Zonas “castanhas” e “pretas”? Arranca hoje discussão pública sobre novas regras para estacionar em Lisboa

Arranca hoje o período de consulta pública em torno do novo regulamento da EMEL, que prevê a criação de duas novas zonas para estacionar em Lisboa. Saiba como participar.

Arranca esta quinta-feira a fase de consulta pública do novo regulamento da EMEL, um período de 36 dias úteis durante o qual os cidadãos poderão remeter à Câmara Municipal de Lisboa sugestões, exposições ou outras considerações sobre a proposta das novas regras acerca do estacionamento e paragem na via pública em todo o concelho, nomeadamente a criação das novas zonas “castanha” e “preta” em locais de maior pressão de estacionamento.

Até 30 de setembro, todos poderão “expressar uma opinião livre e fundamentada” acerca do chamado “Regulamento Geral de Estacionamento e Paragem na Via Pública da Cidade de Lisboa”, que será publicado na área “Lisboa em Debate” do site da Câmara Municipal de Lisboa. “As sugestões ou observações devem ser enviadas para o endereço [email protected] ou por correio postal para Rua Alexandre Herculano n.º 46 – 4ª piso 1269-054 Lisboa”, disse ao ECO fonte oficial da Câmara Municipal de Lisboa.

Como o ECO avançou em julho, uma das principais novidades prende-se com a criação de duas novas zonas de estacionamento. As zonas “castanha” e “preta” estarão localizadas nas zonas do concelho em que há mais carros e custarão, respetivamente, dois e três euros por cada hora, até um máximo de duas horas. Trata-se de uma subida de preços, tendo em conta que as zonas “vermelhas”, que são atualmente as mais caras, têm um custo de 1,60 euros por hora. Em relação à EMEL, passará a ter luz verde para operar durante todo o dia, ao invés do que acontece até agora.

A Câmara Municipal de Lisboa pretende ainda que as famílias numerosas residentes em Lisboa, que tenham três filhos e o mais novo seja um bebé com até 24 meses, tenham direito a um lugar reservado para estacionamento à porta de casa. As restantes terão direito à oferta do primeiro dístico de estacionamento. Além disso, o Executivo tenciona beneficiar os residentes que não têm carro, através de uma medida para que os residentes que usem serviços de carros partilhados possam estacionar junto de casa.

Estacionar em Lisboa vai ser diferente. O que muda?

http://videos.sapo.pt/poMik8AVESCUjvyuFMbq

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Destino das condecorações de Berardo conhecido no fim do mês

"Espero entregar o documento que me foi solicitado no final de agosto", disse ao ECO Mota Amaral. O documento será depois apreciado pelo Conselho das Ordens, que terá a palavra final.

Mota Amaral deverá entregar no final de agosto a nota de culpa que pode levar à retirada das condecorações atribuídas ao empresário madeirense Joe Berardo, no âmbito do processo que foi aberto.

O Conselho das Ordens Nacionais decidiu em maio abrir este processo depois da audição do empresário na comissão de inquérito à recapitalização do banco público, em resposta ao pedido dos deputados da comissão, que criticaram duramente a postura do empresário.

O antigo presidente da Assembleia da República foi o escolhido por Manuela Ferreira Leite como instrutor deste processo que irá avaliar se houve ou não violação dos deveres dos membros das Ordens. Caso se confirme essa violação, o empresário poderá perder as condecorações que lhe foram atribuídas por António Ramalho Eanes, em 1985, e Jorge Sampaio, em 2004: comenda da Ordem do Infante D. Henrique e a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.

“Espero entregar o documento que me foi solicitado no final de agosto”, disse ao ECO Mota Amaral. O documento será depois apreciado pelo Conselho das Ordens que decidirá se houve, ao não, violação dos deveres. Mota Amaral recusou dar qualquer indicação quanto ao seu sentido em que vai o seu parecer.

Espero entregar o documento que me foi solicitado no final de agosto.

Mota Amaral

É depois desta primeira avaliação que o empresário será ouvido. De acordo com as regras do Conselho das Ordens, “no processo disciplinar é diligência impreterível a audiência do arguido, ao qual deve ser entregue nota de culpa e facultada a apresentação de defesa”. Um passo que ainda não foi dado de acordo com Mota Amaral e o próprio empresário.

