EDP, Greenvolt e Corticeira são as preferidas dos analistas

Cerca de 90% dos analistas que acompanha as três empresas apontam para a compra destas ações. No entanto, estas não são as empresas do PSI com maior potencial de valorização.

Os analistas que acompanham as ações do principal índice acionista da Euronext Lisboa estão muito otimistas para os próximos 12 meses. Se as previsões dos especialistas se concretizarem, o PSI deverá atingir os 7.228 pontos nos próximos 12 meses. Trata-se de uma valorização de 22,5% face ao fecho de ontem [quarta-feira], que atirará o PSI para a cotação mais elevada desde junho de 2014.

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Estas previsões ficam também ligeiramente acima das previsões que os mesmos analistas tinham há três meses para as 16 empresas do PSI. Sublinhe-se que as recentes previsões refletem já os resultados apresentados em 2022 pelas 16 empresas do PSI, que mostraram uma queda das margens operacionais e uma subida dos custos financeiros, e espelham uma mensagem de preocupação para os próximos meses por parte de muitos CEO.

A puxar mais pelo PSI estarão as ações da Galp Energia GALP 0,76% e do BCP BCP 0,86% que, em função de um potencial de valorização de 35% e 37%, respetivamente, e à ponderação que têm no índice, serão responsáveis por 40% da valorização do PSI nos próximos 12 meses, segundo as projeções dos analistas recolhidas pela Refinitiv. No entanto, estas não são as ações preferidas pelos especialistas nem as que apresentam o maior potencial de valorização.

Entre as empresas seguidas por pelo menos cinco analistas, a EDP EDP 1,31% , a Greenvolt GVOLT 0,00% e a Corticeira Amorim COR 1,41% são aquelas que acumulam mais recomendações positivas. De acordo com dados da Refinitiv, 90% das recomendações dos analistas que acompanham a elétrica nacional aponta para a compra das suas ações. O rácio de recomendação de compra para os títulos da Corticeira Amorim e da Greenvolt é de 88% e 86%, respetivamente.

Estas três empresas são de longe as empresas preferidas pelos analistas. No entanto, a onda otimista dos especialistas não se esgota nestas três companhias. Entre as 16 empresas que atualmente constituem o PSI, 10 contabilizam atualmente um número de recomendação de “compra” superior ao número de recomendações de “manter” e “vender” somados.

É o caso da Mota-Engil EGL 0,80% , que apesar de este ano acumular uma valorização de 35%, os analistas atribuem ainda um potencial de valorização de 100% para os títulos da construtora, face ao preço de fecho de ontem. O preço-alvo médio dos três analistas que seguem a empresa é de 3,1 euros, cerca de 9% acima do preço que os mesmos especialistas apontavam há três meses.

Destaque ainda para as ações da Greenvolt que, segundo as expectativas dos oito analistas que acompanham a empresa, negoceiam com um potencial de valorização de 66%. O preço-alvo médio para os títulos da empresa liderada por João Manso Neto é de 10,4 euros, cerca de 6,6% acima do preço estabelecido pelos menos analistas há três meses.

No canto oposto estão as ações da NOS NOS 0,77% : entre os 16 analistas que seguem a empresa, apenas três recomendam a “compra” das ações. De acordo com dados da Refinitiv, 10 recomendam “manter” e 3 recomendam vender. O preço-alvo médio para os títulos da empresa de telecomunicações dado pelas avaliações dos 16 analistas é de 2,94 euros, cerca de 29,5% face à cotação de fecho de ontem.

O valor das recomendações dos analistas

Mais do que rácios financeiros, análises fundamentais e análises técnicas, é para os preços-alvo que a maioria dos investidores gosta de olhar quando investe em ações. Afinal de contas, são o reflexo das opiniões de especialistas que seguem diariamente o mercado, conhecem “por dentro” as empresas que acompanham e, por isso, encontram-se numa condição privilegiada face à maioria dos investidores para apontarem com maior exatidão um preço futuro para as ações. Pelo menos era assim que deveria ser.

Em 2012, três académicos da Universidade de Waterloo e da Boston College avaliaram as análises de mais de 11 mil analistas de 41 países e concluíram que a previsão global dos preços-alvo não é muito elevada: em média, situa-se nos 18% para um horizonte temporal de três meses e de 30% para um horizonte de 12 meses.

Este é somente um de vários estudos empíricos que demonstram que os analistas não têm qualquer habilidade extraordinária para prever o futuro e, sobretudo, que os preços-alvo são um elemento demasiado certo para definir algo que está dependente de dezenas de variáveis, mais ainda num panorama de tanta incerteza como o que vivemos atualmente.

Por essa razão, os preços-alvo devem ser encarados como mais um elemento da avaliação da empresa e no contexto da análise realizada pelo analista; e não como uma orientação de investimento.

