Staples com mochila protegida pela AON e Generali

  • ECO Seguros
  • 5 Dezembro 2019

As lojas voltam a propor um seguro para quem compre uma mala ou mochila, a indemnização em caso de sinistro pode chegar aos 1000 euros.

Mochila Protegida é um serviço criado para dar mais valor à gama de malas e mochilas da Staples, garantindo uma indemnização em caso de furto ou roubo, deste produto e respetivo conteúdo, e é relativamente fácil e imediato de contratar em qualquer loja em Portugal ou no website da marca.

O serviço proposto pela Staples é pago uma única vez, no momento de compra de uma mala ou mochila. O valor pode variar entre um total de 8,52€ no primeiro ano, para 12 meses completos de proteção, e um máximo de 170,64€, referente a 24 meses. É um serviço que pode ser ativado em caso de furto ou roubo de uma mala ou mochila adquirida na Staples, que garante a própria mala e o seu conteúdo, incluindo portátil, tablet, smartphone, calculadora ou outros materiais que o consumidor tenha no interior da mala. O valor da indemnização a receber é definido pelo comprador, podendo variar entre 75€ e 1.000€, bem como o prazo do serviço, 12 ou 24 meses.

Em caso de sinistro, a participação é igualmente rápida e simples, sem preenchimento de documentos complicados, através do website ou numa loja.

Este serviço inovador resultou de uma parceria assinalada entre a Staples, a corretora Aon e o a Generali, que em conjunto têm apostado no desenvolvimento de estratégias de distribuição B2B2C.

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Valor do seguro mínimo dos mediadores vai aumentar em 2020

  • ECO Seguros
  • 5 Dezembro 2019

Mediar seguros em Portugal vai ser mais caro, sobe o valor mínimo para os seguros de responsabilidade para os agentes independentes e os corretores terão de apresentar uma caução maior.

Os seguros de responsabilidade civil obrigatórios para mediadores e a caução de garantia que os corretores precisam deter para exercer a atividade vão aumentar em 2020, segundo uma nota de informação divulgada pela ASF – Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões.

Este aumento reflete uma diretiva europeia que preconiza uma atualização, prevista na nova lei de distribuição de seguros, nos montantes de base em euros para efeitos do seguro de responsabilidade civil profissional e da capacidade financeira dos mediadores de seguros e de resseguros.

Assim, a partir de junho de 2020, o valor atual do seguro de responsabilidade civil para os mediadores passa do atual mínimo de 1.250.618 euros por sinistro e 1.875.927 euros por anuidade, independentemente do número de sinistros, para 1 300 380 euros por sinistro e 1 924 560 euros por anuidade.

Este seguro é obrigatório para todos os mediadores exceto se a cobertura estiver incluída em seguro fornecido pela ou pelas empresas de seguros em nome e por conta da qual ou das quais vai atuar. Esta possível isenção por parte dos mediadores habitualmente designados por “ligados” tem suscitado reservas pela APROSE, associação dos mediadores independentes de seguradoras, que afirma “ser a prestação de serviços (dos mediadores ligados) digna e merecedora de preocupação e receio”.

Outro aumento vai acontecer no valor a mobilizar para efeitos de inscrição no registo como corretor de seguros. Atualmente a pessoa singular ou coletiva deve demonstrar que dispõe, ou que vai dispor à data do início da atividade, de garantia bancária ou de seguro-caução garantam o valor mínimo de 18 750 euros ou, nos anos subsequentes ao do início de atividade, se superior, o valor correspondente a incidir sobre uma parcela dos fundos movimentados pelo corretor de seguros.

Também a partir de junho de 2020 os corretores de seguros devem demonstrar que essa garantia bancária ou seguro-caução, para os efeitos previstos garante o valor mínimo de 19 510 euros.