“Ainda não houve nada”, disse o empresário ao ECO, recusando fazer quaisquer outros comentários sobre os casos em que está envolvido, lembrando que “está tudo nas mãos dos advogados”. O ECO confirmou junto dos mesmos que o empresário ainda não recebeu qualquer notificação do tribunal relativamente aos três arrestos que já foram noticiados. Em causa está o arresto decretado na sequência de uma providência cautelar interposta pela Caixa Geral de Depósitos (CGD), o BCP e o Novo Banco.

Caso a nota de culpa relativa às condecorações seja “julgada procedente, é imposta ao arguido, conforme a gravidade da falta e do desprestígio causado à Ordem, a sua admoestação ou irradiação”. No primeiro caso, caberá a Manuela Ferreira Leite, enquanto chanceler, repreender Berardo “pessoalmente ou por escrito”; já no caso da retirada dos dois graus de comendador, o processo é mais distanciado, havendo lugar à publicação de um alvará em Diário da República.

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Governo alertado para possível bloqueio da ponte 25 de Abril no dia do arranque da greve dos motoristas

Alerta chegou esta terça-feira. O movimento dos coletes amarelos vai juntar-se ao protesto dos motoristas. O objetivo é fazerem uma marcha lenta na ponte 25 de abril e na A1 e uma manif no Parlamento.

O Governo foi alertado esta terça-feira para a possibilidade de, no dia 12 de agosto, além da greve dos motoristas, o país ser confrontado com um bloqueio da ponte 25 de Abril e uma marcha lenta nas autoestradas que ligam Lisboa ao Porto (A1) e Lisboa ao Algarve (A2), soube o ECO. Uma ação conjunta dos motoristas de matérias perigosas e do movimento dos coletes amarelos.

O aviso foi dado na manhã de terça-feira na reunião semanal do Centro de Coordenação Operacional Nacional, que decorreu na Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide.

Nas redes sociais, o movimento dos coletes amarelos já deu as coordenadas para a ação de protesto. Os pontos de encontro são no McDonald’s de Corroios e no Parque Intermodal Malveira às oito da manhã para iniciar a marcha lenta às 9h30 e chegar à Assembleia da República às 11 da manhã de segunda-feira.

Os posts do movimento têm sido frequentemente atualizados e sempre a apelar à adesão de todos para “reforçar a greve dos camionistas”, “por melhores condições de trabalho” para os bombeiros, “em protesto contra a corrupção nacional” e ainda “contra o aumento do preço dos combustíveis”.

Os sindicatos, que avançaram com um pré-aviso de greve, criticaram fortemente a decisão do Executivo em avançar com serviços mínimos que oscilam entre os 50% e os 100% (para hospitais, Proteção Civil e aeroportos, por exemplo). Ambos optaram por impugnar judicialmente esta decisão, e os motoristas de matérias perigosas vão avaliar junto dos sócios o cumprimento ou não dos serviços mínimos decretados.

A questão é que, nas palavras de Pardal Henriques, vice-presidente do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), “cumprir os serviços mínimos é possível se não houver greve”. Em reação às medidas anunciadas pelo Governo, o advogado frisou que se está perante “uma ditadura do tudo posso” e que a “greve é só de nome”. Questionado se os serviços mínimos decretados são uma anulação da greve, Pardal Henriques foi veemente: “Obviamente”.

Perante o grau de exigência destes serviços é expectável que os efeitos da greve sejam muito menores face ao antecipado pelos sindicatos de motoristas. Com base no antecedente da greve de abril, o Governo não arrisca que a greve possa, de facto, parar o país, tendo em conta que os portugueses estão, na sua maioria, em férias e, a agricultura, por exemplo, está em época de colheitas de muitas culturas.

Marcelo Rebelo de Sousa alertou os motoristas para os riscos de a forma de luta escolhida ser excessiva e que isso possa gerar incompreensão junto dos portugueses. O direito à greve está previsto na Constituição, lembrou o Chefe de Estado, mas para “que esse direito seja eficaz deve utilizar os meios mais adequados para que os fins tenham sucesso”. “Não basta que os fins sejam legítimos, é preciso que os meios não venham prejudicar os fins”, frisou.