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Obrigações da Greenvolt dão pouca energia à carteira dos investidores

Apesar de pagarem 5,2% por ano, as obrigações verdes da Greenvolt exigem o pagamento de muitos encargos que minguam os ganhos do investimento para um máximo de 3,56%.

João Manso Neto, CEO da Greenvolt, em entrevista ao ECO - 10JAN22
Antes de assumir a liderança da Greenvolt no primeiro trimestre de 2021, João Manso Neto foi presidente executivo da EDP Renováveis durante 15 anos.Hugo Amaral/ECO

A Greenvolt anunciou, na semana passada, a sua segunda emissão de obrigações verdes. A empresa liderada por João Manso Neto pretende financiar-se em 100 milhões de euros através de “green bonds” com maturidade a cinco anos, para financiar ou refinanciar projetos ligados às energias renováveis.

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Segundo o prospeto das obrigações, o período da operação pública de subscrição (OPS) das “Obrigações Verdes Greenvolt 2027” arrancou a 2 de novembro e vai prolongar-se até 15 de novembro, e exige um investimento mínimo de 2.500 euros, o equivalente à compra de cinco obrigações.

Para convencer os investidores a emprestarem-lhe o dinheiro pretendido, a Greenvolt compromete-se a pagar 5,2% brutos por ano até 2027, o que sugere um negócio tentador. Não só porque a maioria das ações, obrigações e fundos de investimento está a registar correções na ordem dos dois dígitos desde o início do ano, como também os depósitos a prazo estão a oferecer taxas próximas de 0%. Mas nem tudo o que reluz é ouro.

Considerando o preçário atual dos 12 bancos colocadores desta operação no mercado, um investimento de 2.500 euros (mínimo permitido) traduz-se numa taxa interna de rentabilidade (TIR) média líquida de apenas 2% no bolso dos pequenos investidores que não tenham outros títulos em carteira. E mesmo que tenham mais ações ou obrigações e possam inclusive investir o máximo permitido na aquisição das “Obrigações Verdes Greenvolt 2027”, na melhor das hipóteses ganharão 3,56%.

Rendibilidade média anual das obrigações da Greenvolt

Fonte: ECO e preçários dos 12 bancos colocadores das Obrigações Verdes Greenvolt 2027. Rendibilidade média anual estimada de um investimento que leve as obrigações até à maturidade.

O potencial ganho que as obrigações da Grenvolt oferecem é limitado face ao risco do investimento. Os Certificados de Aforro, por exemplo, estão a pagar 2,5% em novembro (1,79% líquidos) e, ao contrário das obrigações da Greenvolt, são garantidos pela República Portuguesa, não têm oscilações de preço e não têm encargos associados.

Mas não é só face aos títulos de dívida do Estado que as obrigações da Greenvolt se mostram como um investimento com pouca energia para a carteira dos pequenos investidores. Também em comparação com outras obrigações semelhantes se chega à mesma conclusão.

Obrigações verdes com diferentes tratamentos

As empresas estão cada vez mais a procurar financiamento através da emissão de obrigações sustentáveis, com particular foco nas obrigações verdes. A EDP é disso exemplo. Desde 2018 já angariou quase 8.700 milhões de euros em “green bonds”, tornando-se já no principal instrumento de financiamento da elétrica nacional.

As duas últimas emissões de obrigações verdes da EDP foram realizadas a 3 e 4 de outubro e foram colocadas somente junto de institucionais. A primeira resultou no financiamento de 500 milhões de dólares a cinco anos, pelo qual a elétrica assumiu o compromisso de pagar 6,3% por ano até 2027. A segunda emissão permitiu à empresa levantar 500 milhões de euros a oito anos pelo preço de 3,875%.

É de notar ainda que a EDP detém 75% da EDP Renováveis, concorrente direta da Greenvolt, e é uma empresa que apresenta uma capitalização bolsista 16 vezes acima da Greenvolt e detém um rating creditício de “BBB” conferido pela S&P e pela Fitch, apenas um nível abaixo do rating de Portugal.

A Greenvolt não é avaliada por nenhuma das maiores empresas de análise de risco creditício (Moody’s, Fitch e S&P). Porém, tem um rating de “BBB-” atribuído pela agência de rating europeu Ethifinance e será sob este nível de risco que negoceiam as obrigações da Greenvolt.

Numa comparação com as emissões obrigacionista da EDP, particularmente na operação com o mesmo prazo de investimento das obrigações da Greenvolt, verifica-se que o potencial ganho que a OPS das “Obrigações Verdes Greenvolt 2027” confere aos pequenos investidores parece curto. Porém, é importante notar que ao contrário da emissão da Greenvolt que é realizada em euros e totalmente orientada para o retalho, a emissão da EDP foi realizada em dólares e foi colocada junto de investidores institucionais.