Esta garantia destina-se a cobrir o pagamento de créditos dos tomadores de seguros, segurados ou beneficiários face ao corretor e que respeitem aos fundos que lhe foram confiados com vista a serem transferidos para essas pessoas. Ou a Cobrir o pagamento de créditos dos clientes face ao corretor, resultantes de fundos que este recebeu com vista a serem transferidos para as empresas de seguros para pagamento de prémios.

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Berardo perde recursos sobre arresto de imóveis

  • ECO
  • 5 Dezembro 2019

Joe Berardo perdeu os recursos que tinha sido interpostos relativamente ao arresto de imóveis. A sentença do arresto das duas mil obras da Coleção Berardo será conhecida em breve.

O Tribunal Central Cível deu razão à Caixa Geral de Depósitos e confirmou o arresto de dois imóveis de Joe Berardo, em Lisboa, avança a SIC. Em causa estão um T5 de 450 metros quadros na Infante Santo, que vale 2,5 milhões de euros, e uma mansão na lapa que vale 1,5 milhões de euros.

O arresto deste dois apartamentos foi conhecido no final de junho e foi pedido pelo banco público, instituição à qual o comendador deve mais de 300 milhões de euros. De acordo com o que avançou a SIC na altura, os dois imóveis foram arrestados pelo Tribunal da Comarca de Lisboa para pagar as dívidas de Joe Berardo à CGD. A estação de televisão adiantou ainda que o tribunal usou um mecanismo legal pouco usual para avançar com o arresto, recorrendo à figura da desconsideração da personalidade jurídica coletiva para provar que os dois imóveis são efetivamente propriedade de Joe Berardo.

O comendador contestou este arresto, mas a SIC agora avança que perdeu, isto é, o Tribunal Central Cível deu razão à Caixa Geral de Depósitos. De acordo com a mesma estação de televisão, a sentença do arresto das duas mil obras da Coleção Berardo será conhecida nos próximos dias.

De acordo com o relatório da EY, duas sociedades de Berardo, a Fundação Berardo e a Metalgest, deviam à Caixa 320 milhões de euros no final de 2015. No passado dia 20 de abril, CGD, BCP e Novo Banco entregaram uma ação executiva no Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa para cobrar dívidas de Joe Berardo de quase 1.000 milhões de euros.

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APS debateu os principais aspetos do envelhecimento

  • ECO Seguros
  • 5 Dezembro 2019

A ciência, a economia e os comportamentos na velhice estiveram em análise na conferência anual da Associação Portuguesa de Seguradores.

A conferência anual da Associação Portuguesa de Seguradores (APS), sob o mote “A idade nunca vem só: como responder aos desafios da vida”, teve lugar no Museu do Oriente e contou com a presença da Presidente da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), Margarida Corrêa de Aguiar.

A iniciativa teve como objetivo analisar as consequências socioeconómicas do envelhecimento, bem como promover um debate sobre a capacidade atual de resposta face aos desafios desta tendência demográfica.

Um grupo de jovens da SDUL – Associação de Debate Universitário debateram o futuro da Segurança Social e as soluções que julgam mais adequadas para salvaguardar a sustentabilidade do sistema de pensões.

Os avanços da ciência no contexto do envelhecimento foram tema do painel “A ciência médica face ao desafio do envelhecimento”, através das pesquisas recentes apresentadas por Luísa Lopes, Investigadora Principal do Instituto de Medicina Molecular (iMM) e Professora Convidada na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e Sérgio Dias, Investigador Principal no Instituto de Medicina Molecular (iMM) e Professor Associado Convidado da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

Em outro painel foi realizada uma abordagem multissectorial sobre importantes questões para a sociedade em geral, e com impactos diretos no setor segurador, tais como “A economia do envelhecimento” abordado por Judite Gonçalves, Professora Auxiliar Convidada e Membro do Centro de Conhecimento de Economia e Gestão da Saúde na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa e Amílcar Moreira Investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.