A bola está agora do lado dos sindicatos: manter a greve, voltar à mesa das negociações, ou simplesmente desconvocar a greve, dada a dimensão dos serviços mínimos decretados. O Sindicato Independente de Motoristas de Mercadorias (SIMM) tem uma reunião agendada para esta quinta-feira para avançar para os tribunais, uma opção que acabou também por ser escolhida pelo SNMMP, segundo avançou a RTP. Os motoristas das matérias perigosas têm um plenário no sábado — inicialmente previsto para analisar as contrapropostas que os patrões (a Antram) viessem a fazer ao conjunto de quatro a cinco pontos que para o sindicatos eram indispensáveis para desconvocar a greve, mas perante as declarações de Pardal Henriques é possível que a estrutura sindical marque um reunião extraordinária antes.

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Novabase propõe prémios aos colaboradores com base no desempenho das ações

  • Lusa
  • 7 Agosto 2019

Empresa tecnológica vai propor aos acionistas um plano de médio ou longo prazo de atribuição de uma remuneração variável a administradores e colaboradores com base no desempenho das ações da empresa

A tecnológica Novabase vai propor, na assembleia-geral do dia 26 de setembro, “um plano de médio ou longo prazo de atribuição de uma remuneração variável” a administradores e colaboradores com base no desempenho das ações da empresa.

Num conjunto de comunicados enviados à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), nos quais a Novabase detalha cada um dos pontos da assembleia-geral, a empresa justifica que a possível “implementação de um plano desta natureza, destinado aos membros do Conselho de Administração da sociedade e a colaboradores da Novabase ou de outras sociedades do grupo Novabase, afigura-se como uma forma de remuneração que permite fidelizar os colaboradores quer da sociedade quer do grupo”, bem como “estimular a sua capacidade criativa e produtividade”.

A empresa acredita ainda que esta estratégia poderá “favorecer a manutenção e/ou contratação de quadros dirigentes e trabalhadores de elevado potencial e valor estratégico, fomentando os resultados empresariais”, segundo o mesmo documento.

Na assembleia-geral de setembro, a Novabase irá ainda propor uma redução de capital, seguida de aumento do mesmo (operação harmónio), anunciou a empresa.

A operação de redução de capital, de 15,7 milhões de euros para 11,3 milhões de euros, tem como objetivo a “libertação de excesso de capital, a efetuar através da redução do valor nominal da totalidade das ações representativas do capital” de 50 cêntimos para 36 cêntimos, adiantou o grupo.

Em seguida, a empresa propõe aos acionistas levar a cabo um aumento de capital, de 11,3 milhões de euros para 54,6 milhões de euros, por incorporação de 43,3 milhões de euros “da reserva de prémios de emissão, mediante o aumento do valor nominal da totalidade das ações representativas do capital social no valor de 1,38 euros”, passando cada título a ter um preço de 1,74 euros, segundo o grupo.

A assembleia-geral irá ainda deliberar sobre um programa de recompra de ações próprias, a eleição de um novo membro para o Conselho de Administração, o balanço intercalar de 30 de julho deste ano e a proposta de distribuição de reservas e resultados acumulados.

Em julho, a Novabase anunciou que tinha registado 1,6 milhões de euros de lucro no primeiro semestre, mais 16,2% do que em igual período do ano anterior.

De acordo com a informação remetida à CMVM, no período de referência, o resultado antes de impostos, juros, amortizações e depreciações (EBITDA) fixou-se em quase cinco milhões de euros (4,98 milhões de euros), o equivalente a uma subida homóloga de 52,5%.

O volume de negócios da empresa que se dedica às tecnologias da informação avançou 8,2% para 74,7 milhões de euros.

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Portugueses já enchem o depósito. “É da ansiedade”

O ECO passou por alguns postos de combustível no centro de Lisboa. A afluência tem vindo a aumentar desde segunda-feira e já começaram as filas para atestar o depósito.

Já há filas para abastecer nos postos de combustível no centro de Lisboa. O receio da greve dos motoristas de matérias perigosas marcada para dia 12 e o impasse nas negociações entre sindicatos e patrões fez soar o alarme desde o início da semana.