O mesmo sucede com a emissão verde de dívida sénior preferencial da Caixa, realizada a 24 de outubro, um dia antes do anúncio da operação da Greenvolt. Em vez de captar o interesse dos pequenos investidores, a Caixa preferiu financiar-se junto de investidores institucionais, obtendo um financiamento de 500 milhões de euros pelo qual o banco público assumiu o compromisso de pagar aos seus credores um juro de 5,75% por ano até 2028.

Tomando em conta as operações da EDP e da Caixa, fica-se com a ideia de que as emissões obrigacionistas das empresas pagam melhor os investidores institucionais do que os pequenos investidores. E isso não é culpa das empresas mas dos intermediários financeiros que continuam a cobrar comissões elevadas para negociar obrigações que ofuscam grande parte dos ganhos das operações, particularmente quando o montante do investimento é reduzido.

Os melhores negócios fazem-se depois da OPS

As últimas contas da Greenvolt mostram uma empresa com uma estrutura financeira orientada para um ambicioso plano de expansão para os próximos anos, que é sustentado por vários projetos em pipeline com capacidade de produção de 6,7 gigawatts, o equivalente à produção energética de cerca de 2400 turbinas eólicas, sendo que 43% destes projetos entrarão em atividade já no próximo ano.

No plano de investimento da empresa estão contabilizados investimentos entre 3,8 mil milhões e 4,2 mil milhões de euros até 2026 que, segundo a empresa, serão realizados através de um “aumento moderado da dívida financeira”.

Os resultados do último semestre apontam para uma dívida bruta de 590 milhões de euros até junho, o equivalente a 48% do ativo, e uma dívida líquida de 2,3 vezes o EBITDA, menos de metade da média dos cinco principais concorrentes da Greenvolt.

Todas estas métricas espelham a qualidade da equipa de Manso Neto, que assumiu a liderança da empresa no primeiro trimestre de 2021, após o spin-off da empresa da Altri. Porém, para os investidores que estão de olho na OPS das “Obrigações Verdes Greenvolt 2027”, há outras contas a fazer.

Por exemplo, a última emissão obrigacionista realizada pela Greenvolt, que teve lugar a 10 de novembro de 2021, resultou na emissão de 100 milhões de euros de obrigações verdes com data de vencimento em 2028 e uma taxa de cupão de 2,625%. Quem foi à OPS destas obrigações e mantiver os títulos até à maturidade, contará com uma rendibilidade média anual bruta equivalente à taxa de cupão.

No entanto, se hoje comprasse as mesmas obrigações no mercado aberto (estão a cotar na Euronext Lisboa) e as levasse até à maturidade, iria alcançar uma rendibilidade média anual de 4,6%. Isto porque as obrigações estão a negociar com um desconto de 13% face ao seu valor nominal e com uma yield de 4,6%.

Atualmente vivemos num período marcado por subidas das taxas de juro que têm provocado desvalorizações bastante acentuadas no preço das obrigações. É o caso das obrigações da Greenvolt com maturidade em 2028, e deverá ser assim com as “Obrigações Verdes Greenvolt 2027”, que tal como as anteriores também serão admitidas à negociação na Euronext Lisboa.

Até que as taxas de juro continuem a subir, dificilmente os preços das obrigações irão estabilizar. Assim, comprar obrigações abaixo do seu valor nominal no mercado aberto (na bolsa) e mantê-las até à maturidade será sempre um negócio mais vantajoso do que comprá-las no decorrer de uma operação pública de subscrição, quando a compra é realizada ao preço nominal.

Ficha técnica das “Obrigações Verdes Greenvolt 2027”

  • Nome: Obrigações Verdes Greenvolt 2027
  • ISIN: PTGNVGOM0004
  • Valor nominal: 500 euros
  • Investimento mínimo: 2.500 euros
  • Taxa de cupão: 5,20%
  • Prazo de subscrição: Entre 2 e 15 de novembro
  • Data de reembolso: 18 de novembro de 2027
    Juros: O pagamento dos cupões será realizado semestralmente a 18 de maio e 18 de novembro de cada ano.
  • Admissão: As obrigações serão admitidas à negociação na Euronext Lisboa.
  • Emissão: 95,6 milhões de euros (já descontando os encargos da emissão)

Nota: A análise do ECO à emissão da Greenvolt não dispensa a consulta do prospeto.

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Afinal, Mexia pode ser suspenso de funções na EDP?

Medidas de coação serão conhecidas, após os interrogatórios a António Mexia e João Manso Neto. O CEO é suspeito de quatro crimes de corrupção ativa e um de participação económica em negócio.

António Mexia, que irá conhecer as medidas de coação esta quinta-feira, depois dos interrogatórios feitos pelo juiz Carlos Alexandre no âmbito do processo EDP, pode estar em risco de ser suspenso de presidente executivo da elétrica, como avançou o Observador. “As medidas de coação estão sujeitas ao princípio da legalidade, o que implica que só podem ser aplicadas as que estão previstas na lei. Em qualquer caso, a suspensão do exercício de funções é uma destas medidas do art. 199.ºdo Código de Processo Penal, pelo que é possível a sua aplicação”, explica Henrique Salinas, sócio da CCA e professor na Faculdade de Direito da Universidade Católica.

