base, Tim Cook levou para casa 102 milhões de dólares em 2017, como apontam os documentos oficiais da Apple divulgados aos mercados. Os cinco principais executivos da empresa, e braços direitos de Cook, também tiveram direito a bónus de 3,11 milhões, elevando a receita anual para 24,2 milhões de dólares.

Ainda assim, a vida de Tim Cook não é só lucros. Pela primeira vez desde que assumiu a liderança da empresa, Cook reportou 93 mil dólares em despesas só em deslocações do seu avião privado. Os custos de segurança pessoal ascenderam aos 224 mil dólares.

Em 2016, os lucros da Apple registaram um queda dez mil milhões de dólares, fruto da incapacidade de apresentar novos produtos. Já este ano, os lançamentos dos iPhones 8 e X puxaram pelos números da empresa e pela imagem da Apple, com os lucros da empresa a avançarem para os 47,9 mil milhões de dólares, segundo dados compilados pela Bloomberg.

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O novo iPhone chega hoje: desta vez, a maçã sabe a ouro

A Apple deverá apresentar esta terça-feira três novos iPhones: 8, 8 Plus e uma edição topo de gama, o iPhone X. Saiba em detalhe o que esperar do grande evento do ano para a marca.

Se lhe cheira a maçã, é porque a Apple vai apresentar hoje três novos iPhones. Já o confirmou? A resposta é não — mas, como disse a revista Time, temos 99% de certeza de que é isso que vai acontecer esta terça-feira. Até porque a Apple não é propriamente boa a guardar segredos e este será o mais importante evento para a marca em muitos, muitos anos. Apesar de organizar sempre um evento nesta altura para dar à luz novos telemóveis, é este ano que se assinala uma década do produto mais valioso para a marca (o iPhone representa mais de metade do negócio). E uma década não se assinala todos os dias.

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Antes de mais uma ronda de rumores (só os mais credíveis, claro), importa perceber que este será o primeiro evento da Apple na nova sede em Cupertino, que foi também um dos maiores investimentos da marca nos últimos anos: cerca de cinco mil milhões de dólares, mais do que os três mil milhões que pagou pela Beats, a empresa dos famosos headphones XPTO. Desde abril que está no ativo e, a partir de hoje, também os jornalistas e convidados ficarão a conhecer uma parte da nave-mãe: o Steve Jobs Theatre, um auditório desenhado especialmente para estas ocasiões, com capacidade para 1.000 lugares sentados. O entusiasmo à volta do campus é quase tão grande como o que existe face aos novos iPhones.

Por falar neles, comecemos por lhes dar nomes. Para isso, e à semelhança da Bloomberg, baseamo-nos no trabalho de Steve. Não de Steve Jobs, mas de Steve Troughton-Smith, o programador que, ao analisar o código da nova versão do sistema iOS, descobriu por lá as designações comerciais dos três novos aparelhos da Apple: iPhone 8, iPhone 8 Plus e iPhone X. Falaremos sobretudo deste último, o X, que será a edição com mais novidades, nova tecnologia e servirá para assinalar dez anos do produto. Mas prepare-se: a primeira notícia é que o preço deverá começar nos 1.000 euros (só por um dos componentes do ecrã, a Apple irá pagar o triplo ao fornecedor por cada unidade, segundo informações obtidas pelo site MacRumors). Por isso, e como nem todos os fãs terão oportunidade de comprar o novo iPhone topo de gama (a oferta poderá ser limitada), também abordaremos algumas novidades sobre os modelos 8 e 8 Plus.

Vendas do iPhone entre 2014 e 2017

Fonte: Statista

As vendas do iPhone têm vindo a manter-se mais ou menos constantes. No entanto, disparam sazonalmente, no primeiro trimestre de cada ano, o período em que a Apple inicia a venda dos novos modelos.

Um iPhone que sabe a ouro

Cedo começaram as indicações de que a Apple estaria a adquirir ecrãs OLED em catadupa. São ecrãs de qualidade superior, com cores mais naturais, brilhantes e contrastadas — a cor preta do telemóvel quase não se distingue da cor preta do ecrã. Houve mesmo um número em cima da mesa: 100 milhões deles, encomendados à Samsung, uma das poucas fabricantes deste componente. Esses ecrãs OLED serão aplicados no iPhone X, tornando-o o primeiro telemóvel da Apple a ter essa tecnologia (no universo Android, OLED é uma realidade há já vários anos). O ecrã do iPhone X também não deverá ter margens, para aproveitar o máximo de espaço da parte frontal do aparelho, e deverá ser curvo, com 5,8 polegadas. Isso torná-lo-á mais agradável ao toque — e, eventualmente, mais escorregadio.