No posto da BP perto da Basílica da Estrela há um funcionário a gerir o tráfego dos automóveis que chegam para abastecer. “Já se nota muito mais afluência desde ontem. Já esgotámos os jerricãs hoje e mandámos vir mais. É da ansiedade“, afirma ao ECO, entre sorrisos.

Fila na BP perto da basílica da EstrelaHugo Amaral/ECO

Algumas centenas de metros mais acima, já em Campo de Ourique, o funcionário do posto da Galp acabava de encher três garrafões de 20 litros de gasóleo. “Isto tem sido uma loucura hoje”, diz-nos. A meio da tarde o posto tinha uma fila de automóveis anormal à espera para abastecer.

Cinco litros para abastecer uma scooter.Hugo Amaral/ECO

Na Galp do Campo Pequeno, o cenário não era diferente. Mas as filas não preocupam o funcionário do posto. “Podem vir à vontade que a gasolina não vai acabar hoje! Mas que venham com calma. Ainda há pouco iam andando à porrada por causa da fila”. Poucos quilómetros mais à frente, na zona de Alvalade, mais do mesmo. Filas para abastecer no posto de combustível da Prio. “As pessoas já não metem nem dez nem 20 euros. É tudo para atestar”, conta-nos a funcionária.

Fila para abastecer na Prio a meio da tarde de quarta-feiraHugo Amaral/ECO

Este era o cenário, a meio da tarde de quarta-feira, nos postos no centro de Lisboa. O posto de combustível low-cost da Rede Energia no Campo Grande não foge à regra. Dizem-nos que desde domingo que se nota mais afluência e que não é normal nesta altura em agosto. “Os chineses já não têm jerricãs. Estão a mandar vir às toneladas”, brincam os dois funcionários, enquanto enchem os depósitos dos automóveis à frente de uma fila com quase duas dezenas de veículos.

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Wall Street no verde. Investidores à procura de “pechinchas”

Ações norte-americanas encerraram com ganhos ligeiros, com os investidores a aproveitarem recentes quedas para irem em busca de ações com valores atrativos. Ainda assim, os sinais de alerta mantêm-se.

Após perdas de mais de 1% no início do dia, Wall Street inverteu e acabou por encerrar com ganhos ligeiros. Muitos investidores terão aproveitado para ir em busca de “pechinchas” após um período de seis sessões de perdas. Ainda assim os sinais de alerta mantêm-se com o ouro a brilhar acima dos 1.500 dólares e o petróleo em derrapagem até bem próximo dos 50 dólares.

O S&P 500 avançou uns ligeiros 0,08% enquanto o Nasdaq somou 0,38%. Apenas o Dow Jones destoou, mas com uma perda de apenas 0,09%.

“Como cortamos as perdas para metade pela hora do almoço e continuamos a subir, tornou-se uma questão de os compradores continuarem a comprar ações que sentem que foram excessivamente vendidas ao mesmo tempo que havia falta de vendedores” afirmou Michael James, diretor do departamento de negociação de ações da Wedbush Securities, para justificar a ligeira recuperação observada em Wall Street nesta sessão.

Apesar disso, os sinais de alerta mantiveram-se nas bolsas norte-americanas, com os receios dos investidores face ao impacto da guerra comercial sobre a evolução da economia a refletir-se na queda dos juros da dívida soberana norte-americana. No prazo a 30 anos aproximaram-se de mínimos históricos.

O nervosismo dos investidores também foi percetível no que respeita à procura de ouro como ativo refúgio, com o preço da onça a ultrapassar pela primeira vez nos últimos seis anos a fasquia dos 1.500 dólares.

Em compensação, o petróleo chegou a resvalar 5%, com o barril de crude a ficar próximo da fasquia psicológica dos 50 dólares.

A Walt Disney destacou-se pela negativa na sessão norte-americana, com uma queda de quase 5%, depois de ter reportado resultados que ficaram aquém das estimativas dos analistas.

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Samsung não dobra, mas desdobra Note. Veja os topo de gama

A Samsung atualizou o segmento mais musculado da gama Galaxy e apresentou os Note 10 e Note 10+. Não têm entrada para auscultadores nem botão para desligar, mas meia hora de carga dá para um dia.