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António Mexia é suspeito de quatro crimes de corrupção ativa e um de participação económica em negócio. Mas, Henrique Salinas faz a ressalva: “Só faz sentido aplicar esta medida de coação quando estão em causa factos recentes, praticados de forma repetida e atual no exercício das funções em causa, desde que se demonstre, em concreto, que a mesma é imprescindível para afastar os referidos perigos”.

Já José Carlos Machado defende que “ainda que o António Mexia exercesse um cargo em entidade pública à data dos factos, neste momento a EDP é totalmente privada, pelo que o mesmo não é funcionário público, nem exerce cargo cujo exercício depende de título público”. “Pelo que, caso venha essa medida a ser aplicada, é provável que venha o seu advogado alegar que essa suspensão de funções em entidade privada é ilegal. Para tal, atente-se no Acórdão do Tribunal da Relação do Porto, datado de 21-05-2003″, admite o sócio de contencioso da SRS Advogados.

“Felizmente, não são muitos os casos em que haja necessidade e possa ser aplicada esta suspensão do exercício de funções, as quais estão obrigatoriamente ligadas a cargos públicos ou atividades cujo exercício depender de título público ou de autorização ou homologação da autoridade pública”, acrescenta ainda o advogado.

Henrique Salinas recorda ainda que, como qualquer outra medida de coação, “como implica a restrição de direitos fundamentais só pode ser aplicada quando se verifiquem os seus pressupostos legais”. Quanto aos mesmos, “convém recordar que não basta a indiciação por crime punível com pena de prisão de limite máximo superior a dois anos, pois é ainda necessário que se demonstre que a sua aplicação é imprescindível, no caso concreto, para impedir: a fuga ou perigo de fuga; a perturbação das investigações mediante a interferência na produção de prova; a continuação da prática dos factos ou a grave perturbação da ordem pública”.

António Mexia recusou-se esta terça-feira, como arguido e na fase de inquérito, a responder ao juiz Carlos Alexandre, alegando estar pendente um pedido de afastamento daquele magistrado.

Após várias horas no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), em Lisboa, ao qual foi esta terça-feira chamado pelo juiz Carlos Alexandre para ser inquirido no âmbito do processo das rendas excessivas da EDP, António Mexia disse aos jornalistas que, por uma questão de coerência, devido ao pedido de recusa do juiz, “o interrogatório de hoje não fazia sentido”.

“É absolutamente indispensável garantir a imparcialidade para haver Justiça”, acrescentou o arguido. O seu advogado lembrou que há um incidente de recusa em curso e enquanto não estiver decidido não fazia sentido o seu cliente “prestar declarações em sede de interrogatório judicial”.

A defesa de António Mexia e João Manso Neto continua a aguardar o pedido de afastamento do juiz Carlos Alexandre do caso, por considerar que este pediu ao Conselho Superior da Magistratura para ficar com os processos do que tinham sido distribuídos ao juiz Ivo Rosa.

Questionado sobre as medidas de coação, João Medeiros disse que esperava uma decisão do juiz na quinta-feira. “Estivemos a verificar os factos, a cumprir as formalidades e a obrigação enquanto arguido”, afirmou o sócio da VdA. A defesa de António Mexia coloca em causa a imparcialidade do magistrado no incidente de recusa que será apreciado pelo Tribunal da Relação de Lisboa.

O processo das rendas excessivas da EDP está há cerca de oito anos em investigação no Departamento Central de Investigação e Ação Penal e tem cinco arguidos: António Mexia, João Manso Neto, presidente da EDP Renováveis, o ex-ministro Manuel Pinho, o administrador da REN e antigo consultor de Pinho, João Faria Conceição, e Pedro Furtado, responsável de regulação na empresa gestora das redes energéticas.

O inquérito investiga práticas de corrupção e participação económica em negócio nos procedimentos relativos à introdução no setor elétrico nacional dos Custos para Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC).

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Defesa de Mexia e Manso Neto tenta afastar juiz Carlos Alexandre do caso EDP. Interrogatórios estão suspensos

  • ECO
  • 29 Maio 2020

A defesa de Mexia e Manso Neto, que acusa o Ministério Público de querer "acertar o passo" aos dois, classifica que as primeiras decisões de Carlos Alexandre nos autos do caso EDP como “parciais”.

A defesa de António Mexia e João Manso Neto está a tentar afastar o juiz Carlos Alexandre como titular da instrução criminal do caso EDP, avança do Observador (acesso pago) esta sexta-feira, o que suspende os interrogatórios, apurou o ECO.