A parte frontal ligará à traseira por uma faixa de aço inoxidável. A parte de trás deverá ser em vidro, para permitir os carregamentos sem fios (inductive charging) como já acontece com os modelos topo de gama Android. Terá o icónico logótipo da marca e, no canto superior esquerdo, ao alto, duas câmaras e um flash LED. Como já acontece com o iPhone 7 Plus, este par de câmaras de qualidade avançada permitirá mais opções nas fotografias e, possivelmente, suporte à tecnologia da realidade aumentada. Tal como a Samsung, ainda não foi desta que a Apple removeu a saliência das câmaras que impede que o telemóvel seja totalmente plano. Não é certo se essa foi, alguma vez, a intenção da Apple. Mas é um pormenor estético que tem vindo a merecer atenção das marcas: por exemplo, a Huawei, com a ajuda da Leica, removeu essa saliência de vez na gama P.

Ainda na linha dos detalhes, as imagens conceptuais do iPhone X mostram uma área na parte de cima do ecrã e ao centro, onde a Apple terá posto a câmara frontal, o auscultador para chamadas e uma série de outros sensores. Há, porém, um desses sensores que se destaca: o de infravermelhos, para detetar o rosto do utilizador e permitir uma nova forma de autenticação. Não se sabe se o FaceID irá substituir totalmente o TouchID (o sensor de impressões digitais), uma vez que o novo iPhone X não deverá ter o tradicional botão Home que existe no aparelho desde sempre. E essa é uma grande incógnita: desconhece-se o que a Apple vai fazer ao leitor de impressões — se o vai remover ou se o vai reposicionar.

Certo é que a falta do botão Home merece todo um parágrafo. Os rumores mais recentes apontam que será mesmo o fim da tecla — não terá sequer um botão virtual para a substituir. Em contrapartida, a Bloomberg já viu imagens do telemóvel e garante que existirão novos gestos para desbloquear o aparelho e minimizar aplicações, funcionalidades já integradas no código do iOS 11, o sistema operativo que equipará os três modelos da empresa. Deverá haver uma barra na parte inferior do ecrã. Um gesto de deslize para cima deverá desbloquear o ecrã. Outro gesto semelhante, no interior de uma aplicação, servirá para a minimizar.

As novidades do novo iPhone: ecrã OLED, margens mais estreita, novo processador e botão Home modificadovia Bloomberg

O iPhone X deverá ter 3 GB de memória RAM e um novo processador A11, mais rápido do que nos modelos anteriores do iPhone e adaptado a tarefas cada vez mais exigentes. É um aparelho capaz de responder aos utilizadores que precisam de recursos avançados e, de acordo com a Bloomberg, representará uma autêntica “mudança” na forma como os fãs estão habituados a interagir com os telemóveis da marca da maçã. Será assim, em traços gerais, o telemóvel mais importante da Apple nos últimos anos.

O meio tecnológico está muito expectante, o que significa uma pressão adicional para Tim Cook, o presidente executivo da empresa. Se falhar as expectativas — cenário que não está totalmente afastado –, a Apple poderá sofrer quebras significativas nas vendas e derrapagens na bolsa. Aliás, não seria a primeira vez que Tim Cook culparia os rumores pelos maus resultados trimestrais desta que é uma das maiores companhias do mundo.

Este ano, a versão mais musculada do iPhone deverá ter um preço inicial a rondar os 1.000 euros.Montagem por Louise Farias; imagem por Pixabay

Dois iPhones ‘mais normais’

Passando aos modelos mais comuns, é expectável que a Apple lance o iPhone 8 e o iPhone 8 Plus com os ecrãs LCD a que a marca já habituou o público — de 4,7 e 5,5 polegadas, respetivamente. São, basicamente, evoluções dos anteriores iPhones 7 e 7 Plus, lançados há um ano. Incluirão uma série de melhorias internas e espera-se que a versão menos musculada tenha 2 GB de memória RAM, enquanto as duas maiores e mais caras tenham 3 GB de RAM. Quanto ao espaço para armazenamento, existem vários rumores que não correspondem. Fazendo fé no site especializado MacRumors, as versões deverão ir ao encontro do que se espera para o iPhone X. Isto é, deverão existir modelos com 64, 128 e 256 GB de espaço de armazenamento. Não espere um regresso da entrada para auscultadores, uma vez que, para a empresa, esse assunto estará morto e enterrado.