Seis meses depois de ter apresentado o primeiro telemóvel dobrável do mercado, a Samsung volta a dobrar telemóveis. Só que, desta vez, fê-lo de outra forma: ao invés de um único modelo da gama Galaxy Note, a marca decidiu fazer diferente e desdobrar o modelo em dois. Chegaram os novos Note 10 e Note 10+.

São dois telemóveis topo de gama que, como é habitual, foram desenhados a pensar num segmento mais empresarial. A empresa sul-coreana também pensou nos “influenciadores”, desenhando dois modelos mais adaptados não só para o trabalho como ainda para o entretenimento e a criação de conteúdo. A marca pretende, deste modo, captar de uma só vez estes dois nichos de mercado tendencialmente mais exigentes.

À esquerda, o Galaxy Note 10. À direita, o Note 10+.Flávio Nunes/ECO

A principal diferença entre as duas versões do novo Note é mesmo o tamanho. O Note 10 conta com um ecrã de 6,3 polegadas, enquanto o do Note 10+ tem 6,8 polegadas. Ambos são ecrãs com margens muito finas e tecnologia AMOLED, o que lhes confere cores mais garridas, brilhantes e fiéis ao original. Em termos comparativos, o Note 10 é ligeiramente menor do que o parente próximo Galaxy S10+, mas é maior do que o S10, ambos já no mercado.

Para os menos entendidos no universo mobile da Samsung, as gamas S e Note podem ser facilmente confundidas. A grande diferença prende-se na caneta integrada nos smartphones Note, que não existe na gama S. Na apresentação aos jornalistas em Amesterdão, na Holanda, a marca admitiu isso mesmo: a existência da caneta é a principal razão invocada pelos clientes que preferem a gama Note à gama S. Por isso, os Note costumam ser telemóveis que, além de maiores, tendem a ser mais caros.

A caneta S Pen é a principal diferença entre a gama Note e a gama S.Flávio Nunes/ECO

Meia hora de carga, um dia de utilização

Como são telemóveis maiores, os Note também carregam em si baterias com maior capacidade do que o normal. A do Note 10 tem 3.500 mAh, enquanto a do Note 10+ conta com uma bateria de 4.300 mAh, melhor até do que a do Galaxy S10+. A Samsung aprimorou o software para obter uma gestão mais inteligente da energia, pelo que a empresa promete que os novos Note aprendem com a utilização. Por outras palavras, mantêm-se “vivos” durante mais tempo.

Outra melhoria reside na velocidade de carregamento. Esqueceu-se de ligar o telemóvel à tomada durante a noite? Não é um problema: basta meia hora de carregamento para obter um dia inteiro de utilização, promete a Samsung. Claro que a estimativa depende da utilização que der ao smartphone.

Em termos comparativos com o anterior Note 9, o Note 10 tem algumas melhorias incrementais: uma capacidade de processamento 33% superior e uma unidade gráfica com 42% mais capacidade, de acordo com cálculos da empresa. Em termos de memória RAM, o Note 10 tem 8 GB, enquanto a versão mais musculada conta com 12 GB.

Mais leves e com suporte ao 5G

O ECO já experimentou os novos Note e uma das características que se destaca logo é a leveza destes novos smartphones. Outra é a “pinta” preta no topo do ecrã, mesmo a meio — num primeiro olhar menos atento, pode dar a ideia de que o ecrã está danificado. Mas não é mais do que a câmara das selfies. No breve teste que fizemos, constatámos que qualidade do sensor é muito satisfatória.

Pormenor da câmara frontal, localizada a meio do ecrã.Flávio Nunes/ECO

Quanto às câmaras traseiras, depende do aparelho. O Note 10 tem três câmaras muito versáteis, que servem praticamente todas as ocasiões: uma é a lente dita “normal”, mas há também uma grande-angular e uma teleobjetiva. O Note 10+ conta igualmente com estas três câmaras, mas tem ainda um quarto sensor que usa lasers para gerar imagens com maior profundidade.

É por isso que um dos enfoques da Samsung na promoção dos Note são os vídeos com profundidade, uma funcionalidade a que a marca chamou de Live Focus, ou seja, foco em tempo real. E boas câmaras pedem boas capacidades de edição de vídeo. É por isso que os Note integram um editor de vídeo avançado, desenvolvido pela marca sul-coreana, mas também o Adobe Rush, uma app de edição de vídeo que deriva do Adobe Premiere, o conhecido software profissional de edição audiovisual.