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João Medeiros, advogado dos líderes executivos da EDP e da EDP Renováveis, apresentou esta manhã um incidente de recusa do magistrado do Tribunal Central de Instrução Criminal do caso, alegando que o juiz terá pedido ao Conselho Superior da Magistratura para ficar com os processos do que tinham sido distribuídos ao juiz Ivo Rosa.

A defesa de Mexia e Manso Neto, que acusa o Ministério Público de querer “acertar o passo” aos dois, classifica as primeiras decisões de Carlos Alexandre nos autos do caso EDP como “parciais”.

Com isto, ficam suspensos os interrogatórios dos presidentes da EDP e EDP Renováveis, previstos para decorrerem nos dias 2 e 3 de junho, até que o Tribunal da Relação de Lisboa analise os argumentos da defesa. Segundo apurou o ECO, os interrogatórios estão suspensos até decisão relativamente ao requerimento feito pela defesa, em que pede o afastamento do juiz Carlos Alexandre. Os inquéritos, a 2 e 3 de junho, podem levar ao agravamento das medidas de coação já aplicadas.

O processo das rendas excessivas da EDP está há cerca de oito anos em investigação no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).

O inquérito investiga os procedimentos relativos à introdução no setor elétrico nacional dos Custos para Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC) tendo António Mexia e João Manso Neto sido constituídos arguidos em junho de 2017 por suspeitas de corrupção ativa e participação económica em negócio.

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EDP Renováveis assegura contrato eólico de 30 megawatts na Grécia

  • Lusa
  • 3 Julho 2019

A EDP Renováveis reforça a sua presença num novo mercado com um desenvolvimento sustentável do seu recurso de energia renovável, garante a empresa liderada por Manso Neto.

A EDP Renováveis assegurou um contrato de 20 anos na Grécia depois de um leilão de energia para a venda de geração eólica de um parque com capacidade de 30 megawatts (MW).

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Em comunicado, a empresa detalhou que “assegurou um Contract for Diference [um contrato de tarifa garantida] de 20 anos, na sequência do leilão de energia grego, para a venda de geração eólica produzida pelo parque Chalkodonio com 30 MW de capacidade”.

Na mesma nota, a EDP Renováveis referiu que “o projeto, localizado na região central da Grécia, deverá entrar em operação em 2022”

“Em 2018, a EDP Renováveis anunciou a entrada na Grécia com a atribuição de dois CfD de 20 anos para um total de 60 MW”, recordou o grupo.

Assim, “a EDP Renováveis reforça a sua presença num novo mercado com um desenvolvimento sustentável do seu recurso de energia renovável”, garantiu a empresa.

Segundo a EDP Renováveis, segundo a atualização da estratégia anunciada em “12 de março de 2019, a EDP Renováveis continua a analisar oportunidades de crescimento, enquanto desenvolve projetos rentáveis focados em países com perfil de baixo risco e estabilidade regulatória”, lê-se na mesma nota.

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Menos vento reduz produção da EDP Renováveis em 4% até março

  • Lusa
  • 23 Abril 2019

A empresa liderada por Manso Neto diz que produção foi prejudicada pelo menor recurso eólico do período, apesar da maior capacidade instalada.

A produção da EDP Renováveis (EDPR) caiu 4% nos primeiros três meses deste ano, face ao período homólogo, atingindo os 8,4 TWh (terawatts/hora), sobretudo devido ao “menor recurso eólico do trimestre”.

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A empresa liderada por Manso Neto adiantou que ainda “beneficiou da capacidade adicionada nos últimos 12 meses”, mas “foi prejudicada pelo menor recurso eólico” no primeiro trimestre, em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

“Na Europa, a geração diminuiu 7%”, revelou a EDPR, sendo que na América do Norte “a produção diminuiu 5%”, também tendo em conta “o menor recurso eólico do período, apesar da maior capacidade instalada. No Brasil, a produção aumentou para 0,3 TWh, beneficiando das adições de capacidade e do maior recurso eólico”, adiantou a empresa no mesmo comunicado.

A empresa adiantou que atingiu um fator de utilização de 34% no trimestre, face aos 38% no período homólogo, sendo que este valor é 93% do esperado para o trimestre, face aos 105% atingidos no ano passado.

Em março, “a EDPR geria um portfólio de 11,7 GW [gigawatts] em 11 países, dos quais 5,5 GW na Europa”, sendo que, destes, 2,4 GW em Espanha, 1,4 GW em Portugal e 1,7 GW no resto do continente. A empresa tinha ainda 5,8 GW na América do Norte e 0,5 GW no Brasil.

O grupo salientou ainda que no primeiro trimestre deste ano aumentou o seu portfolio em 38 MW (megawatts). “Em detalhe, a EDPR construiu 62 MW na Europa (47 MW em Portugal; 15 MW em França), e iniciou a re-potenciação de um parque eólico de 24 MW no norte de Espanha”.