Não se conhecem alterações ao desenho do iPhone para estas duas versões ‘mais normais’, pelo que deverão ir ao encontro do design dos iPhone anteriores. Porém, a confirmar-se, poderá ser uma manobra arriscada para a empresa, que terá de apresentar produtos que agucem o apetite dos clientes e que os façam abandonar o ainda recente e viável iPhone 7. Numa altura em que a concorrência à Apple abunda, a marca terá de fazer o esforço adicional para evitar ver os clientes apostarem em modelos igualmente bons da concorrência, como o S8 ou o Note8 da sul-coreana Samsung, a eterna rival da maçã.

Para terminar, a conferência de outono da Apple não deverá ser só telefones. Esperam-se novidades ao nível dos AirPods, os auscultadores sem fios da Apple, bem como atualizações de qualidade de imagem à Apple TV. Poderão surgir ainda novidades ao nível do HomePod, o assistente virtual doméstico que a Apple lançou há uns meses e, eventualmente, uma nova versão do Apple Watch, o relógio inteligente da marca, que já bem precisa de uma atualização de peso (possivelmente, passará a suportar 4G, como já acontece com outras marcas).

Não se esqueça: tome tudo isto with a pinch of salt. Por outras palavras, tenha sempre em mente que estas informações são recolhidas por jornalistas e entusiastas junto de fontes na empresa e respetivos fornecedores. Informações que vêm muitas vezes da China e caminham muitos quilómetros para chegar até aqui. Mas, numa era de comunicações instantâneas, os rumores respeitantes à Apple raramente falham. E isso só iremos saber esta tarde, pelas 18h00 em Lisboa, 10h00 na Califórnia. O ECO acompanha o evento em direto, daqui a pouco.

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Os nomes dos três novos iPhones: 8, 8 Plus e X

Pedaços de código no sistema que vai integrar os novos iPhones expuseram o nome que a Apple vai dar aos três aparelhos: iPhone 8, iPhone 8 Plus e iPhone X.

A versão mais musculada do novo telemóvel da Apple, que servirá para assinalar os dez anos da chegada do produto ao mercado, terá o nome comercial de “iPhone X”. Será também a versão com mais novidades e o produto mais importante para a marca, além de se esperar que venha a ser ainda o mais caro da gama.

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A informação foi avançada pela Bloomberg. Trechos de código informático na nova versão do iOS, o sistema operativo móvel da Apple, confirmam os rumores de que as três próximas versões do iPhone, que a marca deverá lançar esta terça-feira, se vão chamar “iPhone 8”, “iPhone 8 Plus” e “iPhone X”. A descoberta foi feita pelo programador Steven Troughton-Smith, que publicou o achado no Twitter.

O evento da Apple desta terça-feira decorrerá, pela primeira vez, no Steve Jobs Theatre, nas novas instalações da empresa em Cupertino, um auditório com a capacidade para 1.000 lugares sentados. É ainda um dos mais antecipados, com as expectativas dos fãs da marca bem lá no alto, o que significa mais pressão para a empresa de Tim Cook.

Como o ECO já resumiu aqui, o iPhone X deverá ser a versão premium do dispositivo, onde se espera que a empresa inclua diversas tecnologias novas, algumas delas já presentes em modelos baseados em Android. Entre elas está o carregamento sem fios (inductive charging), assim como um ecrã curvo OLED (cores mais naturais, contrastadas e brilhantes). Esse ecrã também deverá ser maior do que o habitual e o telemóvel terá margens menores.

Os restantes modelos, o iPhone 8 e o iPhone 8 Plus, serão as evoluções dos iPhone 7 e 7 Plus lançados no ano passado. Também se espera mudança e muitas melhorias, uma vez que a Apple pouco mudou ao nível do desenho dos aparelhos e das tecnologias que os integram desde que introduziu o iPhone 6 em 2014. O evento da Apple decorre esta terça-feira às 18h00 em Lisboa.

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Irlanda cria fundo para gerir 13 mil milhões de impostos da Apple

Dublin terá de reaver 13 mil milhões de euros em impostos que permitiu à dona do iPhone não pagar. Para já cria fundo temporário para fazer a gestão desse montante enquanto o caso não é encerrado.

O Governo irlandês está a criar um fundo para gerir os cerca de 13 mil milhões de euros em impostos que ficaram por arrecadar à Apple, quase um ano depois de a Comissão Europeia ter considerado que o país deu benefícios fiscais ilegais à tecnológica que fabrica os smartphones iPhone.

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Dublin e Apple vão nomear uma entidade custódia para manter o dinheiro que será depositado pela fabricante norte-americana, adiantou o ministro das Finanças irlandês numa declaração por e-mail citada pela agência Bloomberg. Este dinheiro será mantido numa conta escrow (temporária) ficando dependente das decisões judiciais neste caso cuja resolução poderá durar anos. Um ou mais gestores deverão ser contratados para administrar este fundo.