Depois deu-se um momento de intervenção de um grupo de jovens da SDUL – Associação de Debate Universitário, que debateram o futuro da Segurança Social e as soluções que julgam mais adequadas para salvaguardar a sustentabilidade do sistema de pensões e a qualidade de vida dos pensionistas.

“O que significa envelhecer?” foi o tema discutido por Isabel Vaz, CEO do grupo Luz Saúde, Alexandre Quintanilha, Professor, Investigador e Deputado e Maria Amélia Cupertino de Miranda, Presidente do Conselho de Administração da Fundação Dr. António Cupertino de Miranda.

José Galamba de Oliveira, presidente da APS referiu resumindo que no debate sobre o envelhecimento em Portugal “diferentes atores devem ser incluídos, através de um debate transversal, que permita encontrar respostas integradas, alicerçadas no contributo de representantes de vários quadrantes, como investigadores, empresas, universidades, políticos, governo e a sociedade civil”.

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Tintex usa tingimento natural à base de extratos de plantas e cogumelos

A Tintex desenvolveu o projeto Picasso que é um sistema de tingimento natural sem recurso a produtos químicos. É através dos extractos de plantas e cogumelos que fazem o tingimento dos têxteis.

O futuro da moda está focado na sustentabilidade e há quem defenda que não é uma tendência, mas sim uma responsabilidade. Os têxteis são a segunda indústria mais poluente do mundo e a sustentabilidade é o rumo a seguir. De forma a minimizar o impacto ambiental, a Tintex, empresa nortenha, desenvolveu o projeto Picasso. É um sistema de tingimento natural sem recurso a produtos químicos.

A empresa que já conta com 21 anos de existência conseguiu substituir os corantes sintéticos por corantes naturais. “É através dos extratos de plantas e cogumelos que fazemos o tingimento natural dos têxteis de forma a minimizar o impacto ambiental”, explica Ana Tavares, diretora de sustentabilidade da Tintex, na conferência internacional “ModaPortugal Sustainability Talks”, na Alfandega do Porto.

É através deste processo inovador que a Tintex conseguiu obter uma paleta de mais de dez cores para tingimento provenientes dos extratos de plantas e cogumelos. O objetivo da empresa é continuar a pesquisar e a desenvolver mais cores.

O projeto Picasso demorou cerca de cinco anos até estar concluído. “O projeto foi finalizado em setembro deste ano e já estamos a comercializar o produto. Está a ter muita procura desde o início da sua implementação e já temos encomendas nesse sentido”, refere ao ECO a diretora de sustentabilidade da Tintex, à margem da conferência.

“A sustentabilidade é uma inovação responsável. As marcas procuram a nossa empresa devido ao nosso lado inovador, a nível de estrutura, processos de tingimento e acabamentos”, destaca Ana Tavares.

O Picasso é um projeto financiado pelo Compete 2020 e foi criado com o apoio do Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário (Citeve) e Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes (Centi). A Tintex conta atualmente com 135 colaboradores e fechou o ano de 2018 um volume de negócios de 11,3 milhões de euros.

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Com investidores à espera de acordo comercial, Wall Street mexe pouco

Os mercados norte-americanos encerraram a penúltima sessão da semana ligeiramente acima da linha de água. Os investidores estão à espera de novos sinais sobre as negociações entre os EUA e a China.

Com os investidores à espera de novos sinais de avanços ou recuos relativamente ao acordo comercial que está a ser negociado entre Washington e Pequim, Wall Street terminou a penúltima sessão da semana praticamente na linha de água.

O índice de referência, o S&P 500, valorizou 0,12% para 3.116,38 pontos. O tecnológico Nasdaq também subiu 0,03% para 8.569,11 pontos e o industrial Dow Jones avançou 0,08% para 27.672,33 pontos.