Em termos de conectividade, a marca considerou importante lançar uma versão do Note 10+ com suporte ao 5G. Trata-se de uma terceira versão do Note, com conectividade de quinta geração, mas que só estará disponível em alguns mercados, entre os quais, para já, não se encontra o português.

Sem botão para desligar nem entrada para auscultadores

A par das novas funcionalidades, os Note ficam marcados por duas ausências de peso. Uma é o chamado power button, isto é, o botão para desligar: agora, se pressionar o botão de desbloqueio, invocará a Bixby, que é a alternativa da Samsung à assistente virtual Siri presente nos iPhones. A marca passa uma mensagem de que desligar é cada vez menos necessário, pelo que, se quiser adormecer os novos Note, terá de carregar no botão de desbloqueio e no do volume ao mesmo tempo.

A segunda ausência inesperada é a entrada para auscultadores. Numa era em que os headphones sem fios são cada vez mais comuns, a Samsung disse “basta” e removeu, finalmente, a tradicional entrada para auscultadores, seguindo uma tendência lançada pela Apple há alguns anos. A opção, como se sabe, não é consensual e poderá não agradar a alguns utilizadores.

É assim a base do Note 10: microfone, entrada USB-C, auscultador e caneta. Não tem entrada para auscultadores.Flávio Nunes/ECO

Em contrapartida, os novos telemóveis têm Bluetooth 5.0, que é mais fiável e permite manter a ligação por uma distância superior, o que representa uma melhoria num telemóvel que privilegia o wireless em detrimento dos fios. Quanto aos altifalantes, os Note integram duas colunas estéreo, desenvolvidas pela conceituada marca AKG.

Tanto o Note 10 como o Note 10+ (lê-se plus) estão disponíveis em três cores. Duas delas são o branco e o preto. A terceira cor é a rosa no caso da versão menos musculada… e uma versão glow, que brilha em vários tons consoante o ângulo em que se olha, no caso da versão maior. Há uma semana, o ECO questionou a Samsung acerca dos preços destes novos aparelhos. No entanto, a empresa não forneceu essa informação a tempo de fecho deste artigo.

O ECO viajou para Amesterdão a convite da Samsung Portugal.

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Sindicato independente: “Vamos impugnar judicialmente estes serviços mínimos”

Sindicato independente diz que serviços mínimos impostos pelo Governo significam que "cada dia de greve será um dia normal de trabalho" e anunciam que vão impugnar judicialmente decisão.

O Sindicato Independente de Motoristas de Mercadorias (SIMM) vai tentar impugnar judicialmente os serviços mínimos agora decretados pelo Governo para a paralisação de motoristas de 12 de agosto, avançou Anacleto Rodrigues ao ECO.

“Vamos impugnar judicialmente estes serviços mínimos, para os travar. Isto são serviços máximos, significam que a greve não será mais do que um dia normal de trabalho”, considerou o dirigente do SIMM. “O Governo ao dar este passo coloca em causa o direito à greve, que está consagrado na Constituição da República Portuguesa.”

O Executivo anunciou esta quarta-feira que, na greve convocada para começar a 12 de agosto, os motoristas dos sindicatos independentes terão de assegurar entre 50% e 75% de serviços mínimos, dependendo do tipo de mercadorias em questão, além de 100% de serviços essenciais. O grau elevado de “mínimos” decidido pelo Executivo justifica-se pelo facto da paralisação ter sido decretada “por tempo indeterminado” e pelos vários impactos que a greve pode representar para a economia nacional, justificou Vieira da Silva, ministro do Trabalho

No entender do SIMM, a imposição de serviços mínimos tão elevados vem também extirpar “mais um direito” aos motoristas, isto quando estes já são poucos. “Tínhamos o direito à greve e a ter um salário… e agora tiram-nos mais um”, apontou Anacleto Rodrigues. “Estes serviços mínimos não são para proteger os cidadãos”, acusou. “O que o Estado fez foi para proteger os interesses económicos de alguns grandes grupos económicos.”

O SIMM deverá reunir esta quinta-feira para avançar para os tribunais.