“O início deste processo de aquisição representa um marco significativo e surge depois meses de discussões intensas entre a Irlanda, Apple e a Comissão Europeia sobre o processo de recuperação”, disse o Ministério das Finanças.

"O início deste processo de aquisição representa um marco significativo e surge depois meses de discussões intensas entre a Irlanda, Apple e a Comissão Europeia sobre o processo de recuperação.”

Ministério das Finanças da Irlanda

Bloomberg

Em agosto passado, a direção geral de concorrência europeia determinou que a Irlanda infringiu as regras de concorrência ao conceder à Apple benefícios fiscais que permitiram à tecnológica americana pagar menos impostos, circunstância que conferiu vantagem face a outras empresas.

Em causa estão impostos que ficaram por arrecadar entre 2003 e 2014, totalizando os 13 mil milhões de euros. A Irlanda deveria ter recuperado esse montante até janeiro. O Ministério das Finanças indicou que as autoridades estão a trabalhar intensamente para cumprir as suas obrigações “o mais rápido possível e permanecem em contacto regular com a Comissão Europeia e a Apple em todos os aspetos desse processo”.

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Apple tem um novo produto: o HomePod. Mas não só

Chama-se HomePod e é o segundo produto que a Apple lança com Tim Cook no comando. No total, são seis as novidades apresentadas pela marca esta segunda-feira. Conheça-as em detalhe.

A Apple apresentou esta segunda-feira algumas novidades para a próxima temporada, entre elas um produto completamente novo: o HomePod. Trata-se uma coluna de alta-fidelidade com as mesmas capacidades de inteligência artificial da assistente virtual Siri e que custará 349 dólares. Depois do Apple Watch, é o segundo novo produto a ser lançado pela marca com Tim Cook ao comando. Mas não são as únicas novidades. Comecemos pelo princípio, por ordem de relevância.

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1. HomePod

Acredita-se que as assistentes virtuais domésticas, tais como o Amazon Echo (Alexa) e o Google Home, têm potencial para serem as próximas grandes plataformas. Agora, a Apple também tem um produto nesse segmento. O HomePod é uma coluna de alta-fidelidade capaz de ouvir e responder a comandos de voz. Inclui um anel de seis microfones e funciona de forma sincronizada com colunas iguais que tenha noutras divisões da casa.

Tem ainda um processador A8, igual ao de certos modelos do iPhone, e custará 349 dólares, um preço ligeiramente superior aos modelos de outras marcas. A marca justifica-se com o argumento de que o HomePod junta o melhor de uma boa coluna com o de uma boa assistente virtual, algo que garante ser único no mercado. O HomePod estará disponível a partir de dezembro nos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália. Chegará outros mercados no ano que vem e colocará finalmente a marca na corrida das assistentes virtuais, um segmento de mercado liderado pela Amazon.

A nova coluna inteligente da Apple. Também tem uma versão em preto.D.R.

2. iOS 11

Quando a Apple lançar os novos iPhones no final do ano, já virão com o iOS 11, a nova atualização do sistema da marca. Existem novidades no desenho do sistema e na forma como possibilita realizar várias tarefas em simultâneo. Traz não só melhorias para os telemóveis da marca como também para os iPads. Desde logo, a aplicação das mensagens permitirá pagamentos entre particulares de forma simples e rápida através do Apple Pay, o que até aqui não acontecia. Não há pistas para quando é que o serviço chega a Portugal, numa altura em que 50% das retalhistas nos Estados Unidos já aceitam este método de pagamento.

Mas nem tudo é dinheiro. Há novidades na aplicação Maps, que passará a integrar plantas de interiores em centros comerciais ou, por exemplo, em aeroportos. A assistente Siri ganha também uma nova voz… ou melhor, duas: a voz feminina está muito mais natural e inteligente (é capaz de pronunciar uma palavra de três formas ligeiramente diferentes), e ganha agora uma voz masculina para os utilizadores que optem por esta opção. A Siri passa também a estar sincronizada entre dispositivos, incluindo, claro, o HomePod.

Com o Apple Pay no Messenger, será possível transferir dinheiro entre particulares de forma rápida e simples.D.R.

Além disso, a Apple introduziu algumas melhorias na forma como o sistema comprime ficheiros como fotografias e vídeos, permitindo otimizar espaço de armazenamento. A aplicação Photos passa a conseguir criar álbuns detetando eventos e comemorações, tais como casamentos ou batizados. Inclui também um novo modo Do not disturb while driving, que permite respostas automáticas enquanto se conduz e impede a exibição de notificações durante a condução.