Os investidores estão expectantes em relação ao acordo comercial que está a ser negociado entre a China e os Estados Unidos. Na semana passada, Donald Trump disse não haver “prazo” para a assinatura desse entendimento e o secretário do Comércio norte-americano frisou mesmo que, se não houvesse avanços significativos nas negociações, as novas tarifas previstas para 15 de dezembro iriam avançar.

Entretanto, Donald Trump já veio, contudo, revelar que as negociações estão a correr “muito bem”, não sendo certo agora se as novas taxas aduaneiras avançarão ou não.

“Estamos a aguardar para ver o que acontece no plano comercial”, explica o analista Chuck Carlson, da Horizon Investment Services, citado pela Reuters. “As pessoas estão a tentar interpretar o que está a acontecer com as negociações comerciais e o próximo prazo relevante é 15 de dezembro”, acrescenta.

Além dos desenvolvimentos da guerra comercial, também os dados económicos mantiveram os mercados (ligeiramente) acima da linha de água. O défice comercial dos Estados Unidos caiu, em outubro, para o nível mais baixo de um ano meio, indicando que o crescimento económico poderá fortalecer no quarto trimestre do ano. E esta sexta-feira são conhecido os novos dados do desemprego.

Na sessão desta quinta-feira, destaque ainda para a Nike, cujos títulos subiram 2,21% para 95,79 dólares, depois do Goldman Sachs ter revisto a indicação de “neutro” para “comprar”. Também as ações da Kroger se destacaram, tendo caído 3,04% para 26,80 dólares, depois dos seus resultados terem ficado abaixo do esperado.

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Iniciativa Liberal quer que volte a ser obrigatória análise de custo-benefício das PPP

  • Lusa
  • 5 Dezembro 2019

Iniciativa Liberal quer que o Governo recue no diploma, que revê o regime das Parcerias Público-Privadas (PPP) e volte a tornar obrigatória a análise custo-benefício para a sua concessão.

A Iniciativa Liberal quer que o Governo recue no diploma, publicado quarta-feira, que revê o regime das Parcerias Público-Privadas (PPP) e volte a tornar obrigatória a análise custo-benefício para a sua concessão, tal como previa a anterior lei.

Esta recomendação ao Governo consta do projeto de resolução da Iniciativa Liberal, a que a agência Lusa teve acesso, e no qual é referido que o decreto-lei publicado em Diário da República na quarta-feira modifica o enquadramento legal das PPP, estando entre as alterações que “a análise de custo-benefício deixe de ser obrigatória, passando a sua elaboração a ser uma decisão política e casuística do Conselho de Ministros”.

Assim, os liberais recomendam ao Governo que determine “enquanto pressuposto de lançamento e adjudicação de todos os contratos que estabeleçam Parcerias Público-Privadas, a obrigatoriedade de uma análise custo-benefício, tal como constava na anterior redação legislativa”.

“Eliminar as análises custo-benefício não só aumenta a arbitrariedade, mas retira também o rigor técnico. Esta alteração faz com que a decisão relativa à contratação das PPP, que é fundamental e determinante para a população portuguesa, seja transformada numa decisão arbitrária e política”, critica ainda o deputado único do partido, João Cotrim Figueiredo.

Na perspetiva da Iniciativa Liberal, “pela importância que assumem para a vida pública” é fundamental que estes contratos “sejam celebrados dum modo transparente, e que se permita o adequado escrutínio dos mesmos”.

Assim, uma segunda recomendação feita neste projeto de resolução é que o executivo “introduza um período de publicitação dos contratos que estabeleçam Parcerias Público-Privadas, prévio à efetiva celebração do contrato”.

O CDS-PP já tinha anunciado esta quinta-feira, em declarações à agência Lusa, que os centristas vão propor a apreciação parlamentar deste decreto-lei do Governo que por considerar que há “uma redução substancial” dos “princípios de rigor e transparência”.