Além disso, a EDPR viu, nos últimos 12 meses, crescer o seu portfolio em 703 MW, “nomeadamente 318 MW na América do Norte”, onde a empresa também vendeu “uma participação de 80% (160 MW) no parque Meadow Lake VI e consolidou os restantes 20% em equity”. O grupo cresceu ainda 249 MW na Europa e 137 MW no Brasil.

A EDPR anunciou hoje que chegou a acordo com vários investidores institucionais para “a venda da participação acionista total” da empresa “e dos empréstimos acionistas” de projetos eólicos avaliados em 800 milhões de euros, dando cumprimento ao plano de rotação de ativos.

O negócio é relativo a um portfolio de “tecnologia eólica onshore [em terra] com 997 MW de capacidade instalada”, em Portugal, Espanha, França e Bélgica.

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EDP terá influenciado legislação aprovada pelo Governo de Sócrates

  • ECO
  • 2 Abril 2019

Os advogados da EDP e gestores da elétrica terão influenciado alguma da legislação que acabou por ser aprovada e passou a reger a atividade da empresa, quando o Governo de Sócrates estava em funções.

A EDP terá escrito, influenciado e negociado mais de uma dezena de diplomas, contratos e licenças do Governo da República quando José Sócrates era primeiro-ministro e Manuel Pinho era ministro da Economia, noticia o Observador (acesso condicionado) esta terça-feira. Os casos remontam a meados de 2007, altura em que se produzia legislação para a liberalização do mercado de energia e a criação do Mibel, o Mercado Ibérico de Eletricidade.

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Num extenso artigo, o jornal digital explica como os advogados da Morais Leitão Galvão Teles ao serviço da elétrica terão elaborado rascunhos da legislação que, alegadamente, entraram nas versões finais dos diplomas aprovados pelo Governo da altura e que acabaram por ser as regras pelas quais a EDP passou a operar. Entre eles, o advogado Rui de Oliveira Neves.

O jornal dá conta de uma reunião, que decorreu a 4 de abril de 2007 na antiga sede da EDP, na praça do Marquês de Pombal, na qual os advogados Rui de Oliveira Neves e Ricardo Andrade Amaro terão participado numa reunião com João Manso Neto (atual presidente executivo da EDP Renováveis), para definir a futura produção desses anteprojetos legislativos, que terão, depois, sido proativamente enviados para o Ministério da Economia.

Mas as ligações entre a EDP e o Governo da altura não se ficam por aqui. Segundo o Observador, há ainda uma outra peça chave: João Conceição, atualmente administrador da REN e que seria pago por entidades privadas como o Boston Consulting Group e o BCP enquanto era consultor do ministro da Economia, é suspeito de ter favorecido a EDP enquanto desempenhava funções próximo de Manuel Pinho.

João Conceição é arguido do chamado “caso EDP” e, segundo o Observador, terá partilhado por email com João Manso Neto e Rui de Oliveira Neves alguns drafts de documentação confidencial relativa à legislação que estava a ser preparada, tendo discutido e aceitado sugestões do gestor da EDP sobre temas que diziam respeito a empresas concorrentes, como a Tejo Energia e a Turbogás.

João Conceição rejeita as acusações, mas reconheceu que, quando deixou de trabalhar para a Boston Consulting Group em 2008, pediu a António Mexia que o ajudasse a “encontrar emprego”. Segundo o Observador, acabou por ser contratado pelo BCP, mantendo-se como consultor do ministro Manuel Pinho.

Em resposta às informações, fonte oficial da EDP disse ao jornal que “em cumprimento de obrigações legais e deveres fiduciários, a EDP limitou-se a prestar contributos solicitados pelo Governo sobre legislação que implicava a revisão de contratos em que era contraparte, cuja extinção afetava diretamente a sua atividade”.

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EDP Renováveis lucra mais de 300 milhões. Dividendo sobe

A empresa liderada por Manso Neto aumentou os resultados líquidos. E tal como no ano passado, vai também elevar a remuneração aos acionistas em um cêntimos, para sete cêntimos.

A EDP Renováveis lucrou mais. Num ano em que as receitas até caíram, a empresa liderada por Manso Neto apresentou um resultado líquido de mais de 300 milhões de euros. Este crescimento vai ser partilhado com os acionistas, sendo a EDP o principal, através do aumento dos dividendos. Valor a pagar sobe para sete cêntimos.

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“O resultado líquido totalizou 313 milhões de euros (contra 276 milhões no período homólogo)”, refere a EDP Renováveis em comunicado enviado à CMVM. O EBITDA totalizou 1.300 milhões de euros, uma quebra de 5% face a 2017 “devido ao impacto de descontinuidades nas receitas, cambial e menores recursos eólicos”. E as receitas também encolheram.