A Apple apresentou ainda uma série de novidades ligadas à realidade aumentada, que se começa agora a democratizar e a expandir por mais utilizadores. Mas a grande novidade, para além do control center reorganizado, é o redesenho total da App Store, a loja de aplicações da Apple que já rendeu 70 mil milhões de dólares aos programadores que para ela desenvolvem aplicações. O iOS 11 será uma atualização gratuita disponível a partir do outono.

A App Store vai ser completamente redesenhada no iOS 11.D.R.

3. iMac Pro

A marca da maçã pegou no macOS Sierra e levou-o mais alto, tendo apresentado esta segunda-feira o macOS High Sierra. O sistema operativo vai chegar em breve aos computadores Mac em todo o mundo de forma gratuita. Entre as novidades está o novo sistema de ficheiros que permite, por exemplo, duplicar ficheiros de grandes dimensões de forma quase instantânea.

A empresa de Tim Cook acabou também a largar uma bomba no Facebook, que tem vindo a apostar nos vídeos que se começam a reproduzir sozinhos. O browser da Apple, o Safari, irá impedir que isso aconteça daqui para a frente, o que pode colocar um travão na forma como a maior rede social do mundo espera gerar maiores taxas de engagement com o formato.

Conte também com melhorias nos iMac atualmente à venda. Entre elas, melhores ecrãs com suporte para mil milhões de cores, novos processadores Intel de sétima geração e que, basicamente, duplicarão a rapidez do computador de secretária da marca. Haverão ainda duas novas portas USB-C de alta velocidade na parte traseira e hardware para permitir o desenvolvimento de conteúdos e aplicações para ambientes virtuais.

Mas no que toca a Mac, a grande novidade está no iMac Pro, um novo modelo que a empresa vai vender por 4.999 dólares a partir do final do ano. Terá várias versões com processador de até 18 núcleos (sim, 18!), seis vezes melhor placa gráfica do que o melhor iMac no mercado, disco rígido de alta velocidade (SSD) com 4 TB de armazenamento, câmara frontal full HD e ideal para programadores no segmento da inteligência artificial. É um computador profissional, claramente voltado para quem precisa de um computador com capacidades de computação bastante avançadas. Veja-se, claro, pelo preço.

O novo iMac Pro, que só chegará no final do ano.D.R.

4. Novo iPad Pro 10,5”

Se está de olho nos tablets, conheça a nova atualização de hardware do iPad Pro. Inclui um ecrã 20% maior, de 10,5 polegadas, com o peso de apenas 450 gramas. Tem ainda um potente processador A10X de seis núcleos, com a marca a garantir ser um iPad Pro 30% mais rápido em termos de processamento e 40% superior em termos de desempenho gráfico.

Há ainda melhorias na caneta digital da Apple e, com o novo iOS 11, será possível escrever uma nota à mão e ver o sistema reconhecer a caligrafia como se fosse digital — mesmo quem não tem a letra mais bonita do mundo, garante a companhia norte-americana. O novo iPad Pro de 10,5 polegadas terá um preço entre 649 e 949 dólares, enquanto o iPad Pro de 12,9 polegadas começará nos 799 até aos 1099 dólares.

Preços da gama iPad Pro, com dois tamanhos e versões diferentes.D.R.

5. WatchOS 4

Quem já tem o relógio da Apple poderá contar com mais uma atualização ao sistema operativo. O WatchOS 4 trará novidades, sobretudo, para quem vê no Apple Watch o melhor companheiro de ginásio. O aparelho vai passar a poder ser emparelhado com os equipamentos do ginásio, partilhando informações entre eles. Quando a funcionalidade chegar no outono, a empresa garante chegar à grande maioria de marcas de aparelhos de ginástica no mercado.

Há ainda uma nova aplicação de música para o relógio e novas máscaras. Três delas são dedicadas aos personagens da saga Toy Story, mas também há um novo tema “Caleidoscópio” e uma máscara alimentada pela Siri, que mostra notificações e informações contextuais como já acontece no iPhone.

Há novidades para os desportistas no que toca ao Apple Watch.D.R.

6. Amazon na Apple TV

A última novidade de todas é a chegada do grande concorrente da Netflix à televisão da Apple. O serviço de streaming de filmes e séries Prime Video, desenvolvido pela Amazon, ficará disponível como uma aplicação da Apple TV. Não foram adiantados muitos mais detalhes na conferência de onde saíram todas estas novidades.