Um dos aspetos contestados pelo partido no decreto publicado em Diário da República na quarta-feira é, precisamente, a eliminação da obrigatoriedade da análise custo-benefício que, já em muitas PPP no passado se revelou insuficiente”, segundo o deputado João Almeida.

Questionado sobre este tema no final do Conselho de Ministros desta quinta-feira, o secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, André Moz Caldas, afirmou que o decreto-lei que revê o regime das PPP “eleva para o Conselho de Ministros a competência para as decisões” anteriormente tomadas por despacho.

“O diploma ontem publicado preserva inteiramente todos os aspetos de tramitação das PPP que visam a sua adequada quantificação de encargos, bem como a demonstração de que a parceria apresenta para o setor público benefícios relativamente a formas alternativas de alcançar o mesmo fim”, respondeu André Moz Caldas.

O decreto-lei n.º 170/2019, do Ministério das Finanças, foi publicado na quarta-feira em Diário da República e faz alterações ao Código dos Contratos Públicos e ao decreto-lei n.º 111, de 2012, que “disciplina a intervenção do Estado na definição, conceção, preparação, concurso, adjudicação, alteração, fiscalização e acompanhamento global das parcerias público-privadas”.

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Mais de 250 mil nas ruas em Paris e sindicatos prometem mais protestos

  • Lusa
  • 5 Dezembro 2019

A coesão entre profissões e sindicados foi conseguida na greve geral e nas manifestações relacionadas, que, em Paris, segundo os sindicatos, contaram com mais de 250 mil pessoas.

A coesão entre profissões e sindicados, dificilmente encontrada em França nos últimos anos, foi conseguida esta quinta-feira na greve geral e nas manifestações com ela relacionadas que em Paris, segundo os sindicatos, contaram com mais de 250 mil pessoas.

A convicção de sindicalistas ouvidos pela agência Lusa é que o protesto só acaba quando o Governo recuar no projeto de reforma do sistema de pensões, ideia reforçada pelo facto de a greve se ter generalizado a todos os setores da sociedade francesa, com cortejos nalguns pontos perturbados por ‘black blocs’ [grupos que se reúnem, mascarados e vestidos de preto, para protestar em manifestações de rua].

“Em 1995 partimos dos mesmos princípios, mas não tivemos o tempo de preparação que tivemos agora. Nessa altura era muito mais os regimes especiais e hoje está toda a gente na rua. Estamos muito mais num modelo 1968 do que em 1995”, afirmou Bertrand Hammache, secretário-geral da CGT-RATP em declarações à Agência Lusa, que já trabalhava na empresa de transportes de Paris em 1995 quando houve uma greve que durou três semanas também devido a uma proposta do Governo para mudar o sistema de pensões.

O Governo não recuou na sua proposta apresentada em julho, portanto o que aconteceu foi que fomos angariando mais apoio para a nossa causa em todo o país. A reforma não é só dos regimes especiais, é de todos como se pode ver”, indicou o secretário-geral da empresa que gere os transportes de Paris e que esteve na vanguarda desta greve.

Para informar os utentes sobre a iniciativa e lutar contra a reforma do sistema de pensões, o sindicato da RATP distribuiu milhões de panfletos nos últimos meses numa ação sem precedentes.

“Fizemos muita pedagogia, distribuímos muito material. Tivemos panfletos com tiragens de dois milhões de exemplares, algo que nunca tínhamos feito antes. Assim, toda a gente que precisava saber o que é a reforma por pontos e a posição da CGT, já sabe. Esta reforma não é credível”, disse Hammache.

Mas não foram só sindicatos e pessoas preocupadas com as pensões que responderam à chamada. O cortejo em Paris viu o trajeto cortado devido a incidentes entre a polícia e ‘black blocs’ que não permitiram o avanço dos tradicionais carros com os símbolos dos sindicatos que assinalam a presença das diferentes classes profissionais.

Prevendo já a degeneração dos protestos, a prefeitura de Paris reforçou a segurança da capital com seis mil polícias, mas isso não impediu desacatos, incluindo alguns pequenos incêndios na Praça Republique.