“Em resultado da maior produção (+3% face a 2017), menor preço realizado (-9%), fatores cambiais (-46 milhões face a 2017) e o termo esperado de PTCs (após 10 anos) em algumas estruturas de Tax equity (-51 milhões), as receitas totalizaram 1.697 milhões (uma quebra de 7%)”, refere a empresa, salientando que os custos operacionais cresceram 6% para 589 milhões.

A explicar o crescimento dos resultados líquidos estiveram, então, os resultados financeiros que caíram para 220 milhões (contra 302 milhões em 2017, “beneficiando da evolução estável dos e juros financeiros líquidos (139 milhões), juntamente com custos de parcerias institucionais mais baixos e os ganhos derivados da estratégia de sell down de participações em projetos de offshore (87 milhões)”.

“Os resultados apresentados hoje, que incluem um crescimento dos lucros líquido de 14%, refletem a sólida gestão financeira da empresa, que beneficiou de um desempenho interanual estável dos custos de juros líquidos, de uma redução das despesas com parcerias institucionais e lucros da alienação de participações em projetos offshore“, refere Manso Neto.

Com estes resultados, e apesar dos investimentos terem elevado a dívida da empresa liderada por Manso Neto para os 3.060 milhões de euros, o conselho de administração revela que “irá propor, em assembleia geral de acionistas, uma distribuição de dividendos de 61,1 milhões”, diz a EDP Renováveis. Este valor equivale a sete cêntimos por ação, mais um que o pago em 2018 com base nas contas de 2017.

A EDP Renováveis vai dar dividendos, mas vai também continuar a investir para crescer, numa altura em que está a ser alvo da OPA da China Three Gorges. “Estamos empenhados em continuar a fazer crescer a empresa através de modelos de gestão eficientes e da limitação de riscos, bem como da diversificação da nossa capacidade de gerar valor através dos mercados e da tecnologia”, diz Manso Neto.

(Notícia atualizada às 7h22 com declarações de Manso Neto)

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EDP Renováveis vende ativos eólicos nos EUA e Canadá

  • Guilherme Monteiro
  • 31 Dezembro 2018

Empresa liderada por João Manso Neto vende 80% de um portefólio nos EUA que envolve três parques eólicos. Negócio avalia a carteira em 860 milhões de dólares, mas valor do encaixe não é revelado.

A EDP Renováveis chegou a acordo com a Axium Infrastructure para a “para a venda de uma participação acionista representativa de 80% do capital social relativo a um portefólio, detido na sua totalidade pela EDPR, de ativos eólicos onshore nos EUA e Canadá“, revelou a elétrica num comunicado divulgado na CMVM.

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O acordo envolve um portefólio de 499 MW e corresponde a três parques eólicos:

  • Meadow Lake VI de 200 MW, localizado no estado de Indiana, nos EUA, e que está em operação desde dezembro de 2018;
  • Prairie Queen, de 199 MW, localizado no Kansas e que se prevê entrar em operação no primeiro semestre de 2019;
  • Nation Rise, de 100 MW, localizado em Ontário, no Canadá, e que também deverá entrar em operação no próximo ano.

A empresa liderada por João Manso Neto adianta ainda, no mesmo comunicado, que o negócio avalia a totalidade da carteira de ativos em 860 milhões de dólares. O encaixe não é, contudo, revelado.

O negócio anunciado neste último dia do ano integra-se na “estratégia de sell down da EDPR pela qual a empresa vende participações maioritárias em projetos em operação ou em desenvolvimento”.

Esta estratégia permite “reciclar capital, com cristalização antecipada do fluxo de caixa, e criar valor reinvestindo os lucros em crescimento adicional, continuando a prestar serviços operacionais e de manutenção”, pode ler-se no comunicado.

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EDP ganha novo contrato. Bate todas a metas para os EUA

  • ECO
  • 4 Setembro 2018

Com mais este contrato, a EDP Renováveis já excede o objectivo de 1,8 GW de contratos de longo prazo de energia eólica para projectos a serem instalados no país até 2020

A EDP Renováveis conquistou mais um contrato de venda de energia. Depois do Brasil, agora foi nos EUA, país em que já excede o objetivo de 1,8 GW de contratos de longo prazo de energia eólica para projetos a serem instalados no país até 2020.

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“A EDP Renováveis, através da sua subsidiária EDP Renewables North America LLC, estabeleceu um contrato adicional, para a venda de energia produzida pelo projeto eólico Broadlands. O CAE de longo prazo, de 50 MW, foi garantido com uma empresa do setor energético”, refere a empresa em comunicado enviado à CMVM.

“O projeto eólico Broadlands, está localizado no estado de Illinois, EUA, e tem início das operações previstas para 2019. Com este acordo, a EDP Renováveis aumenta a capacidade contratada do parque de 150 MW, como anunciado a 10 de maio, para 200 MW“, nota a empresa.