Tim Cook acabou de apresentar o segundo produto completamente novo da Apple desde que assumiu o cargo outrora ocupado por Steve Jobs.D.R.

Trata-se da WWDC, Worldwide Developers Conference, a conferência anual de programadores que a Apple organiza todos os anos por ocasião da primavera. O evento arrancou esta segunda-feira às 10h da manhã em San Jose, na Califórnia, 18h em Lisboa, e durará até ao final da semana. São 5.300 participantes no evento, da comunidade de 16 milhões de programadores que já existem em todo o mundo a criar aplicações para o sistema da marca.

E o que valem eles? Para a Apple, são os responsáveis por possibilitar o mundo que temos hoje. Por isso, a empresa começou a conferência com um vídeo que tenta ilustrar, de forma muito surrealista, como seria o fim do mundo… se um trabalhador desligasse os servidores da Apple por acidente. Veja-o também:

(Notícia atualizada às 21h34 com mais informações)

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Cinco números gordos que engordam as contas da Apple

A Apple prestou contas relativas ao primeiro trimestre. Dos lucros às vendas, passando pela pilha de dinheiro em cofre e pelas dívidas, conheça estes cinco números gordos nas contas da fabricante.

Descubra os cinco números gordos que compõem os últimos resultados trimestrais da Apple.Pixabay

Caía a noite em Lisboa quando, do outro lado do Atlântico, o presidente executivo da Apple, Tim Cook, anunciou que, entre janeiro e março, a fabricante do iPhone gerou 52,9 mil milhões de dólares em receitas. “Estamos muito satisfeitos com estes números”, rematou. Mas, no ECO, decidimos olhar para além das receitas: descubra os cinco números gordos que mais se destacam nas contas trimestrais da Apple — um a um.

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Mais importante do que o dinheiro que entra, é o dinheiro que fica. No primeiro trimestre do ano, que é o segundo trimestre fiscal para a marca, ficaram na empresa 11,03 mil milhões de dólares de lucro. O valor compara com os 10,52 mil milhões de dólares de lucro registados no período homólogo. Mas, se compararmos o valor com o primeiro trimestre de 2015, o lucro da Apple caiu 18,7% — nesse período, foi de 13,57 mil milhões de dólares.

 

Os cofres da Apple nunca estiveram tão cheios: a 1 de abril, a empresa tinha 256,8 mil milhões de dólares em conta. É quase tanto quanto toda a riqueza económica gerada pela Irlanda e o montante chegava para pagar aproximadamente 97,6% da dívida pública portuguesa. No entanto, deste valor, 240 mil milhões de dólares estão fora dos Estados Unidos, ou cerca de 93,5%. Os investidores especulam que a Apple vá repatriar a totalidade ou parte deste capital, com o apoio das novas medidas fiscais de Donald Trump para as empresas. Por curiosidade, todo este dinheiro chegaria ainda para comprar mais de 395 milhões de iPhones de última geração.

 

O iPhone é o principal produto da Apple, representando quase 63% das receitas da marca. Nos primeiros três meses de 2017, a Apple vendeu 50,76 milhões de unidades, com uma receita associada de 33,25 mil milhões de dólares. As vendas ficaram abaixo das expectativas e mostram uma desaceleração em termos homólogos: no primeiro trimestre de 2016, a marca vendeu 51,19 milhões de telemóveis. O número pode ser explicado, em parte, com o facto de os consumidores estarem a aguardar pelo próximo modelo que a marca deverá lançar no outono. O novo iPhone vai assinalar os dez anos do produto e aguarda-se uma edição premium cheia de novidades, como o ECO já resumiu aqui.

 

A marca da maçã decidiu adicionar mais 50 mil milhões de dólares ao capital que planeia devolver aos acionistas nos próximos tempos, pondo a fasquia nos 300 mil milhões de dólares para os acionistas até março de 2019. Trata-se de um plano ambicioso, dividido em duas partes: recompra de ações no valor de 210 mil milhões de dólares; pagamento de dividendos aos acionistas no valor de 63 cêntimos de dólar por título (um aumento de 10,5% em relação ao dividendo estipulado anteriormente). A empresa de Tim Cook torna-se, assim, a maior pagadora de dividendos do mundo, o que compara com o período de Steve Jobs, altura em que a empresa não distribuía dividendos de todo.