Para quem veio protestar pelas suas condições de trabalho e o possível novo sistema de pensões, as respostas do Governo não são suficientes.

“Os professores arriscam-se a perder entre 300 a 800 euros, quer sejam do setor público ou do setor privado. Isto acumula-se com o descontentamento geral da profissão e as respostas dadas até agora não nos satisfazem. Vamos mobilizar-nos até este projeto ser retirado”, disse Maud Ruelle-Personnaz, co-secretária-geral da FSU Versalhes, o maior sindicato do setor da educação.

Do outro lado, os estudantes também não estão satisfeitos.

“Este sistema de pontos que o Governo quer introduzir diz-nos respeito diretamente porque com o novo sistema, todo o tipo de trabalhos que temos enquanto jovens e estudantes, vão contar para a nossa carreira contributiva, enquanto que agora contam os melhores 25 anos”, indicou Helno Eyriey, vice-presidente da União Nacional de Estudantes de França (UNEF) lembrando uma exigência antiga desta associação para que os anos de universidade ou formação contem para a idade da reforma já que atualmente a idade média de entrada no mercado de trabalho em França se situa nos 28 anos.

Mas as desigualdades deste novo sistema universal que quer unir os 42 sub-sistemas de pensões através da atribuição de pontos não se fica por aqui.

“As pensões das mulheres vão diminuir porque com o novo projeto vai ser considerada toda a carreira e até agora tinha-se em conta os melhores 25 anos. Assim, como são as mulheres que trabalham mais a meio tempo e têm contratos mais precários, são as que mais vão perder neste sistema de pontos”, afirmou Ana Azaria, presidente da Organização de Mulheres Igualdade.

Segundo relata esta dirigente associativa, as mulheres reformadas estão entre as classes mais afetadas pela pobreza em França, com uma disparidade média face aos homens na pensão mensal de quase 700 euros.

Com estes dados e sem recuos por parte do Governo, a greve vai continuar. A RATP já anunciou que os transportes na região parisiense vão estar parados até segunda-feira, assim como é também para continuar a paralisação no setor ferroviário.

Segundo dados recolhidos pela agencia de noticias francesa, AFP, mais de 510.000 pessoas participaram nas manifestações desta quinta-feira, associadas à greve geral, em 70 cidades francesas.

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Portugal Inovação Social regista 314 projetos experimentados com 37 milhões de financiamento

  • Lusa
  • 5 Dezembro 2019

A iniciativa Portugal Inovação Social, negociada com a Comissão Europeia como parte da programação do Portugal 2020, conta já com 314 projetos, que implicaram um financiamento de 37 milhões.

A iniciativa Portugal Inovação Social, negociada com a Comissão Europeia como parte da programação do Portugal 2020, conta já com 314 projetos experimentados, que implicaram um financiamento de 37 milhões de euros, foi anunciado.

“Até hoje são 314 os projetos a serem experimentados como novas respostas sociais, de Bragança até Loulé, e são 37 milhões de euros de financiamento e cerca de 15 milhões de euros de investimento social, mobilizado entre investidores públicos e privados”, avançou o presidente da Estrutura da Missão Portugal Inovação Social (EMPIS), em declarações à Lusa a propósito do fórum Portugal Economia Social, que se realiza entre terça e quarta-feira.

De acordo com Filipe Almeida, não foram colocadas restrições à natureza dos projetos, onde se incluem as aldeias pedagógicas em Bragança, onde se pretendem revitalizar saberes e atividades profissionais, o ColorADD, que consiste no primeiro código visual para daltónicos, ou pavilhão Mozart, em Leiria, que promove a inclusão social de reclusos.

No âmbito dos projetos experimentais, a iniciativa está a trabalhar com 280 entidades da economia social e mais de 350 investidores públicos e privados.