“Na sequência destes acordos, a EDP Renováveis já garantiu mais de 2,2 GW de CAEs nos EUA, excedendo o objetivo de 1,8 GW de contratos de longo prazo de energia eólica para projetos a serem instalados no país no período de 2016-2020. Desde o início do ano, a EDP Renováveis já garantiu mais de 1,2 GW de novos CAE nos EUA, contribuindo para a execução bem-sucedida da sua estratégia de crescimento”.

A empresa liderada por Manso Neto saliente que “com estes CAEs, a EDP Renováveis tem atualmente contratados mais de 3,8 GW de adições de capacidade global, excedendo a meta de 3,5 GW do Plano de Negócios para 2016-2020, conforme comunicado em maio de 2016, no Dia do Investidor do Grupo EDP”.

“O sucesso da EDP Renováveis em assegurar novos CAEs reforça o seu perfil de baixo risco e a sua estratégia de crescimento baseada no desenvolvimento de projetos competitivos com visibilidade de longo-prazo“, remata a empresa que tal como a EDP está a ser alvo da OPA da China Three Gorges.

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EDP Renováveis reforça no Brasil. Vai construir mais dois parques eólicos

A empresa liderada por Manso Neto contratos de longo-prazo são relativos a energia renovável que irá ser produzida por dois parques eólicos a serem instalados no Rio Grande do Norte.

A EDP Renováveis assegurou, através de leilão, novos contratos de aquisição de energia (CAE) a 20 anos para a venda de eletricidade no mercado regulado brasileiro. Neste âmbito, vai construir dois novos parques eólicos no estado do Rio Grande do Norte, no Brasil.

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“Os contratos de longo-prazo são relativos a energia renovável que irá ser produzida por dois parques eólicos a serem instalados no estado Brasileiro de Rio Grande do Norte, nomeadamente Jerusalem com capacidade registada de 176 MW e Monte Verde de 253 MW”, diz a empresa em comunicado. “A entrada em operação dos parques deverá ocorrer no início de 2024”.

A empresa liderada por Manso Neto nota que o “preço atribuído aos contratos de longo prazo foi de 94 reais brasileiros/MWh e 87 reais/MWh respetivamente, sendo que ambas as tarifas estão indexadas à inflação brasileira”.

Com estes novos contratos, a EDP Renováveis tem, atualmente, em construção e desenvolvimento cerca de 0,8 GW de projetos de energia eólica com inicio das operações esperado para 2018, 2023 e 2024, todos com contratos de longo prazo assegurados”.

“Com este resultado, o portefólio da EDP Renováveis no Brasil deverá alcançar 1,1 GW em 2024, reforçando a sua presença num mercado caracterizado por um perfil de baixo risco, através da execução de CAEs de longo prazo, um recurso renovável favorável e fortes perspetivas de crescimento no médio e longo prazo”, remata.

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Aumento de produção impulsiona resultados da EDP Renováveis. Lucros sobem 4%

A empresa liderada por Manso Neto viu os lucros crescerem, no primeiro semestre do ano, 4% para os 139 milhões de euros, devido sobretudo ao aumento de 6% da produção.

A EDP Renováveis fechou os primeiros seis meses do ano com lucros de 139 milhões de euros, um crescimento de 4% face a igual período do ano anterior, anunciou a empresa em comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

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Para este aumento contribuiu o aumento da produção, que no período em análise tinha sido de 6%, beneficiando do aumento da capacidade ao longo dos últimos 12 meses, assim como um recurso eólico estável face ao período homólogo. Uma informação que, de resto, a EDPR já tinha prestado ao mercado no relatório de produção e capacidade.

O preço médio da venda totalizou 53,5 euros /megawatt hora, menos 11% do que o registado em igual período do ano anterior. A empresa imputa a queda do preço “a impactos cambiais e menores preços na Europa (6%), sobretudo devido à Polónia e Roménia, e América do Norte (-3%)”.

As receitas contraíram 7% para os 923 milhões de euros, enquanto o EBITDA caiu 5% para 686 milhões de euros.

EDP Renováveis em queda na bolsa

Os resultados financeiros caíram para os 133 milhões de euros, menos 15% face ao período homólogo, beneficiando do ganho de 15 milhões de euros da venda de uma participação num projeto offshore no Reino Unido.

O total de investimentos líquidos no primeiro semestre foi de 422 milhões de euros, menos três milhões de euros face a igual período do ano anterior. Aqui está também refletido o desinvestimento no projeto offshore no Reino Unido.

A dívida líquida da EDPR totalizou os 3.216 milhões de euros, mais 410 milhões de euros do que a registada em dezembro de 2017. A EDPR diz que esta dívida reflete “a caixa gerada pelos ativos, e por outro, os investimentos no período e a liquidação de um swap”.

(Notícia atualizada às 8h20 com mais informação)

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