 

Da mesma forma que foi do oito ao 80 no campo dos dividendos, a Apple também o fez no campo da dívida — literalmente. A 1 de abril, acumulava uma dívida de longo prazo no valor de 84,53 mil milhões de dólares enquanto, no início do ano fiscal, em novembro do ano passado, era de 75,4 mil milhões de dólares. Mas este valor era nulo em 2012, com Steve Jobs aos comandos da nave. Lembre-se: a maior pilha de dinheiro está fora do território norte-americano e a empresa não pagava dividendos. Com Tim Cook a liderar, a Apple já paga dividendos. Porém, face aos altos custos que implica trazer dinheiro de fora do país, a Apple tem optado por emitir dívida para ter como pagar aos acionistas.

Infografias por Raquel Sá Martins.

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Apple vendeu menos iPhones mas receitas aumentaram

A tecnológica vendeu menos smartphones no último trimestre, avolumando pressão em relação ao próximo iPhone 8 que deverá ser apresentado no próximo outono. Ainda assim, receitas aumentaram.

A Apple vendeu menos iPhones no último trimestre, mas isso não impediu a tecnológica liderada por Tim Cook de aumentar o volume de negócios para os 52,9 mil milhões de dólares.

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No total, a empresa vendeu 50,8 milhões do seu smartphone de bandeira no três meses que terminaram em março, um desempenho que acabou por ficar aquém do esperado por Wall Street, que esperavam vendas na ordem dos 51,4 milhões de iPhones. No mesmo período do ano passado, a companhia havia vendido 51,2 milhões destes dispositivos.

Em relação aos resultados operacionais, o lucro por ação ficou nos 2,10 dólares com as receitas a ficarem perto dos 53 milhões de dólares. Os analistas esperavam um lucro de 2,02 dólares por ação sobre vendas de 53,1 mil milhões de dólares.

Por causa da diminuição de vendas do icónico iPhone, as ações da Apple estavam em queda na bolsa norte-americana. Com o anúncio do iPhone 8 previsto para o outono, crescem as expectativas dos consumidores e investidores em relação aos upgrades que a próxima versão do smartphone deverá trazer.

A tecnológica liderada por Tim Cook anunciou ainda que vai recomprar ações num montante de 50 mil milhões de dólares e distribuir um dividendo de 63 cêntimos de dólar — acima das projeções de 62 cêntimos de dólar.

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Apple e Facebook aceleram o passo na realidade aumentada

As duas tecnológicas estão a trabalhar para pôr no mercado óculos com capacidade de misturar elementos virtuais com a realidade. O objetivo é que sejam pequenos. E melhores do que os da Magic Leap.

O Facebook e a Apple estão a acelerar o passo no desenvolvimento de tecnologias de realidade aumentada. Ambas as firmas estão na corrida ao desenvolvimento de uns óculos que misturem elementos virtuais com a realidade e que poderão, no futuro, vir a substituir os telemóveis como o nosso principal dispositivo pessoal.

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Não são, de longe, as únicas. Já ouviu falar da Magic Leap? É uma promissora empresa sedeada na Florida que trabalha na mesma área. Pouco se sabe acerca dela e é considerada uma das mais secretas do mundo. Estará a preparar qualquer coisa para lançar mais para o final deste ano, segundo fontes próximas citadas pelo britânico Financial Times. As expectativas estão em níveis máximos.

Mas acima do secretismo, o que aguça o apetite no setor são os 1,4 mil milhões de dólares de capital que a Magic Leap já angariou, sem sequer ter um produto no mercado. Entre os investidores estão nomes como a Alphabet (dona da Google) e a Alibaba (a gigante dos gigantes do comércio eletrónico na China). Para quê tanto dinheiro? Segundo informações apuradas pelo Financial Times, o objetivo é também o de fabricar os óculos de realidade aumentada.

Apesar de nova, é uma tecnologia que não é pioneira. A Microsoft lançou os HoloLens há dois anos, um produto igualmente prometedor e que o ECO já experimentou aqui. O desafio não é, por isso, desenvolver só uns óculos. O verdadeiro pote de ouro está em criar uns que sejam pequenos e mais semelhantes aos óculos ditos normais. Não é fácil. Se fosse, já estavam feitos.

Os HoloLens, da Microsoft, ainda não chegaram ao público em geral. Mas já estão disponíveis em edições para programadores e empresas.Kārlis Dambrāns/Flickr

Segundo o jornal britânico, o produto da Magic Leap será menor do que os HoloLens, com um maior ângulo de visão mas, ainda assim, maiores do que um par de óculos comuns. Deverá ainda ter uma pequena caixa com os módulos de bateria e processamento, alegadamente para pôr no bolso ou acoplar ao cinto. O preço não deverá ascender aos 1.000 dólares. Os HoloLens da Microsoft, que estão disponíveis em versões empresarial e para programadores, começam nos 3.000 dólares. Para já, os valores de ambos os produtos não são diretamente comparáveis.