A Comissão Europeia (CE) transferiu para Portugal, até setembro, 9.704 milhões de euros, na sequência das operações financiadas por fundos europeus afetos ao programa Portugal 2020, o terceiro montante mais elevado entre os Estados-membros, segundo o último boletim de fundos da União Europeia.

No entanto, conforme indicou o presidente da EMPIS, apenas “uma pequena fatia” de 163 milhões de euros está mobilizada para a inovação social, tendo em conta o pacote geral de financiamento.

A região que mais beneficiou dos fundos estruturais foi o Norte, responsável por 50% das operações da Portugal Inovação Social, seguida pelo Centro, Alentejo e Algarve, sendo que só agora estão a decorrer concursos em Lisboa.

Para Filipe Almeida, apesar dos constrangimentos financeiros que poderão vir a condicionar o próximo quadro comunitário, nomeadamente na sequência da saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit), a inovação social não deverá ser uma das áreas afetadas.

“Portugal foi o único Estado-membro que negociou reservar uma parte dos fundos comunitários para a promoção de inovação social e para o desenvolvimento deste ecossistema com investidores públicos e privados. Esta é uma experiência que se revelou bem-sucedida e que [colocou] também a inovação social como prioridade em vários eixos de financiamento para o próximo quadro comunitário”, apontou.

"Portugal foi o único Estado-membro que negociou reservar uma parte dos fundos comunitários para a promoção de inovação social e para o desenvolvimento deste ecossistema com investidores públicos e privados. Esta é uma experiência que se revelou bem-sucedida e que [colocou] também a inovação social como prioridade em vários eixos de financiamento para o próximo quadro comunitário.”

Filipe Almeida

Presidente da Estrutura da Missão Portugal Inovação Social

No fórum Portugal Economia Social, que vai decorrer em Lisboa, e contará com Filipe Almeida como um dos oradores, vão ser debatidos, entre outros temas, o investimento e financiamento neste setor que “agrega as atividades coletivas que visam fins sociais ou públicos, com património privado”.

A economia social é constituída por 78 mil organizações, representa 6% do emprego remunerado com uma contribuição de 3% para o valor acrescentado bruto (VAB) nacional.

Das várias entidades que empregam neste setor destacam-se as associações (66 mil), nomeadamente, em áreas como a cultura ou a saúde, além da área social.

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UE pondera transferir competências de supervisão do branqueamento de capitais para organismo europeu

  • Vasco Gandra, em Bruxelas
  • 5 Dezembro 2019

As conclusões não sugerem que tipo de organismo supervisor poderá assumir essas funções e há diferentes abordagens da questão por parte dos Estados-membros.

Os Estados-membros da UE querem reforçar as regras em matéria de luta contra o branqueamento de capitais e admitem conferir a um organismo europeu determinadas responsabilidades de supervisão nesta área.

Esta possibilidade surge nas conclusões da reunião desta quinta-feira dos ministros das Finanças da UE, em Bruxelas. Os governos pedem à Comissão Europeia para explorar a possibilidade de novas ações de reforço do quadro que já existe no combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo. Em particular, instam o executivo comunitário a ponderar “as possibilidades, vantagens e inconvenientes de conferir determinadas responsabilidades e poderes diretos de supervisão” contra o branqueamento de capitais “a um organismo da União com estrutura independente e poderes diretos”.

As conclusões não sugerem que tipo de organismo supervisor poderá assumir essas funções e há diferentes abordagens da questão por parte dos Estados-membros. Neste momento a ideia é apenas uma possibilidade que a Comissão vai estudar. Recentemente, vários países defenderam, numa declaração conjunta, que a UE precisa de um supervisor central nesta matéria.

Fontes comunitárias admitem que uma hipótese seria a Autoridade Bancária Europeia — a agência de regulamentação e supervisão para todo o setor bancário da UE, com sede em Paris –, assumir essas novas responsabilidades. A ABE já viu, aliás, o seu papel reforçado na luta contra o branqueamento.