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Novo Banco vendeu carteiras de imóveis e malparado por 258 milhões

A venda à Waterfall Asset Management e ao Cerberus Capital Management de duas carteiras avaliadas em perto de 800 milhões de euros, foi concretizada com um desconto face a essa quantia.

O Novo Banco anunciou a venda de duas carteiras de imóveis e crédito malparado no início da semana, dando agora conta ao mercado que o negócio foi feito por um montante global de cerca de 258 milhões de euros, 30% da respetiva avaliação.

Ao Cerberus foi vendido o “Projeto Sertorius”, tal como o ECO avançou em final de julho, uma carteira com um valor bruto contabilístico de 487,8 milhões de euros composta por 195 imóveis agregados, que se traduzem em 1.228 unidades individuais, com usos industrial, comercial, terrenos e residencial, incluindo estacionamentos.

De acordo com comunicado publicado no site da CMVM nesta quarta-feira, o banco liderado por António Ramalho revela que “o valor de venda da carteira a entidades indiretamente detidas por fundos geridos pela Cerberus Capital Management, ascendeu a 159 milhões de euros“.

O outro negócio diz respeito à venda à Waterfall Asset Management de uma carteira de ativos imobiliários e crédito não produtivo designada por “Projeto Albatroz””. A carteira foi contabilizada como tendo um valor bruto contabilístico de 308 milhões de euros, segundo o Novo Banco. Relativamente a esta operação, o valor de venda “ascendeu a 98,7 milhões de euros“, diz o comunicado do banco.

Somando dois valores acordados na venda das duas operações, estas ficam avaliadas em 258 milhões de euros, este valor representa 32,25% dos 800 milhões de euros a que estavam avaliadas.

“Estas operações não tiveram efeitos adicionais na conta de exploração face à valorização dos ativos nas contas do Novo Banco de 30 de junho de 2019 na medida em que já refletem o montante de 228,7 milhões de euros de provisões no semestre relacionadas com as referidas vendas de ativos”, dá conta o Novo Baco nesta quarta-feira.

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“Esta não é uma greve às empresas. É uma greve aos portugueses”, diz ANTRAM

Para os patrões, a posição do Governo foi, face à anterior greve de abril, "socialmente responsável" e mostra que Executivo está consciente da "má fé negocial" dos sindicatos.

Perante a definição dos serviços mínimos para a greve dos motoristas agendada para dia 12 de agosto, o porta-voz da Antram, André Matias de Almeida, considerou que a posição do Governo, face à anterior greve de abril, foi “socialmente responsável”. “Esta declaração energética antecipada faz todo o sentido”, disse, em declarações emitidas pela RTP3.

“Esta greve não é uma greve às empresas. É uma greve aos portugueses”, afirmou André Matias de Almeida, acrescentado que basta que os sindicatos “incumpram os serviços mínimos, como aconteceu em abril, para que o impacto na vida dos portugueses seja enorme”.

O que o Governo fez foi, por isso mesmo, segundo o porta-voz da Antram, “acautelar” os efeitos que a greve pode vir a originar, sobretudo depois de pensar no que aconteceu em abril. Ao mesmo tempo, e ainda que os serviços estabelecidos esta quarta-feira pelo Governo se situem entre os 50% e 75%, “o direito à greve está garantido”, rematou.

Esta terça-feira, Marcelo Rebelo de Sousa disse que os sindicatos arriscam ter contra si a “generalidade dos portugueses”. Lembrando a priori que o direito à greve está previsto na Constituição, o Chefe de Estado afirmou que “não basta que os fins sejam legítimos, é preciso que os meios não venham prejudicar os fins”.

Já em declarações ao ECO, a Antram lembrou que depois do incumprimento dos serviços mínimos na greve de abril, e depois do “sindicato deixar em em ata em reunião ocorrida a 15 de julho para discussão dos serviços mínimos que não faria cargas e descargas”, os sindicatos “não podiam estar à espera de outra coisa quando ademais o governo esteve na mesa das negociações e está bem consciente da má fé negocial que norteou este processo do lado destes sindicatos“.

Ao longo da conferência de imprensa desta tarde, Vieira da Silva, ministro do Trabalho, aproveitou para relembrar essa mesma reunião de 15 de julho, tida no “seu” Ministério.