Em contrapartida, a Apple terá criado uma equipa para estudar a possibilidade de entrar nesta área há mais de um ano. A conclusão terá sido positiva e, nos dias de hoje, o mercado vê como mais provável que a Apple apresente uns óculos de realidade aumentada antes mesmo de lançar, por exemplo, um carro sem condutor ou outra tecnologia semelhante.

O Facebook é um caso diferente. Óculos não são propriamente uma novidade, tendo em conta que a rede social detém a Oculus, uma empresa que há muito apresentou o Oculus Rift, um aparelho que usa uma tecnologia de realidade virtual, diferente e mais imersiva. Ainda assim, Mark Zuckerberg tem uma visão muito própria de como vai evoluir este segmento, tendo já dito que “o objetivo é fazer da realidade virtual e aumentada o que sempre quisemos que seja: óculos pequenos o suficiente para os podermos levar para qualquer lado”, escreveu o presidente executivo em fevereiro.

Segundo o Financial Times, tanto a Apple como o Facebook estarão bem posicionados para superar os esforços da Magic Leap. No entanto, não é certo quem irá competir com quem neste jogo. As movimentações nos bastidores decorrem longe de todos os holofotes e apenas se conhecem alguns pormenores. Como, por exemplo, o facto de Tim Cook, presidente executivo da Apple, ter visitado as instalações da Magic Leap e experimentado a tecnologia em desenvolvimento, de acordo com o jornal Business Insider. Como não é comum empresas concorrentes abrirem a porta umas às outras, surge a grande questão: o que estará Tim Cook a cozinhar?

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Apple: iPhones mais caros salvam resultados

No último trimestre de 2016, as venda da empresa tecnológica aumentaram 3,3%, para 78,4 mil milhões de dólares, apoiadas nas vendas do iPhone 7 Plus.

A Apple surpreendeu pela positiva ao bater as estimativas de receitas dos analistas, graças aos resultados alcançados pelas vendas dos iPhones mais caros. A empresa liderada por Tim Cook reportou esta terça-feira um aumento de 3,3% nas suas vendas, com estas a ascenderem a 78,4 mil milhões de dólares, nos últimos três meses de 2016.

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O lucro por ação da gigante tecnológica totalizou 3,36 dólares por ação, nos três meses que terminaram em dezembro, quando os analistas antecipavam que este se tivesse fixado em 3,22 dólares por ação, e as receitas em 77,3 mil milhões de dólares, segundo dados compilados pela Bloomberg.

“Ficámos surpreendidos pela força do iPhone 7 Plus, onde na realidade tivemos falhas de fornecimento ao longo do trimestre. Conseguimos ser capazes de encontrar um equilíbrio entre a procura e a oferta em janeiro”, disse o diretor financeiro da Apple, Luca Maestri, em entrevista telefónica à Bloomberg.

Ficámos surpreendidos pela força do iPhone 7 Plus, onde na realidade tivemos falhas de fornecimento ao longo do trimestre. Conseguimos ser capazes de encontrar um equilíbrio entre a procura e a oferta em janeiro.

Luca Maestri

Diretor financeiro da Apple

Introduzido em setembro do ano passado, o iPhone 7 significou um ligeiro upgrade do seu antecessor, o 6S, a que foram acrescentadas uma melhor câmara, resistência à água, mais autonomia de bateria e processador mais rápido, mantendo o mesmo design.

A Apple afirmou que vendeu 78,3 milhões de iPhones no último trimestre de 2016, que lhe permitiu gerar 54,4 mil milhões de dólares em receitas nesse período. O preço médio de venda de cada iPhone foi 695 dólares, o que compara com os 691 dólares que se verificou um ano antes. As estimativas dos analistas apontavam para que as vendas deste equipamento permitissem arrecadar 76,3 milhões de euros em vendas, para um preço médio de 688 dólares. Estes números sugerem que os consumidores continuam a ambicionar ter os modelos mais recentes da Apple, o que poderá ser um sinal positivo para o futuro lançamento de produtos.

As estimativas da Apple apontam para que as suas vendas caiam no intervalo entre 51,5 mil milhões e 53,5 mil milhões de dólares no trimestre atual. A média das previsões dos analistas eram e 53,8 mil milhões de dólares. No que respeita à margem de lucro bruto a empresa da maçã antecipa que se fixe entre 38% e 39% no mesmo período, o que comprar com estimativas de 38,7% dos analistas.

De salientar que a China foi o único mercado, onde a Apple registou uma quebra de vendas no último trimestre de 2016: 12%,para 16,2 mil milhões de dólares.

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