O atual debate surge após uma série de escândalos relacionados com branqueamento de capitais em bancos através da UE, em países como a Dinamarca, Estónia, Letónia ou Malta.

Nas conclusões da reunião de hoje, os Estados-membros sublinham importantes melhorias registadas no quadro regulamentar em matéria de luta contra o branqueamento de capitais, como a aplicação da quinta revisão da diretiva Antibranqueamento de Capitais, os novos requisitos de fundos próprios para os bancos, adotados este ano, ou a recente reapreciação do funcionamento das Autoridades Europeias de Supervisão.

Mas as conclusões do Conselho baseiam-se também numa comunicação e em relatórios da Comissão Europeia e que identificam uma série de insuficiências em relação aos bancos, às autoridades de luta contra o branqueamento de capitais, às autoridades de supervisão prudencial e à cooperação no interior da UE, e concluem que existe uma fragmentação tanto nas regras como na supervisão antibranqueamento de capitais.

Por isso, os governos pedem ao executivo comunitário para explorar novas ações que reforcem as regras em vigor. Para além de ponderar um organismo supervisor, a Comissão é igualmente convidada a estudar formas de assegurar uma cooperação mais sólida e eficaz entre as autoridades e os organismos que participam na luta contra o branqueamento de capitais e o financiamento do terrorismo, incluindo em formas de facilitar a troca de informações.

No final da reunião dos ministros das Finanças, o vice-presidente da Comissão Valdis Dombrovskis afirmou que o executivo comunitário apresentará no próximo ano novas propostas em matéria de luta contra o branqueamento de dinheiro.

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Saudi Aramco levanta 25,6 mil milhões no maior IPO de sempre

  • ECO e Lusa
  • 5 Dezembro 2019

A petrolífera saudita ficou avaliada em 1,7 biliões de dólares. É uma avaliação que supera o valor de mercado das cinco maiores companhias de petróleo do mundo.

Saudi Aramco vai para a bolsa de Riade no dia 12 de dezembro.Saudi Aramco

A Saudi Aramco levantou 25,6 mil milhões de dólares (23 mil milhões de euros) na oferta pública inicial (IPO), naquela que foi a maior operação de entrada em bolsa do mundo, superando o IPO da Alibaba, que rendeu à gigante do comércio online chinês cerca de 25 mil milhões em 2014.

A petrolífera saudita colocou as ações no intervalo máximo esperado, segundo adiantam fontes próximas da operação citadas pelo britânico Financial Times (acesso pago/conteúdo em inglês). E, com isso, a Saudi Aramco ficou avaliada em 1,7 biliões de dólares. É uma avaliação que supera o valor de mercado das cinco maiores companhias de petróleo do mundo.

As ações foram vendidas pelo preço de 32 riais sauditas, cerca de 8,53 dólares, o preço máximo do intervalo indicativo entre 30 e 32 riais que a empresa anunciou no mês passado. Isto apesar de os bancos que assessoraram a operação terem aconselhado o Reino a uma abordagem mais prudente com a venda de ações a um preço intermédio para incentivar a negociação das ações num período posterior.

A Saudi Aramco, que agora vendeu 1,5% do seu capital a outros investidores, vai para a bolsa de valores de Riade no próximo dia 12.

Alibaba protagonizou o maior IPO de sempre… até hoje

Fonte: Refinitiv

Os subscritores desta operação são sobretudo sauditas, com os grandes investidores estrangeiros a questionarem-se sobre a gestão, a capacidade do grupo em proteger as instalações petrolíferas e a duração dos lucros da empresa numa altura de maior rigidez nas políticas ambientais em todo o mundo.

Os fundos conseguidos pela Aramco com esta entrada em bolsa devem servir para financiar a diversificação de uma economia que até agora tem estado dependente do petróleo.

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