“Relembro que a greve nasceu num momento em que estavam a decorrer negociações com a Fectrans”, num conjunto de reuniões acordadas entre as partes com o princípio de que que durante as mesmas “não fossem usadas determinados tipos de instrumentos de conflito”. Contudo, lamentou, “o processo negocial foi interrompido a partir do momento em que dois dos sindicatos apresentaram um aviso prévio de greve por tempo indeterminado durante as reuniões”.

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Saiba quais são os serviços mínimos decretados pelo Governo para a greve dos motoristas

A lista é vasta. Por exemplo, abastecimento de combustíveis destinado aos postos das empresas que prestam serviço público de transportes de passageiros é assegurado por um serviço mínimo de 75%.

O Governo já definiu, através da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), os serviços mínimos para a greve dos motoristas agendada para a próxima segunda-feira, dia 12 de agosto. O grau de serviços mínimos situa-se entre os 50% e os 75%. Além destes, os serviços considerados essenciais terão 100% de serviço assegurado, disse o ministro do Trabalho, Vieira da Silva, esta quarta-feira em conferência de imprensa.

O despacho publicado no site da DGERT estabelece que os sindicatos que entregaram pré-avisos de greve “devem prestar como serviços mínimos as horas de trabalho necessárias” à realização de certos serviços. Entre eles estão o abastecimento de combustíveis à Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA) — cujas bombas estão identificadas na página eletrónica da Entidade Nacional para o Setor Energético (ENCE) — “nas mesmas condições em que o devem assegurar em dias úteis, de feriado e/ou descanso semanal, em período homólogo”, lê-se no despacho.

Com a exigência de 75% dos serviços mínimos, está o abastecimento de combustíveis destinado aos postos das empresas que têm por objeto a prestação do serviço público de transportes de passageiros, telecomunicações, água e energia, como é o caso da Carris, Transtejo ou EDP Distribuição, por exemplo. Também será exigido 75% dos serviços em “transporte e abastecimento de combustíveis, matérias perigosas, medicamentos e todos os bens essenciais destinado ao funcionamento dos estabelecimentos prisionais, centros de acolhimento residencial para crianças e jovens, estruturas residenciais para pessoas idosas, IPSS e Misericórdias”.

Veja aqui todos os serviços mínimos decretados pelo Governo:

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Venda de combustíveis 30% acima da média na última semana

A venda de combustíveis aumentou 30% face a períodos comparáveis na última semana, enquanto há postos a comprar o quadruplo do combustível que é comum, adiantou o Governo.

A corrida dos portugueses aos postos para abastecer o carro e acumular reservas levou a um acentuado aumento das vendas de combustível. Na última semana, a venda de combustíveis aumentou 30% face a períodos comparáveis. O número foi avançado pelo ministro do Ambiente e da Transição Energética nesta quarta-feira, que diz que os portugueses se estão a preparar melhor para enfrentar a greve dos motoristas de matérias perigosas que se aproxima face ao que aconteceu em abril.

“A venda de combustível na última semana em Portugal foi em 30% superior a uma semana comparável ao longo do ano”, disse Pedro Matos Fernandes, durante a conferência em que o Governo decretou os serviços mínimos para a greve que arranca a 12 de agosto. “Significa que as pessoas estão, naturalmente, já a prevenir-se para a greve”, acrescentou ainda aquele ministro.

Não só os portugueses estão a prevenir ficar sem combustível, como os próprios postos de abastecimento também estão a reforçar os tanques. “Alguns postos de combustíveis estão a comprar neste momento o quadruplo do combustível que é comum comprarem, o que significa que vamos chegar a domingo à noite já com uma boa parte das portuguesas e dos portugueses com o combustível de que necessitam para os dias seguintes”, anteviu Matos Fernandes.

“Esta é uma grande diferença relativamente a abril, com os postos de combustível com muito mais combustível do que aquilo que é comum nesta época do ano ou em qualquer época do ano”, rematou.

Foi com estas declarações que encerrou a conferência de imprensa em que o Governo, tendo como interlocutores não só o ministro do Ambiente como o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, decretou serviços mínimos entre 50% e 75% para a greve dos motoristas.

Foi anunciado ainda que o Governo está a dar formação a 500 motoristas com vista a assegurar o abastecimento de combustível em caso de falhas.

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